06. O Espírito De Um Intercessor Eficaz

Existem cinco qualidades do espírito de um intercessor eficaz que serão muito importantes para nós apropriarmos, pois é isto o que queremos ser.

Primeiro de tudo, o intercessor tem um espírito reto (ou um espírito justo). “Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça” (Isaías 59:1,2).

Você está perdendo tempo orando, se há pecado em sua vida. Cuide disto primeiro. Não existe objetivo nenhum em tentar fazer grandes coisas para Deus, se não tiver se arrependido de seus pecados. Não existe nada errado com Deus; Seu ouvido não está surdo, Sua mão não está encolhida, mas a iniqüidade o separa de Deus e os pecados ocultam Sua face de você.

O livro de Hebreus é muito rico em simbologia tirada do Pentateuco. Muitas vezes ele se refere ao Tabernáculo e ao templo, o antigo santuário, as antigas alianças e promessas no Antigo Testamento. É significativo que o livro de Hebreus fosse dirigido ao mundo cristão aproximadamente um ano antes da queda de Jerusalém (70 A.D.), para que o povo de Jerusalém, que tinha colocado uma alta confiança nacidade de Davi, já tivesse sido preparado pelo Espírito Santo de que havia uma Jerusalém Celestial bem maior do que a cidade terrena que seria destruída. E, embora conhecessem as profecias de Jesus de que Jerusalém cairia e não ficaria pedra sobre pedra do Templo, ainda assim foi um grande choque para o judeu cristão vê-la arrasada sob o domínio romano.

Hebreus10:22 é um versículo difícil de ser entendido a não ser que você conheça a referência ao Antigo Testamento: “aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura”.  Como purificar nosso coração e lavar o corpo com água pura? Isto está se referindo ao modo como as pessoas no Antigo Testamento se aproximavam de Deus, mas se aplica à maneira como um intercessor deve se aproximar d’Ele.

O simbolismo disto é muito evidente. Antes de tudo, quando alguém entrava no santuário do Tabernáculo no Antigo Testamento, ele devia primeiro entrar no átrio e depois no Tabernáculo propriamente dito - que era uma tenda de habitação, uma tenda de encontro com Deus, dividido em um compartimento que ocupava dois terços da área e outro que ocupava um terço. O maior era chamado “Lugar Santo” (Santuário) e o menor Santo dos Santos. No Santuário estava a mesa com os pães da proposição (que eram assados diariamente), o candelabro e o altar de incenso bem antes do véu. É significativo que no livro de Hebreus o altar do incenso está colocado após o véu. No Santo dos Santos, de acordo com Hebreus9:47, estava o altar de incenso e a arca da aliança, mas realmente, no Antigo Testamento, o altar de incenso estava antes do véu, isto é, antes do sacerdote entrar no Santo dos Santos.

Se você entrasse no Tabernáculo, sua primeira impressão ao chegar no átrio seria desconcertante. Havia sacerdotes que pareciam açougueiros, pois no altar de ofertas queimadas estavam as pessoas que traziam os animais para ofertas pelo pecado ao Senhor. O cheiro de carne com chifres queimados e de todo o sacrifício invadia o átrio. Imagine o que era o Tabernáculo com cerca de quinhentos mil a três milhões de pessoas trazendo ofertas pelos seus pecados. Uma tribo inteira estava ocupada com o sacerdócio e com este serviço. Os sacrifícios representavam uma grande quantidade de sangue. Os sacerdotes abriam alguns deles e tiravam-lhes as entranhas que eram levadas para fora do acampamento e queimadas diante do Senhor.

Os sacerdotes deviam deixar o altar sujo de sangue e fedendo. Então, antes de adentrar o Tabernáculo, eles deviam ir até a bacia de bronze. A bacia era linda - um grande vaso aberto contendo água pura em grande quantidade. Ali os sacerdotes se lavavam. É significativo que ela fosse construída com os espelhos que as mulheres israelitas pediram às egípcias quando saíram do cativeiro. A bacia era feita de bronze brilhante em que o sacerdote olhava depois de sair do altar de sacrifícios e podia ver sua própria face. Isto é um simbolismo de sermos limpos por meio da lavagem de água pela Palavra(Efésios 5:26). Com a maravilhosa ministração da Palavra vemos que tipo de homens somos e nos lavamos e nos tornamos puros.

Depois o sacerdote ia para o santuário (Lugar Santo). Ao se referir a isto, Hebreus 10:22 diz: com nossos corações purificados de má consciência e com nossos corpos lavados com água pura, nos aproximemos de Deus com corações sinceros. Esta é a primeira figura de um intercessor eficaz, quando ele chega diante do altar e oferece sua adoração, intercessão e orações ao Senhor. O livro do Apocalipse por duas vezes se refere às orações dos santos como o doce incenso que sobe até o Senhor. Quando elas sobem, são aceitáveis a Deus porque eles já se tornaram limpos pelo sacrifício oferecido por eles, através daquilo que os lava do mau cheiro e os deixa limpos diante de Deus, pela justiça substituída, e eles entram em outro compartimento, onde não existe mau cheiro, somente o cheiro suave do incenso queimando. É assim que Deus vê nossas orações, quando chegamos justificados diante d’Ele.

“Se eu no coração contemplara a vaidade, o Senhor não me teria ouvido” (Salmos 66:18). Deus não quer que você chegue diante da Sua presença, enquanto estiver ocultando algum pecado. É o pecado que faz separação entre você e Deus, de maneira que Ele não o ouve. E cheguemos diante d’Ele com justiça, sabendo que temos a promessa: “Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo” (Tiago 5:16). O primeiro pré-requisito para prevalecermos na oração é que cheguemos diante do Senhor com um espírito justificado pelo sangue de Jesus Cristo.

segunda qualidade de um intercessor eficaz e que deve ser uma qualidade de espírito, é um espírito separado, ou que está afastado do resto do mundo. “Porém o que se dizia a seu respeito cada vez mais se divulgava, e grandes multidões afluíam para o ouvirem e serem curadas de suas enfermidades.  Ele, porém, se retirava para lugares solitários e orava” (Lucas 5:15,16).

Não podemos olhar para nenhum exemplo melhor de um espírito afastado ou separado do que o do Senhor. Embora cuidasse das multidões (Mateus 9:36 diz que Ele se compadecia ao olhar para as multidões porque eram como ovelhas sem pastor), isto não O impedia de se afastar para orar, pois Ele tinha de se afastar.

O homem que é vencido pela simpatia humana numa determinada situação, com certeza vai afundar e se tornar ineficaz. Cristo sempre foi eficaz, porque estava separado da situação. Ele se fez carne como nós; Ele podia compreender isto perfeitamente, mas não podia se envolver com simpatia que O absorvesse no problema. Ele estava pronto para liberar isto.

Alguém que é intercessor deve fazer a mesma coisa. Se você vai interceder porque tem simpatia por um irmão, então consiga outra pessoa para orar por ele. Até o médico segue um certo procedimento se sua esposa fica doente: ele arranja outro médico para cuidar dela. Problemas podem surgir ao tratar membros de sua própria família, porque são muito íntimos. Em alguns casos, um ministério não deve ministrar a sua própria família, pois se houver qualquer simpatia, deve ficar afastado disto. O próprio Jesus não foi aceito por seus irmãos.  Ele disse: “Não há profeta sem honra, senão na sua terra, entre os seus parentes e na sua própria casa”  (Marcos 6:4).

Em Atos 20:24há um quadro do que devemos ser como ministérios ou intercessores e termos um espírito perfeito e separado, completamente afastado. Paulo disse (como se estivesse falando consigo mesmo a respeito dos problemas que o estavam esperando em Jerusalém): “Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus”.

Ele não considerou a sua vida como preciosa. Um intercessor, para ser verdadeiramente eficaz, deve desejar, quando o Senhor pedir, dar a sua vida para ver a verdade de Deus estabelecida numa situação. Este é o grau mais alto de agir sem egoísmo.

O que faz a intercessão se tornar ineficaz é o interesse pessoal. Quando chegarmos ao ponto de lançarmos tudo no altar, nossa intercessão será eficaz. Enquanto houver interesse pessoal ou egoísmo, a resposta não virá. Deve haver uma atitude de afastamento, separação, e de orar só pela maior glória de Deus.

Não tenha a idéia de que estamos falando a respeito de uma elite especial de ministério, quando nos referimos à intercessão. Todo ministério tem um elemento de intercessão em si mesmo. Não importa o que você faça na igreja; mesmo que seja uma função em que use as mãos, seja cuidadoso em se dar à intercessão. Se seu espírito não for realmente dedicado em buscar ao Senhor, a coisa dará errada. As coisas darão certo, quando você tiver um espírito reto, e irão melhor, quando seu espírito tiver uma qualidade adicional de ser separado.

Talvez você sinta que não está pronto para negar-se a si mesmo e para a disciplina requerida para interceder. Você pode dizer: “Não sou esse tipo de pessoa”. Você pode não ser esse tipo de pessoa em muitas áreas de sua vida, mas qualquer coisa pelo que você tenha o fardo para orar, deve orar!

Quão separados e afastados podemos estar em nossos espíritos, a ponto de não respondermos com vingança, impaciência ou qualquer reação humana às coisas que nos afetam? Suponha que você tenha saído de uma igreja denominacional, onde o pastor estaria proporcionando um tempo ruim a todos os que foram batizados no Espírito Santo e os esteja expulsando da igreja. O que você vai fazer depois de sair? Orar a Deus para derrubar aquela igreja? Ou você orará pela obra que Deus está fazendo ali? Deve haver em nossos espíritos uma única direção para ver a vontade de Deus acontecer. O que Deus disser, faça. Nenhuma piedade, nenhuma vingança, nem uma imersão em sentimentos pessoais deve haver, senão sermos capazes de orar uns pelos outros com coração puro e um espírito reto. Orar uns pelos outros, sem interesse pessoal, não é fácil.

terceira qualidade é o espírito focalizado. Um espírito focalizado é capaz de orar, não importa o que uma pessoa esteja passando. Se Deus lança um fardo em seu coração por uma coisa e, apesar de hostilidades, problemas, dificuldades e distrações, ele continua a orar por aquele fardo, ele é um verdadeiro intercessor. Se após uma explosão de emoções e perturbações, começar a orar contra tudo debaixo do sol, o demônio cumpriu seu propósito. Ele sempre criará distrações, mas o homem que intercede e prevalece é o homem que permanece num só rumo e nunca pára enquanto não conseguir uma resposta.

A verdadeira intercessão é orar de acordo com a vontade de Deus, em nome do Senhor Jesus Cristo (portanto, debaixo de Sua Autoridade), e no Espírito. Não é orar de seu próprio espírito, mas através do Espírito Santo. Seu espírito está envolvido no exercício do Espírito Santo, numa oração pura que vem em nome de Jesus, de acordo com Sua vontade.

“E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho.  Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei” (João 14:13,14). “Tudo o que pedirdes”. Isto significa que o seu espírito tem de estar focalizado em algo. A promessa “tudo” pode ser geral, mas é geral para as pessoas que fizerem um pedido específico. “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Romanos 10:13).

Como você vai orar? “Oh! Senhor, salva todo aquele que invocar o Teu nome?” Você não irá a lugar nenhum com isto. Você está orando para que Ele mantenha Sua promessa. Você tem de fazer da promessa algo específico. É como ter um cheque e escrever nele “pague-se”. Você não pode escrever “pague-se” no verso do cheque e esperar que alguém o pague; é preciso sua assinatura. Por isto quando o Senhor diz: “Tudo o que precisar”, “todo que invocar o nome do Senhor,” “se pedires alguma coisa,” é como ter um cheque escrito: pague-se; mas para receber você tem de ser específico e definir, antes do dinheiro ser seu.

O espírito de um intercessor deve ser focalizado em objetivos verdadeiros. Ele ora por pessoas definidas e por situações definidas. “Oh! Senhor, abençoa esta igreja” é muito bom, mas seja mais específico; ore pela glória do Senhor, ore pela a coisa que tem de ser; ou pelo pastor, pelos presbíteros. Derrube tudo o que se levanta no caminho. Nomeie, identifique. Ore pelo que você necessita no Senhor.

O espírito de um intercessor tem de focalizar na coisa pela qual está orando, se quiser recebê-la do Senhor. Uma ilustração disto está em Atos 4.Pedro e João entraram em dificuldades com as autoridades e voltaram depois de libertados e foram a uma reunião de oração. Não havia nada de vingativo a respeito de suas orações, embora tivessem sido ameaçados com futuras prisões. “Agora, Senhor, olha para as suas ameaças e concede aos teus servos que anunciem com toda a intrepidez a tua palavra, enquanto estendes a mão para fazer curas, sinais e prodígios por intermédio do nome do teu santo Servo Jesus.  Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus” (Atos 4:29-31).

Deus ouviu isto, porque foi específico. Eles não estavam orando fora da vontade do Senhor. Levantaram a voz juntos orando: “Senhor, ouve suas ameaças. Dá-nos ousadia quando falar, sinais e maravilhas, milagres e curas, amém!” Eles disseram exatamente o que queriam e isto agradou tanto ao Espírito Santo que abalou a casa; Ele a encheu. A Palavra não diz que oraram para serem cheios com o Espírito Santo de novo, nem oraram assim: “Senhor, abala a casa”. Estavam orando por coisas definidas e específicas, e aquela oração agradou tanto a Deus que Ele lhes deu tudo. Quando aprender a interceder na vontade de Deus e buscar primeiro o Reino, você se surpreenderá como muitas outras coisas lhe serão acrescentadas.

Número quatro: o verdadeiro intercessor tem um espírito incansável, agressivo e intenso. Um dos mais verdadeiros exemplos de intercessão na Bíblia está em Romanos 9:1-4a: “Digo a verdade em Cristo, não minto, testemunhando comigo, no Espírito Santo, a minha própria consciência: tenho grande tristeza e incessante dor no coração; porque eu mesmo desejaria ser anátema, separado de Cristo, por amor de meus irmãos, meus compatriotas, segundo a carne.  São israelitas”.

Paulo escreve a mesma coisa no capítulo 10 versículo1: “Irmãos, a boa vontade do meu coração e a minha súplica a Deus a favor deles são para que sejam salvos”. Como pode um homem amar a Cristo tanto? Como apóstolo do Senhor Jesus Cristo, não queria Paulo alcançar os céus? Não queria passar a eternidade com Cristo? Ele teria escrito sobre sua fome e anseio pelo Senhor. “Oh, que eu possa conhecê-lO e o poder da sua ressurreição,” todavia quando começou a interceder, deixou tudo de lado; “preferia ser amaldiçoado de Cristo. Iria para o inferno, se isto pudesse libertar meus irmãos segundo a carne”.

Não é que Paulo e seus irmãos segundo a carne fossem íntimos; eles fizeram armadilhas, tramavam para açoitá-lo freqüentemente. Fizeram longos jejuns e votos de não comer enquanto não o assassinassem. Não era por um laço hereditário que ele tinha o fardo. Por que ele os amou? Porque Deus colocou amor em seu coração pelo seu povo, e ele estava pronto para dar-se por eles. Depois que Paulo se tornou um cristão, não conseguiu sair pelos portões da primeira cidade que visitou, porque eles estavam determinados a assassiná-lo, de maneira que amigos o puseram num cesto e o desceram pelo muro. Aqueles rapazes não saíram da cidade num avião, nem com escolta policial; eles se esgueiraram silenciosamente no escuro da noite. Mas, quando estavam fora da vista, podiam ser ouvidos orando: “Oh, Deus, salva-nos, liberta-nos.”

Será que podemos nos tornar assim, tão incansáveis, agressivos e intensos em nossos espíritos, sem nada nos movendo ou nos perturbando, não elogiados, nem recebendo amor em retribuição? Todavia foi assim que Paulo orou.

Moisés, no Antigo Testamento, teve essa mesma qualidade. “Tornou Moisés ao Senhor e disse: Ora, o povo cometeu grande pecado, fazendo para si um deus de ouro. Agora, pois, perdoa-lhe o pecado; ou, se não, risca-me, peço-te, do livro que escreveste” (Êxodo 32:31). Deus prometeu a Moisés que faria dele uma grande nação e cumpriria as promessas nele. Moisés respondeu: “Se Tu queres perdoá-los, ok. Se não, risca-me”.

Como podemos entender esta continuidade em oração, esta persistência, agressividade, incansabilidade e intensidade de espírito que um intercessor tem? Não podemos, a não ser que nos identifiquemos com Cristo. Um intercessor é uma perpetuação do Getsêmani e o suor como se fossem gotas de sangue. É a perpetuação da cruz no Calvário. “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”. É o ministério de Cristo vindo à luz em Seu amor e em Sua compaixão através das pessoas que olham ao redor de si mesmas e continuam gerando a intercessão da cruz do Calvário e do Getsêmani em suas vidas. Cristo vivendo e orando neles, é a única maneira pela qual podemos entender a oração intercessora.

quinta (e última) qualidade do espírito de um intercessor eficaz é um espírito audacioso. Uma pessoa com esta qualidade é ousada; ela olha para as promessas de Deus e quer crer em tudo o que Ele diz. Quando convocada a andar sobre a água, pula fora do barco. Um espírito audacioso é ousado em crer; ele se estende. Pode não ter muito de uma promessa, mas é tudo o que ele precisa.

O espírito de Elias foi audacioso. Não chovia há três anos e meio e o povo achava que não iria chover mais, mas, no alto daquela montanha, Elias olhou o mar, curvou sua cabeça entre os joelhos e começou a orar para que chovesse! E começou a clamar ao Senhor em seu coração: “Oh! Deus, manda chuva”. Ele não podia ver muito bem e, por isto, mandou um rapaz, dizendo: “Vai e olha, vê se há uma nuvem.”

O rapaz olha ao redor e volta: “nenhuma nuvem nem chuva”. Então Elias ora de novo, por sete vezes. Na sétima vez o rapaz volta e diz: “Sim, eu posso ver, existe uma nuvem pequenina lá longe”.

- De que tamanho é?

- Do tamanho da mão de um homem.

Elias se levanta e diz: Saia daqui, rápido. Está vindo um temporal. Isto é muita audácia. Somente dê-lhe uma insinuação, uma pequena sugestão e ele continuará firme. Apenas sopre sobre ele, e ele crerá por outro Pentecostes com o sopro de um vento muito forte.

Isto é tudo que precisamos, uma nuvem do tamanho da mão de um homem. Vamos insistir.

- “Mas é só uma nuvenzinha. Ela vai desaparecer”.

Ela desaparecerá se você pensar assim. Mas vamos começar a orar: “Senhor, abençoa essa nuvem; faze-a grande. Manda chuvas de bênçãos, não gotinhas. Vamos, agora, queremos aquela nuvem. Deixe-a crescer até começar a se derramar. Vamos ter algumas nuvens mais”. Fique ali e ordene àquelas nuvens, e logo veremos uma fome de três anos e meio acabar, se crermos!

“E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito” (I João 5:14,15).

Isto não é audacioso? Não deixa nenhuma abertura para o diabo, afinal.  “Esta é a ousadia que temos para com Ele”. Seu espírito tem de ter esta fé audaciosa; tem de chegar ousadamente ao trono da graça. Porque você sabe que Ele ouve, tudo o que você desejar d’Ele receberá, quando você O buscar em Seu nome.

“Não duvidou, por incredulidade, da promessa de Deus; mas, pela fé, se fortaleceu, dando glória a Deus, estando plenamente convicto de que ele era poderoso para cumprir o que prometera” (Romanos 4:20,21).

Imagine o velho Abraão se levantando de manhã, indo tomar café, pensando nas promessas de Deus. Ele dá uma olhada em Sara e decide que é melhor dar um passeio na praia, e se lembra da promessa: “Como os grãos da areia do mar, assim será tua descendência”.

Ele se recusa a duvidar ou cambalear nas promessas: “Deus vai ter de rejuvenescer Sara”. Naquela noite ele está tão cansado que os seus ossos doem. Ele entra e Sara dá uma olhada para ele, então ele dá uma olhada para si mesmo. Ele decide que aquele não é o caminho para ele e sai mancando na noite. Olhando para as estrelas do céu a promessa é renovada: “assim será tua descendência”.

Isto faz um homem que é audacioso ser intercessor. Ele não olha para as aparências, mas para o Senhor Deus, que fez a promessa. É um espírito audacioso que se apega às promessas de Deus.

 

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