26 - Tutores uns dos outros

Esta é uma mensagem condensada, com muitos fundamentos bíblicos e será como uma sementeira em seu coração – se expandirá e dará muitos frutos.

Nós estamos numa época quando o Senhor está fazendo cair uma chuva de revelação sobre a Sua seara. Uma abundância da Palavra está enchendo o celeiro dos nossos corações. São tempos em que Deus está restaurando todas as verdades que a Igreja se afastou: “... a fim de que, da presença do Senhor, venham tempos de refrigério, e que envie ele o Cristo, que já vos foi designado, Jesus, ao qual é necessário que o céu receba até aos tempos da restauração de todas as coisas, de que Deus falou por boca dos seus santos profetas desde a antiguidade.“ (Atos 3:20, 21). Os profetas falaram a respeito destes dias: “Vinde e tornemos para o Senhor... Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.” (Oséias 6:1-3) A vinda do Senhor será antecedida por um aguaceiro (ou chuva serôdia). No calendário agrícola do Antigo Testamento a chuva serôdia promovia o amadurecimento do fruto para a colheita, e é isto que o Senhor está produzindo hoje: filhos maduros, filhos frutíferos.

E uma das coisas que o Senhor está muito interessado em restaurar, nestes dias, são os nossos relacionamentos, pois da restauração dos nossos relacionamentos depende muitas coisas: “a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste.” (João 17:21).

Qual a orientação bíblica de como deve ser os nossos relacionamentos, como Família Bendita do Pai? Vejamos alguns trechos.

Colossenses 3:16 e 17 contém a orientação apostólica de como deve ser os nossos relacionamentos em Cristo. Primeiramente ele fala que a Palavra de Deus deve estar presente em todos os nossos relacionamentos; tudo deve estar fundamento na Palavra: a criação de nossos filhos, o relacionamento dos casais, nossa amizade, nosso culto ao Senhor e tudo o mais. Também vamos nos relacionar, instruir e nos aconselhar em toda a sabedoria divina. Pense nisso: no Reino nós estamos nos criando. Você é responsável e tem grande influência sobre a vida das pessoas que lhe cerca. Portanto, avalie como está o seu procedimento, o que fala e ministra para as pessoas. O texto também ensina que quando nos congregamos para adorar ao Senhor, devemos trazer muitos salmos, cânticos espirituais e salmodiar a Ele, com gratidão nos nossos corações. Gratidão é uma virtude chave para todos os relacionamentos. Seja grato em tudo, a Deus e às pessoas.

Esta mesma orientação, do viver diário de uma comunidade cristã, é confirmada por Paulo em Efésios 5:18 a 21. O Espírito Santo (com os dons e a adoração), a Palavra e o relacionamento dos santos compõem os principais ingredientes do viver de uma comunidade cristã. Este ensinamento está de conformidade com o significado dos três utensílios que havia no Santo Lugar, no Tabernáculo de Moisés: o Candelabro, que representa a luz e unção do Espírito Santo; o Altar de Incenso, que tipifica nossa adoração ao Senhor; e a Mesa dos Pães da Proposição, que simboliza a comunhão dos santos. Na mesa era colocado doze pães enfileirados de seis em seis, uma fileira na frente da outra. Como o número seis é o número do Homem, seis pães colocados à frente de outros seis representam a comunhão e o relacionamento que devemos ter na casa de Deus.

Há muitos anos atrás mudamos a disposição de nossos assentos em nossos locais de culto. Hoje, procuramos nos posicionar em círculo, proporcionando olhar de frente uns para os outros. As pessoas precisam mudar seu conceito de igreja, pois a estrutura das igrejas já não satisfaz às necessidades espirituais das pessoas. As pessoas hoje falam: “O meu médico. O meu psicólogo. A minha igreja”. Elas têm a igreja apenas como um local que frequenta para cumprir uma obrigação religiosa e “garantir seu lugar no céu”. Isso está errado. A igreja é um local de comunhão e relacionamento com o Senhor e com a Família Bendita do Pai. Relacionamentos superficiais já não satisfazem mais àqueles que querem um caminhar verdadeiro com o Senhor: “Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima.” (Hebreus 10:24, 25). Relacionamento é sinônimo de envolvimento. Nós estamos aprendendo a alimentar uns aos outros pelos nossos relacionamentos. Por isso, não devemos deixar de nos congregar, principalmente neste tempo do fim, mas nos estimular ao amor e às boas obras.

Muitas pessoas estão encontrando vida nas comunidades cristãs, nas Igrejas do Novo Testamento. Mesmo igrejas com muitos membros, estão descobrindo que há mais vida e relacionamento nos cultos domésticos do que no culto de domingo no templo. Os cristãos domingueiros estão se definhando. Mas aqueles que se envolvem com o Senhor e o Seu Corpo, estão extraindo vida deste relacionamento. Seis pães na frente de seis pães. Quando participamos de Cristo (o Pão da Vida) e da Palavra Viva, nos tornamos pães na casa do Senhor e podemos alimentar uns aos outros: “Porque nós, embora muitos, somos unicamente um pão, um só corpo; porque todos participamos do único pão.” (1 Coríntios 10:17). Este é o grande mistério da Ceia do Senhor.

Você se lembra da resposta que Caim deu ao Senhor, quando Deus perguntou a ele onde estava seu irmão Abel? “Disse o SENHOR a Caim: Onde está Abel, teu irmão? Ele respondeu: Não sei; acaso, sou eu tutor de meu irmão?” (Gênesis 4:9). O espírito de disputa e homicídio está presente na natureza humana. Este espírito não pode ter lugar na casa do Senhor. Os homicidas, os que desprezam os relacionamentos e cuidado uns dos outros, não participarão da era do Reino de Deus.

Uma das maiores verdades que o Senhor está restaurando nestes dias é o conceito do pastoreio mútuo. Nós não estamos isolados em nossas próprias vidas. O individualismo acabou no Reino. Paulo ensina que somos membros uns dos outros, que há uma INTERDEPENDÊNCIA entre estes membros (1 Coríntios 12:18-27). Portanto, a Bíblia condena claramente a INDEPENDÊNCIA e ensina a interdependência que os membros do Corpo de Cristo têm uns dos outros. O maior pecado contra o Corpo de Cristo, hoje, é o individualismo. Querer preservar nossa própria vida, querer se isolar da comunhão do Corpo é o maior pecado que podemos cometer contra Cristo, o Cabeça deste Corpo multimembrado.

Hoje, muitos cristãos estão preocupados com o “seu grande ministério”, o que reflete um espírito camuflado de posição e orgulho espiritual. Os doze discípulos passaram por este mesmo tipo de problema, quando inquiriram qual deles seria o maior no Reino. E a lição que Jesus deu a eles foi o “lava-pés” (João 13:14, 15). Lavem os pés uns dos outros, cuidem uns dos outros assim como Eu cuidei de vocês. O Senhor Jesus colocou o relacionamento entre os discípulos acima dos seus comissionamentos e interesses pessoais. Agora estamos aprendendo a nos tocar, amar e cuidar uns dos outros. Estamos tendo a liberdade para amar e TOCAR UNS AOS OUTROS, para expressar o nosso amor.

A raiz de todos os problemas que surgem é a NEGLIGÊNCIA a este relacionamento vivo uns com os outros. O maior pecado não é o que você faz, mas o que você não faz. O Senhor está enfatizando o PASTOREIO e isso vai exigir o acesso uns aos outros. O Senhor quer que cuidemos uns dos outros. A base do julgamento do Reino avaliará o que você fez dos pequeninos do Senhor, como você cuidou do Cristo em seu irmão (Mateus 23:31-40). Muitos cristãos serão barrados nos portais do Reino porque não estão se dedicando ao Corpo de Cristo e não aprenderam a se relacionar com o Cristo que há no seu irmão.

A maior desculpa da negligência é você dizer: “Eu não tive tempo.” Você ama ao Senhor? Então cuide uns dos outros (João 21:15).

Por onde podemos começar a nos mover nesta palavra? Arrependa-se da negligência, da vez em que soube de um problema e nem sequer orou pelo mesmo, nem seu coração sangrou ao ouvir as necessidades de seus irmãos.

 

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