6 - Discipulado Sem Reservas

Apresentação:

Nossa vida no Reino de Deus está baseada em nossa total submissão a Jesus Cristo como Senhor. Querer viver o Reino, sem a consciência de que Cristo é o nosso Senhor, é uma ilusão. “Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo”Atos 2:36. Portanto, estes ensinamentos sobre o discipulado alinharão nossa dedicação ao Rei e formarão o caráter de um cidadão do Reino. Em sua carta aos Filipenses, Paulo elogia seu discípulo e filho Timóteo, por seu caráter: “Porque a ninguém tenho de igual sentimento, que sinceramente cuide dos vossos interesses; pois todos eles buscam o que é seu próprio, não o que é de Cristo Jesus. E conheceis o seu caráter provado, pois serviu ao evangelho, junto comigo, como filho ao pai”Filipenses 2:19-22. O ensinamento do discipulado do Reino é fundamental para estes dias, e é o que o Senhor quer que enfatizemos. Permita que este ensinamento alinhe sua dedicação ao Senhor, ao Reino, ao ministério apostólico e ao Corpo de Cristo.

A tendência natural que temos de estabelecermos os limites da nossa dedicação ao Senhor é carnal. Nós, por natureza, temos a tendência de levantarmos muros e dizermos: “Eu não irei além daqui, na minha dedicação ao Senhor e ao Corpo. Eu não farei mais nada.” Sim, você fará. Deus irá colocar esta responsabilidade sobre você. Você fará qualquer coisa que Ele determinar que você faça. Deus não está brincando. Quando Ele sai à procura de discípulos, Ele está realmente à procura de discípulos e é isto o que Ele realmente terá. No Reino, não podemos retroceder em nenhum momento.

 

Na nossa vida com o Senhor, devemos encarar as exigências cada vez mais crescentes que Ele impõe sobre nós. Muitas pessoas desistem de um caminhar com Deus quando começa a pressioná-las e diz: “Vamos lá! Você queria ser um discípulo. Agora seja um discípulo!” Certamente, tornar-se um discípulo não é nada fácil.

É fácil permanecer à beira do caminho, dando todo tipo de conselho aos outros, mas quando se trata de sacrificar sua própria vida, a coisa é bem diferente. Chegará a hora em que você dirá: “Senhor, não é o apóstolo, o presbítero ou qualquer dos ministérios, mas sim a Sua mão sobre a minha vida. Eu responderei apenas às Suas exigências. Sou seu servo. Sou obra de Suas mãos, pronto para fazer o que o Senhor deseja que eu faça. O Senhor me ajudará a me expandir e à medida que Sua demanda com relação a mim aumentar, eu viverei cada vez menos para mim mesmo e cada vez mais para o Senhor.” É assim que deve ser. Não podemos retroceder. Temos que dar tudo a Ele. Não pertencemos a nós mesmos. Pertencemos ao Senhor. Ele nos comprou. Nem eu nem você temos qualquer direito sobre nós mesmos.

“Quem é esta que sobe do deserto e vem encostada ao seu amado?”Cânticos de Salomão 8:5. A única maneira pela qual poderemos fazer algo na nossa fraqueza e devoção ao Senhor é dependendo completamente d’Ele para nos fazer subir do deserto. Por que o Senhor não destrói as pressões que estão sobre nós? Por que Ele exige uma noiva com um coração quebrantado? Por que Ele esmaga Seu povo após ter ido até as profundezas para trazer o perfume e a beleza da rosa em suas vidas? Quem é esta que sobe do deserto encostada nos braços de seu Amado?

Deus tem me feito compreender um pouco as Suas exigências. Esta mensagem nos fala, não da carne ou da concupiscência, não do orgulho ou da concupiscência dos olhos (estas coisas são do mundo), mas sim de algo profundo em nossos espíritos que se recusa a  aceitar e entender as exigências cada vez mais crescentes do Senhor sobre nossas vidas. Quantos abandonaram a comunhão com o Corpo, quando Deus exigiu um pouco mais? Nós imaginávamos que teríamos uma vida confortável e recompensadora, até que vimos o Senhor destruir tudo em que nos firmávamos restando-nos apenas uma completa entrega a Ele. Então compreendemos porque Paulo disse que o poder se   aperfeiçoa na fraqueza (2 Coríntios 12:9). O Senhor exigia de Paulo mais e mais a cada momento. Quando estava para ser aprisionado, Paulo disse:“Que fazeis chorando e quebrantando o meu coração? Pois estou pronto não só para ser preso, mas até para morrer  em  Jerusalém  pelo  nome  do  Senhor  Jesus.” Atos 21:13. Apenas uma coisa o movia. Os profetas em todas as cidades lhe disseram que ele seria aprisionado, e ainda assim ele disse: “Devo cumprir meu ministério com gozo.” Com gozo? Em uma prisão romana?  Espancado? Ele escreveu de uma cela úmida na prisão: “Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina.” “Tu, porém, sê sóbrio em todas as cousas, suporta as aflições, faze o trabalho de evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério. Quanto a mim, estou sendo já oferecido por libação, e o tempo da minha partida é chegado. Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé.” 2 Timóteo 4:2; 4:5-7.

Quem é esta que sobe do deserto, encostada nos braços de seu Amado? Ó trôpegos santos, feridos e chicoteados, combatam o bom combate, completem a carreira e guardem a fé. Nesta era de facilidades, muitos de nós temos começado a perceber que o Senhor está invertendo a tendência moderna e está criando um exército de seguidores valentes do Senhor. É o discipulado retornando novamente.

O Senhor está vindo finalmente. Por que o povo está tão relutante em dar ao Senhor o que Ele pede?  O que você está tentando provar? O que está tentando salvar? Tome o seu talento e o enterre e a cada vez que você se deitar, sentirá o fogo do inferno vindo em sua direção. Não faça isso! Você simplesmente não pode dar a Ele nada menos do que tudo o que você é, tudo.

 O que dizer da tendência da mente humana de definir os limites da sua tolerância e os limites das exigências do amor? Lembre-se de como Pedro veio ao Senhor dizendo: “Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes?” Mateus 18:21. Qual é o limite da tolerância humana? Até quando seremos assaltados psicologicamente e espiritualmente pelas forças satânicas e por aqueles que nos rodeiam? Até quando devemos ser pacientes? Devemos perdoar sete vezes? Setenta vezes sete? “Senhor, aumenta a nossa fé, pois temos uma tendência de delimitar os nossos espíritos e mentes.” Somos relutantes em aceitar o fato de que Deus pode exigir de nós, mais do que possamos imaginar. Logo a mente grita: “Eu não posso mais! Atingi o limite, Senhor.” Mas nosso espírito diz: “Seja feita a Sua vontade.” Sabemos que teremos de fazer mais do que sempre pudemos imaginar.

Como é difícil quando as exigências do Senhor se chocam com nossos próprios interesses! O profeta chega e diz: “Você pode assar um bolo para mim?” E você diz: “Mas eu só tenho farinha para um pequeno bolo para mim e para meu filho e então morreremos.” “Faça o bolo primeiro para mim.” A mente humana diz: “Se eu der isto ao Senhor, perecerei. Perderei minha identidade. O que será de mim se eu fizer o que o Senhor exige?”  E o Senhor responde: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.” Mateus 16:24. Nós ficamos aturdidos quando percebemos que devemos derrubar as limitações quanto ao tempo, quantidade, profundidade ou quaisquer limitações que tenhamos imposto. Não podemos impor nenhuma limitação com relação a nada. O quanto devemos amá-lo?  Até quando? Quão profundo deve ser esse amor? É próprio da natureza humana impor limitações e dizer: “Acho que posso ir só até este ponto.” “Ah, você pode ir até este ponto e mais além - com Sua gentil torcida, você irá ainda mais longe e prosseguirá cada vez mais adiante.“...são eles os seguidores do Cordeiro por onde quer que vá...” “...e, mesmo em face da morte,  não amaram a própria vida.” Apocalipse 14:4; 12:11. Ó, Senhor, que todos sejamos incluídos entre estes. Vocês que têm retrocedido e têm sido discípulos sem envolvimento, dêem a Ele os  seus corações. Por favor, dêem a Ele os seus corações. Não houve limitação no que Cristo fez por você. Não há também nenhum limite naquilo que Cristo exigirá de você.

Quem é aquela que sobe do deserto? Ó, Deus, somos nós. E estamos encostados em ti, Senhor. “Se alguém vem a mim, e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.” Lucas 14:26. Senhor, nós odiamos nosso egoísmo, nosso instinto de auto-preservação. Nós exigimos de nós mesmos: “Se entregue totalmente ao Senhor. Toda a minha alma e tudo o que há em mim, renda-se em Suas mãos.” Que não haja qualquer relutância. Que não haja entre nós uma mulher de Ló, que olha para trás. Que não haja em nosso meio aqueles que lançam mão do arado e olham para trás, pois estes não são dignos do Reino de Deus. Jesus disse: “E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim, não pode ser meu discípulo.” Lucas 14:27.

Estas crescentes exigências de Deus sobre nós requerem um discipulado sem reservas que é progressivo por natureza, pois sabemos que amanhã Ele exigirá de nós algo para o que não pudemos dizer sim hoje e sabemos que iremos dizer sim amanhã. Somos o que somos pela graça de Deus e é pela graça que prevaleceremos. Há em nós uma tendência de tentar definir, consciente ou inconscientemente, os limites. Você não pode fazer isso. Você não pode estabelecer o que Deus exigirá de nós. Não há como saber. O conhecimento que Deus tem a nosso respeito está apenas em Seu coração. Só Ele sabe o que espera de nós, o que fará por nós e através de nós.

Ó alegre companhia que prevalecerá sobre principados e potestades (e só Deus sabe o que estas batalhas serão, apesar de já conhecermos o início delas), o que vocês preferem? Não cabe a vocês decidirem. Deus decidirá por vocês. O Senhor disse a respeito de Paulo: “Pois eu lhe mostrarei  quanto lhe importa sofrer pelo meu nome.” E disse a Ananias: “Vai, porque este é para mim um instrumento escolhido para levar o meu nome perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel.” Atos 9:16, 15. Muitas coisas aconteceram com Paulo: ele foi açoitado e apedrejado, mas mesmo assim, combateu o bom combate. Ele guardou a fé e completou a carreira que lhe estava proposta.

Onde estão vocês, ó irmãos da grande promessa, que se regozijaram na Palavra do Senhor e reconheceram que Ela era única em toda a Terra? Mesmo assim vocês nos abandonaram. Em momentos de testes e pressão, vocês disseram: “Este é o limite. Não irei além disso.” Que Deus não permita que haja em nós algo que nos faça retroceder quando estivermos sob pressão. Como podemos continuar avançando? Eu estou clamando ao Senhor: “Deus, nos dê Sua graça.” “Eu quero prosseguir de todo o meu coração. O espírito deseja, mas a carne é fraca.” “Ó, Santo Jesus, interceda por nós, para que nesta hora de graça o Senhor possa vir de encontro aos nossos corações.” Será que não podemos lutar contra estas limitações que temos em nossas mentes? Sim, podemos e devemos nos livrar delas! Eu tenho promessas do Senhor que são muito grandes. Eu sei que elas se cumprirão, mas isso não tem nada a ver com as exigências de Deus sobre minha vida. As exigências serão as mesmas. Esta natureza progressiva do discipulado é inquietante.

Depois de terem comido, perguntou Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes outros?” (João 21:15). O Senhor exige um amor cada vez maior até que você não saiba mais como amar ou o que fazer pelas pessoas. Então, o Senhor exige um amor ainda maior. De onde vem este amor? Como podemos nos apropriar e ministrarmos esse amor? O Senhor certamente nos dará Sua graça para que possamos responder a estas exigências sem limites. O Senhor nos enviará Sua graça à medida que as exigências quanto ao tempo, quanto a uma dedicação cada vez maior ou quanto a habilidades que não possuímos crescerem cada vez mais. As pessoas vêm a mim com perguntas e problemas e eu, às vezes, tenho vontade de lhes dizer: “Quem você pensa que eu sou? Sou apenas um homem, feito do mesmo barro que você.” Mas eu não ouso dizer isso. Eu olho para o Senhor, pois n’Ele estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. Eu O busco, crendo que Ele me dará mais capacidade e sabedoria. Senhor, nos envie a Sua graça para que não coloquemos limites para nossa tolerância, amor e dedicação a Ti. Que o Senhor nos ensine a dizermos um sim incondicional a tudo o que Ele diz ou dirá a nós.

Pense seriamente e ore com muita sinceridade com relação a esta Palavra. Peça ao Senhor que lhe revele onde você está colocando seus limites. Quer você compreenda ou não esta Palavra, ela é, verdadeiramente, um ensino do Reino e uma Palavra Apostólica.

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