22. Estudo da Bíblia (Esboço: I Tessalonicenses)

AUTOR: Ambas as epístolas aos Tessalonicenses foram enviadas em nome de Paulo, Silvano (Silas) e Timóteo; em ambas, todavia, o apóstolo Paulo é seu verdadeiro autor, embora tenha associado consigo os seus dois companheiros que tão recentemente haviam compartilhado de sua obra missionária em Tessalônica. Esta epístola foi escrita em Corinto em 51 d.C.

PROPÓSITO: A igreja em Tessalônica, fundada por Paulo durante sua Segunda viagem missionária (At 17), compunha-se de convertidos dentre os judeus, gregos devotos, mulheres nobres (At 17:4), e muitos vindos do paganismo gentio. Dali Paulo e seus companheiros tiveram de partir precipitadamente no princípio do verão do ano de 50 d.C. As circunstâncias da partida dos mesmos, significava que os convertidos inevitavelmente ficariam expostos à perseguição para a qual estavam imperfeitamente preparados, visto que Paulo não tivera o tempo suficiente para dar-lhes todo o ensinamento básico que julgava necessitarem. Na primeira oportunidade que se lhe deparou, enviou Timóteo de volta para ver como estavam passando os crentes tessalonicenses. Quando Timóteo regressou a Corinto, para a companhia de Paulo (cf. At 18:5), trouxe boas novas sobre a constância e o zelo dos irmãos na propagação do evangelho, mas anunciou que tinham certos problemas, alguns dos quais eram éticos (especialmente referentes às relações sexuais), e outros eram escatológicos (em particular, estavam preocupados com a possível desvantagem daqueles crentes que já houvessem partido deste mundo, em comparação com os crentes que continuassem vivos por ocasião da sua parusia). Paulo escreveu-lhes imediatamente, expressando sua alegria em vista das boas novas trazidas por Timóteo, e protestando que a sua recente e inesperada partida dentre eles não fora voluntária (como seus opositores afirmavam), salientando também a importância da castidade e da diligência no trabalho diário, e assegurando-lhes que os crentes que houvessem falecido antes do aparecimento de Cristo não sofreriam qualquer desvantagem, mas que seriam ressuscitados e reunidos a seus irmãos vivos, e então todos se reuniriam ao Senhor.

 

ENRIQUECENDO OS CONHECIMENTOS:

Escatologia; do grego “’último assunto” ou seja é a doutrina das últimas coisas. A escatologia bíblica diz respeito não apenas ao destino do indivíduo, mas também se preocupa com a história. Isso se deve ao caráter particular da revelação da Bíblia. Deus não somente se

revela por meio de homens divinamente movidos, mas também mediante os acontecimentos da história redentiva, o mais importante da qual é o advento e a vida do Seu Filho, Jesus Cristo.

 

ESBOÇO PARA ESTUDO

 

A RELAÇÃO ENTRE PAULO E A IGREJA TESSALONICENSE: 1:1-3:13

A reação dos tessalonicenses ao Evangelho – 1:2-10

(    ) Oração de ação de graças, 1:2-4 – as lembranças da convivência entre eles fazia de Paulo um intercessor constante em favor dos irmãos, não se esquecendo de nenhum deles em suas orações, o que contribuía em favor de seu crescimento e desenvolvimento cristãos.

(    ) Provas da eleição – 1:5-10 – apesar de pouca convivência, os ensinos transmitidos por Paulo foram profundos, e o procedimento dos irmãos em prol do evangelho era por todos testemunhado positivamente, o que confirmava a sua eleição pelo Senhor.

Relembrando o caráter do ministério de Paulo, 2:1-12

(    ) A pureza e seus motivos, 2:1-6 – o evangelho que o apóstolo lhes anunciava tinha um propósito puro, sem nenhuma contaminação, pois provinha do Senhor, e ele o anunciava sem nenhum interesse humano.

(    ) A pureza de suas emoções, 2:7,8 – o amor entre eles era profundo e sincero, e era este amor, que motivava o apóstolo a  anunciar-lhes as boas novas de salvação; sem nenhum objetivo interesseiro.

(    ) A pureza de sua vida – 2:9-12 – lembra-lhes o apóstolo, que não recebeu deles nenhum salário, o que por si só era prova de não ser levado por motivos de cobiça, como era o caso de alguns filósofos itinerantes. E lembra-lhes mais o seu devotamento abnegado e terno para com eles, e ele próprio, de todos os modos tinha sido um exemplo para todos no tocante àquilo que pregava.

A recepção pelos tessalonicenses – 2:13-16

(    ) Recepção da Palavra de Deus, 2:13 -  a palavra que é recebida com avidez e sinceridade alcança o objetivo para o qual ela é pregada; com eles não foi diferente.

(    ) Perseguição pela Palavra de Deus, 2:14-16 – Paulo procura confortar os irmãos por causa da perseguição, lembrando-lhes que as igrejas mães na Judéia, tinham sido perseguidas do mesmo modo. Assim fôra com Cristo. E também com ele. Mas “encher a medida de seus pecados”, v. 16 é o que toca a eles, que mataram o Senhor e perseguem agora a igreja.

Relação de Paulo para com os tessalonicenses – 2:17-3:13

(    ) As intenções de Paulo, 2:17,18 – por duas vezes intentou ele visitar os irmãos, mas foi impedido; uma pelo Espírito Santo(At 16:6,7), e agora por Satanás. Mas almejava ele visitar os amados irmãos, os quais considerava sua glória e alegria em Cristo Jesus.

(    ) A missão de Timóteo, 3;1-10 – Paulo na maior ansiedade pela igreja recém-nascida de Tessalônica, enviou-lhe Timóteo para animá-la sob sua atroz perseguição(At 17:15,18:15; I Ts 3:1,2,6). Regressando, ele, com a notícia da firmeza e devotamento daquela igreja, Paulo enche-se de incontida alegria.

(     ) Oração pela reunião – 3:11-13 – sua oração era para que Deus os dirigisse em todos os seus caminhos, e que eles crescessem em amor uns para os outros e se apresentassem irrepreensíveis na vinda do Senhor.

 

EXORTAÇÕES DE PAULO À IGREJA TESSALONICENSE, 4:1-5:28

Sobre a conduta do crente, 4:1-12

(    ) Afrouxamento moral, 4:1-8 – a imoralidade era coisa comum entre pessoas pagãs. Pode ser que, relatando de um modo geral a firmeza dos cristãos tessalonicenses, Timóteo referisse alguns casos de frouxidão moral – o que deu lugar a esta exortação. “Santificação”, v. 3, como empregada aí, significa pureza sexual.  “Esposa”  v. 4, isto é, fidelidade aos votos do matrimônio, ou, a fim de evitar imoralidade, cada um devia ter sua própria esposa. “Ninguém defraude a seu irmão”  v. 6 , isto é, ninguém invada os direitos do lar alheio, falta esta de que alguns podiam ser culpados.

(    ) O amor dos irmãos – 4:9-12 – parece que os que tinham recursos, os quais eram muitos, At 17:4, estavam tomando a sério a doutrina da caridade cristã e dissipavam seus haveres com os irmãos mais pobres e todas as igrejas macedônicas. Isto favorecia à preguiça daqueles que estavam aproveitando do fato. Paulo elogia os caridosos, mas censura os aproveitadores; a exploração é contrária ao amor fraternal; esse procedimento impressionava mal aos de fora da igreja.

Sobre os que dormem, em Cristo; 4:13-5:11

(    ) A ressurreição dos que dormem e a transformação dos santos, 4:13-18 – aos que são devidamente instruídos nas verdades de Cristo nenhuma dúvida deve existir em relação às coisas futuras. O ensino é dado para que o engano não venha nos envolver e não venha tirar a nossa fé Naquele que prometeu cumprir totalmente a Sua palavra. Observe que as passagens de 1 Ts 4:13-18 e paralela à passagem de 1 Co 15:35-58. Note que, em nossa tradução, em 1 Ts 4:17 é utilizada a palavra “arrebatados”, mas em 1 Co 15:52 é utilizada a palavra “transformados”. Na realidade não há base para o arrebatamento ou, o que se entende por arrebatamento, na verdade, é transformação, como sugere o contexto das duas passagens. Os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro, depois nós - os vivos, os que ficarmos para a parusia do Senhor - serremos transformados, nosso corpo incorruptível será revestido de incorruptibilidade.

(    ) O dia do Senhor, 5:1-11 – nada há aqui nesse texto que indique o seu tempo. Apenas se diz que quando ocorrer será inesperadamente súbito. “Sinais” precederão a “parusia”, de modo que os cristãos podem sentir que já está presente, enquanto o mundo, em geral, escarnece da verdade. Mesmo os que estão vigilantes, porém, são avisados para não se descuidarem.

(    ) Sobre a conduta na igreja, 5:12-22 – visto que a igreja era muito nova, os pastores, na maior parte, devem ter sido neófitos. Todavia, insistisse-se para com o povo para que os ame e estime. Há também uma lista de quinze exortações em sua essência belas; esta é a característica que Paulo usa para encerrar suas cartas.

(    ) Oração final – 5:23,24 – alma e espírito aqui se apresentam bem distintos. ‘Alma”  o princípio vital; “Espírito”, o órgão de comunhão com  Deus. Cristo redime toda a personalidade humana.

(    ) Pedidos finais – 5:25-28 – ele necessitava da oração dos irmãos, por isso o pedido a seu favor. Pede que toda a igreja ouça a leitura da carta, a fim de que todos sejam fortalecidos na fé e instruídos.

 

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