07. Lição 5 - A Chuva Serôdia

"MOISÉS RESPONDEU: QUEM DERA TODO O POVO DO SENHOR FOSSE PROFETA..." 
(NÚMEROS 11:29). "TODOS PODEIS PROFETIZAR..." (1 CORÍNTIOS 14:31).

ESCOLA PARA PROFETAS

Lição 5
A Chuva Serôdia

O derramamento da chuva serôdia do Espírito Santo nos últimos tempos também é chamado de reavivamento da chuva serôdia. O termo chuva serôdia tem sido usado muito no decorrer dos anos. Há vários anos, foi o nome de um movimento que despertou muita atenção, mas logo caiu em desgraça. Nosso estudo não tem a menor relação com esse movimento, mas é uma tentativa de descobrir o significado espiritual do termo. Devido as conotações anteriores, chuva serôdia é um termo que caiu em condenação nos Estados Unidos, mas isto não deve de forma nenhuma impedir-nos de sondarmos as Escrituras para ver exatamente o que ele significa, no seu verdadeiro contexto. Há várias referências à chuva serôdia, mas neste estudo nós só usaremos basicamente três delas: Joel 2, Atos 2 e Tiago 5. Nosso estudo deverá responder àqueles que indagam se haverá ou não um reavivamento espetacular nos últimos dias. Haverá um grande derramamento do Espírito e também muitos reavivamentos, derramamentos e formas de mover do Espírito, como cumprimento das profecias acerca da chuva serôdia. Quando acontecerão e em que acontecimento culminarão? Nós veremos que a chuva cerôdia é o prelúdio do período de tripulação e da batalha do Armagedom. 

Joel 1:3, 4 arma o palco para nosso estudo: Narrai isto a vossos filhos, e vossos filhos o façam a seus filhos, e os filhos destes à outra geração (referindo-se a um tempo distante, no futuro). O que deixou o gafanhoto cortador comeu-o o gafanhoto migrador; o que deixou o migrador comeu-o o gafanhoto devorador; o que deixou o devorador comeu-o o gafanhoto destruidor. (Estes provavelmente eram diferentes espécies de gafanhotos, ou gafanhotos em vários estágios de crescimento). Mais adiante, no capítulo seguinte, lemos: Restitui-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto migrador, pelo destruidor e pelo cortador, o meu grande exército que enviei contra vós outros.  Joel 2:25

Estes vários versículos que ligamos referem-se aos gafanhotos nas suas várias manifestações no plano físico. Joel, que foi um dos primeiros dos profetas literários, provavelmente viveu nos dias de Elias e Eliseu. A primeira parte da sua profecia descreve uma grande fome que realmente ocorreu na sua época. O Espírito Santo emprega este quadro como um tipo de toda a era do evangelho, com o derramamento do Espírito Santo sendo simbolizado pela chuva serôdia que foi enviada por Deus para cessar a fome.

A grande fome descrita por Joel foi ocasionada por enxames de gafanhotos que destruíram toda planta e toda vinha. Esta não foi uma ocorrência rara. Um historiador escreveu que 80.000 pessoas na Líbia e Cirene morreram numa praga de gafanhotos. Estes insetos sobrevoavam regiões inteiras em enxames tão densos que cobriam o sol e assolavam tudo à sua frente. Com os gafanhotos vinha a devastação. Eles eram como um grande exército do Senhor que varria a terra, assolando as vinhas e os campos até não restar possibilidade de qualquer colheita.

O Senhor, falando através do profeta, disse: "Eu derramarei da chuva temporã e serôdia no primeiro mês”. (Joel 2:23). Esta afirmação referia-se a esse período quanto terminava o outono e começava o novo ano. Falava do início do ano agrícola de acordo com o calendário judeu. Para os judeus, cujas vidas eram reguladas em grande medida pelas estações agrícolas, o novo ano começava por volta de setembro, logo após a temporada da colheita. Num grande derramamento de chuva, Deus enviou a chuva temporã e serôdia para terminar com a seca em um só mês. Não foi chuva de primavera nem de outono, mas todas as estações de chuvas que desceram sobre os tocos,numa só estação, para revivê-los e fazê-los florescer novamente.

Depois de mencionar o acontecimento histórico, o profeta usou-o como analogia ou parábola para basear a profecia do derramamento final do Espírito Santo sobre a vinha do Senhor. Nós somos Sua vinda. Esta é uma das grandes passagens do Antigo Testamento que se refere à Restauração da Igreja. Ela promete que Deus derramará Seu Espírito sobre o Seu povo que foi despojado por invasão ou por forças satânicas. Haverá um derramamento do Espírito Santo sobre a Igreja que atravessou o grande período da Igreja Escura (no período da Idade Média) e extrema desolação. A chuva virá sobre o povo de Deus e o levará a manifestar-se para ser a grande bênção do Senhor na terra. Ninguém pode negar que a Igreja tem estado desolada. Mas aos poucos está começando a cair a chuva que trará a Igreja a seu período de frutificação.

Alegrai-vos, pois, filhos de Sião, regozijai-vos no Senhor vosso Deus, porque ele vos dará em justa medida (em justiça)  a chuva; fará descer, como outrora, a chuva temporã e a serôdia. As eiras se encherão de trigo, e os lagares transbordarão de vinho e de óleo. Joel 2:23-24. Considere esse quadro: é a imagem de uma estação intermediária. Normalmente a colheita já se teria completado, mas neste caso não há colheita. Para poder haver colheita precisa haver chuva: a chuva temporã e a serôdia. A chuva temporã também é chamada de chuva mestra (no hebraico) porque é uma chuva suave que ensina as sementes a crescerem. A chuva de primavera vem com muita suavidade e induz as sementes a brotarem com muita rapidez. Por outro lado, a chuva serôdia é a chuva que antecede a colheita. Ela amadurece o fruto. Nas vinhas, a chuva serôdia é essencial para levar as uvas a um estado de doce amadurecimento e suculência.

Pelo profeta Joel o Senhor prometeu enviar tanto a chuva que inicia como a que termina. Deus está derramando Seu Espírito, trazendo pessoas a Si; e ao mesmo tempo está trazendo Seu povo à perfeição e maturidade espiritual. Que símbolo lindo! As chuvas temporã e serôdia indicam que o Espírito Santo está sendo derramado simultaneamente com dois propósitos: fazer as sementes germinarem e amadurecer o fruto. O derramamento do Espírito neste dia trará pecadores ao Reino de Deus e também tirará cristãos da sua imaturidade.

Joel escreveu: Restituir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto migrador, pelo destruidor e pelo cortador, o meu grande exército que enviei contra vós outros. Joel 2:25. Há uma promessa de abundância quando as eiras se encherão de trigo e os lagares transbordarão de vinho e de óleo. Esta abundância virá como resultado da restauração que Deus vai fazer de tudo que foi destruído na Sua vinda. Nós sabemos que a vinha refere-se à Igreja por causa das muitas alusões feitas a ela no Novo Testamento. Em I Coríntios 3:6, Paulo disse que uns plantavam, outros regavam mas era Deus quem dava o crescimento. No versículo 9 ele disse: "Sois a lavoura de Deus". Também somos comparados a um campo ou plantação. Em João 15 somos comparados a ramos da videira. No Antigo Testamento a videira é freqüentemente comparada a Israel; e no Novo Testamento é usada em referência à Igreja.

Na profecia de Joel, Deus está dizendo que vai restaurar a vinha de tal forma que ela será como era antes da terrível desolação espiritual que lhe sobreveio. Se interpretarmos isso literalmente, deve significar que o Senhor vai restaurar a Igreja à sua antiga pureza e poder para quando Ele vier novamente não haver nada lhe faltando.

Comereis abundantemente e vos fartareis, e louvareis o nome do Senhor vosso Deus, que se houve maravilhosamente convosco; e o meu povo jamais será envergonhado. Sabereis que estou no meio de Israel, e que eu, o Senhor vosso Deus, e não há outro; e o meu povo jamais será envergonhado. Joel 2:26-27. Nós vivemos num tempo quando nossos clamores ao Senhor serão certamente ouvidos. No passado, a Igreja usava uma política muito forte de vendedor por causa da restauração limitada de poder e autoridade disponível na época. Por isso, sempre restou um senso de vergonha no povo do Senhor. Eles desejavam a presença de Deus; desejavam que as pessoas viessem à assembléia e fossem abençoadas pelo Senhor. Mas na maioria dos casos a dieta era muito simples. Ocasionalmente ela pode ter sido satisfatória, mas nunca incluía a variedade de iguarias servida num verdadeiro banquete. Está chegando o dia quando o povo de Deus comerá em abundância e será satisfeito. Nós nunca mais seremos envergonhados, pois estamos entrando em dias de abundância espiritual onde não faltará mais o que servir a um vizinho ou amigo.

E acontecerá depois que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões; até sobre os servos e sobre as servas derramarei o meu Espírito naqueles dias. Joel 2:28-29. O derramamento nos últimos tempos será sobre todas as classes de pessoas no Corpo de Cristo. Haverá evidência abundante do sobrenatural; haverá visões, sonhos e profecias.

A chuva vinda sobre as vinhas no tempo de fome é um quadro profético de um tempo espiritual quando o Espírito do Senhor será derramado sobre a vinha humana de Deus. Muitos profetizarão; muitos terão visões e os velhos sonharão. Quando a maioria das pessoas chega à velhice, têm muito poucos sonhos. Normalmente, sonhar é para os jovens. Mas quando vier o grande derramamento, em vez de não ter mais sonhos, os velhos serão revitalizados e começarão novamente a sonhar com o dia maravilhoso que Deus está trazendo.

Os jovens terão visões. As visões espirituais em geral são reservadas aos mais velhos que já tiveram muitas experiências, pois a visão e percepção espiritual vêm com a experiência e com a idade. É criada uma inversão com o derramamento do Espírito de Deus. Os velhos sonharão e os jovens terão visões.

A profecia afirma que nossos filhos e filhas profetizarão, dizendo a seguir: "Sobre os servos e as servas derramarei o Meu Espírito". Parece que as pessoas são classificadas conforme o seu grau de liberdade. Os primeiros a serem mencionados são os filhos e filhas; depois vêm os velhos e os jovens. O último grupo é o de servos e servas. Ali não diz como os filhos e filhas irão profetizar, mas eu a interpreto como referência ao derramamento do Espírito Santo sobre filhos e filhas livres, resultando em muita profecia e num fluir livre dos dons do Espírito que já agora estão sendo restaurados. Mas o Espírito Santo também vai ser derramado sobre servos e servas que, na minha opinião, são os filhos da escrava. Eles são os legalistas. Por escolha, eles não estão sob a graça como filhos e filhas do Senhor. Estão sob restrições e ordenanças. Assim sendo, no seu relacionamento com Deus, eles não são filhos, mas servos e servas. Joel mostra que Deus vai derramar o Seu Espírito até sobre eles, mas não há nenhuma indicação de que eles irão entrar no mesmo fluir dos dons do Espírito como os outros grupos.

Mostrarei prodígios no céu e na terra; sangue, fogo, e colunas de fumo. O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor. Joel 2:30-31. Estes são sinais que seguem-se imediatamente ao derramamento. Alguns já disseram que esta deve ser uma profecia à parte, mas Pedro citou este trecho junto com o anterior, na explicação dos acontecimentos do dia de Pentecostes. É evidente que na mente dele ambas eram uma só profecia, e é assim que devemos entendê-la.

E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém estarão os que forem salvos, assim como o Senhor prometeu, e entre os sobreviventes aqueles que o Senhor prometeu, e entre os sobreviventes aqueles que o Senhor chamar.  Joel 2:32. Almeida revista e corrigida diz: No monte Sião e em Jerusalém haverá livramento... e nos restantes(remanescente) , que o Senhor chamar Isto mostra que há um remanescente que permanecerá no dia de tribulação; e inerente a eles (por causa do derramamento do Espírito Santo) haverá livramento para todos que invocarem o nome do Senhor. Não haverá “arrebatamento” para o remanescente, pelo contrário, ele permanecerá na terra para libertar todo aquele que invocar o nome do Senhor.

Eis que naqueles dias, e naquele tempo, em que mudarei a sorte de Judá e de Jerusalém, congregarei todas as nações e as farei descer ao vale de Josafá; e ali entrarei em juízo contra elas por causa do meu povo, e da minha herança, Israel, a quem elas espalharam por entre os povos, repartindo a minha terra entre si. Lançaram sortes sobre o meu povo, e deram meninos por meretrizes, e venderam meninas por vinho, que beberam. Joel 3:1-3. Interpretações baseadas tanto em profecias do Antigo quanto do Novo Testamento ensinam que o vale de Josafá refere-se à batalha de Armagedom, que em si está ligado a grande calamidade e catástrofe nos últimos tempos - a guerra das guerras. Algumas profecias descritivas em Zacarias dizem que naquele dia os olhos dos homens apodrecerão nas suas órbitas e a carne se descolará dos ossos (Zacarias 14:12). Isto pode acontecer numa guerra atômica. A explosão da bomba atômica foi tão intensa que os que estavam a uma certa distância foram dissolvidos pelo calor. Este é o tipo de guerra que acontecerá no Armagedom, e é por isso que o Senhor disse: "Se aqueles dias não fossem abreviados, ninguém seria salvo". (Mateus 24:22).

Nosso objetivo não é estudar o Armagedom mas mostrar como ele está relacionado ao derramamento que virá antes. O cristão não precisa se preocupar com o Armagedom. Ele deve participar do derramamento do Espírito; ele deve envolver-se com o reavivamento, porque o remanescente vai ser libertado. Deus vai preservar Seu remanescente durante a tribulação. O cristão que entender tudo isso vai se preocupar com o que Deus está fazendo agora e com a ligação íntima que há entre o derramamento do Espírito Santo e essas coisas que deverão acontecer dentro em breve.

Atos 2:14-21 é a única passagem no Novo Testamento onde vemos uma medida de cumprimento da profecia de JoelEntão se levantou Pedro, com os onze; e, erguendo a voz, advertiu-os nestes termos: Varões judeus e todos os habitantes de Jerusalém, tomai conhecimento disto e atentai às minhas palavras. Estes homens não estão embriagados, como vindes pensando, sendo esta a terceira hora do dia.Versículo 14 e 15. Os cento e vinte, segundo a ordem do Senhor após a ressurreição, estavam no cenáculo onde vinham se demorando por sete dias após a ascensão do Senhor.

O Pentecostes (que significa cinqüenta) ocorreu cinqüenta dias após a Festa da Páscoa. É interessante notar que os líderes dos judeus não queriam que Jesus fosse crucificado na Páscoa. Mas o Senhor havia determinado quando haveria de morrer e realmente morreu na Páscoa. Você talvez pense que Jesus foi vítima; mas não é verdade. Ele disse: "Ninguém de Mim tira a vida; Eu a dou" (João 10:18). Ele era Senhor, até na hora de ir para a cruz. É preciso entender isso. Pilatos não tirou a vida de Jesus. Os judeus não tiveram a vida de Jesus; os fariseus e os escribas também não; os soldados romanos muito menos. Jesus, sim. Ele deu Sua vida. Ele morreu, apesar de haver legiões de anjos prontas a tirá-Lo da cruz. Ele era Senhor, mesmo na hora da própria morte. Ele aguardava a cruz dizendo: "Minha hora ainda não é chegada". Finalmente disse: "Minha hora é chegada" (João 17:1), ao prosseguir a fazer a vontade do Pai celestial.

Por quarenta dias após a ressurreição, Jesus apareceu a muitos irmãos dando provas incontestáveis da ressurreição. Depois subiu, deixando os discípulos esperando no cenáculo. Seguiu-se um derramamento do Espírito Santo no dia de Pentecostes, como o mundo jamais tinha visto. Um som como de um vento forte e impetuoso encheu a casa onde estavam assentados. Línguas de fogo apareceram e repousaram sobre cada um, enquanto esperavam em Deus. Foram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas conforme o Espírito concedia. A Festa de Pentecostes era uma das três festas anuais, quando todo judeu tinha que apresentar-se diante do Senhor no templo. Conseqüentemente, havia judeus de toda as partes do mundo reunidos ali. Em pouco tempo as notícias acerca do fenômeno do cenáculo espalharam-se por toda a cidade. Com os ouvimos falar em nossas próprias línguas as grandezas de Deus? Todos, atônitos e perplexos, interpelavam uns aos outros: Que quer isto dizer?  Atos 2:11b-12.

A essa altura Pedro levantou-se e citou a profecia de Joel quase palavra por palavra. É  interessante notar, entretanto, que a interpretação do Espírito Santo é dada numa frase. Pedro disse: Mas o que ocorre é o que foi dito por intermédio do profeta Joel.  Versículo 16. Ele não disse: "Este é o cumprimento" ou "Esta é a resposta". Mas sim: "É isso que ocorre", indicando que a profecia de Joel era uma profecia vasta; ele estava dizendo com cuidado para não dar a entender que esse acontecimento seria o cumprimento total. Vimos que isso é verdade, porque vinte e três anos mais tarde Tiago citou-a como profecia que ainda deveria ter seu cumprimento principal nos últimos dias (Tiago 5).

Pedro prosseguiu nos versículos 17-21E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos. Joel havia dito: E acontecerá depois... Joel 2:28. Mas Pedro disse de outra forma: "E acontecerá nos últimos dias  ... É surpreendente como o Espírito Santo identificou e acrescentou uma inserção significativa, indicando que esta é uma profecia relacionada aos últimos dias.

Até sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles profetizarão. Agora note: Mostrarei prodígios em cima no céu e sinais em baixo na terra; sangue, fogo e vapor de fumo. O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e glorioso dia do Senhor. E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Isto indica o grande tempo de colheita, quando estes sinais da tribulação aliados ao derramamento espiritual farão com que todo aquele que invocar o Senhor possa ser salvo. Isso porque o derramamento do Espírito, que vem como prelúdio da tribulação, a essa altura já terá equipado completamente o remanescente - que vem esperando em Deus - com tal poder espiritual e poderoso ministério que, conforme profetizou Joel, haverá livramento no remanescente que o Senhor chamar.

O fato de crermos por ministérios e contendermos para trazer cristãos à posição de poderem mover-se no Espírito com percepção espiritual e profecias, não é um fim em si mesmo. É apenas o prelúdio do que vai vir. Deus está preparando um remanescente para um ministério muito maior do que qualquer geração de cristãos já experimentou desde os dias apostólicos. Deus está preparando-nos para um tempo muito significativo.

Seria natural algumas pessoas indagarem se este derramamento já é história ou não. Se Pedro disse: "É isto que Joel profetizou", não seria lógico presumir que tudo se cumpriu nos acontecimentos registrados em Atos 2?  Pedro teve o cuidado ao citar as profecias sobre os prodígios em cima no céu e em baixo na terra. Esses prodígios não aconteceram naquela época - seja simbolicamente ou de qualquer outra forma. Assim sendo devemos concluir que embora a profecia de Joel tivesse um cumprimento inicial no dia de Pentecostes, esse cumprimento não foi completo nem muito menos o cumprimento principal, porque parte da profecia de Joel não se cumpriu naqueles dias.Se pudéssemos achar mais um capítulo na Palavra que se referisse à chuva temporã e à serôdia, ao derramamento, aos últimos dias e à vinda do Senhor - isso une as profecias e mostra que o cumprimento delas ainda é futuro - nós teríamos o terceiro elo desta revelação (Segundo Eclesiastes 4:12, o cordão de três dobras não se parte facilmente).

A vinda do Senhor é mencionada em Tiago, um livro onde as pessoas em geral não procuram profecias bíblicas. Na verdade, Tiago 5 é um dos capítulos marcantes de profecia na Bíblia. Seria bom resumir a primeira parte do capítulo. Nos versículos 1-4estão enumerados os problemas atuais de capital e trabalho, assim como um quadro claro do problema do ouro e dos padrões monetários. O versículo 5 contém mais sobre trabalho, capital e economia. Ali também lemos sobre o mundo pecaminoso e enlouquecido de prazer em meio à violência. Vemos como o pecado, o prazer e a diversão - aliados à guerra - caracterizam os últimos dias. Isto já acontece. Nós estamos vivendo no tempo de grande violência e derramamento de sangue, e ao mesmo tempo as pessoas estão entregando-se aos prazeres e ao pecado.

A esta altura alguém pode perguntar por que Deus observa tudo passivamente enquanto toda esta desumanidade vem contra os justos. Por que Ele não intervém? Tiago nos dá a resposta nos versículos 5 e 6Tendes vivido regaladamente sobre a terra. Tendes vivido nos prazeres. Tendes engordado os vossos corações, em dia de matança. Tendes condenado e matado o justo, sem que ele vos faça resistência.Deus não está resistindo a carreira do mal - ainda não. Ele resistirá, mas ainda não. Ele está deixando o homem completar a carreira da iniqüidade. Talvez você não creia que Deus se recuse a interferir, mas Ele precisa deixar as pessoas completarem suas trajetórias. Ele lhes dá a livre escolha para fazerem o que quiserem.

Deus disse a Abraão que tinha lhe dado toda a terra de Canaã. Mais tarde Deus apareceu-lhe nova visão, quando o fogo "chequiná" desceu sobre os sacrifícios, e disse: "Eu te dei toda esta terra. Mas os teus descendentes descerão ao Egito e permanecerão ali por quatrocentos anos. Depois os tirarei de lá com grande livramento e com a riqueza dos egípcios; e os trarei de volta a Canaã." A seguir acrescentou uma afirmação importante: "Pois ainda não se completou a medida de iniqüidade dos amorreus" (Gênesis 15). Deus não podia desapossar os amorreus no tempo de Abraão porque ainda levaria quatrocentos anos para eles encherem a medida da iniqüidade. Aí, sim, eles seriam julgados e totalmente exterminados. Quando por fim chegou o tempo do julgamento deles, Josué empreendeu uma guerra de extermínio (Josué 6:21). A partir daí, sempre que os israelitas deixavam de aniquilar os habitantes iníquos da terra, isso resultava em dano para eles próprios (Josué 7:1-5).

Os arqueologistas encontraram evidências de que durante os quatrocentos anos, desde o tempo quando Abraão viveu e morreu em Canaã até quando os filhos de Israel voltaram para possuir a terra, os habitantes da terra prometida foram gradualmente entrando no período mais perverso da história de qualquer nação ou povo. Nesse período, toda jovem tinha que servir por um tempo como prostituta e todo jovem como sodomita no templo de adoração a Baal e Astarote. Foram encontrados milhares de esqueletos fechados em urnas, dos bebês que nasciam na adoração do templo. Os amorreus completaram sua medida. Eles tornaram-se tão perversos e depravados que quando os israelitas entraram para possuir a terra, Deus disse: "Não poupeis a nenhum homem, mulher ou criança". Nem mesmo os animais deveria ser poupados, porque os cananeus praticavam sodomia com os animais; por isso eles também precisavam ser totalmente destruídos. Isto mostra por que Deus foi justificado nas guerras de aniquilamento. Ele teve que deixar a iniqüidade dos amorreus se completar primeiro, e então os destruiu.

Nestes últimos dias nós também podemos perguntar por que Deus não interfere. Ele vai interferir, mas como escreveu Tiago: "Ele não resiste ao perverso". Deus está deixando o perverso ser perverso. Ele não entenderá os tempos, mas o justo sim: este vai ser sábio. É um dia de trevas e um dia de luz. É um dia quando os corações dos homens se escurecerão cada vez mais ao seguirem a trajetória da iniqüidade, mas o caminho do justo brilhará mais e mais até ser dia perfeito (Provérbios 4:18-19).

Grandes fortunas foram amealhadas nestes últimos tempos através de guerras e matança. As estatísticas mostram que milionários brotam como cogumelos em época de guerra. A quantia de dinheiro criada pela matança deve ser um número astronômico. Está tudo profetizado em Tiago 5.

Atendei agora, ricos, chorai lamentando, por causa das vossas desventuras, que vos sobrevirão. As vossas riquezas estão corruptas e as vossas roupagens comidas de traça, o vosso ouro e a vossa prata foram gastos de ferrugem e a sua ferrugem há de ser por testemunho contra vós mesmos, e há de devorar, como fogo, as vossas carnes. Tesouros acumulastes nos últimos dias. Eis que o salário dos trabalhadores que ceifaram os vossos campos, e que por vós foi retido com fraude, está clamando; e os clamores dos ceifeiros penetraram até aos ouvidos do Senhor dos Exércitos. Tendes vivido regaladamente sobre a terra. Tendes vivido nos prazeres. Tendes engordado os vossos corações, em dia de matança. Tendes condenado e matado o justo, sem que ele vos faça resistência. Agora chegamos à profecia chave:  Sede, pois, irmãos, pacientes, até a vinda (a Parusia, a presença) do Senhor. Eis que o lavrador aguarda com paciência o precioso fruto da terra, até receber as primeiras e as últimas chuvas. (Tiago 5:1-7).

Esta é outra referência básica à profecia de Joel acerca das primeiras (temporã) e últimas (serôdias), chuvas que viriam para abençoar no primeiro mês. A passagem prossegue: Sede vós também pacientes, e fortalecei os vossos corações, pois a vinda(a Parusia) do Senhor está próxima. Tiago 5:1-8. Que promessa maravilhosa! Você apanhou todo o seu significado? Você compreende exatamente o que Deus está trazendo com essa promessa da chuva temporã e serôdia? Significa que quando virmos todos os problemas começando a se levantarem, não deveremos ficar preocupados; pelo contrário, deveremos ser pacientes até a presença do Senhor. Por que o Senhor está detendo a Sua vinda? Porque as chuvas temporã e serôdia serão derramadas sobre a terra para um propósito definido: amadurecer o precioso fruto da terra, o povo do remanescente de Deus.

O derramamento é para amadurecer o fruto que ainda não está no ponto. Às vezes temos vontade de saber o que irá ajudar os cristãos a crescer e as igrejas a amadurecer. Não será nada exceto um derramamento do Espírito, porque é um crescimento espiritual. Deixe apenas o Espírito mover-Se sobre eles.

Às vezes você talvez fique desencorajado consigo mesmo e gostaria de ser um cristão melhor, avançando em algo mais no Senhor. Tudo que você precisa fazer é abrir o coração e deixar o Espírito Santo chover sobre você; deixe Deus abençoá-lo. Essa é a cura e a resposta de Deus para a imaturidade e todo problema. É por isso que a adoração é tão importante e nunca devemos nos afastar da adoração ao Senhor. À medida que vamos aprendendo a adorar, a cantar no Espírito, a avançar, nós nos colocamos não apenas em uma posição onde damos louvor e adoração ao Senhor, mas onde recebemos dEle. Quando adoramos, o fluir do Espírito Santo desce sobre nós. Nós precisamos aprender a beber do Espírito Santo pela fé; a adoração abre a porta.

As ordens dos próximos versículos de Tiago 5 se relacionam com a perseverança dos santos, principalmente a perseverança com um espírito reto. Tiago diz: Irmãos, não vos queixeis uns dos outros, para não serdes julgados. Você já reparou que a queixa (ou murmuração) e a rebeldia são as coisas que você realmente precisa combater?  Guardar um espírito reto é muito importante para não entrar em julgamento. Esta é a hora de julgamento, a hora em que Deus está julgando Seu povo, bem como abençoando. Eis que o juiz está às portas. O Senhor está às portas. Irmãos, tomai por modelo no sofrimento e na paciência os profetas, os quais falaram em nome do Senhor. Eis que temos por felizes aos que perseveraram firmes. Tendes ouvido da paciência de Jó e vistes que fim o Senhor lhe deu; porque o Senhor é cheio de terna misericórdia, e compassivo.  Versículos 9-11.

Ao estudarmos o derramamento da chuva serôdia do Espírito Santo vemos que toda vez que as profecias sobre a vinda do Senhor são mencionadas - em Joel, em Atos e em Tiago - elas estão cuidadosamente ligadas aos problemas de tribulação e julgamento nos últimos tempos. Elas estão sempre na natureza das verdadeiras catástrofes.

Zacarias profetizou: Pedi ao Senhor chuva no tempo das chuvas serôdias, ao Senhor que faz as nuvens de chuva. "brilhantes nuvens de chuva" no hebraico. Será que se vê brilhantes nuvens quando está para chover? Nuvens de chuva em geral são escuras. Quando Zacarias disse "brilhantes nuvens", estava usando uma expressão hebraica que se refere a relâmpagos. O Senhor vai fazer relâmpagos e  dá aos homens aguaceiro, e a cada um erva no campo.  Zacarias 10:1.

Isto nos mostra como esta chuva pode vir. Será que devemos só sentar e esperar isso acontecer ou será que há alguma iniciativa humana a se tomar? Será que podemos crer em Deus e fazer esta chuva operar em nós?. Será que podemos fazê-la cair para termos já uma porção dobrada de bênção? Zacarias disse: "Pedi ao Senhor chuva no tempo da chuva serôdia, e o Senhor fará relâmpagos e dará chuvas copiosas, e a todos erva no campo. A erva brota em conseqüência da chuva. Precisamos entender que o que estamos buscando na frutificação, no crescimento, na abundância espiritual e na vitória, não deve ser o objetivo da nossa oração. Ore pela causa dessas bênçãos. Peça ao Senhor chuva no tempo da chuva serôdia, e Ele fará o relâmpago para que possamos receber a chuva. O relâmpago vai trazer a chuva e depois Ele dará a todos a erva no campo. Em outras palavras, a frutificação vem a partir desta chuva.

Se você quer bênçãos sobre a sua vida, a ajuda que lhe foi prometida, peça ao Senhor a causa delas; peça por chuva. Ao esperar diante dEle você é como uma carga de eletricidade; e a nuvem de bênção profetizada é outra carga mais acima. Quando você orar, Deus enviará o relâmpago. É exatamente isso que acontece. O relâmpago é uma descarga que sai da nuvem para a terra (como se a descarga fosse maior na nuvem). Quando ela atinge a terra, ela também libera a chuva que se encontra na nuvem e que começa a cair. Peça ao Senhor; venha com um coração faminto. Todas estas promessas são suas, mas não fique apenas olhando para elas, imaginando o que vai acontecer, imaginando se vai chover. Não vai chover enquanto você não pedir ao Senhor. Então faz o relâmpago e a chuva descer sobre os campos que começam a florescer.

Peça chuva ao Senhor. Você pode estar bem no meio destes últimos dias, mas em seco, sem nada. É importante saber disso. A chuva serôdia não vai vir para os que estão sentados achando que ela virá para todos. Não vai, não. Ela vai vir para os que pedem ao Senhor chuva no tempo de chuva serôdia. É necessário a iniciativa humana. (Lucas 11:13).

O clamor do remanescente nos últimos dias é para que haja chuva. Oséias 6:3 é outra passagem que dá a entender que a iniciativa humana é necessária. Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor: como a alva a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra. Na grande Parusia, o tempo da presença do Senhor, a primeira vinda real do Senhor é na chuva. Ele nos vem como chuva temporã e serôdia. Assim sendo, não devemos esperar que a visitação do Senhor seja necessariamente através de visões; nós aguardamos que a visitação seja no derramamento do Espírito Santo.

A função básica do derramamento do Espírito Santo é revelar o Cristo a você (João 16:14). Cristo lhe virá na chuva. Mas como receber a chuva? Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor. Há no seu coração um desejo de conhecer o Senhor; e é um prosseguir, é um avançar, que se prepara para receber o derramamento.

 

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