02. Quatro Jovens Vencedores na Babilônia

A passagem de Gênesis 10:8-12 descreve a vida do mais importante líder - descendente da linhagem pecadora de Cão - dos 400 anos entre o dilúvio e Abraão. Foi um grande empreendedor, seu nome era Ninrode. Ele tinha a fama de ser um “poderoso caçador” (vs. 9) e por isso era admirado por todo o povo, pois aquela era uma época em que animais ferozes eram uma constante ameaça de morte.

Ninrode era um homem ambicioso e que administrou a construção da Torre de Babel e, depois da confusão das línguas e a dispersão do povo, edificou a cidade de Babilônia e três cidades próximas: Ereque, Acade e Calné, que formavam seu reino (vs. 9 e 10).

Segundo o versículo oito Ninrode era um homem “poderoso”. No original hebraico foi empregada a palavra “gibbôr” que também é traduzida como “valente”, e que é a mesma palavra referente aos Nefilins (cf. 6:4). Sendo assim, Ninrode, descendente de Cão, era um Nefilin - filho de Satanás.

Ninrode foi o grande empreendedor que comandou a construção da Torre de Babel. A palavra “Torre”, no original hebraico, é “Zukiratu” e significa, na verdade, “tubo de espírito divino”. Logo, a Torre de Babel servia como um lugar para a consulta de espíritos malignos, os falsos deuses. Estas torres eram usadas pelos Nefilins antes do dilúvio e agora Ninrode a utiliza como meio de manter o seu poder e nome.

O versículo nove fala que Ninrode foi um valente  (Nefilin) caçador “diante” do Senhor. Segundo outras versões, a palavra “diante” é, na realidade, “contra”. Ninrode era um Nefilin caçador e ia contra o Senhor.

A descendência de Ninrode e dos Nefilins deram origem a várias nações além da Babilônia, algumas delas são: Egito, povos Cananeus, Creta, Sodoma, Gomorra e Assíria. Além de darem origem a estas nações os Nefilins criaram e disseminaram seu espírito na religião, cultura, filosofia, forma de governo, economia, artes etc, destes povos. Portanto, ainda hoje, muitas das religiões, filosofias, artes, ritmos músicas, formas de governo, padrões de economia e outras áreas da atividade humana, seguem o mesmo espírito da Babilônia e, conseqüentemente, dos Nefilins que ocupam lugares de destaque em cada uma destas áreas.

Sendo assim, podemos afirmar que Babilônia, em seu sentido mais amplo, significa qualquer coisa que é construída fora dos padrões divinos e que constitui-se o esforço humano para preservar seu orgulho e domínio fora da submissão do Senhor. A Babilônia se opõe às coisas de Deus, luta "diante" (contra) o Senhor.

Vemos este espírito babilônico e Nefilin presente na política, na economia, nas artes, estilos musicais, moda, filosofias e várias outras facetas da nossa sociedade. Lembre-se que as bases filosóficas da nossa sociedade moderna foram inspiradas nos padrões grego-romanos que, por sua vez, buscaram modelos na antiga Babilônia. Os cristãos da Igreja primitiva reconheciam este espírito babilônico que havia em Roma (cf. 1Pe 5:13).

Como jovens cristãos nos deparamos com estes padrões babilônicos em nosso dia-a-dia. É só ligar a televisão que você terá um retrato - ao vivo e à cores - da Babilônia. Nos deparamos com a Babilônia nas várias religiões, quando vemos homens engrandecerem o seu nome e não o do Senhor Jesus Cristo. Na moda observamos um estilo de sedução, arrogância e atrevimento, característicos dos “heróis” - Nefilins. A corrupção, mentira, engano dos Nefilins está presente no atuais sistemas políticos e de governo, vemos países querendo dominar o mundo, subjugando povos por meio do dinheiro, guerras e uma diplomacia maligna. Os Nefilins estão por aí, reinando sobre a Babilônia, engrandecendo-se contra Deus.

Diante de toda esta realidade, como devemos agir diante da atual Babilônia?

Vamos estudar um pouco sobre a vida de Daniel e seus três companheiros judeus, que tiveram que viver na Babilônia durante toda a sua vida. Estes quatro jovens foram vencedores na Babilônia e, por seus exemplos, podemos extrair força para sermos, também, vencedores na atual Babilônia.

Dn 1:1-4 mostra que o rei da Babilônia mandou chamar alguns jovens para viverem no seu palácio. Dentre estes estavam alguns dos descendentes de Judá: Daniel, Hananias, Misael e Azarias, que receberam nomes babilônicos - respectivamente: Beltessazar, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego.

Mesmo estando na Babilônia, morando no palácio real, sofrendo vários tipos de pressão, tanto espiritual como física, estes quatro jovens judeus não se deixaram contaminar pelo mal reinante naquele Império.

Vamos compreender a fé destes jovens para ver as atitudes que os levaram a serem vencedores.

Não se contaminaram com as luxurias da Babilônia

(Dn 1:5,8-16) Esta passagem mostra a determinação que havia no coração de Daniel de não se contaminar com os prazeres e luxurias da Babilônia. Ele, pela fé, mesmo estando na Babilônia, preservou sua educação e costumes.

Como podemos aplicar isso ao nosso dia-a-dia? Bem, a Babilônia atual nos oferece muitos prazeres, emoções, experiências e luxurias, que trazem em si um espírito errado. Diante destas coisas devemos perseverar na conservação de nossa educação e formação cristã.

Não adoraram a imagem de ouro

capítulo 3 de Daniel mostra que os jovens judeus passaram por um teste da sua fé. O rei fez uma imagem de ouro e exigiu que todos os moradores do seu Império a adorassem. Os três jovens, porém, não se curvaram à imagem (vs. 12).

A Babilônia atual tem muitos ídolos. Alguns na política, na ciência, música, artes, literatura e moda, a quem as pessoas fazem questão de adorar e servir, seguindo seus ensinamentos, estilos de vida ou imitando-os. Como cristãos, filhos do Reino, não devemos seguir estas pessoas. Nossa adoração, admiração e serviço devem estar inteiramente voltada para o Senhor, mesmo que com isto tenhamos que passar por uma fornalha de fogo ardente.

Na fornalha de fogo, por rejeitarmos adorar os ídolos da Babilônia, teremos um encontro com um Deus vivo (vs. 23-25). Estes também serão momentos oportunos para testemunharmos o nome do Senhor, e Ele nos exaltará (vs. 28-30).

Foco e adoração inflexíveis

capítulo 6 mostra a vitória que Deus deu a Daniel na cova dos leões. Os versos 10 a 12 relatam que o sustento de Daniel vinha por causa da adoração e oração constantes que ele fazia ao Senhor.

Não tenha dúvida, a adoração nos sustenta diante deste mundo tenebroso. Como estes quatro filhos de Judá: seja um adorador! Seja uma pessoa que extrai força e vida pela presença e comunhão do Senhor.

Mesmo estando longe de Jerusalém, Daniel abria as janelas do seu espírito para ter comunhão com Deus. Esta disciplina alimentava sua fé. Portanto, não alimente seu espírito apenas nos dias de reunião da sua igreja, desenvolva a comunhão com o Senhor em seu quarto, em seus momentos particulares à sois COM o Pai.

Diante de tantos estímulos e prazeres que a Babilônia lhe oferece, mantenha seu foco no Senhor e no Seu Reino.

Daniel rejeita os prêmios do rei

Em 5:17 vemos que o adorador Daniel rejeitou os prêmios e reconhecimento do rei da Babilônia.

Cuidado! Se Satanás e a Babilônia não conseguir desviar o seu foco do Senhor, nem apagar a chama da sua adoração, vai tentar derrubá-lo por outros meios como, por exemplo, vaidade, posição, fama ou sucesso. Satanás age assim, se não consegue diminuir nossa dedicação ao Senhor, tentará fomentar em nosso coração o orgulho, a fim de afastar-nos do Senhor e da comunhão com o Corpo.

Deus faz os jovens prosperarem na Babilônia

Por causa de todas as atitudes positivas que os quatro jovens, filhos de Judá (palavra que significa louvor ou adoração) tiveram, o Senhor os exaltou na Babilônia.

Leia as seguintes passagens: 1:17; 3:30; 6:1-3. Leia também, como complemento, a literatura do irmão Benedito: “A Chave Para o Sucesso, Salmo Primeiro”.

É da vontade do Senhor que venhamos a prosperar em tudo o que fazemos. Mas, antes dEle nos conceder esta graça, nossa fidelidade, adoração, fé e constância serão provadas, na Babilônia.

É interessante notar como Deus usa a Babilônia para fazer-nos amadurecer. Isso significa que não devemos sair do mundo, não devemos nos alienar, mas devemos ser fiéis ao Senhor na escola, no trabalho, nas nossas amizades, e diante da Babilônia. E lá, após sermos provados e aprovados, seremos engrandecidos e vendedores, até o tempo em que o Senhor destruirá a Babilônia (cf. Ap 18) e restaurará a sorte de Sião (o Seu Reino) e colocá-Lo como objeto de louvor na terra.

Palavra Vivente
Reino Net

 

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