02. O Que as Festas Significam Para Nós

O QUE AS FESTAS SIGNIFICAM PARA NÓS

Conforme as passagens de Levítico 23 e Deuteronômio 16, existem três períodos festivos requeridas pelo Senhor: PÁSCOA (que inclui a Festa dos Pães Asmos e do Molho das Primícias), PENTECOSTES (ou também denominada de A Festa das Semanas) e no final do ano há a Festa dos TABERNÁCULOS, uma combinação da Festa das Trombetas (Shofar), o Dia da Expiação (Yom Kippur), e a Festa dos Tabernáculos (Succoth).

 

O que é que estas festas bíblicas realmente significam?

 

A Festa da Páscoa, celebrada na primeira parte do ano judaico, representa um evento histórico, conforme relata Êxodo capítulo 12. Todas estas Festas (Pães Asmos, Primícias e Páscoa) já se cumpriram no passado, mas ainda têm um cumprimento atual também. Vou explicá-las a você.

PÁSCOA foi um evento histórico com a saída dos israelitas do Egito. Teve seu cumprimento na pessoa de Cristo, como um evento espiritual. Cristo, nosso Cordeiro pascal foi crucificado por nós: “Lançai fora o velho fermento para que sejais nova massa, como sois de fato sem fermento. Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado. Por isso celebremos a FESTA, não com o velho fermento, nem com o fermento da maldade e da malícia; e, sim, com os ASMOS da sinceridade e da verdade.” (1 Coríntios 5:7, 8). Note que este texto confirma que as igrejas do Novo Testamento celebravam as realidades espirituais tipificadas nas Festas do Antigo Testamento. Aqui temos a orientação apostólica de como celebrar a Festa da Páscoa, especificamente a Festa dos Pães Asmos.

Portanto, Páscoa representa uma experiência pessoal em que nossa salvação é literalmente o Cordeiro de Deus apropriado: “No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” (João 1:29). Quando o sangue de Jesus Cristo é apropriado, o julgamento divino contra o pecado da humanidade “passa por cima de nós”, não nos atinge (daí a origem da palavra Páscoa, “passar por cima”, quando na noite da Páscoa histórica o anjo da morte passou por cima da casa dos israelitas, mas matou os primogênitos dos egípcios,Êxodo 12:12-14). Portanto, na Páscoa, o julgamento passa por cima de nós pessoalmente e nós entramos na experiência da salvação.

Cinqüenta dias depois da Páscoa chegamos ao PENTECOSTES. O que é que isto representa? Durante esta Festa, dos pães deveriam ser movidos perante o Senhor. Estes pães representam a obra de santificação do Espírito Santo que varre para fora toda impureza de nossas vidas. Pentecostes foi o dia em que o Espírito Santo foi derramado sobre a Igreja. Pentecostes originalmente celebrava o abrir da aliança da Lei com o povo de Deus. E se tornou uma experiência espiritual porque todo o nível do espírito foi aberto no dia de Pentecostes: “Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; de repente veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. E apareceram, distribuídas entre eles, línguas como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo, e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem.” (Atos 2:1-3).

Pentecostes foi uma experiência espiritual para os 120 discípulos que obedeceram a palavra de Jesus, para estarem em Jerusalém aguardando a promessa do Consolador. Mas o Pentecostes torna-se também uma experiência pessoal para nós também. Nós também temos nossa Festa de Pentecostes quando recebemos o Espírito Santo, assim como os da Igreja Primitiva receberam.

Estas são as primeiras Festas do ano. E as Festas do fim do ano? A FESTA DAS TROMBETAS é uma Festa profética para o fim dos tempos. 1 Coríntios 14:8 diz: “Porque, se a trombeta der sonido incerto, quem se preparará para a batalha?” Este versículo faz parte da orientação apostólica sobre a profecia. As trombetas eram para anunciar o ano do Jubileu que libertava o povo; soavam-se as trombetas para chamar o povo para as Festas. Isto é típico daquilo que Deus está fazendo hoje na profecia. Precisa haver um fluir de revelação e de profecia que PREDIGA e CRIE durante a Festa das Trombetas. As trombetas estão soando; devemos estar prontos para avançar. Não vamos nos retrair. Nós devemos: “... dar o alarme no meu santo monte...” (Joel 2:1).

 

Como é que você pode entrar numa
experiência pessoal da Festa das Trombetas?

 

Ter uma revelação pessoal do fluir profético sobre você é entrar numa experiência tão distinta quanto receber o Espírito Santo foi originalmente. Você já entrou na sua Festa das Trombetas? Você tem palavra do Senhor sobre a sua vida? Paulo falou para Timóteo: “Este é o dever de que te encarrego, ó filho Timóteo, segundo as profecias de que antecipadamente fostes objeto: combate, firmado nelas, o bom combate.” (1Timóteo 1:18) Também é dito: “Não desprezeis as profecias.” (1 Tessalonicenses 5:20).

Estas experiências podem ser coletivas. Elas foram coletivas no passado, como Pentecostes foi para a casa de Cornélio, quando o Espírito Santo desceu sobre todos eles e começaram a falar em línguas (Atos 10:44-46). Na Festa das Trombetas, Deus invariavelmente fala por profecia e congregações inteiras entram numa revelação do Senhor para este fim dos tempos.

 

Páscoa é experiência de Salvação,
Expiação de remoção do pecado

 

Imediatamente após a Festa das Trombetas vem o DIA DA EXPIAÇÃO. O Dia da Expiação não deve ser confundido com a Páscoa. A Páscoa é quando entramos no sacrifício do Cordeiro que foi morto por nós, fazendo o julgamento passar sobre nós. Muitas pessoas já tiveram a experiência da salvação, mas ainda não tiveram a experiência da expiação em suas vidas. Expiação é um nível mais profundo de libertação.

No Dia da Expiação, os pecados do povo eram confessados sobre dois bodes. Um bode era morto e o sangue levado ao santuário, à santa presença de Deus. O outro bode era levado ao deserto, carregando para bem longe (um lugar de esquecimento) os pecados do povo. Nós chamamos este bode de “bode expiatório”. Mas é errado chamá-lo assim porque no verdadeiro significado da Festa esta não é uma descrição exata. Quando as pessoas dizem que vão fazer alguém de bode expiatório, elas estão dizendo que vão jogar a culpa de alguma coisa nele, mas este não foi o propósito da Expiação: “A quem chamará Jesus; porque ele...” o que?... “salvará o seu povo dos seus pecados”. (Mateus 1:21). Este ó o dia em que entendemos que o Senhor há de chover justiça sobre nós. Por que é que este mover do Espírito de Deus do final dos tempos enfatiza tanto o arrependimento? Porque esta é uma experiência distinta.

Este Caminhar com Deus é tão libertado em Deus que é sem legalismo religioso, mas ao mesmo tempo, há um empenho para alcançar a justiça e a santidade de Deus. Esta experiência da expiação tem que se tornar muito real. “Bem”, você diz, “louvamos a Deus pela vitória que temos”. Sim, mas creia por algo mais, creia que “vamos ser mais do que vencedores” (Romanos 8:37). Nós vamos entrar numa santificação completa em que todo nosso espírito, alma e corpo sejam preservados imaculados até a vinda do Senhor. Fiel é Aquele que vos chamou; Ele também cumprirá (1 Tessalonicenses 5:23, 24).

 

Agora a terceira experiência: Tabernáculos

 

Agora chegou a terceira experiência da FESTA DOS TABERNÁCULOS. Esta Festa foi primeiro um evento histórico. Eles observavam a presença do Senhor no deserto construindo cabanas, como barracas, com um lado aberto, que lhes dava alguma proteção do sol. É por isto que foi chamada de Festa das Cabanas, ou Succoth (que significa cabana), ou Festa dos Tabernáculos. Todas estas palavras têm o mesmo significado. Eles sempre construíam cabanas de maneira tal que a abertura desse iluminação. Eles não tinham luz elétrica, mas tinham uma linda coluna de fogo toda noite para iluminar suas pequenas cabanas. De manhã eles olhavam para fora e viam que a nuvem estava lá de novo. Eles não tinham ar-condicionado como nós, mas naquele deserto quente tinham uma nuvem que pairava sobre eles para lhes dar sombra de dia. À noite eles sempre tinham a iluminação da coluna de fogo. Foi um arranjo muito prático e lindo que Deus fez para Seu povo.

A Festa dos Tabernáculos é a terceira Festa principal. Deus disse: “Três vezes ao ano todo homem aparecerá perante o Senhor: Páscoa, Pentecostes e Tabernáculos” (Êxodo 23:17). Você conhece a experiência salvadora da Páscoa e a plenitude do Espírito Santo no Pentecostes, mas qual é a experiência dos Tabernáculos? É Ele tabernaculando conosco e nós vendo a Sua glória (João 1:14). Esta certamente não é uma experiência pessoal sobre a qual as pessoas poderiam dizer através dos anos: “Eu entrei na experiência dos Tabernáculos”. Só agora é que isto se tornou possível.

Há algumas décadas atrás, enquanto estive esperando no Senhor, ele me guiou para o exato dia em que deveríamos celebrar nossa primeira Festa dos Tabernáculos. Eu não tinha visto um calendário judeu naquele ano, nem conhecia muito sobre ele porque não tinha pensado nisso antes. Aquela primeira Festa veio depois de oito meses de constante esperar no Senhor. Naquele tempo o Senhor orientou que não somente deveríamos celebrar a Festa dos Tabernáculos, como também deveríamos marcar nossos anos de uma Festa dos Tabernáculos à outra. Isto tem sido uma verdade para nós desde então. Deus tem falado em cada Festa dos Tabernáculos que certas coisas se cumprirão e essas coisas todas têm acontecido.

Você pode dizer: “Mas cada uma das outras Festas foi uma experiência. Eu já tive minha experiência da Páscoa; já tive minha experiência do Pentecostes. Mas agora, e a minha experiência dos Tabernáculos?” A experiência dos Tabernáculos é a volta da glória de Deus. Esta acontecerá enquanto você andar com Deus através do deserto de tribulação que está vindo. Mais uma vez Deus está voltando para literalmente habitar entre nós. Isto é chamado Parúsia. “Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder, quando vier para ser glorificado NOS seus santos e ser admirado EM todos os que creram, naquele dia...” (2 Tessalonicenses 1:9, 10). A palavra grega Parúsia significa mais do que a vinda do Senhor, é uma palavra que significa a “Sua Presença”. Sua presença será mais real agora do que foi para o povo no deserto. Deus tem guiado com a visão profética. A experiência maior de todas está vindo: a volta da glória do Senhor: “E a glória desta última casa será maior do que a glória da primeira casa”. (Ageu 2:9). Este será o tempo de libertação que Deus tem preparado para Seus filhos.

Será que isto faz você sentir: “Eu tenho que entrar no fluir da experiência da celebração destas três Festas este ano?” Este é um caminhar com Deus e é o tempo para estas três Festas e rituais antigos terem um significado. Não fique confuso dizendo: “Estamos voltando e observando o Antigo Testamento”. Não, é a mesma coisa que você tomar a Ceia e dizer que está voltando a observar a Páscoa do Antigo Testamento. Quando a época da Páscoa chega, nós a guardamos nos dias exatos somente por uma razão: no calendário de Deus, Ele está libertando coisas nesses dias (veja no esboço do Evangelho de João (tenha um novo entedimento deste Evangelho) como Jesus manifestou Seus maiores ensinamentos e feitos durante os períodos destas Festas). Na época da Festa dos Tabernáculos, a cada ano Ele libera algo que nós depois vemos acontecer no decorrer do ano.

Nós não temos nenhuma cabana por aqui; mas nós vamos em frente e adoramos o Senhor com o significado de estarmos tabernaculando com Ele. Há um significado espiritual para esta Festa dos Tabernáculos e é isto que guardamos; é isto que é real para nós. Realidade espiritual é o que estamos procurando viver. Não estamos voltando para o Antigo Testamento. Os críticos às vezes se afirmam como profundos mestres da Bíblia, e não sabendo o que estamos fazendo, eles dizem: “Não é bíblico guardar estas Festas”. Não sei qual as passagens que apóiam a posição desses críticos. Nós estamos guardando estas Festas porque o Senhor nos mandou assim. Ele nos mandou guardar o significado espiritual delas. Nós não matamos nenhum touro, ovelha ou bode e nem pretendemos.

Este Caminhar é ideal para uma pessoa com fome de Deus e com um conhecimento profundo das Escrituras. Garimpe as Escrituras e você encontrará as pérolas do Reino. Seja como Natanael, que tinha um espírito excelente. Ao vê-lo debaixo da figueira O Senhor o descreveu como um verdadeiro israelita. Este mover de Deus é único porque tem uma qualidade mística que apanha tudo do Antigo e do Novo Testamento e torna-o uma realidade para você: “Então disse Jesus: Por isso, todo escriba versado no reino dos céus é semelhantes a um pai de família que tira do seu depósito coisas novas e coisas velhas”. (Mateus 13:52). Nós entramos num entendimento neste caminhar que tudo nas Escrituras tinha um significado, havia uma realidade no seu significado (cf. 1 Pedro 1:10-13). Nós não timos que entrar em rituais sem significado. Quando fazemos, alguma coisa realmente funciona.

Eu gostaria de saber de onde vieram algumas práticas da Igreja Católica. Quanto veio do paganismo, e quanto veio realmente de uma tradição cristã. Por exemplo, eu me pergunto se alguns cantos gregorianos não foram baseados nos Salmos e nos cânticos no Espírito da Igreja Primitiva (o salmodiar de Efésios 5:19). Algumas das coisas em que estamos entrando agora provavelmente são as mais puras manifestações de cristianismo que já surgiu em muitos séculos. Você diz: “E onde está toda a pompa e cerimônia?” Eles não tinham pompa nem cerimônia na Igreja Primitiva (de Atos). Não havia ritualismo. Todas estas coisas infiltraram-se pela tradição; o Senhor está tirando-as agora. “E Jesus lhes disse: Vede e acautelai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus...  Como não compreendeis que não vos falei a respeito de pães? E sim: acautelai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus.” (Mateus 16:6, 11).

Uma certa vez alguém disse: “Esta coisa está sendo tão guiada pelo Senhor que não é orientada biblicamente”. Isso não é verdade. Neste caminhar você nem sabe onde você está a não ser que conheça as Escrituras bem. O que temos entrado em Deus está exigindo mais conhecimento das Escrituras do que qualquer coisa até aqui. Você pode ser um bom pastor, você pode ser um bom qualquer-coisa, e não conhecer muito sobre a Bíblia. Certas coisas triviais são pregadas vez após vez. Existem muito poucos pregadores que conhecem muito a Palavra de Deus. Eles produzem emocionalismo e intelectualismo, e se saem bem.

Não basta só ter experiências. Este caminhar vai em outra direção. Nós não somente cantamos no Espírito e temos profecias nos cultos, ministração pessoal, como também temos constantemente o ensino ungido da Palavra Viva e bíblica que nos guia. Precisamos tê-la. Estas igrejas neotestamentárias não apenas serão orientadas pelo Espírito, como os estudantes da Palavra que surgirão também serão excepcionais. Nossos jovens profetas falam as Escrituras diariamente, citando e discutindo-as uns com os outros. Eles cavam fundo na Palavra e decoram passagens longas das Escrituras. Quando eles estão profetizando e movendo-se no Espírito, há um equilíbrio sadio. Cada vez mais, aquilo em que estamos andando será fortemente baseado na sabedoria que a Palavra de Deus nos traz.

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