32. Estudo da Bíblia (Esboço: I João)

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A vida do apóstolo João foi um quadro lindo do amor. Disse que ele viveu mais de cem anos e, quando ele estava muito velho e fraco, alguns dos irmãos o carregavam e o colocavam numa cadeira, no seu meio, e na sua voz vagarosa, ele podia dizer “Filhinhos, amai-vos uns aos outros”. 

Esta mensagem de amor permaneceu clara até os últimos dias da sua vida. A tradição diz que, em um tempo, o apóstolo João foi colocado em óleo fervente e saiu sem nenhuma bolha. Os repetidos esforços para mata-lo deixaram os seus perseguidores temerosos. Nós presumimos que o livro de Apocalipse foi escrito depois que ele foi banido para ilha de Patmos, mas Apocalipse foi o primeiro dos seus escritos. As epístolas, provavelmente, foram escritas depois e, por fim, o evangelho.

Embora o evangelho de João pareça simples, na superfície, ele é o mais profundo de todos os seus escritos; ele contém quadros simbólicos maravilhosos. A afirmação de João, dizendo “Deus é amor” (I João 4:8) é muito difícil de ser compreendida. Nós podemos compreender João 1:1 “No princípio era o verbo e o verbo estava com Deus, e o verbo era Deus”.

Esta epístola, como a de Hebreus, não menciona seu autor nem as pessoas a quem é dirigida, apesar de ser intensamente pessoal, como indica o uso freqüente dos pronomes Eu e Vós. Desde o princípio, tem sido reconhecida como carta circular do apóstolo João às igrejas das cercanias de Éfeso, tendo como objetivo dar ênfase aos pontos essenciais do Evangelho, e avisar contra heresias incipientes e eminentes, que, mais tarde produziram uma forma corrupta e paganizada de cristianismo.

De acordo com antiga tradição, João fez de Jerusalém seu centro de operações, cuidando de Maria, mãe de Jesus, enquanto ela viveu, e, depois da destruição de Jerusalém, fixou residência em Éfeso, que, no fim da geração apostólica, tornara-se o centro da população cristã, tanto em número como pela posição geográfica. Aí viveu e chegou à idade avançada. Esta carta foi escrita entre os anos 85 e 100 d.C. juntamente com as demais.

PROPÓSITO: O cristianismo já estava no mundo havia uns sessenta ou setenta anos, e, em muitas partes do Império Romano, tornara-se uma religião importante e de poderosa influência. Houve toda espécie de tentativas de misturar o Evangelho com as filosofias e sistemas de idéias dominantes. Certa forma de gnosticismo, que despedaçava as igrejas no tempo de João, exagerava o valor do intelectualismo e sustentava que há, na natureza humana, um irreconciliável princípio dualista: que espírito e corpo são duas entidades separadas, que se hostilizam. Esta carta foi escrita para uma comunidade cristã que se defrontava com esta idéia gnóstica. João procurou encorajar os seus membros a viverem uma espécie de vida coerente com a comunhão com Deus e Seu Cristo. A epístola aborda temas vitais como a justiça, o amor e o conhecimento certo; o autor está preocupado com a qualidade da vida cristã de seus leitores.

João foi o último dos sobreviventes dos apostos. Talvez, até não tenha morrido, pois após seu exílio na ilha de Patmos, onde escreveu o livro de Apocalipse, não se têm notícias de sua morte. Portanto, João viveu no período de início da apostasia da igreja. Os falsos profetas, que procedem do mundo, 4:4, 5, e os anticristo, que saíram do ceio da igreja, 2:18, 19, tinham se multiplicado, causando transtorno nas igrejas. Mas, João procura despertar a confiança em seus “filinhos” para vencerem o maligno, pela palavra de Deus que estava neles e pela unção que repousava sobre eles; 2:12-14, 20, 27; 3:7; 4:1.

ENRIQUECENDO OS CONHECIMENTOS:

GNOTICISMO: termo derivado do vocábulo grego gnosis – “conhecimento”, e tradicionalmente aplicado a um conjunto de ensino herético que a Igreja Primitiva teve de enfrentar nos dois primeiros séculos de nossa era. Enquanto, atualmente e largamente aplicado para aquelas formas de religião helenista, tanto précristã como póscristã que exibem características semelhantes àquelas heresias e algumas vezes a qualquer forma de religião em que o dualismo e a possessão de conhecimento superior são elementos importantes. O gnosticismo professa um dualismo que identifica o mal com a matéria, sendo o bem uma essência espiritual, acessível apenas aos que possuem a gnose.

ESBOÇO PARA ESTUDO:

(    ) A BASE DA VIDA CRISTÃ, 1:1-5 – Deus Se torna carne em forma humana. 21 vezes nesta Espístola, Jesus é chamado de Filho de Deus. 12 vezes é chamado o Pai. Assim a divindade de Cristo é a relação especial de Pai que existe entre Deus e Jesus, é a ênfase especial desta carta. Para João, Jesus não era um fantasma, nem sonho, nem mera visão; era uma Pessoa real, a encarnação da vida, da vida eterna, v.2 .

(    ) O SIGNIFICADO DO ANDAR NA LUZ, 1:6 – 2:2 – Andar com Deus não significa andar sem pecado. Ainda resta pecado em nossa natureza, mas em virtude da morte de Cristo pelo nosso pecado, que temos comunhão com Deus. Luz aqui significa o domínio da verdade, justiça, pureza, alegria e glória de Deus.

RESULTADOS DA COMUNHÃO COM O PAI, 2:3-28

(    ) Obediência, 2:3-5 – a Palavra não é apenas para ser ouvida, mas obedecida. Aquele que guarda a Palavra no coração, vai ter o privilégio de ver o amor de Deus ser nele aperfeiçoado a cada dia para seu próprio benefício.

(    ) Semelhança com Cristo, 2:6 – no momento em que confessamos nosso pecado com genuína humildade, nossa associação com Deus continua. Uma das condições de sermos perdoados é guardarmos seus mandamentos, por isso devemos ser como Ele é.

(    ) Amor, 2:7-11 – a falta de amor pelos irmãos é aqui considerado impedimento para se caminhar com Deus, pois Ele é luz e nas trevas não se pode caminhar. A ordenança de amor aos outros é princípio básico do cristianismo e deve ser vivido por todos como o professam.

(    ) Separação, 2:12-17 – a cada estágio da vida cristã há um incentivo para se continuar caminhando com Deus, em todos eles, o inimigo é vencido, desde que se permaneça obediente e submisso à Palavra de Deus. Aqui o mundo é o presente século ao qual o cristão não deve ter nenhum apego, pois se a ele se apegar não terá em si o amor de Deus.

(    ) Manter-se firmado nos princípios cristãos recebidos, 2:18-28 – o anticristo não apenas nega que Jesus é o Cristo, mas como quer ocupar o seu lugar. A advertência já havia sido dada desde o princípio que ele surgiria no meio dos cristãos. A idéia do Novo Testamento parece ser que a apostasia se levantaria no seio da cristandade, manifestar-se-ia de muitos modos e finalmente culminaria em uma pessoa, ou instituição, ou em ambas.

JUSTIÇA, SINAL DE FILIAÇÃO, 2:29 – 3:24

(    ) A realidade da filiação, 2:29 – 3:3 – os filhos da justiça praticam a justiça e se identificam com Deus que é justo. A filiação perfeita se culminará quando Ele se manifestar pois serão idênticos a Ele, para tanto é necessário se purificar dia após dia.

(    ) A possibilidade da pureza, 3:4-10 – a manifestação de Cristo aos homens foi para     tirar-lhes os pecados e levá-los a uma posição de vencê-los e não mais viverem sob o seu domínio. Os que são nascidos de Deus não vivem na prática do pecado, porém os que permanecem no pecado são filhos do diabo.

(    ) A essência da justiça, 3:11-18 – o amor pelos irmãos deve ser acompanhado pela prática e atos de justiça. Aquele que odeia seu irmão é considerado assassino, e este não tem herança no Reino de Deus.

(    ) Os resultados da justiça, 3:19-24 – Deus permanece naquele que ouve Suas palavras e as pratica através de atitudes fundamentadas nos princípios cristãos do amor e da justiça.

(  )A NECESSIDADE DA PRÁTICA DA DISCRIMINAÇÃO E DO DISCERNIMENTO ESPIRITUAL, 4:1-6 – “provai os espíritos” – na geração apostólica abundavam dons especiais do Espírito Santo, e também contrafacções desses dons, feitas para impor uma doutrina falsa. O critério para se averiguar a sua genuinidade era o conteúdo da mensagem por eles apresentada, se reconhecia a divindade de Cristo.

O AMOR, PROVA DA FILIAÇÃO, 4:7-21

(    ) Origem, 4:7,8 – amor provém de Deus, todo aquele que ama com genuíno amor esse é nascido de Deus.

(    ) Significado, 4:9,10 – o amor de Deus foi manifesto ao mundo quando Ele enviou Seu Filho para morrer pelos homens a fim de resgatar-lhes do pecado.

(    ) Inspiração, 4:11-16a – o amor de Deus por nós deve nos incentivar a amar aos irmãos, assim Deus será visto em nós através do nosso amor demonstrado por atos. e aquele que confessar a filiação divina de Jesus, Ele permanecerá nele.

(    ) Atividade, 4:16b-21 – o amor de Deus é operante na vida daquele que o recebe. Lança fora todos os atributos humanos, para dar lugar a atuações divinas no homem. Aquele que ama a Deus deve também amar ao seu irmão.

GRANDES CERTEZAS DO CRISTÃO, 5:1-20

(    ) A vitória sobre o mundo, 5:1-4 – a vitória será expressa pela fé em Deus e nas suas promessas. A prática dos Seus mandamentos culminará com o amor aos Seus filhos.

(    ) O caráter final de Jesus Cristo, 5:5-12 – o objetivo da morte de Jesus é trazer vida ao homem; portanto aquele que O tem certamente tem vida em si mesmo, aquele porém que não O tem também não tem vida.

(    ) A realidade da salvação, 5:13 – todas as verdades expressas nesta epístola serviam de confirmação para aqueles que criam no nome do Filho de Deus e que eles tinham a vida eterna.

(    ) Da oração respondida, 5:14-17 – a oração feita dentro da vontade de Deus certamente terá resposta garantida.

(    ) A verdade do Evangelho, 5:18-20 – o inimigo não terá acesso à vida daqueles que nasceram de Deus, pois o Senhor os guarda e Ele mesmo nos dá entendimento para discernirmos o verdadeiro do falso.

(    ) ADMOESTAÇÃO CONTRA A IDOLATRIA, 5:21 – a idolatria é incompatível com aqueles que nasceram de Deus. Portanto fujamos da idolatria, pois d''Ele nós nascemos.

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