01. O Retrato de uma MÃE neste Caminhar

O dia das mães pode servir para nos lembrar da necessidade de encorajar as mulheres neste caminhar, pois elas não são menos dedicadas que os homens. Na verdade, muitas delas dispendem um imenso número de horas trabalhando para preparar a palavra para a impressão. Algumas vezes elas sentem: “Eu não posso fazer muita coisa porque sou mulher”. “Mas em Cristo não há nem homem nem mulher, escravo nem livre, judeu nem gentio pois são todos um em Cristo”. (Gálatas 3:28) Sabemos que é verdade. Contudo, vemos que os requisitos que Deus exige de uma mulher tanto em submissão como em outras áreas, são bem distintos e diferentes dos que Ele exige de um homem. Embora Ele requeira não menos submissão do homem quanto da mulher, é uma submissão de natureza diferente.

Uma unção doce e graciosa enche a casa do Senhor devido ao ministério feminino. Elas podem sugar da autoridade masculina, porém as próprias mulheres estão sempre doando. É próprio da natureza feminina doar de qualquer forma, e quando ungida pelo Espírito Santo, ela dá bastante, envolvendo-se profundamente no espírito da igreja e no nível em que esse espírito será mantido. Recentemente uma mulher ressaltou que estava ansiando pelo dia quando as mulheres não seriam mais cidadãs de terceira categoria na igreja, mas poderiam ocupar seus lugares, em igualdade com os homens. Queridas irmãs, vocês agora são mais que iguais. Muitos dos homens precisam se esforçar para alcançá-las. A pureza da dedicação sadia das mulheres na igreja, tem sido inspiração para os homens. Ao ver um homem avançando em direção ao Senhor, geralmente encontra-se uma mulher ao seu lado, crendo e orando por ele; uma mulher que de todo coração e alma não quer nada mais em sua vida do que ver o marido permanecer na posição que Deus tem para ele. Por outro lado, não se encontra muitos maridos preocupados com o bem de suas mulheres, empurrando-as ao ministério e lugar que elas têm. Certo, os maridos querem que as esposas tenham suas posições, porém o zelo geralmente não é tão predominante ou profundo nos homens quanto nas mulheres.

A mulher sunamita é um dos muitos exemplos bíblicos de uma boa mãe. Na verdade ela era uma mãe bastante militante. Sua estória está em II Reis 4:8-37. “Certo dia passou Eliseu por Suném onde se achava uma mulher rica, a qual o constrangeu a comer pão. Daí todas as vezes que passava por lá, entrava para comer. Ela disse ao seu marido: Vejo que este que passa sempre por nós é santo homem de Deus. Façamos-lhe, pois, em cima, um pequeno quarto (‘com paredes’ é a tradução literal, indicando que era um pequeno quarto de hóspedes separado), e ponhamos-lhe nele uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro; quando ele vier à nossa casa, retirar-se-á para ali. Um dia, vindo ele para ali, retirou-se para o quarto e se deitou. Então disse ao seu moço Geazi: Chama esta sunamita. Chamando-a ele, ela se pôs diante do profeta. Este havia dito ao seu moço: Dize-lhe: Eis que tu nos tens tratado com muita abnegação, que se há de fazer por ti? Haverá alguma coisa de que se fale a teu favor ao rei, ou ao comandante do exército? Ela respondeu: Habito no meio do meu povo. Então disse o profeta: Que se há de fazer por ela? Geazi respondeu: Ora, ela não tem filho, e seu marido é velho. Disse Eliseu: Chama-a. Chamando-a ele, ela se pôs à porta. Disse-lhe o profeta: Por este tempo daqui a um ano abraçarás um filho. Ela disse: Não, meu senhor, homem de Deus, não minta à tua serva. Concebeu a mulher, e deu a luz um filho, no tempo determinado, quando fez um ano, segundo Eliseu lhe dissera. Tendo crescido o menino, saiu, certo dia, a ter com seu pai, que estava com os segadores. Disse a seu pai: Ai! A minha cabeça! Então, o pai disse ao seu moço: Leva-o a sua mãe. Ele o tomou e o levou a sua mãe, sobre cujos joelhos ficou sentado até ao meio-dia, e morreu. Subiu ela, e o deitou sobre a cama do homem de Deus; fechou a porta e saiu. Chamou a seu marido, e lhe disse: Manda-me um dos moços, e uma das jumentas, para que eu corra ao homem de Deus, e volte. Perguntou ele: Por que vais a ele hoje? Não é Lua Nova nem sábado. Ela disse: Não faz mal. Então, fez ela albardar a jumenta, e disse ao moço: Guia, e anda, não te detenhas no caminhar, senão quando eu to disser. Partiu ela, pois, e foi ter com o homem de Deus, ao monte Carmelo. Vendo-a de longe o homem de Deus, disse a Geazi, seu moço: Eis aí sunamita; corre ao seu encontro, e dize-lhe: Vai tudo bem contigo, com teu marido, com o menino? Ela respondeu: Tudo bem. (Repare que ela nem parou). Chegando ela, pois, ao homem de Deus, ao monte, abraçou-lhe os pés. Então se chegou Geazi para arrancá-la; mas o homem de Deus lhe disse: Deixe-a, porque a sua alma está em amargura, e o Senhor mo encobriu, não mo manifestou. Disse ela: Pedi eu a meu senhor algum filho? Não disse eu: Não me enganes? Disse o profeta a Geazi: Cinge os teus lombos, toma o meu bordão contigo, e vai. Se encontrares alguém, não o saúdes, e se alguém te saudar, não lhe respondas põe o meu bordão sobre o rosto do menino. Porém disse a mãe do menino: Tão certo como vive o Senhor, e vive a tua alma, não te deixarei. Então ele se levantou, e a seguiu. Geazi, passou adiante deles, e pôs o bordão sobre o rosto do menino, porém não houve nele voz nem sinal de vida; então voltou a encontrar-se com Eliseu, e lhe deu aviso, e disse: O menino não despertou. Tendo o profeta chegado a casa, eis que o menino estava morto sobre a cama. Então, entrou, fechou a porta sobre eles ambos e orou ao Senhor. Subiu à cama, deitou-se sobre o menino, e, pondo a sua boca sobre a boca dele, os seus olhos sobre os olhos dele e as suas mãos sobre as mãos dele, se estendeu sobre ele; e a carne do menino aqueceu. Então se levantou e andou no quarto uma vez de lá para cá, e tornou a subir, e se estendeu sobre o menino; este espirrou sete vezes, e abriu os olhos. Então chamou a Geazi, e disse: Chama a sunamita. Ele a chamou, e, apresentando-se ela ao profeta, este lhe disse: Toma o teu filho. Ela entrou, lançou-se aos pés dele, e prostrou-se em terra; tomou o seu filho, e saiu”.

Esta mulher faz-nos lembrar uma mãe neste caminhar. Sua estória envolve muitas coisas com as quais estamos familiarizados neste caminhar. Os desempenhos de Eliseu tornaram-se princípios de ministério muito reais para nós. Embora parecessem procedimentos estranhos de um profeta caipira, na verdade funcionaram, porque ele evocava princípios verdadeiros.

Geralmente quando o bastão de Eliseu era colocado sobre a face de alguém, curava qualquer coisa e até mesmo ressuscitava mortos. Caso você esteja querendo saber a que ponto ia o adiantamento de Eliseu, deixe-me lembrá-lo do incidente ocorrido bem depois da sua morte, (Não confundi-lo com Elias que foi trasladado). Alguns soldados estavam enterrando um dos companheiros mortos quando viram um grupo de soldados chegando. Apressadamente jogaram o corpo na cova onde Eliseu estava enterrado e foram embora. Quando o soldado morto tocou os ossos do profeta Eliseu, reviveu levantando-se (2 Reis 13:21). Uma porção fantástica de unção repousava sobre Eliseu, mesmo muito depois de seu corpo ter se decomposto.

A sunamita foi sábia ao deitar a criança na cama do profeta. Quando Eliseu veio, deitou-se sobre a criança, olhos sobre olhos, boca sobre boca, mãos sobre mãos: as grandes áreas de transmissão, todas de uma vez. O garoto reviveu, espirrou sete vezes, e foi restituído à sua mãe.

A sunamita era uma mãe que tinha promessas, cujo filho era um filho da promessa. Era uma mãe com uma fé agressiva e persistente, buscando Deus implacavelmente. Ela é figura das mães que viverão nestes dias, cujos filhos serão dados por promessa de Deus, dentro dos planos e propósitos do Senhor. Algumas de nossas mães hoje, têm tido promessas e profecias maiores que qualquer uma na história da igreja. Elas estão dando à luz profetas que precisam ser criados e disciplinados sabiamente. Uma disciplina sábia não é punitiva; ela tenta ensinar a criança e mostrar-lhe sua fé. Você pode sacudir uma criança até não poder mais, contanto que a convença que o seu amor e fé por ela são maiores que a sua ira e descontentamento. Resista e repreenda o mal que vem no coração dela, e conduza-a ao caminho de servir a Deus com toda diligência.

Quando os jovens agirem mal, converse com eles sobre como estão afetando outros, aqueles que Deus levantou para que eles ministrassem. Lembre-os da fé e da visão que deveriam ter. Nossos filhos precisam reconhecer nossa autoridade; precisam querer evitar nos desagradar, mas acima de tudo precisam sentir nossa fé, uma fé que não os deixará ao acaso.

Lembre-se sempre de ensinar aos seus garotos que Deus prometeu-lhes algo maravilhoso a trilhar, se tiverem fé. Ensine às garotinhas que Deus tem algo melhor que apenas crescer e casar com algum homem incrédulo, que tornará sua vida infeliz e irrealizada. A função que tem como homem ou mulher é secundária às suas funções como filhos de Deus. O corpo não foi feito para fornicação mas para o Senhor. Quando se derem inteiramente ao Senhor em primeiro lugar, Deus fará com que tudo que surgir nas suas vidas, seja realmente abençoado, exatamente como prometeu.

A mulher sunamita ministrou sem egoísmo. Ela não apenas convidou o profeta a entrar e comer com sua família, mas também construiu e mobiliou um quarto de hóspedes de modo que ele pudesse usar a qualquer momento que passasse por lá. Ela não pediu nada em troca, mas Deus abençoou essa abnegação ministradora.

Ela era uma mãe agressiva (na fé). Como é que um jovem se vê com uma mãe agressiva, com uma fé tão persistente? A que distância ele pode fugir do Senhor até que seja pescado de volta? É bom ter essa fé persistente e agressiva. Esta mãe a tinha. Veja como ela estava determinada a alcançar o profeta o mais rápido possível. Ela disse ao servo: “Não pare os cavalos até que eu mande”. Quando Geazi veio correndo encontrá-la, perguntou: “Está tudo bem com você? Tudo bem com seu marido? Tudo bem com seu filho?” Ela estava com muita pressa para parar: - “Está tudo bem, estou a caminho, não me incomode”.

Naqueles dias os profetas eram muito respeitados, e ninguém chegava à sua presença sem ser convidado. Quando ela se atirou ao chão e se agarrou aos pés de Eliseu, Geazi veio tirá-la. Não é que Eliseu estivesse sendo indiferente; ele e Geazi estavam apenas seguindo princípios bíblicos pois estavam caminhando num nível espiritual elevado. Eliseu disse ao servo: “Deixe-a em paz” e deixou-a ficar ali.

Quando Eliseu enviou seu servo com o bastão para ressuscitar o garoto, nada aconteceu. O profeta ficou confuso com a situação. Deus tinha dado a criança em resposta à oração mas agora ela morrera e a revelação de um meio de revivê-la estava sendo encoberta. Uma força satânica deve ter vindo contra a criança para destruí-la quando ela choramingou: “Minha cabeça, minha cabeça” e morreu no colo da mãe. Aparentemente não havia nada de errado com ela antes. Quando não conseguiu que seu bordão operasse a cura, Eliseu foi pessoalmente até o menino e achou um meio de vitória.

Outro traço louvável desta mãe, era uma submissão reivindicadora. É o tipo de submissão que alguns irmãos da igreja têm. Eles dizem: “Sou submisso a você. Irei a qualquer lugar que você queira; farei qualquer coisa, a qualquer hora que você queira. Basta me dizer como posso ajudá-lo.” Na semana seguinte eles voltam dizendo a mesma coisa. Não se pode ignorá-los porque essa submissão é quase uma exigência.

Como é que se lida com uma mulher com uma submissão reivindicadora? Você pode imaginar como seria? Sua esposa lhe diz: “Querido, sou submissa a você. Serei o que você quiser que eu seja, a qualquer momento. Estou do seu lado para amá-lo e abençoá-lo. Há alguma coisa que eu possa fazer para você?” Aonde você vai, lá está ela: “Sou submissa, o que você quer?” Este procedimento vai exigir que você finalmente decida o que quer dela, e o que quer que ela seja. Este papel submisso é o rumo mais sábio que qualquer um pode seguir. Dobre-se perante o Senhor e diga: “Senhor, sou submisso. O que quer que eu faça?” O que o Senhor pode fazer com tamanha chateação, a não ser mostrar-lhe e guiá-lo à Sua vontade e propósito?

Por trás da linda e suave feminilidade de uma mulher, pode haver uma tenacidade, tão dura e inflexível quanto o aço, que não afrouxará nem recuará. A mulher siro-fenícia demonstrou essa característica ao chegar a Jesus e pedir-lhe que libertasse a filha endemoninhada. Os discípulos tentaram mandá-la embora, e até Jesus demonstrou que ela não era digna. Mas devido à sua fé persistente, sua filha foi liberta.

Às vezes, nem mesmo um grande homem de Deus pode entender esta espécie de fé. Como sumo sacerdote, Eli estava familiarizado com os caminhos do Senhor, mas quando viu Ana orando, pensou que estivesse bêbada. A agonia do espírito era tanta que parecia deixá-la entorpecida. Em resposta à sua oração Deus deu-lhe um filho que se tornou o profeta Samuel.

A sunamita era uma boa mãe. A Bíblia chama-a de uma grande mulher. Não há dúvida que ela tinha muitas falhas como a maioria de vocês, mães, têm. Não é isto que determina o seu grau de sucesso como mãe. É o modo pelo qual você crê, o modo pelo qual você se sai. Deus liberte vocês, mães, que lutam com o sentimento: “Sou inadequada; sou insuficiente, não posso tomar conta da minha família.” Pode sim. Todo vai sair bem se você apenas tiver fé. Deus a honrará e conduzirá sua família apesar de todos os erros cometidos.

Reino Net

 

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