01. Exemplos de MULHERES que estimulam a sua fé

O estudo da vida e da fé de mulheres que caminharam com Deus em suas gerações, certamente alimentará a fé e agressividade espiritual das irmãs que caminham com Deus, hoje. A seguir vamos estudar a vida de algumas mulheres cuja história está registrada nas Escrituras. Decidi não enumerar o estudo pelo nome das mulheres, mas pelo comissionamento ou qualidade que se destaca em cada uma delas.

“Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso, e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos com perseverança a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus”Hb 12:1, 2.

1) PROFETISAS

a) Miriã (ou Miriam) – (mulher de grande liderança e persuasão)

Miriã é a forma hebraica para o nome Maria. Miriã era a irmã mais velha de Moisés.

(Ex 2:1-10) Quando Moisés nasceu, tendo três meses, foi Miriã quem ficou de longe, para observar onde o cesto, no qual sua mãe pusera Moisés, estava indo. Foi ela quem falou à filha de Faraó, que achou Moisés no cesto: “Queres que eu vá chamar uma das hebréias que sirva de ama, e te crie a criança”? Este fato mostra como Miriã era esperta e sagaz, desde a mocidade.

(Ex 15:20, 21) Miriã era uma profetisa que falava a palavra de Deus com tamborins. Ela entoa, juntamente com as mulheres, um cântico de vitória pelo triunfo do Senhor sobre faraó. Ela esteve sempre junto a seu irmão Moisés, na liderança dos filhos de Israel: “Pois te fiz sair da terra do Egito e da casa da servidão te remi; e enviei adiante de ti Moisés, Arão e Miriã.” (Mq 6:4). Estes textos mostram que Miriã era uma pessoa de grande influência em Israel.

(Nm cap. 12) Entretanto, a obstinação de Miriã foi longe demais. Ela não aceitava ficar em segundo ou terceiro lugar na liderança do povo. O versículo primeiro começa afirmando: “Falaram Miriã e Arão contra Moisés...”. O nome de Miriã aparece na frente do de Arão, o que indica que foi ela quem encabeçou a rebelião contra a autoridade de Moisés. No versículo dois ela alega ter revelações do Senhor. Então disse o Senhor: “Ouvi agora as minhas palavras: se entre vós há profetas, eu, o Senhor, em visão a ele me faço conhecer, ou falo com ele em sonhosvs. 6. Certamente assim também o Senhor se revelava a Miriã. Porém, continua o Senhor: “Não é assim com o meu servo Moisés, que é fiel em toda a minha casa. Boca a boca falo com ele, CLARAMENTE, e não por enigmas; pois ele vê a forma do Senhor: como, pois, não temestes falar contra o meu servo, contra Moisés?”vss. 7, 8. Deus afirma que Se revelava claramente a Moisés, não de forma enigmática (em visões e sonhos) como fazia com os profetas e as profetisas. Por causa da integridade de Moisés e da clareza com que o Senhor se revelava a ele, ele deveria liderar o Seu povo. Miriã ficou leprosa por causa desta rebeldia, mas por causa da intercessão de Moisés, homem mui manso, o Senhor a curou, embora envergonhada diante de todo o povo, por sete dias.

O motivo da rebelião de Miriã e Arão foi o fato de Moisés ter casado com uma mulher estrangeira, o que era apenas um pretexto. Deus considerava Moisés homem fiel.

Note que Miriã era uma mulher de grande persuasão, desde moça. Ela convenceu a filha de faraó a dar o bebê Moisés para ser criado por uma mãe hebréia, liderou as mulheres com música, danças e um cântico de louvor, a fim de celebrar a travessia do mar Vermelho. Também liderou a rebelião contra Moisés, inclusive convencendo a Arão, irmão mais velho, a apoiá-la nesta sedição.

b) Débora (e Jael) - Jz capítulos 4 e 5 (mulheres de fé e ousadia)

O nome Débora significa: “abelha”.

(4:4, 5) Débora morava nas montanhas de Efraim, entre Ramá e Betel, região onde Deus se revelava desde a época dos patriarcas (Gn 28:16-22) e, mais tarde, Samuel estabeleceu algumas das Escolas de Profetas (1 Sm 19:18-20). Além de profetisa, Débora era uma juíza - ocupando-se a julgar e aconselhar Israel - e libertadora.

(4:6 a 9) Débora ordenou Baraque a sair em campo como comandante e chefe dos israelitas contra Sísere, opressor cananeu; Débora consentiu em acompanhá-lo devido à sua insistência. O Senhor prometera dar vitória a Sísere, mas a Palavra que veio por intermédio de Débora foi: “... certamente irei contigo, porém não será tua a honra da investida que empreendes; pois às mãos de uma mulher o Senhor entregará a Sísere;vs. 9.

(4:10 a 24) E a Palavra do Senhor se cumpriu. Durante o confronto entre os dez mil homens de Baraque contra os novecentos carros de ferro de Sísere, as estrelas do Senhor (Seus anjos) vieram pelejar contra Sísere. Foi então, que o rio Quisom (perto do monte Tabor) transbordou e arrastou carros de guerra dos cananeus (5:20, 21). “Uns confiam em carros, outros, em cavalos; nós, porém, nos gloriaremos em o nome do SENHOR, nosso Deus” (Sl 20:7). Em seguida, Sísere fugiu a pé para a tenda de Jael, mulher de Heber, que matou Sísere de forma humilhante. Ao chegar Sísere à tenda de Jael, estando este bastante cansado, lhe pediu água. Sagazmente, Jael lhe deu leite, ao invés de água, e o cobriu na cama. Ela sabia que, sendo o leite um alimento “pesado”, causaria pesado sono em Sísere. Sísere pegou um pesado sono, o que facilitou Jael matá-lo de forma vergonhosa.

(5:1-32) A vitória e o livramento que o Senhor concedeu a Seus filhos, encheu os corações de Débora e Baraque com um cântico de vitória, que descreve detalhes de como o Senhor destruiu seus inimigos.

Ao observar a história de fé e ousadia de Débora e Jael, podemos crer que, nestes dias, o Senhor levanta, das Escolas de Profetas, profetisas intrépidas e determinadas que, à semelhança de Débora, gritam: “Ficaram desertas as aldeias em Israel, repousaram, até que eu, Débora, me levantei, levantei-me por MÃE em Israel”. (5:7).

Nossa oração a Deus, hoje, é a mesma de Débora: “Bendita seja sobre as mulheres, Jael, mulher de Heber, o queneu; bendita seja sobre as mulheres que vivem em tendas”; (5:24).

c) Hulda - 2 Rs 22:11-20 // 2 Cr 34:19-28 (profetisa da restauração)

Hulda viveu em um período de grande engano espiritual, quando os filhos de Israel seguiam a idolatria. Havia falsos sacerdotes, falsos profetas, médiuns e feiticeiros em todo Israel. A idolatria se espalhara por toda parte. Foi então, que o sumo sacerdote Hilquias, quando da reforma do templo do Senhor, ordenada por Josias, achou o Livro da Lei (22:3-10). Por temor das palavras de julgamento que estavam prescritas na Lei, reservadas a todos os que profanavam o nome do Senhor, Josias dá ordem para que se consultasse o Senhor, por meio de um profeta, a respeito do que Ele faria com relação ao que estava escrito na Lei (22:11-13).

A ordem de consulta não se referia a Hulda em particular, pois o rei tinha, na corte, os seus próprios profetas (23:2); mas foi o sumo sacerdote Hilquias que, junto com outros sacerdotes, decidiram consultar ao Senhor através de Hulda. Certamente Hulda era uma profetisa mais confiável do que os outros profetas; (22:14).

Realmente, pela resposta que Hulda dá, da parte do Deus de Israel, nota-se sua integridade em transmitir a palavra do Senhor, (22:15-20).

Hoje também estamos vivendo em um período de grande apostasia e engano. Vemos a Babilônia religiosa cercada de falsos mestres e falsos profetas. O exemplo de fidelidade de Hulda, em meio a um tempo de apostasia, é um estímulo para a fé das profetisas de hoje.

A Palavra do Senhor, que veio através de Hulda, dirigiu e encorajou Josias a fazer uma grande reforma, tirando de Israel todo o engano: ídolos, falsos sacerdotes, prostituição-cultual. Josias lançou fora todo o fermento que contaminava Israel. Sua reforma culminou com a celebração da Páscoa ao Senhor. Por isso podemos afirmar que Hulda foi uma profetisa em uma época de restauração e reforma.

Que o Senhor levante profetisas como Hulda, nestes dias da restauração de todas as coisas, At 3:19-21, para encorajarem os ministérios a fazerem as reformas necessárias na casa de Deus.

d) Ana - Lc 2:36-38 (mulher piedosa)

Mulher piedosa. Após sete anos de casamento, seu marido faleceu e, desde a sua viuvez, não se casou mais, para que pudesse se dedicar ao Senhor, em jejuns e orações. Ela foi usada por Deus para dar testemunho, “a todos que esperavam a redenção de Jerusalém”, a respeito de Jesus, como sendo Ele o Messias Salvador.

É interessante como Ana é associada, por Lucas, como sendo filha de Fanuel, da tribo de Aser. Fanuel, ou Peniel, era o nome do lugar onde Jacó teve um encontro “face a face com Deus e a sua vida foi salva”; Gn 32:30, 31. Lucas quis enfatizar a confirmação profética que Deus estava dando através daquela mulher, ela também viu o Emanuel face a face e alcançou a salvação.

e) Filhas de Filipe (At 21:7-9) – (jovens profetisas)

O fato de Lucas mencionar estas quatro filhas de Filipe, como sendo profetisas, ainda “donzelas”, serve para enfatizar que também o Espírito Santo foi derramado sobre “os nossos filhos e sobre as nossas filhas”. Deus não só derrama seu espírito sobre as pessoas idosas, mas também sobre nossos filhos e filhas. Filipe era um dos sete diáconos, cheios do Espírito, que foram separados para servir à igreja em Jerusalém, At 6:5. Ele foi o Evangelista que pregou ao eunuco, At 8:5. Agora Lucas retrata que suas quatro filhas, ainda jovens, também eram cheias do Espírito Santo e profetisavam.

A atmosfera espiritual, criada pelo pai de Ana – Fanuel - e agora retratada na casa de Filipe, mostra-nos como a unção profética era real nos lares cristãos da Igreja Primitiva. Que esta descrição de Lucas incentive nossas jovens a também serem cheias do Espírito, a serem proclamadoras da Palavra do Senhor e testemunhas da salvaçãoem Cristo Jesus.

2) DIACONISAS

a) Febe (Rm 16:1, 2) – (generosa, hospitaleira e protetora de muitos)

É possível que Febe fosse uma mercadora ambulante, mais ou menos como era Lídia, a vendedora de púrpura, sobre quem lemos em At 16:14, 40. Tendo ela passado por Corinto, onde se encontrava então o apóstolo Paulo, é possível que esse apóstolo lhe tenha solicitado o comissionamento de levar sua epístola aos Romanos.

Febe desempenhava um papel ativo na igreja de Cencréia, servindo à igreja como diaconisa. Ela também era “protetora” de muitos. Esta expressão indica que Febe era bastante generosa e hospitaleira, tendo ajudado a muitos cristãos, inclusive a Paulo. Muito provavelmente esse auxílio não só implica em hospitalidade, mas indica assistência financeira e ofertas.

1 Tm 3:11 mostra que havia diaconisas nas igrejas. Relatos dos pais da igreja mostram que as diaconisas da Igreja Primitiva cuidavam dos pobres, hospedavam os cristãos, porquanto as antigas hospedarias viviam infestadas de prostitutas, assaltantes e outros elementos perigosos. Elas visitavam os encarcerados, batizavam outras mulheres e outras coisas semelhantes.

3) MULHERES COOPERADORAS E TRABALHADORAS

Rm 16:1-3, 6, 12, 13, 15

Em sua epístola aos Romanos, Paulo menciona o nome de diversas mulheres que muito cooperaram ou trabalharam pelos apóstolos e pelo Evangelho. Nomes como o de Febe, Priscila, Maria, Trifena (“deleitável”) e Trifosa (“delicada”), Pérside, Júlia, a mãe de Rufo e a irmã de Nereu. As mulheres romanas eram bastante ativas e trabalhadoras. Chegavam a ser comerciantes, como vimos a respeito de Febe e Lídia, microempresárias, como Áquila e Priscila - At 18:1, 2 - e muito dedicadas.

Por esta lista do décimo sexto capítulo da epístola aos Romanos, podemos observar quão importante lugar ocuparam as mulheres nas igrejas neotestamentárias - como elas eram dinâmicas. Isso indica que Paulo dava muita importância ao funcionamento das mulheres no Corpo de Cristo.

4) MULHERES SÁBIAS E HÁBEIS

“A sabedoria edificou a sua casa, lavrou as suas sete colunas. Carneou” – imolou – “os seus animais, misturou o seu vinho, e arrumou a sua mesa. Já deu ordens às suas criadas, e assim convida desde as alturas da cidade: Quem é simples, volte-se para aqui. Aos faltos de senso diz: Vinde, comei do meu pão, e bebei do meu vinho que misturei”; Pv 9:1-5.

A sabedoria, nos escritos de Salomão, é personificada como sendo uma mulher, o que ressalta a capacidade que Deus deu às mulheres de colocarem em prática e trazerem soluções a questões simples do dia-a-dia. A praticidade das mulheres é algo que as tornam muito eficazes como mães, administradoras e cooperadoras no Corpo de Cristo. A Sabedoria, nas Escrituras, é sinônimo de compreensão, prudência e disciplina. Creio que esta é a razão de Salomão ter comparado a Sabedoria com a mulher.

A sabedoria da mulher faz com que elas discirnam mais rapidamente os fatos e, por isso, as levam a interagirem em situações complicadas com soluções práticas e objetivas. A mulher se destaca em muito aos homens nesta capacidade. A intuição feminina a torna rápida em compreender os fatos e interagir com eles.

A passagem de Ex 35:25 e 26 descreve uma outra virtude nata das mulheres: sua habilidade. A habilidade das mulheres as capacita a desempenhar tarefas e produzir coisas, de forma surpreendente. Em todas as culturas e sociedades a habilidade feminina é reconhecida e valorizada. As mulheres sábias e hábeis têm toda capacidade de sustentar a sua família, em épocas de crise. Perceba, em nossa sociedade, quando o marido abandona a família ou mesmo quando este é passivo em sua função de pai, as mães, em sua maioria, trabalham incessantemente para sustentar seus filhos.

As mulheres que descobrem e aperfeiçoam suas habilidades em lidar com as coisas, as pessoas e os fatos, serão muito bem sucedidas em seu lar, na vida profissional e na cooperação com o Corpo de Cristo.

Como veremos nos próximos tópicos, a sabedoria, a praticidade, a habilidade e a intuição, tornam as mulheres bem capacitadas para exercerem eficazmente funções: administrativas, de aconselhamento, assistência social (ministério de socorro), eficientes educadoras e cooperadoras.

5) MULHERES PERSUASIVAS E MANIPULADORAS (DO BEM)

Na Palavra: “A Ordem Divina Para o Homem e a Mulher”, que transcrevo no final, o irmão Stevens mostra como a mulher tem grande capacidade de manipular os fatos e as pessoas com um espírito errado. Aqui, porém, mostro que esta capacidade feminina pode ser usada, com um espírito reto, para o bem.

As atitudes da primeira mulher, Eva, já mostram que elas têm grande poder de persuasão e capacidade de manipular as pessoas e os fatos. Esta capacidade da mulher pode ser usada tanto para o bem como para o mal. Aqui não vamos dar muita ênfase ao lado negativa, mas vamos nos deter ao lado positivo desta habilidade feminina que, sendo usada pelo Espírito de Deus, é uma bênção.

a) A mulher tecoíta (2 Sm 14:1-24) – (mulher de grande persuasão)

O texto em 2 Samuel mostra que Joabe orientou a mulher tecoíta a usar a sua capacidade de persuasão e convencimento para mudar o pensamento do rei Davi, que pensava em exercer juízo contra seu filho Absalão, por ele ter matado Amnom (13:29-31) e, agora, estava de volta a Jerusalém.

A mulher tecoíta, orientada por Joabe, apresenta uma cena e conta uma história que levaram Davi a se lembrar da misericórdia de Deus, usada para com ele mesmo, quando do seu adultério e homicídio – com relação a Bate-Seba e Urias. Por fim, aquela mulher revela que foi Joabe, comandante de todo o exército de Israel, quem a enviou com um propósito: “Para mudar o aspecto daquele caso”vss. 19 e 20.

Os versículos 21 a 24 mostram que Joabe executou alegremente a ordem que Davi lhe deu, de fazer regressar Absalão, percebendo que trouxe paz entre pai e filho.

b) Uma mulher sábia (2 Sm 20:15-22) – (mulher conselheira)

Esta passagem de 2 Samuel narra a história de outra mulher anônima que, com grande capacidade de persuasão, evita que Joabe extermine todos os habitantes de sua cidade, Abel-Bete-Maaca. Abel era uma cidade conhecida pela sabedoria do seu povo, onde os filhos de Israel recorriam para buscar conselhos. Os versículos 16 a 19 relatam:

“Então, uma mulher sábia gritou de dentro da cidade: Ouvi, ouvi; dizei a Joabe: Chega-te cá, para que eu fale contigo. Chegando-se ele, perguntou-lhe a mulher: És tu Joabe? Respondeu: Eu sou. Ela lhe disse: Ouve as palavras de tua serva. Disse ele: Ouço. Então, disse ela: Antigamente, se costumava dizer: Peça-se conselho em Abel; e assim davam cabo das questões. Eu sou uma das pacíficas e das fiéis em Israel; e tu procuras destruir uma cidade e uma MÃE em Israel; por que, pois, devorarias a herança do SENHOR?”

Esta mulher sábia, da cidade de Abel, tinha uma função semelhante à de Débora, era considerada “mãe em Israel”, ela certamente era uma conselheira e protetora dos filhos de Israel.

Estes dois exemplos de mulheres, a tecoíta e a sábia, confirmam com muita propriedade que as mulheres têm capacidade nata de ser reconciliadoras, tanto no lar como em qualquer outro lugar.

c) Abigail (1 Sm 25) – (mulher prudente)

Abigail é descrita como sendo uma mulher sensata e bela, vs. 3. Sem dizer nada a seu marido, Nabal, ela organiza um comboio de jumentos, levando presentes de pães, vinho, ovelhas, trigo, passas e figos para Davi, a fim de convencê-lo a mudar de idéia, evitando que ele derramasse sangue por suas próprias mãos, matando Nabal, por este ter insultado a Davi e a seus moços. Nabal era um homem rico, mas grosseiro, mau e filho de Belial; vss. 3b, 25 e 36.

Abigail foi uma mulher que enxergava longe, pois já imaginava Davi no trono real e procurou evitar que ele cometesse um crime que ofuscaria sua honra, vs. 32. Davi elogia a sabedoria e prudência de Abigail:

“Então, Davi disse a Abigail: Bendito o SENHOR, Deus de Israel, que, hoje, te enviou ao meu encontro. Bendita seja a tua PRUDÊNCIA, e bendita sejas tu mesma, que hoje me tolheste de derramar sangue e de que por minha própria mão me vingasse. Porque, tão certo como vive o SENHOR, Deus de Israel, que me impediu de que te fizesse mal, se tu não te apressaras e me não vieras ao encontro, não teria ficado a Nabal, até ao amanhecer, nem um sequer do sexo masculino.Então, Davi recebeu da mão de Abigail o que esta lhe havia trazido e lhe disse: Sobe em paz à tua casa; bem vês que ouvi a tua petição e a ela atendi”; vss. 32 a 35.

Após a morte de Nabal, Davi casou-se com Abigail, vss. 39 a 42; 1 Sm 27:3, e assim adquiriu nova posição social e uma rica propriedade.

d) Rebeca – Gn 24 a 27 – mulher generosa

O significado do nome de Rebeca parece um pouco estranho, embora interessante: “amarrar firme” ou “corda com laçada para amarrar animais pequenos”. A Rebeca que estaremos estudando é a filha de Betuel, sobrinha-neta de Abraão, Gn 22:23, e esposa do patriarca Isaque.

Em Gênesis capítulo 24 é narrada a história da escolha da esposa ideal para Isaque, filho de Abraão. Como patriarca, Abraão sabia da importância de se escolher uma esposa para seu filho conforme a vontade do Senhor, pois a descendência piedosa e as promessas de Deus precisavam ser preservadas. Todos os pais (“patriarcas” ou “matriarcas”) devem ter o mesmo zelo e fé de Abraão; devem orar ao Senhor para que Ele manifeste a Sua vontade e soberania quando seus filhos começarem a buscar marido ou esposa com o qual devem se casar. 

Todos os jovens, tanto homens como mulheres, também devem buscar maturidade neste assunto, e buscar saber a vontade de Deus quanto à pessoa com a qual irá se casar.

Nós podemos identificar algumas características femininas bem marcantes na vida de Rebeca

Generosidade: No versículo 19, Rebeca responde ao servo de Abraão: “Tirarei água também para os teus camelos, até que todos bebam”. A atitude e prontidão de Rebeca em correr ao poço para tirar água e, prontamente, dar de beber ao servo de Abraão e a seus camelos, mostra uma generosidade excepcional, e era a confirmação de que ela era a esposa escolhida por Deus para Isaque.

Hospitalidade e serva: O versículo 25 também mostra outra qualidade que deve ser cultivada por todas as mulheres. Rebeca era hospitaleira e manifestava amor em servir. A hospitalidade é uma característica que deve haver em todos os cristãos, 1 Pe 4:9; Rm 12:131 Tm 5:10; Hb 13:12.

Manipulação: Gn 27 louva uma grande qualidade que todas as mulheres têm e que pode ser usada para o bem, de forma construtiva, quando feita por um espírito reto e maduro em Deus: a capacidade de manipular os fatos e as pessoas (mais adiante também veremos que esta capacidade feminina pode ser destrutiva). Creio que a atitude de Rebeca em ter manipulado os fatos para que Isaque abençoasse Jacó, em vez do primogênito Esaú, não era baseada em preferência da sua alma. A Bíblia deixa claro que Isaque amava a Esaú porque se saboreava de sua caça, mas que Rebeca amava a Jacó, e não explicou o motivo. Como mãe, participando da vida diária de seus filhos, ela sabia que Esaú não valorizava o direito de primogenitura como, de fato, ele decidiu vender este direito por um cozinhado vermelho de lentilhas; Gn 25:27-34. Estes versículos também mostram como Jacó manipulou seu irmão, a fim de que lhe vendesse o direito de primogenitura.

A passagem de Rm 9:10-18 enfatiza a soberania de Deus e que Ele tem misericórdia de quem quer. Nesta passagem, Paulo lembra da profecia que veio quando do nascimento dos gêmeos, filhos de Isaque e Rebeca. Nesta passagem Paulo lembra a escolha de Deus: “Amei a Jacó, porém me aborreci de Esaú”. Deus já conhecia o futuro de Esaú, seu coração voltado à futilidade e que não valorizaria a primogenitura, nem a Aliança que Ele fez com seus pais Abraão e Isaque.

Rebeca foi estéril durante os primeiros vinte anos de casamento. Mas, por causa da oração de Isaque, seu marido, ela concebeu gêmeos: Esaú e Jacó; (Gn 25:19-26) A Palavra do Senhor era que: “... o mais velho servirá ao mais moço”. Na realidade, Rebeca, assim como todas as mães piedosas e de fé, têm grande capacidade de reter e contribuir para que as Palavras que Deus disse a respeito de seus filhos venham a se cumprir.

Rebeca, assim como Maria, mãe de Jesus, Ana, mãe de Samuel e a mãe de Moisés, são exemplos de mulheres que guardaram todas as palavras do Senhor (as profecias) a respeito de seus filhos; Lc 2:19, 51. Todas elas contribuíram, manipulando fatos e pessoas, para que a Palavra do Senhor fosse cumprida na vida de seus filhos. Maria parece ter manipulado os fatos, para que Jesus fizesse seu primeiro milagre; Jo 2:1-5. A mãe de Moisés inventou aquela história do cesto para que a filha de Faraó achasse e protegesse a criança; Ex 2:1-10.

E a história das parteiras de Faraó, lembra-se? As Escrituras mostram o temor que elas tinham do Senhor, provavelmente por serem judias. Sua artimanha, sabedoria e manipulação dos fatos, fizeram com que os filhos das hebréias fossem preservados com vida. Deus fez bem às parteiras (Ex 1:15-22).

Realmente, a capacidade que as mulheres têm para manipular pessoas e fatos é surpreendente. Porém, quando esta capacidade é usada por um espírito errado, é um desastre. Mt 14:1-12 conta a história de como a filha de Herodias dançou e manipulou a vontade do tetrarca Herodes, para matar e entregar-lhe a cabeça de João Batista. Herodias manifestou o espírito de Jezabel, que mata os profetas (1 Rs 16; 21:7, 25; Ap 2:20 e 2 Rs 9:30-37). Em muitas igrejas vimos este espírito de manipulação trazer muita ruína. O mesmo precisa ser discernido e julgado. As mulheres de Salomão o manipularam, Dalila manipulou a Sansão, Eva a Adão. Muitas outras mulheres, que tinham um espírito rebelde, foram canais de Satanás para provocar divisões, traições e muitos outros males com a capacidade de manipulação.

As mulheres podem usar a capacidade de manipulação para projetar seus maridos a crescerem espiritualmente. Também podem induzir seus filhos a fazerem as coisas boas e fazerem as escolhas corretas em sua vida, por uma revelação confirmada. Elas também podem projetar os ministérios e irmãos do Corpo a cumprirem seus ministérios e a vontade do Senhor. Que vocês, mulheres, sejam sábias em usar as capacidades que o Senhor lhes deu em prol do Reino.

c) Tamar – Gn 38 (mulher justa)

Tamar foi esposa Er, filho mais velho de Judá. Pelo fato de Er ter falecido, Judá mandou que Onã, seu segundo filho, possuísse a mulher de teu irmão, para cumprir a lei do levirato (cf. Dt 25:5-10) e suscitasse descendência ao irmão dele. Onã sabia que se Tamar tivesse filhos, este não seria dele, por isso, quando tinha relações sexuais com ela, deixava o sêmen cair em terra, para não dar descendência a seu irmão. Esta atitude de Onã desagradou o Senhor, pelo que também o fez morrer.

Como o terceiro e último filho de Judá, Selá, era ainda moço, Judá disse que o daria a Tamar, para cumprir o levirato, assim que ele crescesse. Porém, Selá tornou-se homem e Judá não o deu a Tamar, temendo que também este seu último filho viesse a morrer.

Todas as mulheres de Israel tinham o desejo de ter um filho, não apenas para manter sua descendência, mas também pelo fato da possibilidade de seu filho ser o Messias prometido. Pelo fato de Judá não ter dado a seu filho Selá para Tamar, ela, suspeitou de seu sogro, pois ele não estava sendo fiel à sua palavra. Por isso, ela tomou a questão nas mãos e, fingindo-se de prostituta, compeliu o próprio Judá a coabitar com ela, para realizar o levirato. Desta relação sexual, Tamar concebeu e teve dois filhos: Perez e Zera.

O próprio Judá disse a respeito de Tamar: “Mais justa é ela do que eu, porquanto não a dei a Selá, meu filho”vs. 26. É notável que, por sua atitude, Tamar foi incluída, por Deus, na genealogia de Jesus em Mateus 1:3.

6) MULHER ADMINISTRADORA

Mulher virtuosa - Pv 31:10 a 31

As mulheres têm algumas características que as tornam boas administradoras. O poema de Provérbios 31 descreve a grande capacidade administrativa que as mulheres receberam da parte de Deus.

O livro de Provérbios exalta a honra e a dignidade das mulheres, que ensinam a Palavra de Deus a seus filhos e edificam as suas casas.  Este provérbio é um poema acróstico[1][1] que encerra os Provérbios com chave de ouro, porque traz os louvores feitos à esposa e mãe perfeita por seu esposo e seus filhos: “Levantam-se seus filhos, e lhe chamam ditosa, seu marido a louva, dizendo: Muitas mulheres procedem virtuosamente, mas tu a todas sobrepujas... a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada”vss. 28 a 30.

Vejamos as virtudes da mulher que teme ao Senhor:

(vss. 10 e 11) – Ela tem a confiança de seu marido e não deixa faltar nada em sua casa.

(vss. 12 a 14) – Ela faz bem a seu marido. É trabalhadora.

(vs. 15) – Delega funções.

(vs. 16) – Produz bens para sua própria família. Note que ela é economicamente produtiva, em sua família.

(vss. 17, 18 e 25) – Sempre forte e disposta, nunca esmorece. A resistência que as mulheres têm é surpreendente. Mesmo que seu marido venha a esmorecer, ela estará sempre ativa e disposta.

(vss. 19 e 20) – Generosa, ela ajuda não só os seus, mas aos necessitados.

(vss. 21, 22 e 27) – Cuida dos seus a qualquer tempo.

(vs. 23) - Projeta seu marido. Esta é uma das maiores virtudes da esposa no matrimônio, a capacidade de gerar seu marido, tanto em seu ministério como em sua vida profissional.

(vs. 24) – Sabe negociar, é empreendedora.

(vs. 26) – É sábia, dá instruções preciosas para a formação de seus filhos.

7) MÃES DE PATRIARCAS, REIS E PROFETAS

“Todavia, será preservada através de sua missão de mãe, se ela permanecer em fé, e amor, e santificação, com bom senso”; 1 Tm 2:15.

A expressão “... através de sua missão de mãe...”, é uma interpretação, pois o grego diz simplesmente “mediante o dar filhos”. Isso aponta para um dos ministérios mais importantes que uma mulher pode ter que é, sem sombra de dúvida, o ministério de mãe, de geradora de vidas. Paulo mostra, além do que já comentamos sobre este versículo, que a mulher pode redimir-se do pecado original de Eva, simplesmente se for fiel à sua missão de MÃE, permanecendo nas virtudes da fé, do amor e da santidade, com bom senso.

Não há de negar-se que uma das maiores realizações das mulheres é tornar-se mãe e educadora de filhos para Deus. Quando seus filhos são bem educados, ela sente-se realizada, valorizada e segura diante de Deus e dos homens. Pela realização de seus filhos ela recebe a cura da insegurança, de uma autoimagem negativa e muitas outras coisas que a deprime e rebaixa.

O “parto doloroso”, Gn 3:16, foi uma das maldições que vieram sobre todas as mulheres, por causa do juízo divino como conseqüência da transgressão de Eva. Agora, este versículo aponta para a SALVAÇÃO da mulher, livrando-as da maldição física vinda a elas. À medida que as mulheres são fiéis a seu ministério de mãe, em modéstia, elas estarão curando seus espíritos e corpos de todas as futilidades que lhes sujeitaram.

As mulheres casadas devem aprender a serem fiéis a este ministério único, que lhe foi dado por Deus: ser MÃE. A expressão: “...com bom senso...”, ou, conforme o original grego, com MODÉSTIA, deve ser a maneira como elas devem encarar este ministério. Muitas mulheres não se contentam com o ministério de mãe, principalmente em nossa sociedade capitalista e materialista. Mas as mulheres piedosas, em Cristo, perceberão que a modéstia fará com que elas valorizem e priorizem o ser mãe acima de outras exigências da sociedade moderna. Que as mulheres e mães aprendam que estar com seus filhos, e investir na formação cristã deles, é um dos comissionamentos mais importantes que elas podem ter, e tem promessa de salvação (livramento) por parte de Deus. Note como as mulheres que têm negligenciado a responsabilidade de ser mãe, tem entrado em grandes problemas e tentações. Parece que Deus se opõe a elas, quando são negligentes em seu ministério de mãe. Isso se dá não apenas com mulheres cristãs, mas também com as não cristãs.

a) Ana – 1 Sm caps. 1 e 2

Ana, mãe de Samuel, é um excelente exemplo de mãe geradora de profeta. Todas as mães, no Reino, devem se espelhar nela, por sua fé, desprendimento e sabedoria para que teve para educar um profeta.

Ana (em hebraico, quer dizer “graça”) era a esposa favorita de Elcana, a outra esposa dele chamava-se Penina (isto é, “pérola” ou “coral”); 1:1, 2. Elcana era um piedoso que, anualmente, se dirigia ao santuário em Silo, para prestar culto ao Senhor. Ele fazia seus sacrifícios e oferecia porções a Penina e seus filhos e filhas, porém, a Ana, dava porção dupla, porque ele a amava, mesmo o Senhor a fazendo estéril; 1:3-5.

Penina tornou-se rival de Ana e a provocava para a irritar, porque o Senhor a tinha feito estéril, o que constituía a maior ignomínia para qualquer mulher judaica. Mas Ana era piedosa e derramava seu coração em orações e súplicas ao Senhor, lançando sobre ele toda a sua ansiedade e aflição da alma e fez o voto que, se tivesse um filho, o consagraria a Deus como nazireu; 1:6-18. O sacerdote Eli prestava atenção à oração de Ana e a abençoou para que a sua petição fosse atendida pelo Senhor.

Ana procurou refúgio no Templo, na presença do Senhor, o que se torna de grande exemplo de piedade para todos nós (Fp 4:6, 7). O Senhor ouviu-lhe as orações e presenteou-a com um filho, a quem, grata, pôs o nome de Samuel (que quer dizer “ouvido de Deus”). Samuel não só foi a resposta da oração de Ana, como também tornou-se o “ouvido de Deus”, um profeta que ouviu a voz do Senhor em meio a um período onde os filhos de Israel estavam se afastando do Senhor, um período de declínio espiritual; cf. 3:1-3.

Que maravilhosa satisfação deve ter uma mulher e mãe, que dá à luz um filho profeta, que se torna um oráculo de Deus em sua geração. Samuel foi o fundador das Escolas de Profetas, quando responsável por formar os profetas que mantiveram viva a unção e Palavra do Senhor até os tempos de Jesus.

O cântico de ações de graças de Ana, por ter recebido um filho do Senhor, 2:1-10, parece indicar que ela era uma profetisa. A expressão: “Os que contendem com o Senhor são quebrantados; dos céus troveja contra eles. O Senhor julga as extremidades da terra, dá força ao seu REI, e exalta o poder do seu UNGIDO”vs. 10. Samuel foi o profeta que ungiu Davi como rei sobre Israel, e ele foi o sanguinário que aniquilou todos os inimigos de Israel, trazendo a arca de Deus para Sião. Este Rei ungido também se torna uma profecia a respeito do Cristo, o ungido de Deus, que vem trazer o Seu Reino a esta terra.

Ana não só deu à luz o profeta Samuel, como também o gerou em cada fase de sua vida:

“Samuel ministrava perante o SENHOR, sendo ainda menino, vestido de uma estola sacerdotal de linho. Sua mãe lhe fazia uma túnica pequena e, de ano em ano, lha trazia quando, com seu marido, subia a oferecer o sacrifício anual. Eli abençoava a Elcana e a sua mulher e dizia: O SENHOR te dê filhos desta mulher, em lugar do filho que devolveu ao SENHOR. E voltavam para a sua casa. Abençoou, pois, o SENHOR a Ana, e ela concebeu e teve três filhos e duas filhas; e o jovem Samuel crescia diante do SENHOR.”2:18-21.

A “túnica pequena” era usada normalmente pelos sacerdotes, reis, príncipes e profetas, e consistia numa peça interior tecida de lã sem costura, que quase tocava no chão. Esta atitude de Ana comprova que ela era uma profetisa, e ela sabia que seu filho seria um profeta. Que todas as mães do Reino tenham esta atitude de fé que Ana teve, e participem da formação de seus profetas e profetisas, a cada fase, de ano em ano. Acobertura espiritual dos pais é importantíssima para a formação dos profetas de hoje. Entregue-os ao Senhor, mas tenha cuidado deles de fase em fase. O Senhor abençoou a Ana, e ela teve mais três filhos e duas filhas.

8) MINISTÉRIO DE SOCORRO E ESMOLAS

O ministério de socorro ou auxílio é muito importante para o Corpo e reflete o caráter e bondade de Cristo. O Senhor ungiu muitas mulheres com esta capacidade de ser generosa, auxiliadora e piedosa.

a) Viúva de Sarepta (1 Rs 17:8-24)

A cidade de Sarepta era um pequeno porto de mar entre Tiro e Sidom, o que indica que esta viúva era uma mulher gentil, mas sabia o nome do Deus de Israel. Numa época de grande seca e escassez de alimento, Deus ordena que uma mulher viúva viesse a sustentar o profeta; vs. 8.

Provérbio 31:20 já enfatiza a habilidade nata que as mulheres têm para socorrer as necessidades das pessoas. Os cientistas já comprovaram que os cérebros das mulheres são mais rápidos em detectar os sentimentos e emoções (de si mesma e dos outros) do que é capaz os cérebros dos homens. Esta percepção às necessidades dos outros, capacita as mulheres a serem excelentes ajudadoras e facilitam o seu ministério de socorro.

O Senhor aperfeiçoou o relacionamento e ministérios de Elias e da viúva, quando o filho dela veio a adoecer e falecer. Após o Senhor ter ressuscitado a criança, atendendo a insistente oração de Elias, a viúva veio a crer no “homem de Deus” a na Palavra do Senhor; vs. 24.

b) A Sunamita e Eliseu (2 Rs 4:8-37)

A Sunamita foi outra mulher que praticou a hospitalidade, e exerceu o ministério de socorro e ajuda ao “homem de Deus”. A Escritura a descreve como sendo uma mulher rica, casada, muito abnegada, mas que não tinha filhos. Ela construiu um pequeno quarto para Eliseu, o homem de Deus, para o hospedar, quando este passasse por sua cidade. Vendo sua grande abnegação, Eliseu decidiu retribuí-la, abençoando-a com um filho. E, segundo a Palavra de Eliseu, ela concebeu um menino, conforme a palavra do profeta.

Mais uma vez notamos a Palavra do Senhor sendo provada na vida dos relacionamentos que Ele criou. O filho da Sunamita sentiu uma grande dor na cabeça, ficou doente e veio a falecer. Foi então, à semelhança do que ocorreu com Elias, que Deus atendeu à oração de Eliseu, ressuscitando o filho da Sunamita.

Tanto no caso da viúva de Sarepta e Elias, como no caso da mulher rica e Eliseu, vemos a confirmação de como Deus pode levantar mulheres que sejam um auxílio a “homens de Deus”. Sobre este assunto, cito abaixo um texto do irmão Stevens.

“Algumas pessoas ensinam que a mulher deve ser completamente submissa, mas na verdade, querem dizer que ela deve ser reprimida. Este ensino cria confusão. Sob este enfoque, a mulher gera e cria os filhos, e isso é tudo. O homem sai, entra em contato com o mundo e ganha o sustento. Mas esse papel está mudando agora entre muitos ministérios nas igrejas do Novo Testamento. Vários ministérios estão sendo sustentados pelas esposas que trabalham, enquanto eles mesmos podem trabalhar meio-expediente. O papai fica em casa para cuidar das crianças e preparar as refeições, mas está livre para ministrar ao rebanho e fazer quaisquer coisas que Deus lhe diga. A mulher talvez tenha capacidade de ganhar o sustento melhor do que o marido, se ele ministrar e mantiver o emprego ao mesmo tempo.”(John Stevens, em “A Nova Mulher do Reino”).

c) Dorcas (At 9:36-43)

Um dos temas mais constantemente enfatizado por Lucas em seus escritos, tanto no Evangelho como em Atos, a importância que Jesus atribuiu às mulheres, e a importância que elas tiveram na Igreja Primitiva, em diversos ministérios e serviços. A Nova Aliança elevou a mulher à posição que lhe convém, apesar da mulher receber dons e ministérios distintos dos homens no Corpo.

Neste texto do livro de Atos, Lucas descreve Dorcas como sendo uma “... notável discípula por suas boas obras e esmolas que fazia”. O versículo 39 deixa claro que Dorcas confeccionava vestidos e túnicas para as viúvas.

9) INTERCESSÃO, ORAÇÃO E DORES DE PARTO

Mesmo antes do Pentecoste, havia mulheres entre aqueles que “se dedicavam à oração” juntamente com os discípulos; At 1:14. A casa de Maria, mãe de João Marcos,At 12:12, servia de lugar para a igreja congregar-se. Em Atos 16:13 está escrito: “No sábado, saímos da cidade para junto do rio, onde nos pareceu haver um lugar de oração; e, assentando-nos, falamos às mulheres que para ali tinham concorrido”.

Um dos maiores exemplos de intercessora, na Bíblia, é a vida de Ester, conforme veremos a seguir.

a) Ester (todo o livro)

O que fez o rei Assuero amar a Ester mais do que todas as mulheres que se apresentaram a ele? Foram as seguintes características: Ester era submissa, 2:10 e não era ambiciosa, 2:13-15.

Ele buscou em Ester o que não havia em Vasti, pois esta era, apesar de bela, ambiciosa: “Enganosa é a graça e vã a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada”, Pv 31:30.

Ester foi um dos maiores exemplos bíblicos da intercessão que deve haver no Reino. Ela arriscou a própria vida para interceder por seu povo, Et 4:11-16. Isso evidencia seu caráter nobre (cf. Fp 2:13-22). Comentando sobre o livro de Ester, em “Batalha Espiritual” (pg. 17), o irmão Stevens esclarece a respeito da capacidade de intercessão e de ter dores de parto espiritual que o Senhor está concedendo às mulheres do Reino.

“Nestes dias da restauração, a mulher está se tornando o canal para trazer à luz a glória de Deus e esmagar a cabeça da serpente. No Jardim do Éden, Satanás enganou a mulher, não o homem. Durante a restauração de todas as coisas, maior sensibilidade e vivacidade no espírito são dadas às mulheres. As mulheres são muitas vezes as melhores intercessoras na igreja. Deus colocou na mulher uma grande capacidade para ter dores de parto espiritual”.

O banquete que Ester preparou para Hamã, o inimigo do povo de Deus, na presença do rei Assuero, Et caps. 5 a 7, descreve a capacidade de manipulação que Ester tinha,em Deus. Ela arquitetou tudo para expor as más intenções do ímpio Hamã diante do rei Assuero.

Isaías 54 descreve com muita propriedade que as dores de parto das mulheres de Sião (do Reino) trarão à luz muitas coisas importantes:

1.      Transbordamento e expansão do Reino por todas as nações; vs. 1 a 3;

2.      Os filhos de Sião sairão de um lugar de desonra, humilhação e opróbrio para um lugar de honra; vs. 4.

3.      Abrirá o caminho para que todos os filhos sejam ensinados pelo Senhor e haja paz; vs. 13.

Todo intento mal contra os filhos do Reino, não prosperará. O versículo 17 teve cumprimento, no livro de Ester, por causa das atitudes que ela teve.

[1] O primeiro versículo começa com a primeira letra do alfabeto hebraico, enquanto que as vinte e uma letras restantes vão aparecendo sucessivamente.

 

 

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