01. Eu Me Submeto Ao Seu Comssionamento

As Escrituras contém princípios que nos ensinam como pensar e como devem ser nossos sentimentos e reações em relação aos outros. Quer nós compreendamos isto ou não, o fator básico no Reino é relacionamentos.  Todos os problemas que enfrentamos nos sobrevém porque não sabemos como nos relacionar, ou ainda não aperfeiçoamos os nossos relacionamentos uns com os outros.

Nos últimos anos, não enfrentávamos as provas e tratamentos de Deus que estamos enfrentando agora.  Todos os relacionamentos estão sendo testados e examinados pelo Senhor.  O relacionamento entre pais e filhos está sendo testado e precisa ser corrigido. O relacionamento entre professores e alunos nas escolas do Reino é um exemplo, visto que essas escolas não são escolas comuns, entretanto, cada vez mais elas precisam alcançar aquilo que Deus realmente deseja.  Tem havido uma mudança decisiva no relacionamento de todos os irmãos na liderança.  Isto não é limitado, mas está mudando enquanto nós aprendemos um nível de submissão que nunca havíamos experimentado.

Quando você se submete ao seu irmão, não deve ter a seguinte atitude: “Eu não estarei interessado em seus problemas.  Se existe um choque de personalidades entre nós, eu apenas ignorarei os seus problemas”.  Esta é uma atitude errada.  Se o pastor de uma igreja local está tendo um problema e o povo decide não enfrentá-lo, mais tarde ele afundará cada vez mais profundamente em seu problema. Como conseqüência, o povo terá um período de dificuldades e alguns podem até deixar a igreja.

Basicamente nós precisamos aprender a nos relacionar com a comissão divina. Vamos olhar de forma diferente da que temos olhado e ver que não estamos nos relacionando com pessoas, mas com a palavra de Deus sobre elas. O quarto capítulo de Efésios fala bastante sobre o  relacionamento do Corpo com os dons ministeriais: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres. O capítulo seguinte nos diz para sermos submissos uns aos outros no temor de Cristo (versículo 21). Esse capítulo continua falando sobre o relacionamento entre marido e mulher, pais e filhos, escravos e senhores.  Em todos estes relacionamentos, precisamos entender este princípio: a ordem divina inclui submissão, mas o ingrediente mais importante desta submissão é fé. Sua submissão é mais eficaz quando você tem fé pela pessoa a quem está sendo submisso.  Assim você não verá o que lhe falta: verá o  que Deus disse sobre ela e então se submeterá àquilo.

De acordo com Efésios 5:22, as esposas devem ser submissas aos seus maridos como ao Senhor.  Contudo sabemos que poucos maridos em seus relacionamentos com suas esposas têm as boas qualidades e atributos que o Senhor tem. Conseqüentemente, é preciso fé por parte da esposa para fazer com que o comissionamento de Deus se expanda progressivamente.

Eu fui comissionado muito antes de ter algum ministério. Foi-me bastante difícil aceitar aquele comissionamento e o Senhor precisou tratar comigo – não porque eu era imperfeito no comissionamento, mas porque eu precisava aceitá-lo.  Eu tive que aceitar a palavra de Deus sobre a minha vida, da mesma forma como você deve aceitar a palavra de Deus sobre a sua vida.  Tudo começa aí, porque se você não consegue aceitar o que Deus diz  sobre você, então não será capaz de aceitar o que Ele  disse sobre ninguém  mais.  Você precisa ter fé suficiente para dizer: “Creio na palavra que Deus falou sobre mim. Creio que é exatamente a vontade de Deus e que se cumprirá. Não obstante as coisas que parecem estar no caminho, ou os obstáculos que preciso romper, devo ter fé naquela palavra”.

Às vezes o inimigo nos ataca com sentimentos de incapacidade e algumas vezes o Senhor permite isto porque é importante que não tenhamos nenhuma confiança na carne (Filipenses 3:3). Ao mesmo tempo, precisamos ter muita confiança naquilo que o Espírito de Deus testemunhou sobre nós.  Confiamos que Ele realizará Sua perfeita vontade em nossas vidas se crermos em Sua palavra.  Então, quando olharmos nossos irmãos e irmã ao nosso redor, nós os veremos não no que falharam, mas aceitando o que Deus disse sobre eles.

Temos a tendência de julgar uma pessoa pelo que ela conseguiu, em vez de pelo objetivo que ela deve alcançar; e estas são duas coisas diferentes.  Talvez não exista nenhum de nós que creia que já é perfeito, que está se movendo perfeitamente na vontade de Deus.  Contudo, podemos nos regozijar enquanto cremos uns pelos outros. Desta forma, vemos que fé é o principal ingrediente da submissão.  Sujeitamo-nos uns aos outros como ao Senhor, porque O vemos surgindo em cada um de nós.  Não temos nenhuma confiança de que exista alguma realização perfeita fora do que Cristo traz à luz.  Portanto, submetemo-nos uns aos outros como ao Senhor.  Eu me submeto ao Senhor em todos vocês, nos quais Ele está operando a Sua perfeita vontade.

Você compreende que pode se submeter ao que o Senhor está fazendo em seu irmão, mesmo que ele pareça ser hostil para com você?  Esta é a maneira de ver as contendas desaparecerem, porque você se recusa a honrá-las.    Você se recusa a conviver na manifestação incompleta da vontade de Deus em seu coração.  A sua fé o alcança com uma submissão para crer que ele futuramente estará de acordo com a palavra do Senhor. A era do evangelho começou com a resposta de uma jovem ao anjo: “Cumpra-se em mim conforme a Tua palavra” (Lucas 1:38).  Pode ter havido uma longa preparação pela qual ela foi trazida àquela posição de submissão.  Como Maria, também precisamos chegar a ponto de dizermos: “Senhor, eu me submeto a Ti”.

Nesta época, cada ministério exige muita fé e oração. Precisamos nos envolver completamente com aqueles que estão debaixo de nós no Senhor, como também com aqueles que estão debaixo de nós no Senhor.  Suponha que pela direção do Espírito Santo eu imponha minhas mãos em alguém e o comissiono para ser um presbítero na vontade do Senhor e ele se torna um presbítero.  Dali em diante, estou totalmente envolvido com o comissionamento que ele recebeu.  Preciso ser tão submisso a esse comissionamento com ele – talvez até mais submisso – porque aquela palavra veio através de mim é me exigido ser submisso à palavra de Deus sobre meu irmão.  Eu não posso censurá-lo e reprova-lo como se ele fosse um pagão.  Em vez disso, eu preciso ir a ele e trata-lo como irmão.  Preciso ter fé por ele e coloca-lo fora de alguma situação difícil em que ele possa estar.  Devo-me relacionar com ele pelo seu comissionamento e isto exige muita fé.

Muitos dos nossos relacionamentos são muito pessoais.  Quando os nossos relacionamentos são pessoais, vemos uns aos outros segundo a carne e nos relacionamos no nível humano (veja II Coríntios 5:16, 17).  Em lugar disso, vamos nos focalizar mais na vontade de Deus sobre a vida do nosso irmão.  Isto é uma questão de discernimento e revelação.  Eu me decido a não conhecer o meu irmão segundo a carne, mas por revelação.  Quero que o Senhor revele o que tem para ele, qual o comissionamento que está sobre a sua vida; então eu me relacionarei de acordo com isto. Mesmo se a manifestação daquele chamamento está incompleto e ele ainda não está andando no comissionamento, eu não rejeito o meu irmão.  Torno-me mais preocupado, e a minha fé explode em intercessão por ele.

Eu sempre fico impressionado quando vejo o quanto Paulo orava pelas igrejas. Evidentemente, ele não orava pelo mundo em geral, mas orava muito mais pelas igrejas que haviam começado por suas mãos (Efésios 1:16; Colossenses 1:9).  Por que ele estava tão interessado naquelas igrejas em particular?  Porque ele era submisso ao comissionamento sobre elas.  Ele as avaliava por aquele comissionamento.  Ansiava por vê-las avançando lado a lado, lutando unidas pelo evangelho e juntas fazendo  a vontade de Deus (Filipenses 1:27).  Ele não tinha maior alegria que vê-las fazendo a vontade do Senhor e cumprindo a palavra que Deus havia dado a elas.  Era submisso em fé ao ministério que ele tinha impartido para elas e também ao ministério que outros apóstolos e presbíteros talvez tivessem lhes dado.  Lembre como com grande fé Paulo exortou a Timóteo:  “Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação” (II Timóteo 1:7).  “Lembre as profecias que estão sobre você.  Lembre como os presbíteros impuseram as mãos e profetizaram sobre você” (I Timóteo 4:14).  “Reavive o dom de Deus que está em você pela imposição das minhas mãos” (II Timóteo 1:6). Continuamente Paulo estimulava Timóteo: “Lembre a palavra.  Lembre o comissionamento.  Medite nestas coisas e nelas seja diligente, para que o seu progresso a todos seja manifesto” (I Timóteo 4:15). A palavra sobre a sua vida não irá se cumprir por causa de disciplina pessoal, mas porque você tem fé no comissionamento que Deus lhe deu e medita continuamente, dando-se completamente para isto.

Cremos no dom de profecia, mas ainda precisamos andar como se realmente crêssemos nas profecias sobre nossas vidas.  Devemos mostrar muita diligência para tomar posse dos comissionamentos e das Palavras.  Mesmo se nenhuma Palavra foi declarada pessoalmente sobre você, existem muitas Palavras sobre as igrejas e você anda sob um comissionamento geral quando se integra a uma igreja.  Existem alguns ministros que nunca tiveram nenhum comissionamento pessoal e mesmo assim se movem retamente fazendo a vontade de Deus.  Estou convencido de que profecia pessoal não é tão essencial como podemos pensar.  Parece que Deus não está enfatizando isto, uma vez que não o estamos usando como deveríamos.  Não estamos meditando nas profecias e nos dedicando completamente à elas.  Contudo, virá o tempo quando nós voltaremos aos fundamentos que seguimos no início deste mover de Deus:  Imporemos as mãos sobre uma pessoa, daremos a ela uma palavra de Deus e a veremos se dedicando a andar naquela palavra.

Deixe-me sugerir uma forma prática de ajudar as pessoas a se relacionarem e evitar muitas dificuldades em seus relacionamentos.  Cada igreja local deve revisar todas as ministrações e profecias que têm vindo sobre cada indivíduo da igreja.  Cada pessoa pode apresentar um sumário das palavras e profecias que têm vindo sobre a sua vida.  Este material pode ser datilografado na forma de livreto e se tornar acessível para cada membro.  O povo será encorajado para se relacionar e conhecer uns aos outros de acordo com aquelas profecias.  Suponha que você estava tendo um problema de relacionamento com alguém.  Você pode se dirigir ao livreto e encontrar a palavra e o comissionamento para a vida daquela pessoa.  Ela  pode atualmente estar envolvida em uma luta na sua vida para cumprir a vontade de Deus.  Você não quer aumentar os seus problemas; em vez disso, abençoa-a com fé para ver aquele comissionamento cumprido em sua vida.

Quase toda pessoa que se desilude e deixa a igreja o faz unicamente porque não pode se relacionar com uma certa situação.  Esta dificuldade no relacionamento parece cortá-lo da vida de Cristo.  Você pode ter um problema com uma pessoa e mesmo assim ainda ser submisso ao comissionamento que está sobre a sua vida.  Você pode estar tendo um período de dificuldade em seu relacionamento com ela, mas se você tem fé no seu comissionamento, ela ministrará a você.  Quando você não consegue ver Cristo surgindo em seu irmão, se desliga do fluir da vida que está no Senhor Jesus Cristo.  Podemos ministrar uns aos outros e receber ministração mais eficiente conservando aberta a porta para atrair o Espírito do Senhor em nosso irmão.

Se você pensa: “não quero que aquele irmão ore por mim”; estará entretanto na carnalidade da igreja dos  Coríntios.  Paulo falou desfavoravelmente acerca dos relacionamentos no nível humano.  Ele os admoestou: Portanto, havendo entre vós ciúmes e contendas, não é assim que sois carnais e andais segundo o homem? Quando, pois, alguém diz: Eu sou de Paulo; e outro: Eu de Apolo; não é evidente que andais segundo os homens?

Que é Apolo? E quem é Paulo? Servos por meio de quem crestes, e isto conforme o Senhor concedeu a cada um.  Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus.  De modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus que dá o crescimento.  Ora, o que planta e o que rega são um; e cada um receberá o seu galardão, segundo o seu próprio trabalho.  Porque de Deus somos cooperadores; lavoura de Deus, edifício de Deus sois vós. I Coríntios 3:3-9.

Os apóstolos nunca afirmaram estar trabalhando para o Senhor; eles trabalhavam com o Senhor.  Eles eram cooperadores de Deus. Cristo neles estava trabalhando com o Cristo em seus irmãos.  Eles compreendiam que por si mesmos nada eram. O homem que plantou e o que regou nada são; mas Deus quem dava o crescimento.  Era Deus em Paulo que arava a terra e plantava a semente. Era Deus em Apolo que regava.  Deus fazia tudo isto acontecer.

Além disto Paulo falou aos Coríntios: Assim, pois, importa que os homens nos considerem como ministros de Cristo, e despenseiros dos mistérios de Deus.  Ora, além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel. Todavia, a mim mui pouco se me dá de ser julgado por vós, ou por tribunal humano... I Coríntios 4:1-3.

Paulo não pretendia que eles não examinassem o seu ministério, pois constantemente lembrava a eles o comissionamento apostólico que havia recebido de Cristo. Ele defendeu aquele ministério, mas não se defendeu.  Da mesma forma, eu defenderei o ministério que está em você, e você defenderá o ministério que está em mim.  Você não precisa me defender como pessoa, nem eu a você.  Mas lutarei para que esse ministério venha à luz em você, para que a perfeita vontade de Deus seja feita em sua vida.  Com este procedimento, não vamos conhecer uns aos outros segundo a carne (II Coríntios 5:16). Em essência o que Paulo falou em I Coríntios 4:1-7 foi: “Eu não me importo se algum tribunal humano me examinar.  Isto não faz nenhuma diferença.  Na análise final eles não têm autoridade, e nada que eles digam pode afetar meu pensamento”.  O tribunal humano disse aos discípulos que eles eram iletrados e incultos (Atos 4:13).  Mas Deus diz que nesta loucura a Sua sabedoria vem a luz (I Coríntios 1:25-27).  Portanto, não se desanime se alguém vem e lhe diz que você é um tolo mal educado.

Paulo continuou em I Coríntios 4:4, 5: Porque de nada me argui a consciência; contudo, nem por isso me dou por justificado, pois quem me julga é o Senhor. Portanto,  nada julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não somente trará à plena luz as cousas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações; e então cada um receberá o seu louvor da parte de Deus.  Esta é a diretriz que nós também seguimos.  Muito pouco louvor é dado ao povo.  Nós não louvamos alguém por fazer um bom negócio, ou avaliamos seu ministério.  Simplesmente temos fé por isto.

Versos 6, 7a: “Estas cousas, irmãos, apliquei-as figuradamente a mim mesmo e a Apolo por vossa causa, para que por nosso exemplo aprendei isto: Não ultrapasseis o que está escrito; a fim de que ninguém se ensoberbeça a favor de um em detrimento de outro.  Pois quem é que te faz sobressair?  E que tens tu que não tenhas recebido?”  Mesmo que você creia sinceramente que o seu pastor foi levantado por Deus, não esqueça de tirar o seu foco do plano humano e do ministério que Deus está criando nele. Ele não tem nada que não tenha sido dado por Deus. Se esquecermos esta verdade, seremos culpados da falsa acusação que freqüentemente é trazida contra nós – que encorajamos a adulação e o louvor do homem.

Paulo continuou: Se o recebestes, por que te vanglorias, como se não o tiveras recebido?  Versículo 7b.  Em outras palavras, por que você se exalta como se isto fosse alguma coisa inerente a você, alguma habilidade extraordinária que você tem? Esqueça os elogios, as medalhas concedidas e outras declarações de que você é uma grande pessoa.  As coisas em você que interessam lhe foram dadas por Deus.  Aquelas que são parte da natureza adâmica, queira livrar-se delas.  Outra vez isto nos mostra que devemos nos relacionar com o comissionamento do nosso irmão, com o que Cristo tem dito a seu respeito.

Podemos dar um passo além neste princípio.  Casualmente alguém me diz: “Aceito seu ministério, contudo, não posso aceitar sempre outros ministérios.  Alguns desses irmãos jovens estão se movendo com muito zele e eu não sei se eles estão me dando a palavra certa ou não. “  Vamos seguir esta regra cuidadosamente: os outros irmãos têm um comissionamento pelas minhas mãos, e quando você rejeita os seus comissionamentos, está rejeitando aquele que os comissionou.  Estamos ligados em Seu Reino.  Não importa o quanto efetivamente cada um de nós parece estar se movendo em Deus, todos estamos lutando juntos para a Sua completa manifestação.  Lembre-se que Deus disse: “Se você ama aquele que gerou ame também o que é gerado dEle “ (I João 5:1).  Vocês precisam amar uns aos outros.  Se você vê que seu irmão está cheio de zelo, mas parece não ter muita sabedoria, então ore por ele e ajude-o.

Isto resolverá uma multidão de problemas enquanto aprendemos a ter fé pelo comissionamento de cada um. Estamos aprendendo este princípio cada vez mais enquanto prosseguimos. Estamos aprendendo a co-ministrar e a comunicar sem ultrapassar ou atrapalhar o comissionamento uns dos outros.  Porém, na melhor das circunstâncias, é inevitável que tenhamos problemas.  Determinadas regras podem ser usadas quando existe comissionamento para empresas do Reino ou mudança de uma pessoa para uma igreja diferente.  Sempre que   for aconselhamento, traga os pastores que têm jurisdição direta sobre o homem envolvido; desta forma não passamos por cima de ninguém e não haverá abuso da autoridade de ninguém; em vez disto, o comissionamento será sempre reconhecido. Isto pode parecer complicado, mas eliminará muitos problemas.

No final das contas este processo simplificará muitos os nossos relacionamentos e nos ajudará a fluir juntos.  Nós não estaremos tentando apagar as nossas pequenas dificuldades ou tentando resolver nossos pequenos problemas.  Não haverá aqueles melindres de uns para com os outros quando reconhecemos a dedicação da parte de todos em relação ao comissionamento que Deus nos tem dado.  Agindo desta forma, não somente honraremos a Palavra que está escrita, versículos e linhas, mas honraremos a palavra que nos está sendo pregada.  Honraremos a palavra do Senhor que tem vindo sobre o Corpo de Cristo, bem como sobre os indivíduos.  Honrando o completo propósito da Palavra, estaremos deixando a Palavra de Cristo residir em nós ricamente; e falaremos uns com os outros com salmos, hinos, e cânticos espirituais (Colossenses 3: 16).

Com respeito à ineficácia e outros problemas que temos visto?  Existem pessoas que não assumem responsabilidades, contudo, se nós as encorajarmos e exortarmos, elas entrarão em uma grande dedicação.  Uma pessoa independente pode dizer: “Tenho uma palavra do Senhor e não me preocupo com o que ninguém mais diz“. Quer perceba quer não, você se preocupa o suficiente para ouvir o que os outros dizem.

No que concerne à revelação e o comissionamento, provavelmente o ministério mais independente foi o do apóstolo Paulo. Cristo havia comissionado os outros apóstolos e eles fluíam juntos. Entretanto, Paulo veio como um “pássaro marcado”; era incomum. A sua conversão foi peculiar. O livro de Gálatas mostra de que forma Paulo seguiu o princípio de submissão ao comissionamento, e como andou nele. Por revelação, Paulo recebeu ordens para se submeter àqueles que haviam sido comissionados. Quando, porém, ao que me separou antes de eu nascer e me chamou pela sua  graça, aprouve revelar seu Filho em mim, (note que Paulo não disse que Deus revelara o Seu filho para mim, mas Ele revelou o Seu filho em mim) para que eu o pregasse entre os gentios, sem detença não consultei carne e sangue.  Paulo era bem independente. Ele não inquiriu os outros apóstolos: “Fale-me sobre tudo isto”. Ele não consultou carne e sangue; Deus Se encontrou com ele e lhe deu a revelação.

Nem subi para Jerusalém para os que já eram apóstolos antes de mim, mas parti para as regiões da Arábia, e voltei outra vez para Damasco.  Decorridos três anos, então subi a Jerusalém para avistar-me com Cefas, e permaneci com ele quinze dias; e não vi outro dos apóstolos, senão a Tiago, irmão do Senhor.  Ora, acerca do que vos escrevo, eis que diante de Deus testifico que não minto. Depois fui para as regiões da Síria e da Cilícia. E não era conhecido de vista das igrejas da Judéia, que estavam em Cristo.  Ouviam somente dizer: Aquele que antes nos perseguia, agora prega a fé que outrora procurava destruir.  E glorificavam a Deus a meu respeito.  Gálatas 1:15-24.

O que aconteceu com ministério de Paulo durante aquele período?  Existia apenas como uma promessa.  Alguma coisa mais é necessária a um ministério, além do comissionamento.  Da mesma forma que Paulo, também comissionamento e a vontade de Deus não se cumprirão em nossas vidas enquanto não reconhecermos e nos submetermos ao comissionamento uns dos outros. O dia da independência pessoal terminou.

Quatorze anos depois, subi outra vez a Jerusalém com Barnabé, levando também a Tito.  Subi em obediência a uma revelação; (Paulo havia recebido uma visão e revelação do Senhor.  Ele era a “Casa da Moeda” espiritual, cheio de tesouros de sabedoria) e lhes expus o evangelho que prego entre os gentios, mas em particular aos que pareciam de maior influência, para de algum modo não correr, ou ter corrido em vão.  Gálatas 2:1-2.  As revelações de Paulo, a sua pregação e milagres foram verdadeiros.  Apesar disso, ele sentia a inutilidade de um ministério que não se envolvia em um relacionamento com os comissionamentos que Deus estava colocando sobre o Corpo.

Paulo continuou nos versículos 7,8: “Antes, pelo contrário, quando viram que o evangelho da incircuncisão me fora confiado, como a Pedro o da circuncisão (pois aquele que operou eficazmente em Pedro para o apostolado da circuncisão, também operou eficazmente em mim para com os gentios)”. Paulo reconhecia que o seu comissionamento era diferente do de Pedro. Pedro havia sido comissionado para pregar para os circuncidados, e Paulo para os incircuncisos. E era Cristo em Pedro e em Paulo que fazia ambos eficazes. E, quando reconheceram a graça que me foi dada, Tiago, Cefas e João, que eram reputados colunas, me estenderam, a mim e a Barnabé, a destra da comunhão, a fim de que nós fossemos para os gentios e eles para a circuncisão; recomendando-nos somente que nos lembrássemos dos pobres, o que também me esforcei por fazer. Gálatas 2:9,10.

Paulo teria corrido em vão se ele não fosse submeter-se aos outros apóstolos. Isto não quer dizer que ele não teria sido eficaz em certa medida; contudo, a grande eficácia do seu ministério aparece dali em diante por ter reconhecido Cristo em outrem. Paulo se refere a isto em I Coríntios 3, quando disse ao povo para não preferir um homem a outro, mas reconhecer que era Cristo que estava trazendo o crescimento.  Cristo dá um comissionamento, e então é a plenitude dEle , através da nossa fé que traz à luz o ministério.

Como podemos aplicar esta mensagem? Como é que funciona a submissão ao comissionamento?  Submissão traz proteção.  É uma cobertura sobre nós – de amor e fé.  Eu tenho fé no que Cristo disse sobre você, e isto coloca uma proteção sobre você.  Você tem fé no que Cristo disse sobre mim, e isto me traz proteção. Quando intercedemos uns pelos outros, esta intercessão é eficaz.

Quando Paulo subiu à Jerusalém, os apóstolos reconheceram o seu ministério tão bem como o de Pedro. Os seus comissionamentos seriam cumpridos. Na submissão de uns para com os outros, os apóstolos se tornavam uma proteção uns para os outros. Submissão traz proteção.

Nas batalhas que estão à nossa frente, não vamos nos deter nos problemas e necessidades uns dos outros. Em vez disso, nos deteremos sobre a palavra de Cristo sobre uns e outros. O fato da nossa submissão àquela palavra e nossa fé  naquele comissionamento se torna eficaz, trará uma proteção sobre todos nós.

Este é um princípio básico de operação que também pode ser aplicado ao relacionamento entre marido e mulher. A mulher tem proteção quando se submete ao seu marido (Efésios 5:22-24).  Contudo, se ela encontra falhas e o critica, despreza-o, e se recusa ser submissa à ele, enfrentará sozinha os problemas que possam oprimi-la. Reagindo desta forma, ela própria decide enfrentar sozinho aqueles problemas, quando nunca se pretendeu que ela enfrentasse por si só certas circunstâncias.

Quando uma esposa se queixa que seu marido tem muitas faltas, ela deve lembrar que ele tem também um comissionamento de autoridade, orará por ele – não importam os seus problemas, e as áreas em que ele precisa mudar.  Irá crer no Senhor para ajudá-lo.  Ela tem fé que Deus o capacitará para cumprir o comissionamento que está sobre ele.  Desta forma ela se coloca sob a proteção daquele comissionamento, como se já fosse perfeito.  Eu tenho visto esposas submeterem-se a maridos que não têm muita fé, mas mesmo assim, creram neles para se tornarem homens de fé.  O que aquelas esposas projetaram foi tão abençoado pelo Senhor, que seus maridos pareciam já estar andando na perfeição daquele comissionamento.  Parece que nos apropriamos do que a manifestação da fé produz no final das contas.

O Senhor está nos ensinando como crer uns pelos outros.  Em vez de termos fé em uma pessoa, temos fé por ela.  Fé por uma pessoa pode produzir maior unidade do que fé nela.  Se você tem fé em uma pessoa, um repentino acidente em algum lugar do caminho pode lhe fazer ficar desiludido com ela e dizer: “Acreditava nela e ella decepcionou-me“.  Todos em quem você crer provavelmente lhe decepcionarão. Mas todos por quem você crer, abundarão cada vez mais em um ministério para com você. Você decide não sentar numa rodinha para criticar ninguém. Criticar mostra falta de submissão, especialmente falta de fé por ele.  Quando os seus olhos estão na carne de uma pessoa, satanás acentua os seus problemas além da proporção.  Contudo, a fé parece diminuir os problemas até que você veja que eles não eram tão grandes como pensava.  Daí você pode crer no Senhor para a solução dos problemas.

Todos nós temos promessas de Deus sobre nossas vidas. Cada um de nós tem um comissionamento santo.  Reconhecemos isso não apenas para nós mesmos, mas também uns para os outros.  Como é maravilhoso se relacionar uns com os outros com fé, e se submeter ao comissionamento que Deus está colocando sobre cada um de nós!

 

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