28. Experimentando o Dia da EXPIAÇÃO

O CALENDÁRIO JUDÁICO

O povo judaico tem dois calendários. Depois que os judeus voltaram do cativeiro babilônico, lês seguiram um calendário mais recente, com o ano civil começando no outono. Seu ano sagrado, conforme o calendário antigo, começava na primavera na época da primeira Páscoa. Foi aí que o Senhor falou a Moisés e Arão: “Este mês(Abib, depois chamado de Nisãvos será o principal dos meses; será o primeiro mês do ano”Êxodo 12:2. Quando o povo judaico lê a Bíblia hoje, eles podem ficar confusos porque agora eles celebram seu Ano Novo no sétimo mês do Antigo Testamento, Tishri, não no primeiro mês, Nisã, conforme o ano sagrado.

Algumas das instruções finais que o Senhor deu a Moisés a respeito do Dia da Expiação, no sétimo mês, Tishri, são encontradas em Levítico 16:29-34: “Isso vos será por estatuto perpétuo: no sétimo mês, aos dez dias do mês, afligireis a vossa alma e nenhuma obra fareis, nem o natural nem o estrangeiro que peregrina entre vós. Porque, naquele dia, se fará expiação por vós, para purificar-vos; e sereis purificados de todos os vossos pecados, perante o SENHOR.É sábado de descanso solene para vós outros, e afligireis a vossa alma; é estatuto perpétuo. Quem for ungido e consagrado para oficiar como sacerdote no lugar de seu pai fará a expiação, havendo posto as vestes de linho, as vestes santas; fará expiação pelo santuário, pela tenda da congregação (o Tabernáculo) e pelo altar; também a fará pelos sacerdotes e por todo o povo da congregação.Isto vos será por estatuto perpétuo, para fazer expiação uma vez por ano pelos filhos de Israel, por causa dos seus pecados. E fez Arão como o SENHOR ordenara a Moisés.

Como deveria ser feita a expiação?

O Dia da Expiação nos tempos do Antigo Testamento era para trazer limpeza e purificação absoluta para toda a nação de Israel. O ritual da expiação não era somente pelo pecado; também incluía o altar e a arca da aliança. O sumo sacerdote fazia expiação por tudo no Tabernáculo. Isto era para trazer uma purificação para tudo que os israelitas faziam, para que não se degenerassem aos poucos tornando-se um povo que cria em algo que não praticava. Eles tinham que fazer todo esforço para entrar na provisão de Deus com todo seu coração. Este era o propósito por trás do Dia da Expiação.

Como é que a expiação devia ser feita? Levíticos capítulo 16 dá as instruções: “Então disse o Senhor a Moisés: dize a Arão, teu irmão, que não entre no santuário em todo tempo, para dentro do véu, diante do propiciatório que está sobre a arca, para que não morra; porque aparecerei na nuvem sobre o propiciatório. Entrará Arão no santuário com istoum novilho para oferta pelo pecado, e um carneiro para holocausto. Arão trará o novilho da sua oferta pelo pecado, e fará expiação por si e pela sua casa” (por todos os sacerdotes). “Também tomará ambos os bodes, e os porá perante o Senhor à porta da tenda da congregação. Lançará sortes sobre os dois bodes: uma para o Senhor, e a outra para o bode emissário”(Bode emissário ou bode expiatório tem um significado diferente hoje. Nestas Escrituras, no entanto, ele significa o bode da remoção –AZAZEL). “Arão fará chegar o bode, sobre o qual cair a sorte para o Senhor, e o oferecerá por oferta pelo pecado. Mas o bode sobre o qual cair a sorte para bode emissário será apresentado vivo perante o Senhor para fazer expiação por meio dele e envia-lo ao deserto” (daí a palavra “emissário”, porque era enviado ao deserto) “como bode emissário”Levíticos 16:2, 3, 6-10.

Uma remoção completa no Dia da Expiação

A remoção do pecado no Dia da Expiação era diferente da que aconteceu durante a Páscoa. Na primeira Páscoa, o cordeiro foi morto e o sangue colocado sobre a porta para que o julgamento passasse por cima. Então o povo comeu o cordeiro assado para receber força interna, e ficou com o cajado na mão pronto a deixar a terra da escravidão. Este foi o INÍCIO do ciclo das Festas que falam de experiências espirituais, como relatado na Bíblia.

Cristo foi crucificado durante a Festa da Páscoa (João 13:1). Cinqüenta dias depois da Sua crucificação, na Festa de Pentecostes (daí a palavra Pentecostes – penta, que significa cinqüenta dias após a Páscoa), ou a Festa das Semanas, quando a colheita das primícias era oferecida, o Espírito Santo desceu (Atos 2:1-4). O dia de Pentecostes iniciou na terra o surgimento daquilo pelo qual Cristo havia morrido. Na Festa da Páscoa, Cristo morreu para trazer a experiência da nossa salvação. Depois, na Festa de Pentecostes, veio a experiência com o Espírito Santo. Mais tarde, no outono, vinha a Festa das Trombetas chamando todos juntos. Não basta somente ser cheios do Espírito Santo; temos que experimentar a revelação de Deus que nos traz à unicidade com Deus e uns com os outros. Poucos dias depois vinha o Dia da Expiação. Seguindo, a Festa dos Tabernáculos era celebrada. Tabernáculos representava o tempo em que os israelitas estiveram no deserto, quando a glória de Deus pousava sobre o Tabernáculo central enquanto as tribos de Israel acampavam ao seu redor. Isto representava a presença de Deus entre eles.

No Dia da Expiação, a expiação tinha que ser feita primeiro pelo sumo sacerdote, depois pelos outros sacerdotes, pelo santuário, pela tenda da congregação, pelo altar e pelo povo. Tudo e todos eram incluídos. Isto tem um significado simbólico para nós hoje. Até que Deus tenha nos sondado completamente, não estaremos prontos para a glória da experiência dos Tabernáculos. Nós não conhecemos a maravilha da Sua presença, a Parúsia, entre nós a não ser que primeiro experimentemos a obra purificadora da expiação. Lemos em1 João 3:2, 3: “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser. Sabemos que, quando ele” (Cristo) “se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque havemos de vê-lo como ele é. E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro”

Purificação é diferente de salvação

Purificação é diferente de salvação inicial. São duas experiências. O anjo disse a José: “E lhes porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles”. (Mateus 1:21). Isso se refere à salvação, mas haveria mais do que somente o perdão de pecados. Quando João, o Batista, estava pregando, ele viu Jesus descendo ao rio Jordão e clamou dizendo: “Eis o cordeiro de Deus que TIRA O PECADO DO MUNDO”. (João 1:29). Isto se refere ao ministério de REMOÇÃO. O Senhor nos separa dos nossos pecados tanto quanto o leste do oeste. Nós precisamos não somente ser perdoados dos pecados, como também prosseguir até que a natureza de pecado seja completamente removida. Paulo disse: “Porque, no tocante ao homem interior (o espírito), tenho prazer na lei de Deus; mas vejo nos meus membros outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente(espiritual, a vontade do espírito), me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros. Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Romanos 7:22-24). Ele sentia que a carne tinha algo que precisava ser retirado ou REMOVIDO.

Precisa vir o tempo em que Cristo nos salve totalmente, completamente: “O mesmo Deus da paz vos santifique EM TUDO; e o vosso espírito, alma e corpo, sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda” (no grego temos a palavra PARÚSIA) “de nosso Senhor Jesus Cristo”. (1 Tessalonicenses 5:23). Assim como experimentamos a salvação original, devemos nos ajoelhar mais uma vez perante o Senhor e clamar: “Salva-me, Senhor! Salva-me da natureza pecaminosa, do corpo de pecado”. Algumas pessoas podem pensar que o cristão que fizer isso estará agindo como um pagão porque ele já foi salvo em Cristo. Mas o termo “SALVO ou SALVAÇÃO” pode ser mal interpretado. Todos nós conhecemos pessoas que dizem que já foram salvas, no entanto vemos coisas nas suas vidas das quais elas não foram salvas (ou libertas). Atos 2:47, no original grego preciso, diz que o Senhor acrescentava à Igreja diariamente aqueles que iam sendo salvos. No instante em que você aceitou a Cristo como seu Salvador, você morreu para o pecado e foi salvo, num sentido; mas você não foi salvo (ou liberto) totalmente. Você foi salvo, você está sendo salvo (ou santificado), mas ainda há muito mais a ser salvo. Você foi liberto, você está sendo liberto, e você ainda será liberto. Qualquer coisa que Deus começa na sua vida deve expandir-se até que seja total e perfeita. Quando Deus olha o produto final, Ele deve poder dizer: “Eis que está muito bom”. Ao se olhar no espelho, você pode dizer que você está muito bom? Ou você sente que precisa voltar para mais um banho na fonte da purificação, porque ainda falta algo?

Depois que Arão orava e sacrificava o novilho como redenção dos seus próprios pecados e dos da sua casa, ele sacrificava o primeiro bode para santificar o povo. Este sacrifício era dado ao Senhor para que houvesse acesso ao lugar santo e uma certeza de que havia a presença do Senhor sobre a arca da aliança durante aquele ano. O povo saberia que Deus estava habitando no seu meio. Depois Arão confessava os pecados de todos sobre o segundo bode, o bode emissário. Todos os tipos de pecados eram confessados sobre este bode da remoção. Pecados que foram cometidos não intencionalmente eram incluídos, assim como as coisas pelas quais eles davam desculpas. Não havia nenhuma folga para qualquer coisa errada; tudo era sondado e colocado sobre a cabeça do bode, que era então enviado ao deserto. A oferta dos dois bodes simboliza o duplo ministério de Cristo que sofreu pelos pecados como também os remove quando nós os confessamos.

O homem que quer ser perfeito busca a perfeição

“... o qual nós anunciamos, advertindo a todo homem e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, a fim de que apresentemos todo homem perfeito em Cristo ...” (Colossenses 1:28).

O homem que quer ser perfeito busca a perfeição. Deus chamou Jó um homem perfeito. Ele era perfeito perante o Senhor em todos os seus caminhos. O que é que ele fazia? Ele sacrificava por seus filhos caso eles tivessem amaldiçoado a Deus nos seus corações. Mesmo quando ele não tinha nada mais para expiar por si mesmo, ele ficava orando pelos filhos. Você não pode ser perfeito sem se entregar à intercessão com um desejo profundo para as coisas estarem certas – não apenas dentro de você, mas também dentro de todos os outros. Você não deve ver as necessidades das pessoas para julgá-las, mas para clamar a Deus para que elas entrem em tudo que Deus tem para elas. Quando uma pessoa farisaica finge ser um homem perfeito, ela realmente é uma mentirosa. Tudo que Jesus disse a respeito dos fariseus era verdade. Eles eram sepulcros caiados cheios de ossos de mortos (Mateus 23:27). Não havia nada de real neles. O homem que é justo por amor a si mesmo nunca conheceu a perfeição. Deus é perfeito, mas Ele nos ama e faz tudo que pode para nos remir. Se seu caminho for perfeito, você também estará estendendo-se, intercedendo e orando para ajudar os outros a entrarem nesta perfeição. Esta preocupação tem que ser parte da sua perfeição.

O Dia da Expiação é o tempo de vermos removidos
todos os pecados da casa de Deus

As inquietações dos israelitas eram confessadas sobre o bode emissário e carregadas para um lugar desolado no deserto. Assim sendo, todos seus pecados eram removidos. Neste dia, nós também precisamos ver a remoção do pecado da casa de Deus. Esta é a hora para isto. Deus quis mais do que uma meia experiência para nós. Quando Ele resolveu nos redimir, Ele não quis que houvesse sempre guerra entre as duas naturezas: “Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que porventura seja do vosso querer”. (Gálatas 5:17). Ele proporcionou que fossemos participantes da natureza divina, tendo escapado da corrupção e paixões que estão no mundo pelas concupiscências que são parte da natureza pecaminosa (2 Pedro 1:4).

Nós queremos ser liberados de tudo que está errado, de tudo que possa reagir de uma maneira errada. Nada disto pode ficar em nós. Nós queremos andar com Deus com tudo limpo e certo: “Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus”. (Mateus 5:8). Isso não será feito pela força de vontade, mas pela expiação enquanto confessamos e colocamos nossas transgressões sobre Cristo. Ele é o Cordeiro de Deus que TIRA o pecado do mundo.

Enfrente a coisa que precisa ser feita na sua vida. Ao relacionar-se com o Dia da Expiação, creia que a expiação pode tornar-se uma experiência na sua vida, assim como as Festas da Páscoa e Pentecostes tem sido experiências para muitas pessoas por séculos. Agora é o tempo para o desdobrar de uma experiência expiatória de purificação para todos.

Textos Complementares:

O Novo Testamento, principalmente os escritos de João, mostra claramente que Cristo é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1:29). O tirar o pecado do mundo veio por intermédio da expiação de Cristo. Remoção ou expiação são palavras sinônimas.

A primeira epístola de João enfatiza este assunto da Expiação. 1 João 3:5 – “... ele se manifestou para tirar os pecados...”1:7 – “... e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado...”; e 2:2, que ainda mais incisiva e exatamente declara o que tratamos aqui: “... e Jesus Cristo é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro”. João enfatiza a remoção da infecção causada pelo pecado, a fim de que os remidos possam ter comunhão com um Deus santo, porque“Deus é luz e não há nele trevas nenhuma”1:5b. Todos os que têm a esperança de viver na presença do Senhor devem se purificar, 3:2-6. Nossa comunhão, uns com os outros, também depende de andarmos nesta luz e sem pecado, 1:7.

 

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