23. Estudo da Bíblia (Esboço: II Tessalonicenses)

AUTOR: Pela semelhança das condições refletidas pelas duas epístolas aos Tessalonicenses, pode-se concluir que Paulo escreveu a segunda epístola poucas semanas apenas ou meses depois da primeira. Foi escrita também em Corinto, em 51 d.C.  Na primeira, falava da vinda do Senhor como sendo súbita e inesperada. Nesta, ele explica que não ocorrerá senão depois da apostasia.

PROPÓSITO: O portador da primeira epístola aos Tessalonicenses levou a Paulo notícias sobre o crescimento espiritual daqueles crentes. Paulo sentiu-se grandemente consolado pelo relatório. Em adição, o relatório dado ao apóstolo indicava que um ensinamento errôneo, que supostamente teria vindo da parte de Paulo, havia chegado a Tessalônica. Paulo suspeitava que  alguns desses mal-entendidos fossem devidos ao fato de seu ensino não haver sido corretamente compreendido pelos irmãos. Alguns dos membros daquela congregação haviam tirado a conclusão que a parusia era algo tão iminente que de nada adiantava continuar trabalhando. A esses que se inclinavam a abandonar o trabalho, o apóstolo falou-lhes de modo ainda mais severo do que na primeira epístola, pois viver às custas de outros é uma indignidade para crentes fisicamente capazes, que haviam contemplado um exemplo mais digno na conduta do próprio apóstolo e seus amigos. Os parasitas e os aproveitadores devem ser tratados pelos seus colegas de fé de modo a fazê-los despertarem-se para a realidade. Paulo explicou também que certos acontecimentos teriam primeiro que ter lugar, antes da parusia.

Ambas as epístolas refletem a intensa consciência escatológica daqueles anos, bem como os excessos doentios os quais esta consciência tendia a sugerir. Paulo apresenta aos convertidos a expectativa da Segunda vinda de Jesus como um consolo e uma esperança para os destituídos e aflitos, uma advertência para os descuidados e indisciplinados, e para todos um estímulo para a vida santificada. A parusia proverá a manifestação universal daquele triunfo que já está garantido pela obra salvadora de Cristo.

 

ESBOÇO PARA ESTUDO

 

INTRODUÇÃO, 1:1-12

(    ) Saudação, 1:1,2 – era sempre desejo do apóstolo que a graça e a paz de Deus repousassem sobre seus amados irmãos.

(    ) Agradecimento, 1:3-10 – a fé e o amor dos irmãos daquela igreja levam Paulo a render graças a Deus, pois apesar das tribulações e perseguições, eles se mantinham firmes no Senhor, e para os perseguidores ele espera da parte de Deus a vingança.

(    ) Intercessão, 1:11,12 – a intercessão em favor dos irmãos era constante, visando com isso que o nome do Senhor fosse glorificado neles através das tribulações.

 

INSTRUÇÕES AOS CRENTES TESSALONICENSES, 2:1-17

(    ) Correção de uma idéia errônea, 2:1,2 – a convicção e a firmeza na Palavra não deveriam deixá-los se abalarem. Ninguém deveria se afastar das verdades ouvidas, pois elas é que os manteriam firmes na fé.

A revelação do homem do pecado, 2:3-10

(    ) Seu caráter, 2:3-5 – é alguém que professa ser ele o próprio Deus no santuário de Deus, e se levanta contra o mesmo Deus. Os pais da igreja primitiva esperavam um anticristo pessoal a manifestar-se depois da queda do Império Romano.

(    ) Seu restringidor, 2:6,7 – a sua manifestação completa ainda não era para aquela época, alguém ainda o estava detendo, a fim de que ele se revelasse em época oportuna.

(    ) Seu ministério, 2:8-10 – esse iníquo será destruído pelo sopro do Senhor(Is 11:4), o que mostra sua fragilidade e de quem o  apóia; todos os que o ouvirem também perecerão.

(    ) O julgamento dos incrédulos, 2:11,12 – a rejeição à verdade leva as pessoas de encontro ao juízo de Deus, pois se alegraram mais com a injustiça do que com a verdade.

(    ) Ação de graças e oração, 2:13-17 – Deus havia escolhido aqueles irmãos para a salvação e santificação, por isso Paulo dava graças a Deus por eles, e os recomendava firmeza e fé em todo o ensino recebido.

 

RECOMENDAÇÕES AOS CRENTES TESSALONICENSES, 3:1-16

(    ) Chamada à oração, 3:1-5 – Paulo humildemente pede oração a seu favor para que o Senhor o livrasse dos homens maus. Nesse tempo ele estava em Corinto. A oração deles foi respondida(At 18:9,10).

(    ) Ordens sobre a disciplina na igreja, 3:6-15 – Paulo repreende aos desordeiros que prevalecendo-se da caridade na igreja exploravam aos que tinham recursos. Nestes versos proíbe expressamente aos irmãos para que não sustentem ociosos e exploradores.

(    ) Oração final, 3:16 – as circunstâncias podem afetar as pessoas; aqui o apóstolo pede que o Senhor os guie até mesmo nas circunstâncias.

(    ) SAUDAÇÃO, 3:17,18 – a autenticidade da carta estava na sua assinatura; ele próprio a escreveu, a fim de que ninguém duvidasse de sua originalidade.

 

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