22 - Persistência

Aqui está uma coisa que me intriga, e que vou comentar. Na parábola de Lucas 11:1 a 10, o homem recebe um amigo que o visita chegando de viagem, e ele foi, à meia noite, até um outro amigo para pedir comida por causa do que chegara de viagem: “Empresta-me três pães”. “Não!”, disse seu amigo. “Não me aborreça. Eu estou na cama; já estou sonolento; meus filhos estão dormindo. Não me faça despertar”. Contudo, por causa da PERSISTÊNCIA do homem, ele se levantou e lhe deu. E Cristo disse: “Essa persistência é o que conta”. É por isso que ele usou esta palavra no tempo gramatical que significa pedir insistentemente, buscar insistentemente, bater insistentemente (vs. 10). Aquele homem não se levantou por ser um amigo, mas o fez por causa da sua persistência.

Há uma força que pode provocar mudanças em nossas vidas, e nós vamos ter de usá-la, porque nossas vidas chegaram exatamente ao ponde onde temos de encontrar algumas respostas. O Senhor está nos ensinando que há algo que Ele honra, e essa coisa é a sua PERSISTÊNCIA com Ele. E mesmo se Deus não lhe atender por você ser Seu filho, crente e nascido de novo, Ele o fará porque você é persistente.

 

Você precisa ser persistente a respeito das coisas, se quiser que ela funcione para você. Peça, busque e bata insistentemente. Precisa existir em nosso ser um incômodo que Deus honre; precisa existir algo que Ele respeite. Em vez de Sua criação ser tão predisposta a choramingar: “Ah, Senhor, eu tenho tantos problemas” e no dia seguinte esquecer isso tudo que falou, Ele está buscando por alguém que dirá: “Eu não vou deixar esta coisa se perder. Eu sei onde estou, eu sei quais são meus privilégios no Senhor”. “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo...” (Efésios 1:3-6).

A fim de lhe convencer de que a primeira parábola – a parábola sobre o homem que foi a seu amigo pedindo alimento – era um princípio válido, Cristo citou outra parábola que ratifica a primeira. Ele perguntou: “Ora, se algum de vocês, pais, tivesse um filho que lhe pedisse um peixe, você lhe daria uma cobra? Ou se ele lhe pedisse um ovo, lhe daria um escorpião? Por isso não há de ser muito mias que seu Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que o pedirem?” (Lucas 11:11-13).

Deus ama você; Ele vai honrá-lo. Você é Seu filho. Quando você pedir algo, Ele não vai dar a coisa errada. Cristo estabeleceu o fundamento através dessa primeira parábola que diz que sua persistência vai conseguir a resposta. Assim, quando a obtiver, ela será a correta; o Pai não lhe dará uma coisa falsa.

Deus sabe que você cairá se não mantiver em movimento, por isso Ele estabelece um princípio de persistência. E, enquanto você está sendo persistente e perseguindo a coisa, você está também continuando a crescer e a fazer progresso; e você não terá quedas ou a sensação de falhas profundas em sua vida como teria se simplesmente “sentasse e esperasse” – o que é uma posição perigosa. No Reino de Deus há um paradoxo em que o homem que está em movimento é aquele que está mais seguro. Movendo-se, você estará imune. Nas estradas, o homem que está em movimento é aquele que corre mais perigo; considera-se que o homem que está parado no acostamento esteja numa posição mais segura do que aquele que está seguindo com o carro pela estrada. No Senhor isto não é verdade.

O homem que está parado é aquele que está com problemas; o homem que está se movendo é aquele que está mais seguro no que se refere às coisas de Deus. Seja persistente – mova-se; tente. Bata na porta – se ela não abrir, grite e acorde todo mundo. Faça alguma coisa.

Agarre esta mensagem e entenda que somos o remanescente de Deus, não importa o que sentimos e, ainda, que será a nossa persistência que concluirá a coisa. Eu quero inspirá-lo a entrar num fluxo de adoração e louvor, mas acima de tudo a entrar nesta oração violenta e persistente. Ela liberta as coisas e faz com que elas comecem a se mover.

Gostaria que você entendesse uma verdade que parece estar velada nas Escrituras e pode estar por detrás de alguns fatos que acontecem em seu caminhar com Deus. Você já percebeu que algumas vezes em que recebeu um NÃO de Deus, Ele apenas o fez para provar sua persistência e fé? Vou tentar explicar isto para você. O relato “da mulher Cananéia”, em Mateus 15:21-28, mostra o dilema de uma mulher que clamou a Cristo para libertar sua filha que estava endemoninhada. Jesus nem deu atenção àquela mulher, pois ela era cananéia. Por estar incomodando com sua insistência, os discípulos falaram para Jesus dispensá-la. Então Jesus disse dois NÂO a ela: “Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel, não vim para os cananeus... Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos”. Aquela mulher adorou o Senhor, humilhou-se e o texto descreve sua reação: “Ela, contudo, replicou: Sim, Senhor, porém os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos”. Então Jesus respondeu, afinal: “Ó mulher, grande é a tua ! Faça-se contigo como queres. E desde aquele momento sua filha ficou sã”.

Há algo no caráter de um filho de Deus que precisamos aprender aqui. Lembra quando Eliseu queria seguir Elias além do Jordão para receber porção dobrada do Espírito? Tanto os discípulos dos profetas tentaram desanimá-lo, como o próprio Elias falou diversas vezes para Eliseu: “Fique aqui”. Mas Eliseu foi persistente e recebeu a porção dobrada do Espírito que havia sobre Elias e foi o seu sucessor. (2 Reis 2:1-14).

Caso Maria, a mãe de Jesus, tivesse aceitado o NÃO de seu filho, o milagre das bodas de Caná da Galiléia não teria acontecido. Maria não se intimidou com a resposta de Jesus: “Mulher... ainda não é chagada a minha hora”. Mesmo em vista desta resposta, Maria falou aos serventes: “Façam tudo o que Ele vos disser”. (João 2:1-12). E o milagre aconteceu...

Semelhantemente, quando Jacó lutava com o “homem” (enviado de Deus), por várias vezes este “homem” insistiu: “Deixa-me ir”. Mas Jacó persistiu em falar: “Não te deixarei ir, se me não abençoares”. Naquele dia o nome de Jacó fui mudado para Israel, pois como príncipe lutou com Deus e com os homens, e prevaleceu. Que o Espírito Santos nos ensine e desenvolva em nós este caráter de Príncipe.

Os filhos que herdam as promessas não aceitam um NÃO sem motivo. Eles são persistentes, insistentes, cheios de fé. Sem fé é impossível agradarmos a Deus. Deus honra esta persistência da fé. Os sinais, os prodígios e os poderes miraculosos seguem aos persistentes...

Pois as credenciais do apostolado foram apresentadas no meio de vós,
com toda a persistência, por sinais, prodígios e poderes miraculosos
”. 
(2 Coríntios 12:12)

Em Lucas 17:20 e seguintes, Jesus vinha falando sobre a manifestação do Reino de Deus nestes dias do fim. Então, no capítulo 18, Ele conta mais uma parábola sobre o dever de orar sempre e com persistência, sem nunca esmorecer. Esta parábola é intitulada: “Parábola do juiz iníquo”, que conta da história de uma viúva que persiste até que a sua causa seja atendida. No final desta parábola Jesus deixa uma pergunta para nós respondermos: “Contudo, quando vier o Filho do homem, achará porventura fé na terra?”. Cabe a cada um de nós respondermos a esta pergunta.


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