05 - Os Que Têm Fome e Sede de Justiça

Jesus disse em Mateus 5:6: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos.”

Esta fome não  é uma fome por experiências nem por bênçãos. Não é uma fome por ter um ministério, nem por uma posição ou lugar. Não é uma fome ou um esforço para construir uma imagem na mente das pessoas. É uma fome e uma sede por justiça. Precisa haver, bem no fundo do nosso coração, uma fome e sede por justiça. Não é só uma fome por Deus; é um clamor e um anseio para que o Senhor aperfeiçoe o seu espírito e traga purificação na sua vida. Davi disse: “Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome” - Salmo 23:3.

Quando o nosso espírito percebe uma necessidade, surge uma fome e sede de justiça. O Sermão da Montanha parece falar exatamente disso. “Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça...” - Mateus 6:33. Isto não está  falando de experiência, bênçãos, ou qualquer outra coisa, mas sim da Sua justiça. Não busque o que você vai  comer ou o que vai  vestir, mas busque primeiramente o Seu Reino e a Sua Justiça e todas as outras coisas lhe serão acrescentadas.

A marca de um espírito maduro é esse anseio, empenho e clamor constantes por Deus. Em Filipenses 3:14, Paulo disse como estava prosseguindo para o alvo, empenhando-se e estendendo-se, e como ele queria estar seguindo ao Senhor. Depois ele disse: “Todos, pois,  que somos perfeitos, tenhamos este sentimento...” (versículo 15). A marca característica de um espírito maduro é o anseio, empenho, o viver  clamando a Deus, com fome e sede. Você não pode amar ao Senhor sem desejar ser um com Ele, e você não vai querer que essa unidade seja maculada ou arruinada pelo fato de alguma coisa no seu espírito estar errada.

As coisas erradas no espírito humano arruinam casamentos, destroem relacionamentos entre pais e filhos e quebram a unidade na congregação. Você já notou como a fraternidade, o amor e a unidade florescem quando todo o povo se estende com fome e sede pelo Senhor? Isto é para a justiça: para sermos justos no Senhor.

II Coríntios 6:16,17 e 7:1 são passagens que falam sobre esta justiça: “Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Por que nós somos santuário do Deus vivente, como Ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em cousas impuras...”  Isto está falando de purificação.

Você pode perguntar: “Isso quer dizer que temos que voltar à velha ordem, que não podemos tocar em nada?” Não. Isso foi no Velho Testamento. As leis de purificação, do limpo e do imundo, não se baseiam nisso; elas foram uma figura de alguma coisa por vir. Na verdade, estas leis estão falando do que o seu espírito toca. Em Ageu 2:12,13, alguém perguntou: “Se alguém tocar o que é impuro, ficará imundo? (Ageu 2:12,13). Os vasos tinham que ser purificados; não podia haver nenhuma impureza neles.

Assim, também, precisa haver essa purificação no nosso espírito, até que ele não toque o que é contaminado.  “...não toqueis em cousas impuras;  e eu vos receberei; serei vosso Pai e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo Poderoso. Tendo, pois, ó amados,  tais promessas purifiquemo-nos de toda a impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus” - II Coríntios 6:17b,18 e 7:1.

“Saí do meio deles, apartai-vos, diz o Senhor, e não toqueis nada imundo” - é tão fácil as pessoas trazerem isso a um nível de “faças e não faças”, mas não é absolutamente a esse nível que este versículo está se referindo. Ele se refere às coisas que estão contaminando nosso espírito. Trata-se de ser limpo de toda contaminação da carne e do espírito, aperfeiçoando a santidade no temor do Senhor. É uma fome de justiça no coração do povo. Tudo é julgado segundo a contaminação do espírito; portanto, precisa haver dentro de nós esse anseio e clamor: “Ó Deus, tenho fome da Tua Justiça”, pois sabemos que a nossa comunhão com Ele está relacionada à justiça do nosso próprio espírito.

Você não anseia pelo fim das coisas no seu espírito que o atormentam e perturbam? Não se engane; embora você varra essas coisas da sua mente, elas ressurgem com evidências denunciadoras. O que é que o deixa sem interesse, de forma que você não avance na Palavra? É uma contaminação no seu espírito. O que é que faz com que você fuja das pressões? É a contaminação do seu espírito. Por que você tem pesadelos e sonhos de violência e fuga? O que é que leva a mente a sonhar coisas assim? Não é a costeleta de porco que você comeu antes de dormir. São coisas que emergem do subconsciente. Você deve clamar:  “Senhor, purifica-me da contaminação da carne e do espírito. Permita que eu aperfeiçoe a santidade no temor de Deus.”

Como é que podemos aperfeiçoar a santidade?  Conforme as Escrituras, podemos “aperfeiçoar a santidade no temor de Deus.” Se você quer realmente ter fome, quer buscar a Deus e ter sede pelo Senhor, aqui está o segredo: mude a sua atitude em relação aos tratamentos de Deus com você. O capítulo doze de Hebreus diz que você deve se regozijar quando for corrigido pelo Senhor, porque quando for corrigido por Ele, você se tornará participante da Sua santidade. Você quer justiça no seu espírito? Então pare de reclamar. Pare de ser rebelde, porque o Senhor o corrige e coloca pressões sobre você, porque não há outra forma pela qual Ele possa trazer o seu espírito a uma submissão, senão pela correção. Quando Ele o corrige, você passa a participar da Sua justiça. Você passa a ter fome dela. Você passa a ter sede dela.

Aqui está uma passagem de Hebreus sobre o amor e a correção do Senhor para que você possa realmente amá-Lo e caminhar com pureza de coração.  “E estais esquecidos da exortação que, como a filhos, discorre convosco: Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaieis quando por ele és reprovado; porque o Senhor corrige a quem ama, e açoita a todo filho a quem recebe. É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como a filhos), pois que filho há a quem o pai não corrige? Mas se estais sem correção, de que todos se têm tornado participantes, logo sois bastardos, e não filhos. Além disso, tínhamos os nossos pais segundo a carne, que nos corrigiam e os respeitávamos; não havemos de estar em muito maior submissão ao Pai dos espíritos, e então viveremos? (Ele é o Pai do seu espírito). Pois eles nos corrigiam por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia; Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade. Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacifico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça. Por isso restabelecei as mãos descaídas e os joelhos trôpegos; e fazei caminhos retos para os vossos pés, para que não se extravie o que é manco, antes seja curado” - Hebreus 12:5-13. Isto está falando da Sua justiça. A correção produz a justiça do Senhor no seu espírito.

Você quer que o seu espírito seja inteiramente justo? Você quer ver essas impurezas e imperfeições, essas propensões e desejos, e essas coisas que vieram  de Adão fora da sua vida? Precisa ser mais do que um desejo; precisa ser uma fome e um anseio. O anseio pelo Senhor, a fome e sede de justiça vêm de uma atitude correta quando você está atravessando as pressões: “Obrigado, Senhor, pelo que estás me fazendo passar, porque eu sei que está produzindo os resultados. Isso vai me fazer participante da Tua santidade.” De alguma forma, com todas as pressões que Deus traz sobre você, o seu espírito se abre com um anseio e um clamor  pelo Senhor.

Há um anseio, um clamor do seu coração por Deus, uma fome e sede para que a Sua justiça o sacie quando você se cansa das fraquezas e falhas que vê no próprio espírito, desejando ser limpo e purificado. Você anseia responder às exigências de Deus e não responder com a incapacidade do seu próprio espírito. Quando Deus disser que deseja algo de você, responda em Deus, ao invés de responder na incapacidade do seu próprio espírito. O mundo não parece mudar muito, de uma forma ou de outra, quer você se incomode ou não com as coisas. Algo em seu espírito pode fazer você continuar andando com Deus, sem reagir às circunstâncias e  acontecimentos e às condições ao redor. O clamor do meu  coração é: “Ó Deus, tire-me do caminho; tire tudo no meu espírito que se coloca no Seu caminho e se mova através de mim.”

Esta bem-aventurança lhe traz a promessa de se tornar um adorador puro, porque é do espírito reto que flui  adoração ao Senhor. A adoração pura sai de um espírito limpo das reações e respostas humanas ao mundo ao redor. Um espírito reto diz como Paulo no passado: “ Nenhuma destas coisas me abala” (Atos 20:24). Quando você sabe como reagir ao mundo ao redor, então você realmente pode adorar.

Você já chegou na igreja e viu que não podia adorar muito bem porque estava preocupado com alguma coisa? Alguém tinha lhe insultado ou magoado? Você tinha medo de que algo acontecesse. Você tentava adorar e não conseguia. As reações às coisas que se passavam ao redor e as circunstâncias da sua própria vida o esmagavam; não havia mais adoração. Um adorador puro tem que ser capaz de adorar a Deus em meio a um pandemônio. Não importa a que um adorador seja submetido - em qualquer lugar, qualquer tempo e qualquer situação, ele precisa ser capaz de adorar a Deus.

Houve algumas pessoas assim nos tempos bíblicos. Paulo e Silas tiveram isso na sua reação aos açoites em Filipos, quando seus corpos foram lacerados pelo chicote. Naqueles dias, usava-se esfregar sal nas feridas para evitar infecção. Você pode imaginar como aquilo doía? Seus pés foram amarrados em cadeias no cárcere, onde, sem sentir pena de si mesmos, eles cantavam louvores ao Senhor (Atos 16:23, 25). Os seus espíritos tinham sido libertos das reações humanas ao ambiente, ao mundo ao redor e até das reações da carne e seus sofrimentos. Você consegue entender aquela Igreja primitiva cantando e entoando louvores, enquanto os leões os despedaçavam? Só há um meio de entendê-los: seus espíritos eram lindos. Eles tinham fome e sede de justiça. Eles se tornaram puros adoradores porque seus espíritos tinham sido purificados das reações humanas.

Como Deus ama esse tipo de adoração e louvor que sobe ao Seu nome! Eu me pergunto quantas vezes as pessoas tentaram chegar a esta adoração. Mas esta adoração pura vem de um espírito que foi purificado das reações humanas ao mundo ao redor e às circunstâncias da vida. Esta bem-aventurança é o caminho para se tornar um adorador puro de Deus. “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.” O espírito que foi transformado em um espírito reto e farto com a Sua justiça é o espírito que pode realmente adorar a Deus. Se você quer ser transformado, este é o caminho: fome e sede de justiça.

Já faz muito tempo desde a última vez em que apareceu alguém, como Elias e Eliseu, para trazer julgamento. Eu conheço as misericórdias e a longanimidade do Senhor; no entanto, nunca vimos uma era com tantas pessoas zombando de Deus e daqueles que andam retamente como esta era. O homem que age justamente é odiado. Não são muitos os que têm fome e sede de justiça. Mas os julgamentos seguramente irão voltar. Chegou o tempo das pessoas serem levadas a orar para que os julgamentos de Deus estejam novamente sobre a terra e elas  irão fazer isso. Quando os julgamentos de Deus estão na terra, o povo aprende a justiça (Isaías 26:9).

A fome e o anseio no seu espírito são muito necessários. As Escrituras dizem que se você tiver fome e sede de justiça, você será farto. Há tanto uma promessa quanto um princípio nisto. Deus promete que o homem que tem fome e sede de justiça será farto. O princípio claro nisso é que Deus sempre responde à fome. A fome abre o seu espírito e Deus começa a  Se derramar dentro da sua vida. O anseio de espírito é como uma boca bebendo de uma fonte inesgotável. A fome e sede de justiça serão saciadas automaticamente. É como beber água de um copo; porém, o copo tem um limite e a sede nem sempre  é saciada. Mas Jesus disse: “Aquele, porém,  que beber da água que Eu lhe der, nunca mais terá sede...” - João 4: 14. Aquele que beber desta fonte, nunca mais terá sede.

Fome e sede são uma exigência do seu espírito para banquetear-se no Senhor. Você diz: “Pastor, mostre-me como fazer isso. Não fique só falando, não fique fazendo disso uma coisa linda, mas mostre-me como. Eu quero ver a beleza disso, mas também quero saber como andar.” Certa vez, uma pessoa perguntou: “Nós nascemos com uma fome por Deus ou  a fome é algo que pode ser apropriado? Estou tão inquieto porque não tenho fome por Deus.” Ele ficou profundamente inquieto com  sua fome durante anos, mas hoje o Senhor o está saciando. Ele é um vaso transbordante. Quando você fica muito inquieto, achando que não tem fome por Deus, isso em si já é fome. É um pranto, um anseio no seu espírito. É uma fome e sede no seu espírito.

Salmo 63:1 diz: “Ó Deus, tu és o meu Deus forte, eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, numa terra árida, exausta, sem água.” Você consegue entender o que o salmista quis dizer com “terra árida, exausta e sem água?” Ele estava se referindo à fome e sede, ao clamor para que Deus viesse ao seu encontro. É como o Salmo quarenta e dois: “ Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo...” - Salmo 42:1,2.

O homem que não tem fome nem sede de justiça não está exigindo do Senhor. Quando lê as Escrituras, ele fica impressionado e as estuda. Ele aprende concretamente, como aprenderia com qualquer outro livro. Ele pode ler as Escrituras buscando um pouco de inspiração e um trampolim para suas orações. Quando ouve os sermões, ele se interessa pela doutrina e estrutura do sermão, para descobrir os princípios ocultos, para ver que sugestões o ajudarão para o próximo sermão. Quando ora, ele se preocupa com o mundo. Ele  se preocupa com o seu próprio mundo, com a igreja, e ora pelas necessidades, que para ele são óbvias, pedindo a Deus respostas: uma mudança de circunstâncias; direção; orientação. Quando ministra, ele busca a Deus por coisas para as pessoas. Quando recebe ministração, ele se preocupa com as coisas que precisam ser feitas para si ou em seu favor.

Mas há uma qualidade estranha acerca do homem que tem fome e sede de justiça. Ele nunca abre a Bíblia para ler, sem ter fome e sede de justiça. Esse clamor silencioso é constante no seu espírito, é a oração sem cessar, “sacia-me, sacia-me, sacia-me, sacia-me...” É a fome que transcende todos os outros apetites e todos os outros desejos. Quando ele lê a Palavra, seu espírito diz: “Alimenta-me, alimenta-me - eu tenho fome, tenho sede.” Quando ora, ele se preocupa com todas as coisas com que todo mundo se preocupa, mas seu espírito dá vazão a uma oração própria, com gemidos inexprimíveis: “Ajuda-me, sacia-me, sacia-me, alimenta-me, alimenta-me.” Quando recebe ministração, ele se preocupa com seu ministério e com o que ele vai fazer, mas ele não está buscando respostas e direção; ele está dizendo: alimenta-me, alimenta-me, alimenta-me - eu estou com fome, estou faminto.” A fome está sempre presente.

“Bem - aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.” É um anseio que nada mais pode realmente satisfazer. É aquela batida inoportuna à meia noite: “Um amigo meu chegou de viagem e eu não tenho nada para lhe oferecer” (Lucas 11:5-10). Ele bate, bate, bate, bate. É um lamento e um choro; no entanto, é uma reivindicação da promessa divina: “Cumpra a promessa! Completa o que começaste. Termina a obra, termina, ó Deus, aquilo que começaste na Tua obra na minha vida. Eu anseio por isso; Senhor, não me deixe neste estado. Molda-me! Molda-me e me transforma no vaso que queres que eu seja! Enche-me! Enche-me!

É a fome que busca primeiramente o Reino de Deus e a Sua justiça, mesmo que isso signifique ignorar todas as outras necessidades humanas. Eu  vi isso acontecer poucas vezes. Eu  vi homens se afastarem de bons empregos, os quais levaram a vida inteira para construir, para irem às montanhas orar e esperar em Deus. Eu  vi um silêncio desesperado vindo sobre essas pessoas. Você fala com elas, mas elas estão em algum outro lugar. Elas estão buscando, estão escalando uma montanha para se encontrarem com Deus.

Quando um jovem estiver faminto e sedento, lendo a Palavra, recebendo toda a ajuda que puder, estendendo-se todo o tempo ao Senhor, então as coisas perversas no seu espírito sairão. Essa pessoa será saciada com a justiça de Deus. Não basta ser cristão. Você precisa tratar com as perversidades no seu espírito que o tornam um cristão ineficaz. Seu desejo é ser um canal do Senhor. Seu desejo é ser um cristão através de quem o  amor de Deus possa fluir. Assim sendo, você deve ter fome e sede da Sua justiça. É isso que você deve buscar.

Às vezes as pessoas se desencorajam e começam a recuar. Não faça isso. Não há nenhum grande problema em caminhar com Deus se você tem fome e sede d’Ele. Certa vez, alguém me perguntou: “ Você teve que desistir de muita coisa?” “Desisti com satisfação” eu respondi. É assim que eu sinto que devemos  entrar em um caminhar com Deus. Eu me afastei de tudo o que pertencia ao velho sistema. Eu não senti pena de mim mesmo; pelo contrário, fiquei muito contente porque eu queria um fim para aquilo. Eu já tinha orado muito para que isso acontecesse. Então entrei em alguns dos anos mais difíceis da minha vida, sem ninguém para culpar ou com quem reclamar, sempre que eu  agia de um certo modo por causa das pressões que estavam sobre mim. Eu tive que olhar para o  meu próprio espírito com uma honestidade de coração. Essa é a melhor coisa que você pode fazer - dê uma boa olhada honesta no seu próprio espírito. Então você começará a ter fome e sede de justiça, ansiando profundamente ; nada mais satisfará essa fome.

Não basta tentar resolver os problemas e situações; verifique o seu próprio espírito em cada uma destas situações. Verifique o seu próprio espírito em todo relacionamento, toda decisão e tudo o que você faz. Dê uma boa olhada em si mesmo e diga: “Senhor, tenho fome e sede da Tua justiça.” Senão, você continuará com esses mesmos traços, essas mesmas coisinhas que são como armadilhas e minas no chão, sobre as quais se anda sem saber quando irão explodir.

Nunca se sabe quando a coisa que está no seu espírito irá apanhá-lo, ou o que poderá acontecer-lhe com uma determinada combinação de circunstâncias. Você já se indagou até que ponto é forte, até que ponto você está realmente fixado num caminhar com Deus? Diz-se que todos têm um preço, todos têm uma situação onde podem se dobrar, a não ser quando a graça de Deus vem. Eu nunca vi um homem com fome e sede de justiça que o diabo conseguisse dobrar. O único homem que o diabo consegue dobrar é aquele que está buscando outras coisas. O diabo pode frustrar aquele homem justamente naquelas coisas que ele está buscando, até que suas esperanças fiquem em pedaços. Mas aquele que tem fome e sede de justiça parece nunca fracassar, mesmo que passe por todos os tipos de situações. Fome e sede são uma exigência:  “Ó, Deus, termina o que começaste na minha vida. Tu és o Autor. Sê o Consumador. Não me deixes aperfeiçoado  no espírito pela metade. A fome e sede clamam pelo término do que Ele iniciou.

Fome e sede parecem ser o lubrificante que nos conserva como odres novos diante do Senhor. Precisamos desta fome e sede para que não nos tornemos um odre velho, enrijecido (Atos 9:17). O que é um odre velho? Alguém que está satisfeito com a experiência de ontem:  “Deixe o vinho fermentar e envelhecer um pouco mais, se bem que já está bem assentado; não vai haver grandes mudanças”. Há certos vinhos que podem melhorar com o tempo, mas a maioria não melhora nada. Depois de processados, os vinhos são engarrafados e, desse momento em diante, eles não envelhecem mais. Eles podem conservar a potência por vários anos, sendo que alguns vinhos podem melhorar com os anos; mas os odres velhos não melhoram nada, e ainda podem avinagrar o vinho. Portanto, se você quer vinho novo, então você deve desejar  ser um vaso capaz de contê-lo - um odre novo, flexível para tudo o que Deus trará na terra. Para isso, aplique generosamente o lubrificante da fome e sede de justiça, porque um odre velho é alguém satisfeito, alguém que não tem mais fome.

Esta fome e sede de justiça são o único caminho ou você será tragado pela própria superficialidade e vazio. Que coisa terrível! Você conhece o seu próprio vazio? Você conhece sua própria superficialidade? Você quer que isso o devore? Então tenha fome e sede de justiça. Você pode dizer: “Eu falhei tanto com Deus.” Não confunda isso com fome e sede. Auto-condenação é incredulidade.

Aqui está mais uma descrição de fome e sede. A fome e sede de justiça são tão grandes que não há desespero por causa dos fracassos ou falhas, mas muita fé para que o  vazio seja inundado com a justiça do Senhor. Aqueles que têm fome e sede de justiça não se preocupam mais com as suas deficiências, porque desejam um fim para elas. Eles querem que a justiça do Senhor os sacie. Eles não pedem para melhorar a si próprios, mas sim para que a justiça de Deus venha e sacie seus espíritos.

Às vezes o desespero com os próprios fracassos não é outra coisa senão um sinal de que você sente que poderia agir melhor, e que está quase pronto a fazer um esforço gigantesco para corrigir a coisa no próprio ego. Não seja assim tão bobo. Isso seria tentar aperfeiçoar, na carne, o que foi iniciado no espírito. Você não pode fazer isso. A fome e sede de justiça são pela justiça do Senhor. Não são uma ambição de mudar as coisas em si mesmo, pelos próprios esforços, ou pela própria sabedoria e disciplina. É algo muito além disso. É um anseio, um clamor a Deus por Sua justiça. Nada mais, exceto a Sua justiça irá satisfazê-lo,  porque isso é que traz a resposta à sua própria superficialidade e vazio.

Queremos que os nossos espíritos tenham fome e sede de justiça. Lemos no Velho Testamento: “ ... o Senhor é o Deus da sabedoria, e pesa todos os feitos na balança”-  I Samuel  2:3. Ele conhece tudo o que fazemos, mas Ele vai além de apenas observar nossas ações; Ele as pesa. Queremos que quando o Senhor  pesar nossas ações, Ele encontre um espírito reto por trás delas. Queremos que Ele veja o clamor do nosso espírito por justiça.

Precisamos ajudar uns aos outros. Não podemos ter crítica, nem ficar absorvidos em nós mesmos. Precisamos clamar para que todos nós sejamos encontrados por Deus, para que tenhamos uma fome e sede do Senhor, para que a Sua justiça chova sobre nós. O objetivo dos nossos corações é clamar:  “Desde cedo Te buscarei, ó Senhor.”

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