09. A Necessidade de Um Pai

Passagem básica:

“Porque, ainda que tivésseis milhares de preceptores em Cristo, não teríeis, contudo, muitos PAIS; pois eu, pelo evangelho, vos gerei em Cristo Jesus. Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores”;1Co 4:15, 16.

Introdução:

Nesta mensagem você compreenderá a importância de se buscar modelos, exemplos de pessoas, para que você possa ter bons parâmetros para a formação do seu caráter cristão.

Nosso desejo, aqui, é que a mocidade do Reino possa encontrar, no Corpo de Cristo, homens e mulheres que sejam os modelos que precisam para que, imitando-os, possa formar sua personalidade e criar parâmetros para seu caminhar com Deus.

A Bíblia mostra claramente que, para a formação do caráter de um filho (ou filha) de Deus, é necessário que este busque modelos, exemplos de pessoas, para que possa se espelhar e construir seu próprio caráter. Do ponto de vista bíblico, há três modelos importantes neste processo de formação de um cristão e profeta.

I) O modelo no lar:

Os pais cristãos são, na vida de uma criança e jovem, os primeiros exemplos e modelo de vida a serem seguidos.

“E que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus... Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil... para a educação na justiça”¸ 2Tm 3:15, 16b.

O termo grego brephos era usado para indicar feto, mas também era usado com o significado de bebê ou infante. Portanto, Paulo está falando que Timóteo, desde a idade mais infantil, já vinha recebendo ensinamento e treinamento na Palavra.

A criança aprende por observação imitação. Na medida em que ela observa atentamente, consegue imitar corretamente. Este processo envolve muitos aspectos, tanto do dia-a-dia, como na forma de falar, de se relacionar com as pessoas, de adorar a Deus e tudo o mais.

Porém, nem tudo o que ela imita, apropria para si como verdade. Ao imitar, ela está apenas experimentando uma maneira de ser, de se comportar ou reagir, exemplo que pode ou não ser incorporado à sua personalidade.

Como vimos na passagem da carta de Paulo a Timóteo, as Escrituras dão aos pais a responsabilidade do início da educação na justiça (confira ainda Dt 6:6, 7 e seguintes;Pv 4:3-5).

II) Nossos mestres e tutores (preceptores):

A primeira professora e/ou o primeiro professor jamais é esquecido por nós. A criança desenvolve uma afinidade e afeição especial por seu primeiro mestre.

Mesmo no nosso caminhar com Deus, guardamos especial carinho e ligação com a pessoa que nos gerou em Cristo. Durante muito tempo, parece haver um “cordão umbilical” que liga o novo convertido à pessoa que Deus usou para levá-lo a Cristo.

É interessante observar que muito da maneira de ser de quem nos gerou é impartida para nosso espírito. Se a pessoa é dada à oração, à piedade, submissa e fiel a Deus, essas características são transmitidas e assimiladas nos primeiros anos do nosso caminhar.

Os presbíteros deveriam sempre comissionar algum irmão, irmã ou casal maduro para ser um “pai ou mãe espiritual” para os novos convertidos. Isso porque, os primeiros anos do caminhar com Deus de uma pessoa são básicos para a formação do seu caráter. Os irmãos deveriam ser comissionados para ministrar o leite genuíno da Palavra, livrando o novo convertido do engano e de lobos devoradores; acompanhar o processo de conversão do novo convertido, checando-lhe a autenticidade da conversão e entrega a Cristo como Senhor; levá-lo até ao conhecimento do Espírito Santo, deixando, portanto, que o Consolador complete a obra de crescimento e desenvolvimento da pessoa.

“Porque, ainda que tivésseis milhares de PRECEPTORES em Cristo, não teríeis, contudo, muitos PAIS; pois eu, pelo evangelho, vos gerei em Cristo Jesus. Admoesto-vos, portanto, a que sejais meusimitadores”; 1Co 4:15, 16.

Para descrever os preceptores, Paulo emprega a palavra grega paidagogos, que significa “instrutores de crianças”, “pedagogos” ou  “aio” (tradução de Gl 3:24). Opaidagogo não era, de modo algum, um professor em nosso sentido da palavra. Seu dever era acompanhar o menino para a escola todos os dias, para que este chegasse ali com segurança; fiscalizava sua conduta na escola e na rua e treinava o menino na moralidade, nas boas maneiras de ser e de se comportar.

Originalmente, Paulo certamente não estava diminuindo a importância dos “mestres” ou “instrutores”; mas as palavras que ele aqui emprega “... milhares de preceptores...” (o que certamente expressa um exagero proposital), na realidade diminui a posição desses mestres em comparação com a de um PAI espiritual.

Os exemplos dos irmãos do Corpo são importantes para a formação do caráter de um jovem profeta, mas chega um tempo, em seu caminhar com Deus, que ele precisa de um Pai, uma pessoa a que tenha uma ligação mais forte, um compromisso de dedicação maior, alguém que tenha um sentimento mais estreito. Ele está “à procura de um pai”.

Quando é que surge no adolescente ou jovem a necessidade de um pai espiritual? Podemos descrever alguns sintomas:

a)   O desejo de estar junto dos presbíteros, de outros ministérios e casais.  Os presbíteros devem aprender a identificar esta necessidade nos adolescentes e jovens. Muitas vezes este desejo de estar perto não é compreendido pelos presbíteros. É necessário ter paciência e, mais ainda, amor para desenvolver o discípulo faminto.

b)   Necessidade de ser pastoreado de perto. O adolescente sente a necessidade de compartilhar seus pensamentos com o pastor. Que bom, quando encontramos bons conselheiros nestes momentos.

c)   Busca de um amigo. O adolescente ou jovem é despertado em seu espírito pela necessidade de buscar um amigo fiel, alguém em que possa compartilhar suas dúvidas, que possa ouvir seus pensamentos e sonhos sem críticas, mas com compreensão.  Ele busca um amigo que possa conduzí-lo à maturidade, ajudando-o a passar pela transição da adolescência e juventude, rumo à maturidade.

III) Os pais espirituais:

“Porque, ainda que tivésseis milhares de preceptores em Cristo, não teríeis, contudo, muitos PAIS; pois eu, pelo evangelho, vos gerei em Cristo Jesus. Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores”;1Co 4:15, 16.

O que torna uma pessoa um pai espiritual? A capacidade de gerar outros em Cristo, pela Palavra. O pai é aquele que se dedica orando, alimentando e pastoreando seus filhos na fé. No Reino, veremos este ministério de pai sendo restaurado. Não olharemos para o comissionamento dos ministérios, mas o que sobressairá será seu funcionamento como pai.

Presbíteros (modelos e PAIS):

“Rogo, pois, aos presbíteros que há entre vós... pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho. Ora, logo que o Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imarcescível coroa da glória”1Pe 5:1-4.

Esta passagem da carta de Pedro descreve o perfil de um presbítero-pai:

Pai é aquele que serve por amor e espontaneamente, não por constrangimento ou obrigação. Não há peso em servir às ovelhas que estão sob sua responsabilidade.

Pai é aquele que sabe que seus filhos não são uma ameaça para si, mas um complemento e extensão de tudo o que é em Deus. Ele não os domina, mas estimula-os ao crescimento e desenvolvimento.

Pai é aquele que ama e serve sem interesse, que se dedica sem esperar nada em troca, confia apenas na recompensa do Senhor.

Pai, portanto, é aquele que manifesta o Amor Divino para com seus filhos na fé. O Amor que é paciente, benigno, não arde em ciúmes, não procura os seus interesses, não se exaspera (não perde o controle), não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O que podemos assimilar de nossos mestres e pais espirituais?

A fé: 2Tm 1:5;

Exemplo de vida: 2Tm 3:10-13;

Caráter: Fp 2:22;

Sabedoria e inteligência: Pv 5:1;

Unção dobrada: 2Rs 2:9.

O processo de aprendizado passa por quatro etapas: observar, imitar, avaliar e apropriar.

“O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso praticai; e o Deus da paz será convosco”; Fp 4:9

Em todas as fases de nossa vida, o processo de aprendizado começa pela observação das coisas e das pessoas. Depois procuramos copiar ou imitar estas pessoas. Esta imitação é uma forma de experimentar (avaliar), para ver se é bom ou útil.

 “ Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo.”; “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados”; “ Irmãos, sede imitadores meus e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós”; 1Co 11:1; Ef 5:1 Fp 3:17.

Por fim, avaliamos as coisas para nos apropriar, reter ou incorporá-las à nossa maneira de ser, nosso caráter.

“Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento”; Fp 4:8.

Veja outros artigos publicados na ReinoNet:

O que é um pai? - Parte I e II 
http://www.reinonet.com.br/visualizando.asp?linguagem=casais

Em Busca de Um Pai:
http://www.reinonet.com.br/vendo.asp?ID=253

O Encontro das Gerações no Reino:
http://www.reinonet.com.br/vendo.asp?ID=140

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