02. Meditação para as MÃES

A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar sua mãe”. (Provérbios 29:15)

A era está mudando rapidamente e as condições atuais do mundo estão gerando muita rebeldia e revolução no coração dos jovens. Embora não possamos mudar o mundo inteiro, podemos esforçar-nos por sermos um instrumento nas mãos do Senhor e fazermos alguma coisa construtiva em nossos próprios lares.

Segundo a Palavra, disciplina é diferente de punição. Nosso texto diz: A vara e a disciplina dão sabedoria; mas eu já vi o emprego da vara produzir somente ressentimento e rebeldia. A palavra: - Tudo que não provém da fé é pecado (Romanos 14:23), aplica-se também na disciplina de crianças. Se você mostra raiva e toma revanche em seu filho, não se surpreenda se ele aprender isso de você, retribuindo o mesmo espírito. Você não pode abusar punindo a criança.

Na verdade eu não gosto do termo “punição”. O Pai celestial nos açoita para que possamos ser participantes da Sua santidade. Um pai sábio ministra disciplina de modo que a criança aprenda a se auto disciplinar. Se ensinar obediência a alguém ao ponto dele fazer tudo o que os pais mandam, haverá falta de iniciativa. Ele poderá vir a ser um ótimo cidadão, obediente às leis e a moral, nunca se desviando destes padrões de estrita obediência. Mas infelizmente faltará iniciativa e espírito em sua vida, pois a essência lhe foi tirada. Ele será bom – mas bom para nada.

Ao invés de tentar sufocar a criança, procure desenvolver o seu potencial máximo. Não a force a uma obediência cega. Gostaríamos que nossos filhos crescessem tentando as coisas que não tentamos, tornando-se o que não nos tornamos. Todo mundo tem queixas, mas o fator compensador é que os pais também são apenas humanos. Seus problemas e carências são geralmente maiores que os dos jovens.

Os pais podem achar em Deus um meio de serem o pai e a mãe que deveriam ser. A maioria deles experimenta o sentimento de fracasso durante muitos períodos da vida, quando enfrentam suas falhas como pais. Ser um cristão honesto é estar ciente dessas falhas, e o que compensa é a fé.

A criança entregue a si mesmo vem a envergonhar a sua mãe. Sei de casos onde a criança apanhava muito, mas no final era entregue a si mesma; quando conseguia achar uma saída também era surrada. Deve haver algo melhor do que isso. Uma criança não pode ficar entregue a si mesma; ela precisa de amor.

Como disciplinaremos nossos filhos? Quando a criança for desobediente, ministre-lhe e ore com ela. Diga-lhe que foi desobediente e que você vai ajudá-la. Quer discipline-a fisicamente ou coloque-a de castigo, diga-lhe: “Eu te amo, filho. Eu te abençôo. Você vai servir a Deus! Você vai ser um profeta! Está certo? Diga “Amém”!“ Este é um bom método de se disciplinar, pois tem uma ênfase positiva. Ao acabar, sente-se e passe um período de oração e cânticos junto com a criança, lendo algumas promessas. Tente abrir o coração dela, para crer por algo positivo na sua vida; para a mudança e progresso que ela precisa.

Se você disciplinar uma criança, pondo-a em um canto porque fez algo errado e lhe disser: “Você é ruim! Você não presta! Está apanhando porque é burra.” Que bem isso faz? Se funcionar, ela terá o problema de rebeldia, contudo, se for bastante rebelde, conseguirá sobreviver. Tenha fé por ela. Ame-a e creia em seu favor.

Esteja sempre atento a tudo de bom que ela fizer, fazendo comentários construtivos para que ela saiba que você prestou atenção e que foi bom. Seja tão rápido em dizer obrigado a criança quando você é ao insistir que ela seja grata e diga obrigado, por aquilo que lhe é feito. Assim que ela puder entender, ensine-a a ser apreciativa; a não exigir ou esperar nada de ninguém, mas a ter um senso de agradecimento a Deus e a todos que lhe ministram ou lhe ajudam. Construa os traços positivos, não a discipline apenas pelas coisas erradas.

Provérbios 1:18 diz: Filho meu, ouve o ensino de teu pai; e não abandone a lei da tua mãe. Aqui não diz: “a lei de teu pai” mas fala da lei “da mãe”. Uma mãe sábia pode ser apoiada pelo pai. A instrução que ela ministra pode ser fortalecida pela autoridade e liderança paterna. Então suas instruções tornam-se lei. Nada é mais prejudicial a um lar, do que um pai tomar partido do filho que apanhou da mãe deste modo. Isto não é apenas um mau uso da autoridade, mas também é anarquia naquele que deveria se preocupar com a ordem no lar. Ele é culpado por criar anarquia e destruir o lar.

Também é errado para a mãe, esperar que o pai chegue em casa para dizer: “O Júnior foi feio. Bate nele. Corrija-o”. Ela deveria dar a surra e depois orar com ele ministrando-lhe; e quando o pai chegasse em casa, então ela lhe contaria, deixando que ele reforçasse e fortificasse o procedimento. Mas quando o pai estiver em casa, nunca deverá passar a disciplina da criança para a mãe. Ele deverá tomar providências imediatas para corrigir qualquer ofensa feita na sua presença.

Deveria haver um modo de preparar as pessoas para serem bons pais e boas mães. A grande masculinidade ou feminilidade de uma pessoa nem sempre coincide com os padrões comumente estabelecidos. Ana era estéril. Penina teve muitos filhos, mas até onde sabemos, nenhum deles chegou a grande coisa. Apenas porque uma mulher é fértil, não significa necessariamente que seja uma boa mãe. A qualidade dos filhos é muito mais importante que dar à luz a filhos; é o estado de coração da mãe e o que ele faz com a criança.

Ana deu à luz a Samuel que se tornou um dos maiores profetas do Antigo Testamento. Ela disse: “Por este menino orava eu; e também o trago como devolvido ao Senhor por todos os dias que viver”. (1 Samuel 1:27,28). Ela renunciou aos seus direitos sobre ele de modo que pudesse tornar-se o que Deus queria que ele fosse.

Mães e pais precisam ter uma verdadeira compaixão no coração. Precisam permanecer na presença do Senhor com compreensão, não com um sentimento de frustração, mas com fé para crer por um ser humano pelo qual são responsáveis nesta vida. Apesar dos nossos muitos erros estúpidos, não é surpreendente que as crianças, neste caminhar, se saiam tão bem? Os pais sabem quantos erros cometeram e mesmo assim estes jovens crescem fortes, fazendo a vontade do Senhor.

A criança aprende sobre o “papai do céu” com o próprio pai; aprende sobre o mover no Espírito com a mãe; à medida que estes continuamente lhe ministram e ensinam as coisas espirituais. Ela também aprende, mais cedo ou mais tarde, que seus pais não são todos-poderosos. É nessa época que os pais perdem a aparência de heróis. Mark Twain expressou o sentimento que muitos de nós já devem ter sentido em graus diferentes, alguma vez na vida. Ele disse: “Quando tinha catorze anos, meu pai era tão ignorante que eu mal podia suportá-lo por perto; mas quando cheguei aos vinte e um, fiquei surpreso em ver o quanto ele tinha aprendido nestes sete anos.” Reações deste tipo são normais quando a imagem de um grande herói, que as crianças fazem dos pais, desaparece e elas os vêem como humanos e não totalmente auto-suficientes. Então surge uma desilusão que pode ser quase total na vida de um jovem, a não ser que no momento em que vir as falhas dos pais, também veja que eles dependem inteiramente de Deus e de Sua ajuda. Ao olhar as falhas de uma pessoa, e ver que ela está confiando em Deus, não a abandone.

Não é preciso ser perfeito para ser um bom pai, mas é preciso ser um homem ou uma mulher de fé. Seus filhos precisam ver em você as orações, a fidelidade, a busca de Deus e a fé de que no Senhor, nós achamos a resposta; que NEle somos completos e suficientes; Ele supre o que nos falta; Ele corrige o que não está certo em nossos espíritos.

Eu não acho que os pais devem tentar ser “papai sabe-tudo”, com resposta para tudo. Após atingir certa idade, nada mais seria mais encorajante para uma criança, do que ouvir seus pais dizerem: “Você levantou um bom problema, vamos orar a respeito e buscar uma resposta do Senhor”. A criança não se afasta dos pais por eles não terem a resposta ou por esta ser errada; ela percebe que seus pais buscaram o Senhor por uma resposta e que Deus lhes respondeu.

As mães estão atingindo alturas que nunca vi antes. Elas querem fazer o certo. Ensinaremos a cada criança o rumo que ela deve seguir. O ensino do pai e a instrução da mãe a ajudarão a obedecer o único mandamento da Bíblia com promessa: “Honra teu pai e tua mãe”. Êxodo 20:11. Os outros mandamentos incluem “farás” ou “não farás”, e a desobediência resulta em punição. Mas este, assegura bênção e longevidade.

Em nossa submissão mútua, as famílias em dificuldades encontram proteção. A criança que honra a seus pais, sendo submissa, tem uma aura de proteção ao seu redor; tem proteção angélica. Quando uma criança é rebelde (e este é o primeiro pecado que Satanás tenta conduzir a criança), imediatamente toda proteção desaparece, porque os anjos não podem proteger um espírito rebelde. Eles fogem, assim como fizeram quando Satanás arrastou consigo um terço dos anjos do céu, na grande rebelião.

Algumas vezes a esposa é rebelde. Talvez o marido não seja o ídolo charmoso que ela gostaria; mas assim como a medida de uma mulher não é sua fertilidade, nem a beleza de seu rosto e figura, e sim a compaixão do seu coração, assim também o valor de um homem, não é medido por sua sexualidade ou agressividade masculina. São necessárias maiores qualidades do que essas, tais como a fé, a coragem e amor que vão mais fundo do que a habilidade de conquistar uma mulher ou como o tipo de amor que vive apenas para o relacionamento familiar.

,p>Você não tem que ser invencível. Tem simplesmente que operar na fé. Paternidade não significa ira, vingança ou um sentimento de insegurança que é compensado por uma arrogância a ponto de dominação. Um pai verdadeiramente espiritual é uma pessoa de fé, que crê por seus filhos.

 

 

voltar para Para Pais e Mães

left show tsN fwR normalcase|left tsN fwR uppercase bsd b01s|left show fwR uppercase bsd b01s|bnull||image-wrap|news login uppercase b01 bsd|fsN fwR uppercase b01 bsd|fwR uppercase b01 bsd|login news fwR uppercase c05|tsN fwR uppercase b01 bsd|fwR uppercase bsd b01|content-inner||