20 - Os Limites da Nossa Dedicação ao Reino (Parte I)

Introdução:

Através dos séculos, frequentemente, as pessoas na igreja têm sido passivas e mornas, com uma atitude relaxada para com o Reino de Deus; entretanto, nesta hora crucial da História da Igreja, descobrimos uma forte ênfase, novamente, na dedicação do Reino. Quando o Senhor Jesus Cristo falou do Evangelho do Reino e enviou 70 para pregar, isto foi um paralelo muito parecido com os nossos dias. Ao prosseguirmos nesta lição, devemos nos perguntar questões como: Que limite colocamos em nossa dedicação ao Senhor? Onde traçamos a linha? Até onde iremos, como ministérios, naquilo que Deus colocou diante de nós?

Este ensinamento se baseia na passagem de Lucas 9:57 até 10:24. Estamos omitindo a divisão do capítulo, pois em minha opinião, o capítulo 9 de Lucas deve ser concluído no versículo 56. A porção de Lucas 9:57 até Lucas 10:24 deve ser uma unidade capitular completa, pois esses versículos das Escrituras ENFATIZAM A DEDICAÇÃO AO REINO. O fim do capítulo 9 nos mostra um quadro negativo - que analisaremos primeiro - e, no capítulo 10, vemos um quadro positivo para aqueles que são dedicados ao Reino de Deus. Chamaremos essa dedicação de “dedicação do Reino”, porque é algo total; é uma dedicação à qual os verdadeiros discípulos se entregam, não importa o custo para as suas próprias vidas.

 

No CAPÍTULO 9 de Lucas vemos o quadro daqueles que são muito passivos. Eles não estão totalmente dedicados a fazer a vontade do Senhor. “Indo eles caminho fora, alguém lhe disse: Seguir-te-ei para onde quer que fores. Mas Jesus lhe respondeu: As raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça. A outro disse Jesus: Segue-me. Ele, porém, respondeu: Permite-me ir primeiro sepultar meu pai. Mas Jesus insistiu: Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos. Tu, porém, vai e prega o reino de Deus. Outro lhe disse: Seguir-te-ei, Senhor; mas deixa-me primeiro despedir-me dos de casa. Mas Jesus lhe replicou: Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás, é apto para o reino de Deus.” Lucas 9:57-62.

Estamos acostumados com estas palavras e talvez o impacto delas nos escape, mas esta é, certamente, a única hora para proclamar o Reino de Deus, como foi então. Jesus disse que esse Evangelho do Reino, que manifesta o senhorio de Cristo, seria pregado em todo o mundo por testemunho, então, o fim viria (Mateus 24:14). Não é o Evangelho do que denominamos de “era da igreja”, mas o Evangelho do Reino. A restauração da Igreja no remanescente do povo de Deus tem o propósito de anunciar a era por vir. Deus não está tentando repetir a “era da igreja”. Ele está trazendo à luz o melhor da Igreja para proclamar as trombetas para a era do Reino que está vindo. Nós seremos os arautos do Evangelho do Reino.

João, o Batista, veio pregando o Reino (Mateus 3:1, 2). Jesus veio e pregou o Reino de Deus (Mateus 4:17; Atos 1:3). Os apóstolos também pregaram o Reino de Deus e Jesus Cristo como Senhor (Atos 8:12; 19:8; 28:30, 31). A tragédia foi que o povo daquela época não ouviu a palavra “O Reino de Deus está próximo” e O rejeitaram. Hoje, estamos vivendo num paralelo muito próximo àquele tempo; a diferença é que este é o fim da era na qual Deus está dando novamente uma oportunidade a todas as nações. O Evangelho do Reino será pregado, e, se o recusarem, os julgamentos do Reino virão. Esta é, com certeza, a última hora para proclamar o Reino de Deus. Temos que ver a prioridade de Seu Reino acima de tudo o mais.

A DEDICAÇÃO LIMITADA E PASSIVA

Em nosso texto (Lucas 9:57 a 62), três homens se apresentaram como voluntários para seguirem ao Senhor, mas seu voluntariado tinha algumas reservas. No primeiro caso, foi um homem que queria ser um discípulo, mas não estava querendo se sacrificar como o Senhor o fez. Ele disse: “Senhor, eu Te seguirei aonde quer que fores”.

E o Senhor respondeu de maneira muito simples: “As raposas têm seus covis, e os pássaros tem seus ninhos, mas eu não tenho lugar para pôr a minha cabeça”, e fim de conversa; nunca mais ouvimos algo a respeito daquele homem. Ele não estava querendo fazer um sacrifício profundo. Existem vezes quando não queremos nos envolver com sacrifícios que serão aquela total devastação à nossa SEGURANÇA HUMANA. “Mas aquele que perder a sua vida por amor de mim achá-la-á e aquele que salvar a sua vida perdê-la-á.”Mateus 16:25. A palavra vem de novo: “Buscai primeiro o Reino de Deus e a Sua justiça.” Mateus 6:33.

O Reino deve estar acima de tudo o mais; estamos enfrentando, cada vez mais, essa ênfase que vem até nós em profecia,por revelação através das Escrituras. Em tudo o que o Espírito Santo está falando hoje, a mensagem é o Reino de Deus. Não estamos tentando reavivar um funcionamento de velhas doutrinas e ensinamentos (o odre velho), remendar e ver se elas duram mais cem anos. Estamos encontrando uma restauração da Igreja do Novo Testamento vindo à luz em vigor e poder com profetas e profetisas, com todos os ministérios fundamentais, em ordem divina com um propósito: que eles possam se levantar com as trombetas proféticas anunciando toda uma nova era por vir – O Reino de Deus que virá a luz na Terra (Apocalipse 11:15-17).

Em Lucas 9:59, vemos que o segundo homem chegou, e Jesus disse: “Segue-me”. Mas ele disse: “Senhor, primeiro deixe-me ir enterrar meu pai”. Este parece um pedido lógico, humanamente falando. Mas esse homem não estava querendo renunciar a todas as suas lealdades, todos os outros laços humanos e todas as outras responsabilidades humanas para seguir ao Senhor. Este, de novo, é o verdadeiro segredo ao qual devemos estar alertas: se vamos ser discípulos do Reino, não devemos ter nenhuma outra lealdade, nenhum outro laço humano, nenhuma outra responsabilidade humana que rivalize com o que Deus exige de nós em nossos espíritos. Estas não são palavras vazias. Nós seremos confrontados com elas cada vez mais. Temos a tendência de reter uma certa respeitabilidade, especialmente onde os laços familiares estão envolvidos, em vez de vir direto e dizer: Eu vou servir ao Senhor!

Se o Reino de Deus é uma realidade para você, sua lealdade ao Senhor vem antes de qualquer outra coisa. Isto soa duro e cruel? Se isto o perturba, é porque os requerimentos básicos do discipulado nunca foram aceitos em sua própria mente. Se você ainda mantém certo sentimento de culpa ou sente que tem de se desculpar para conciliar as exigências de algum parente ou de um indivíduo que não caminha com Deus, mas com quem tem um laço, você está errado. Seu amor deve se estender, mas não deve ser defensivo. Teremos de negar a nós mesmos. Teremos de deixar tudo para seguir o Senhor. E, até que tudo seja feito, o discipulado desta hora estará requerendo isto. Falhar agora pode ser tão devastador quanto foi nos dias do Novo Testamento.

Finalmente, o terceiro homem disse: “Eu Te seguirei Senhor, mas deixa-me despedir daqueles que estão em casa” (vs. 61). Esse homem não estava querendo subordinar ao Reino de Deus todos os outros interesses que ele tinha, todos os outros laços que fizera. Nenhuma olhada para trás foi permitida; nós lemos que “se colocarmos a mão no arado e olharmos para trás, não seremos dignos do Reino de Deus” (vs. 62). Muitos homens atravessaram a “era da igreja” tropeçando; mas, quando chegamos a estes dias do Reino, não nos é permitido isso. Não nos é permitido sequer dar uma olhadela de saudades para trás.

É preocupante essa época do fim em que Jesus falou uma simples e pequena frase tão cheia de poder. Ele disse:“Lembre-se da mulher de Ló”.Lucas 17:32. Ela olhou para trás no momento em que estava sendo libertada do julgamento, e se transformou em uma estátua de sal. Não temos coragem de olhar para trás. Realmente não teremos desculpas, se o fizermos, porque sabemos que não existe nada que tenha vindo debaixo dos céus que se iguale a servir ao Senhor e ao Seu Reino. Pelo que mais podemos viver? O que é que existe mais? Eu olho para as pessoas nas ruas, andando ou dirigindo, e me admiro de como elas se mantêm vivas. O que é que eles têm para viver? É algo muito vazio - “porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente”. 1 João 2:16-17. Pense em quão maravilhoso é que sejamos dedicados a esse Reino de Deus, a fazer a Sua vontade, dedicados a Ele sem nenhuma limitação à nossa dedicação. Essa não é a nossa oração, dia a dia? “Pai nosso que estás nos céus, seja feita a Sua vontade aqui na terra como nos céus”?

Esta absoluta dedicação deve ser sem qualquer limite. Isso é muito importante pois, ao longo do caminho, encontramos pessoas gritando “Aleluia! Eu me decido pelo Senhor. Quero um caminhar no Espírito. Eu me decido pelo que Deus está fazendo”. Mas, quando atingem certo nível, é como se tivessem chegado a uma linha divisória imaginária - como a linha do Equador, uma linha invisível e imaginária que corre ao redor do centro da Terra – e, subitamente, elas retrocedem, e se tornam pessoas diferentes. Elas não eram dedicadas ao verdadeiro discipulado. Quem sabe o que elas retiveram diante de Deus? Elas disseram: “Eu só vou até aqui, não mais. Este é o meu limite!”.

A carta aos Hebreus enfatiza as promessas do Senhor; também descreve uma lista de homens e mulheres que PERSEVERARAM em andar na Palavra de Deus, em meio às adversidades. Também é uma palavra de exortação aos que se tornaram incrédulos (Hebreus 3:12, 19), os que se endureceram pelo engano do pecado (3:13 e 10:26-29), os que retrocederam e não foram perseverantes (6:4 a 8 e 10:35 a 39). Por isso o texto de Hebreus enfatiza a necessidade da perseverança, viver pela fé para poder preservar a vida e herdar o Reino inabalável (12:25-29). O Reino de Deus vai consumir todas as coisas abaláveis, para que possamos receber um Reino inabalável, por isso não podemos parar.

É humano aceitar esses limites à dedicação. Muitas pessoas fizeram isso. Mas você não pode fazer isso! Deus está buscando uma dedicação incondicional ao Reino de Deus e ao Corpo de Cristo; Ele está chamando para uma submissão ao ministério apostólico e ao ministério que Ele tem para você cumprir. Uma coisa que explodirá seu ministério, fazendo-o se cumprir, é romper esses laços, essas linhas de limitação que, inconscientemente, você impõe à sua dedicação. Você deve explorá-las e descobri-las. O horizonte é ilimitado, se não houver limitação de nossa parte; podemos fazer o que quer que o Senhor determine. Esta é uma dedicação incondicional e absoluta àquilo que Deus quer que você faça e àquilo que Ele quer que você seja.

Cada um de nós vê isso, mas o problema é: como o faremos? Nós dizemos como Paulo: “O querer o bem está em mim, não, porém, o efetuá-lo.Romanos7:18-21. Deus terá de nos ensinar como fazê-lo.

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