30. A Sétima Festa do Sétimo Mês (Tabernáculos)

PREFÁCIO

Durante os últimos vinte anos ou mais, o meu espírito tem ficado cada vez mais irado com o paganismo crasso das observâncias do Natal e da Páscoa, realizadas pelas igrejas cristãs. Sinto-me como Jesus, quando virou as mesas na Páscoa (João 2:13-22), consumido do "zelo pela casa do Pai". Os estudiosos têm reafirmado repetidamente que Cristo não nasceu no mês de dezembro. Tanto o Natal como a Páscoa era, originalmente, festas pagãs que comemoravam a adoração do sol e a adoração de Tamuz. No meu entender, o paganismo persiste nesses feriados, e eles tornam as épocas do ano que mais são de se temer, por causa do seu efeito adverso sobre a vida espiritual da igreja.

Depois de muita oração, decidimos que vamos observar a Festa dos Tabernáculos em vez do Natal, como tempo do nascimento de nosso Senhor. A história e a arqueologia confirmam que Ele nasceu em Belém nessa época do ano. A própria Festa comemora a época quando a glória de Deus se manifestava no meio do arraial. Ela vem a significar Aquele que veio para habitar entre nós, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.

Assim, temos observado o significado espiritual da Festa dos Tabernáculos, durante os últimos anos, em várias Igrejas. Cada ano a comemoração tem sido nova e diferente. A cada ano que passa, vemos que outras igrejas vêm "guardar a Festa" conosco.

Os problemas foram muito menores do que havíamos previsto. Devido à motivação que apresentamos às crianças, elas começaram a preparar-se para esta época com profunda devoção, e ao mesmo tempo, voltaram as costas à idolatria de Papai Noel e outras práticas babilônicas. Na verdade, elas têm cerca de dez dias de comemoração em vez de um, e recebem presentes como na época de Natal, mas também são ensinadas a dar presentes, como o fizeram no Livro de Neemias, durante a Festa dos Tabernáculos. Veja a lição intitulada. "Festa de Alegria e Doação".

Os estudos e sermões apresentados durante esses dias especiais têm sido uma bênção tão grande, que muitos têm pedido que eles sejam editados. As mensagens que se seguem são uma coleção de esboços de mensagens apresentadas nesses dias de Festa ao Senhor. As mensagens estão em forma de esboços. Uma coleção de mais de 50 esboços, de estudos e sermões como estes, será publicada futuramente. O objetivo é levar aos filhos de Deus que estão famintos, às grandes verdades que o Espírito Santo tem nos revelado.

A minha humilde oração é que estes esboços sejam uma bênção para as muitas igrejas locais que estão "saindo da Babilônia", desejosas de andar e adorar outra vez na pureza e simplicidade da igreja apostólica. Praza ao Senhor que Ele continue a restaurar aos Seus fiéis "a fé uma vez por todas entregue aos santos", e que os Seus fiéis possam descartar-se das inovações e corrupções que conseguiram infiltrar-se na adoração das igrejas.

AS FESTAS REQUERIDAS

Leituras bíblicas:      Deuteronômio 16; Levíticos 23; Êxodo 12.

"Três vezes no ano todo varão entre ti aparecerá perante o Senhor teu Deus, no lugar que escolher: na festa dos pães asmos, e na festa das semanas, e na festa dos tabernáculos; porém não aparecerá de mãos vazias perante o Senhor" (Deuteronômio 16:16).

I. Festas dos Pães Asmos, também chamada Festa da 
Páscoa, consistiam, na verdade, de 3 festas:

A - Páscoa. Êx 12:1-23; Lv 23:4-5; Dt 16:1-3.

B - Pães Asmos. Êx 12:18; 23:15; Lv 23:6-8.

C - Molho das Primícias. Lv 23:10-14.

II.Festas das Semanas, também chamada Festa de 
Pentecostes, ou Festa da Colheita das  Primícias.

Êx 23:16; Lv 23:15-21; Dt 16:9-12 Veja  At 2:1.

III. Festa dos Tabernáculos, ou Festa das Cabanas, também chamada Festa da Colheita.
Consistia, na verdade, de 3 festas:

A - Festa das Trombetas. Lv 23:24-25.

B - Dia da Expiação. Lv 16; Lv 23:27-32.

C - Festa dos Tabernáculos. Êx 23:16; 
Lv 23:34-44; Dt 16:13-15.

Todos os anos o povo judaico comemorava a Páscoa, que relembra a época em que, na terra do Egito, era um povo escravo, e o anjo veio, desencadeando julgamento sobre o Egito, pela sua crueldade para com os israelitas; e aquele anjo passou sobre a terra, e em todos os lares o filho primogênito foi morto, exceto onde o sangue do cordeiro sem mácula nem defeito fora aspergido na porta. Era conjugada com a dos pães asmos, que comemorava o fato de eles terem deixado o Egito tão às pressas que não haviam tido tempo de por nenhum fermento no seu pão, e também, o fermento era símbolo de impureza, e eles deviam sair de lá "puros" para servir ao Senhor.

Cinqüenta dias depois eles comemoravam a Festa de Pentecostes. Foi por intenção divina que os grandes eventos da religião cristã aconteceram nos dias destas festas judaicas. Na Festa da Páscoa, Jesus Cristo foi crucificado. Assim, a Páscoa passou a simbolizar Cristo, porque ele era o cordeiro perfeito de Deus, o Cordeiro Pascal. João Batista disse: "Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo". O Seu sangue foi derramado para que possa ser colocado na porta de nosso coração, e o anjo do julgamento que pune o pecado "passe", pois o Cordeiro de Deus é a nossa purificação. A festa de Pentecostes é símbolo da "Era da Igreja", sendo introduzida. No dia de Pentecostes o povo estava reunido quando o Espírito Santo veio sobre os discípulos.

A última festa anual é a Festa dos Tabernáculos, que a princípio foi observada nos dias das jornadas de Israel no deserto. Começou quando os judeus viviam em cabanas ao redor do acampamento; cada tribo acampava em certa área e todos podiam ver, de noite, o fogo de Deus sobre eles. De dia era uma nível que os guiava. Eles foram instruídos para relembrar aqueles dias e comemorá-los todos os anos, vivendo outra vez sete dias em cabanas, significando a época em que Deus habitava no meio deles. Jesus Cristo também nasceu nessa época do ano. Era a época em que os pastores guardavam os seus rebanhos durante a noite, e o "anúncio angelical" veio. O nascimento de Cristo foi "Deus descendo e tabernaculando entre os homens". Ele assumiu carne humana e habitou entre nós, "cheio de graça e de verdade". Quando Ele viveu entre nós, estava "tabernaculando em carne" com a nossa. A Festa dos Tabernáculos tem significado real.

Profeticamente, ela fala de cousas ainda maiores. Está registrado no Velho Testamento que nos dias futuros, a única festa requerida será a festa dos Tabernáculos. É a única festa a ser observada na era porvir.

A Festa dos Tabernáculos comemorava originalmente o fato de Israel ter vivido no deserto, e de Deus ter habitado no meio dele com uma glória que era visível dia e noite. Isto é profético e simboliza o fato de que Deus outra vez habitará no meio do Seu povo com uma glória que será visível.

Isto também significa que Cristo habitará em Sua plenitude no Seu povo, de forma que jamais foi experimentada antes - A DIVINDADE HABITANDO DENTRO DO TABERNÁCULO HUMANO.

A SÉTIMA FESTA

Como introdução ao nosso estudo acerca da Festa dos Tabernáculos, também chamada Festa das Cabanas, Festa das Tendas, ou Festa da Colheita, precisamos primeiramente recapitular as outras duas festas que antecedem esta. No sétimo mês, o mês de Etanim no calendário sacro judaico, ocorrem estas três últimas das sete festas anuais ordenadas pela lei de Moisés. As quatro primeiras ocorrem no começo do ano judaico, e tem pouco interesse para nós, neste estudo. As três últimas festas ocorrem no sétimo mês (Etanim), na seguinte ordem:

Número 5 - Festa das Trombetas. Sétimo mês (Etanim), décimo dia do mês: Lv 23:23-25. Veja também cap 16. As ofertas a serem feitas são relacionadas em Números 29:1-6. Como o soar das trombetas, não havia obra servil, e deviam ser feitas as ofertas queimadas prescritas.

Número 6 - Dia da Expiação. Sétimo mês (Etanim), décimo dia do mês: Lv 23:26-32. Veja também Lv. cap. 16. As ofertas a serem feitas são relacionadas em Números 29:7-11. Era uma ocasião de afligir a alma, e fazer ofertas queimadas, com abstenção do trabalho servil. Era também um descanso sabático, e o ofertavam-se dois bodes: um para expiação do pecado, e outro para tirar o pecado de Israel.

Número 7 - Festa dos Tabernáculos. Sétimo mês (Etanim), décimo-quinto dia do mês, até o vigésimo segundo dia do mês: Levítico 23:34-44. As ofertas a serem feitas são mencionadas em Números 29:12-39. Veja também Números 15:2-11 e 28:12-14, em relação aos cereais oferecidos com cada animal, chamados ofertas de manjares.

Sacrifícios oferecidos durante a Festa dos Tabernáculos.

Um total de setenta novilhos com ofertas queimadas, com dois carneiros e quatorze cordeiros diariamente, e bode como oferta pelo pecado, diariamente.

Primeiro dia: Treze novilhos, dois carneiros, quatorze cordeiros como ofertas queimadas, e as ofertas de manjares e libações que precisavam acompanhá-los, e um bode como oferta pelo pecado.

Segundo dia: doze novilhos e o mesmo número das outras ofertas e sacrifícios, como no primeiro dia.

Terceiro dia:  onze novilhos, etc.

Quarto dia:    dez novilhos, etc.

Quinto dia:    nove novilhos, etc.

Sexto dia:     oito novilhos, etc.

Sétimo dia:    sete novilhos, etc.

Oitavo dia:    ou festa de encerramento: um novilho, um carneiro, sete cordeiros, 
com ofertas de manjares e libações, e um bode como oferta pelo pecado.

Assim, em sete dias eram oferecidos um total de setenta novilhos, quatorze carneiros, noventa e oito cordeiros - números da plenitude e da obra completa de Deus, que é o significado e explicação típica daquilo que a experiência da Festa dos Tabernáculos representa para nós.

No oitavo dia, um total de dez animais era oferecido. Os fatores primos de dez são 5 x 2, que é o número da graça de Deus em Sua igreja.

QUANDO DEUS RESTAURA

Leituras bíblicas:
Ezequiel 3:1-13; Neemias 8; Joel 1 e 2; Isaías 61.

Introdução:

Esdras, Neemias e Ester completam a história do Velho Testamento. Ageu, Zacarias e Malaquias são os três últimos dos profetas, durante esta época de restauração.

536-516 A.C. - Vinte anos em que, durante o mandato de Zorobabel, o governador, e Josué, o sacerdote, o templo foi reconstruído. Veja Ezequiel capítulos 3 a 6. Ageu e Zacarias pertencem a este período.

457-432 A.C. - Vinte e cinco anos em que, durante o mandato de Neemias, o governador, e Esdras, o sacerdote, os muros foram reconstruídos e Jerusalém tornou-se de novo uma cidade fortificada. Malaquias pertence a este período.

O Livro de Esdras narra ambos os períodos. 

O Livro de Neemias narra o segundo período. 

O Livro de Esdras ocorre entre os dois períodos; ela tornou-se rainha da Pérsia em cerca de 478 A.C.

Para nós hoje, a história da restauração é muito significativa. A história de Israel em um plano natural, no Velho Testamento, é paralela com a história do Israel espiritual, a Igreja, no Novo Testamento. A igreja também esteve cativa na Babilônia da superstição romana durante séculos, a vagarosa mas firmemente vem sendo restaurada à sua doutrina e experiências puras em Cristo Jesus, durante os últimos 500 anos, desde a época de Martinho Lutero. E nesta geração temos visto serem restauradas mais experiências e entendimento do Novo Testamento do que qualquer geração anterior viu. O clamor de Apocalipse 18:4b-5 aos cristãos que ainda estão na Babilônia é:

Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados, e para não participardes dos seus flagelos; porque os seus pecados se acumularam até ao céu, e Deus se lembrou dos atos iníquos que ela praticou.

Em Esdras 3 vemos que eles começaram a observar a Festa dos Tabernáculos e lançaram os alicerces do templo, que foi terminado em poucos anos. Nada mais foi restaurado durante outros 70 anos; então, no mandato de Neemias, os muros foram terminados.

Quando Deus está restaurando, a primeira cousa é a adoração do Senhor no templo; e no devido tempo teremos completa libertação e fortificação restauradas à igreja.

Consideremos duas passagens: Esdras 3:1-13 e Neemias capítulo 8.

I. A festa dos Tabernáculos restaurada em Esdras:

Esdras 3:1-13.

A - O povo reuniu-se como um só homem: 3:1. 
Veja Isaías 52:1,2,8,9.

B - O povo deu ofertas: Esdras 3:4,5,6, e enviou 
porções: Neemias 8:12.

C - Lançados os alicerces do templo: Esdras 3;10.

D - O cântico poderoso: Esdras 3:11.

E - Louvor pelos "alicerces" mas "lágrimas" pela glória ausente: Esdras 3:11-13.

II. A festa dos Tabernáculos observada de novo 
em Neemias.

Neemias 8. Versículos:

1: Reuniram-se como só homem.

2: Todos os que podiam ouvir e entender, no primeiro dia do sétimo mês. Fome de palavra.

3: Os ouvidos do povo estavam atentos.

5: Todo o povo se levantou.

7: Tudo no seu lugar, no corpo; sem desordem.

8: Leram no livro de Deus, distintamente; e deram explicações, fazendo-os entender o significado. 
Necessidade do ministério de entendimento para o povo.

9: Todo o povo chorou quando ouviu a Palavra.

10: Pois a alegria do Senhor é a vossa força.

10-12: Ide, comei carnes gordas, tomai bebidas doces e ENVIAI PORÇÕES AOS QUE NÃO TÊM NADA

PREPARADO PARA SI (tipo de ministério que está sendo restaurado) porque este dia é consagrado ao nosso Senhor; portanto não vos entristeçais, porque a alegria do Senhor é a vossa força.

14-18: A Festa dos Tabernáculos é observada pela 
primeira vez em séculos.

15: Vitória celebrada.

III. Há uma alegria do Senhor em que também 
podemos entrar.

Joel - Versículos:

1:12:  Já não há alegria entre os filhos dos homens.

1:16:  Acaso não está destruído o mantimento diante dos vossos olhos? E da casa do nosso Deus a alegria e o regozijo?

2:21:  Não temas, ó terra, regozija-te e alegra-te; porque o Senhor faz grandes cousas.

2:23:  Alegrai-vos, pois, filhos de Sião, regozijai-vos no Senhor vosso Deus, porque ele vos dará em justa medida a chuva; fará descer, como outrora, a chuva temporã e a serôdia.

Isaías 35:10:

Os regatados do Senhor voltarão, e virão a Sião com cânticos de júbilo; alegria eterna coroará as suas cabeças; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e a gemido.

Isaías 61:3-7, 10-11:

E a pôr sobre os que em Sião estão de luto uma coroa em vez de cinzas, óleo de alegria em vez    de pranto, veste de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem carvalhos de justiça, plantados pelo Senhor para a sua glória. (note os ramos de árvores usados para fazer as cabanas, tipificando a habitação de Deus entre as árvores de justiça).

Isaías v. 7:

Em lugar da vossa vergonha tereis dupla honra, em lugar da afronta exultareis na vossa herança; por isso na vossa terra possuirdes o dobro e tereis perpétua alegria (Note os versículos 10 e 11).

João 15:11:

Tenho-vos dito estas cousas para que o meu gozo esteja em vós, e o vosso gozo seja completo.

João 17:13:

Mas agora vou para junto de ti, e isto falo no mundo para que eles tenham o meu gozo completo em si mesmos.

A COLHEIRA E O DERRAMAMENTO

Leituras bíblicas:
Êx 23:14-17; Joel 2:23-29; Tg 5:7-8; Atos 2:19-26.

Introdução:

A Festa dos Tabernáculos é a Festa da Colheita.

A estação da ceifa de outono. A cousa peculiar acerca da profecia de Joel é que os últimos dias receberão as primeiras e as últimas chuvas no primeiro mês - do calendário agrícola - isto é, na época da Festa dos Tabernáculos.

Esta analogia da chuva na terra é apresentada também por Tiago, que declara que as primeiras e as últimas chuvas terão lugar antes da vinda do Senhor.

Em suma, esta é uma época maravilhosa de chuvas de primavera e de outono juntas - o que lavra segue logo ao que ceifa (Amós 9:11-15). A semeadura, plantação, aração e colheita serão cousas simultâneas.

A ceifa mundial é, portanto, profetizada nesta alegoria.

I. A passagem de Joel cobre vários pensamentos
significativos:

Joel 2:23-29.

A - Chuvas de primavera e do outono combinadas.

B - Eiras cheias de trigo - colhido e debulhado.

C - Restauração de tudo o que as pragas haviam
destruído na videira.

D - Quinhão abundante e satisfatório.

E - Sabei que o Senhor está no meio de vós.

F - Derramamento universal do Espírito.

G - Palavras e visão proféticas abundantemente
restauradas.

II. Observemos um pouco mais detidamente esta 
promessa de restauração de todas as cousas: 
Atos 3:19-26.

Versículo 19 - Note que há tempos de refrigério pela presença do Senhor. Há períodos de chuva, e esta operação do Espírito de Deus é definitivamente relacionada com o  crescimento e desenvolvimento do povo de Deus - vemos em Tiago 5:7-8 que o Senhor está esperando o amadurecimento do fruto.

Versículo 19 - ARREPENDIMENTO... é uma preparação para os tempos de refrigério. Se o seu espírito estiver "em ordem" quando a chuva vier, você avançará; se não, você será posto de lado.

Versículo 21 - TEMPOS DE RESTAURAÇÃO - Veja Oséias 6:1-3. Esta é a época para revivermos e vivermos na Sua presença. Depois de dois dias Ele nos levantará   2.000 anos.

NÃO SEJAMOS IGNORANTES ACERCA DOS TEMPOS E ESTAÇÕES:

I Tessalonicenses 5:1-11:

"... porque não reconheceste a oportunidade da tua visitação". Lc. 19:44.

III. Peça o Derramamento.

Zacarias 10:1 - PEÇA NO TEMPO INDICADO. Peça chuva no tempo das chuvas serôdias. As promessas de Deus estão pairando sobre esta geração - algumas delas têm centenas de anos,  mas o tempo especificado para o seu cumprimento é agora.

PEÇA, BUSQUE, BATA. Lucas 11:9-13.

IV. O significado espiritual da Festa dos Tabernáculos
encontra-se em Zacarias 14:16-21.

Se não há comunhão em "tabernacular" com o Senhor, não haverá chuva sobre nós.

V. O gozo nos tempos da restauração.

Joel 2:23 - Alegrai-vos, pois, filhos de Sião...

Haverá muita alegria na época da restauração.

Isaías é o profeta que fala da alegria nos tempos da restauração: 35:1; 41:16 (note o contexto); 51:11; 56:7; 55:12; 61:3,7,10; 65:14,18,19.

Nós também devemos esperar o gozo vindouro, embora estejamos em tribulação agora. I Pedro 4:12-13.

OBSERVÂNCIA CRISTÃ E ESPIRITUAIS
QUE SÃO SUGERIDAS NA FESTA

I. Rejeitamos a troca de presentes comum na época de 
Natal, em favor do "enviar presentes".

Visto que esta é a época em que os eruditos afirmam que Jesus nasceu, e  desde que Neemias 8 recomendou a "remessa de porções" e presentes durante a Festa dos Tabernáculos, encontramos uma boa saída para o comercialismo do Natal, e um digno substituto cristão para essa prática.

II. A árvore de Natal é expressamente condenada em Jeremias 10:2-4. Encontramos um símbolo muito mais digno e bíblico em uma cabana ou tabernáculo - tipificando a humilde habitação que o Filho de Deus usou quando habitou entre nós em carne. Essa cabana pode ser uma bela ilustração da verdade, especialmente para as crianças.

III. Há muitas maneiras pelas quais a ação de graças pela colheita pode ilustrar a ceifa mundial que cremos que Deus nos dará, e que a Festa tipifica.

IV. Podemos usar lâmpadas ou velas para ilustrar a luz, ou a glória que outrora estava sobre o tabernáculo no deserto, e que foi profetizado voltará agora para a Sião espiritual. II Co 3; Jesus refere-se a isto em João 8 - a luz do mundo.

V - A água pode ser usada para simbolizar que bebemos e nos tornamos uma fonte, como ilustra João 7:37-39.

VI - Os momentos festivos e sociais devem sempre ser acompanhados de oração e do ensino de que nestes dias a alegria do Senhor é a nossa força.

VII - A constante leitura da Palavra de Deus em voz alta, de acordo com a leitura da lei em Israel no ano do jubileu, na Festa dos Tabernáculos, mostrando como Deus promete graça para apagar nossas dívidas e falhas, e nos dá graça para observarmos a Sua Palavra, não na letra mas em  novidade de vida.

A FESTA DOS TABERNÁCULOS (SUMÁRIO)

Leituras bíblicas:     

Levítico 23:39-43. Veja também Êxodo 23:14-17,

onde ela é chamada Festa da Colheita.

Introdução:

A festa dos Tabernáculos cai no décimo-quinto dia do sétimo mês (sagrado) que é o décimo-quinto dia do primeiro mês civil.

I. É a festa da Unidade.

Quando o povo de Deus se ajunta. Segundo a figura de Lv 23:40-42, é uma ocasião QUANDO O POVO DE DEUS SE REÚNE COMO UMA PESSOA.

A intercessão de Cristo em João 17 foi de que todos fôssemos um. A admoestação do Paulo é que tenhamos a mesma mente, tenhamos unidade: I Co 1:10; 2:16; 12:13,14; Fp 2:2,5.

II. É a festa de Alegria.

Dt 16:13-17. Jl 1:10-12: Já não há alegria... A maior parte dos cânticos da igreja são "jingles" da Babilônia. O cântico no Espírito não combina com a escravidão babilônica. Veja o Sl 137.

III. É a festa de Derramamento e Colheita.

É chamada Festa das Colheitas; Êx 23:14-17. Este é o mês indicado pela profecia de Joel - O PRIMEIRO MÊS: Jl 2:23 (Almeida antiga). Nota: Setembro e outubro recebem as primeiras chuvas. Joel diz que teremos as primeiras e as últimas chuvas nessa época: Tg 5;7.

IV. É um descanso sabático: Lv. 23:29.

É a sétima festa; começa e termina com um sábado. Leia isto juntamente com Hebreus 4.

V. É a festa da restauração.

Os profetas da restauração, Esdras, Neemias e Zacarias, falam da Festa dos Tabernáculos.

Ed 3:4; Ne 8:14-18:

A - O povo reúne-se como um só homem: 
Ed 3:1; Is 52:1,2,8,9.

B - O povo faminto pela Palavra; Ne 8:8.

C - O povo no seu lugar: Ne 8:7.

D - Enviam porções para os necessitados: Ne 8:10.

E - Celebradas vitória e prosperidade: Ne 8:15.

F - Lançados os alicerces do templo; Ed 3:10.

G - O cântico poderoso; Ed 3:11.

VI. É a festa da Promessa.
É profetizada a glória de Deus em sua casa! Ageu significa "festa de Jeová". Provavelmente ele nasceu durante a Festa dos Tabernáculos. Ag 2:1 mostra uma profecia que foi dada no último dia da Festa dos tabernáculos. Retrata as condições reinantes no cap 1:2,4, com a casa de Deus abandonada, e tristonha; então no dia da festa veio aquela grande profecia de Ag 2:3-9. Outros profetas falam que o Senhor virá repentinamente ao Seu templo: Ml 3:1. Hb 12:26 mostra que a profecia de Ageu se cumprirá no Reino dos santos.

VII. É a festa do Seu aparecimento.
Há uma bela figura na história de João 7:1-14. Ele vem secretamente. Não é a "parousia" pela qual ansiamos? Ml 3:1 fala que o Senhor virá repentinamente ao Seu templo. Não somos nós o templo ao qual Ele está para vir?

O TEMA DA RESTAURAÇÃO DOS
CÂNTICOS DE ROMAGEM OU SALMOS

USADOS NA FESTA DOS TABERNÁCULOS

Leituras Bíblicas: Salmos 120 a 134

Salmo 120: Oramos por libertação dos espíritos enganosos e belicosos que estão ao nosso redor.

Salmo 121:  Confiamos que o Senhor nos guardará enquanto estamos viajando para o templo.

Salmo 122: Regozijamo-nos por sermos "estabelecidos" em Jerusalém (Sião espiritual, ou no  Corpo).

Salmo 123: Manifestamos submissão ao Senhor, e nos humilhamos perante Ele.

Salmo 124: Regozijamo-nos por libertação.

Salmo 125: Estamos estabelecidos no Senhor.

Salmo 126: Nossa restauração e testemunho mundial.

Salmo 127: Nosso descanso e fecundidade no Senhor.

Salmo 128: O temor do Senhor em nós, e nossa família no Senhor (também a aplicação espiritual).

Salmo 129: Oramos pela destruição dos que afligiram a Sião. (Sejamos arremessados sobre a rocha de Jesus Cristo).

Salmo 130: Confiamos no amor perdoador do Senhor, enquanto esperamos o romper de um novo dia.

Salmo 131: Com uma confiança infantil não assumimos uma posição que o Senhor não nos tenha atribuído. 

Salmo 132: Tornamo-nos o Santo Templo de Deus. (O lugar de descanso ou habitação do Senhor, no Santuário de Sião). Note no vv. 4-9, o lugar de nascimento de Jesus. Note nos vv. 13-18, a glória dos últimos dias na Sião espiritual.

Salmo 133: Seremos um, por causa da unção sacerdotal sobre nós.

Salmo 134: Como "guardas-noturnos" no Templo, bendizemos ao Senhor e bendizermos uns aos outros. A noite está passando. O dia vem.

FESTA DE ALEGRIA E DOAÇÃO

Leituras bíblicas:
Deuteronômio 16:13-17

Introdução:

Na Festa dos Tabernáculos, Israel celebrou uma semana de Ação de Graças por todas as bênçãos do não (sugira testemunhos). Eles se regozijaram grandemente. Cantaram. Por fim, fizeram grandes sacrifícios e ofertas ao Senhor.

I. Estes dias são uma época de ação de graças.

A -  Os nove leprosos que se esqueceram de dizer 
"obrigado": Lc 17:11-19.

B -  ... nem lhe deram graças: Ro 1:20-22.

C -  Ingratidão nos últimos dias: II Tm 3:1-5.

D -  É-nos ordenado darmos graças e louvores: 
Hb 13:15; Sl 107:22; I Pe 2:9; Sl 100 e 107; 
Cl 3:15-17; I Ts 5:18; 107:22; I Pe 2:9; 
Sl 100 e 107; Cl 3:15-17; I Ts 5;18.

II. Estes dias são uma época de regozijo.

A - Grande gozo vindo do Senhor: Ne 8:10-12.

B - Isaías é o profeta que fala da alegria na época da 
restauração:

Is 35:1; 41:16; 51:11; 56:7; 55:12; 61:3,7,10; 65: 14,18,19.

C - Devemos regozijarmo-nos até nas tribulações: 
I Pe 4:10-14. 17-19.

III. Estes dias são uma época de cânticos.

Naquele dia se entoará este cântico...

Isaías 26. Versículos:

3: Na dificuldade, é dada uma promessa de descanso e paz.

7: A vereda do justo é plana.

8-11:  Deus nos encontrará primeiro, depois mandará 
o juízo.

12: Deus operou todas as nossas obras em nós.

13-14: Único Senhorio de Cristo, naquele dia.

16-18: Dores de parto sem nascimento - 
não é assim agora.

20: O povo de Deus precisa entrar nos seus quartos
e fechar a porta atrás de si, e esconder-se por 
um pouco. A ira logo passará.

IV. Estes dias são uma época de contribuição e sacrifício.

Sl 50:1-6:

Congregai os meus santos, os que comigo fizeram aliança por meio de sacrifícios...

A - Não podemos mais ser egocentristas - precisamos colocar Deus em primeiro lugar.

B - O Senhor está purificando o Seus povo para que possa fazer uma oferta pura, de justiça: Ml 3:1-5.

C - Sacrifício nos dias em que a igreja será restaurada: Ag 1:3-15; 2:6-9.

QUANDO CRISTO “TABERNACULA”

NO MEIO DE NÓS

Leituras bíblicas:
João 7:1-39.

Introdução:

Versículos 1-14. Consideremos esta observância da Festa dos Tabernáculos por nosso Senhor Jesus Cristo, como uma analogia da sua "parousia" (manifestação) e revelação. Vemos uma "presença secreta" de Jesus durante a primeira metade desse festival, e depois, a revelação clara de Si mesmo. Esta é a figura de Malaquias 3:1-4,6: o Senhor vem subitamente ao Seu templo.

I. Nosso Senhor virá no tempo determinado: v. 8

II. Jesus vai secretamente à festa, para mover-se incógnito entre o povo: v. 10.

III . No meio da festa (sete dias) Jesus veio ao templo e ensinou: v. 14.

IV.O seu ensino por revelação e conhecimento 
miraculosamente adquirido: v. 15-18.

V - Os legalistas sempre tentam matar o "Cristo de graça"

pois a graça quebra a lei quando a misericórdia precisa exceder o julgamento, como  princípio mais elevado. vv. 19-26.

VI. Cristo revela a sua origem e destino divinos: 
vv. 27-36.

Note a Sua manifestação secreta aos salvos, e nunca ao mundo - não é esta a Sua maneira de    agir? João 14:18-29.

Colossenses 3: 1-4: A nossa vida está escondida com Cristo; quando Ele aparecer, nós também seremos manifestados. Será bom re-examinarmos os versículos acerca do "arrebatamento", para ver a sua relação com o fato de o salvo sofrer e experimentar tribulação.
Precisamos sofrer: I Ts 3:2-3; 4:13-18. 
Tribulação reiterada: 5:1-11. 
"Parousia" - significa "presença", ou "permanecer lado a lado".

VII. Beber e tornar-se uma fonte - pelo Espírito:
vv. 37-39.

A Palavra Viva de Deus emana de nós. Jesus está Se referindo ao templo quando beberemos não somente para satisfazer nossas necessidades pessoais, mas tornar-nos-emos uma fonte de suprimento para a necessidade do mundo. Moisés recebeu ordens de falar à rocha, que veria a  água sair dela. Na visão de Ezaquiel as águas nasciam do trono, e saíam do templo.

VIII. A Palavra Viva divide os ouvintes.

Houve "divisão" acerca de Jesus, e cada homem foi "para a sua casa". É hora de enfeixar o joio e separar o trigo. Vários grupos espirituais estão gravitando até chegar ao seu próprio nível.

Palavra da Vida

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