17. Estudo da Bíblia (Esboço: Segunda Epístola aos Coríntios)

AUTOR: Supõe-se que antes de Paulo haver escrito esta Segunda Epístola aos Coríntios, já havia sido escritas pelo menos duas outras epístolas àqueles irmãos. Uma dessas epístolas é aludida no trecho de 1 Co 5:9, da qual uma parte mui provavelmente é preservada em 2 Co 6:14 a 7:4.

A maioria dos estudiosos acredita que a primeira epístola aos Coríntios forma, essencialmente, uma unidade sólida; mas que esta Segunda epístola aos Coríntios representa uma série de cartas, que eventualmente foram reunidas, formando uma unidade. A segunda epístola, portanto, contém uma coleção de cartas separadas do apóstolo. Eles acreditam que houve pelo menos quatro dessas cartas.

Parece não haver qualquer sombra de dúvida sobre o fato que houve uma “epístola severa”, enviada pelo apóstolo Paulo à igreja de Corinto, e que precedeu à escrita do trecho de 2 Co 1 a 9. Isso transparece de modo claro na passagem de 2 Co 7:5-9, que menciona tal correspondência anterior. Paulo expressa sua tristeza por ter enviando aquela carta; mas, também diz que, a mesma se mostrara eficaz (10:10), não mais se entristecia por causa dela, já que a mesma havia contribuído para a sua reconciliação com os irmãos. Essa “epístola severa” é aceita atualmente, pelos estudiosos, como certas porções ou mesmo a totalidade do trecho de 2 Co 10 a 13, onde repentinamente, a linguagem suave que Paulo vinha usando nos capítulos primeiro ao nono, evidenciando o seu alívio devido à melhoria das condições entre os crentes daquela cidade, se modifica. Nos capítulos 10 a 13 aparecem autodefesas inflexíveis, repetidas insistentemente. Pelo menos podemos supor que esses capítulos apresentam uma parte daquela “epístola severa”.

2 Co 2:3, 4 revela que Paulo escreveu aquela “epístola severa” triste e lacrimejante. Também escreveu com a determinação firme de renovar a lealdade dos irmde Corinto para com ele, e de fazê-los repelirem os adversários (2 Co 2:9). Sua própria severidade servira tão-somente para assegurar-lhes o quanto amava e zelava por eles. Não obstante, exigiu alguma forma de punição para o líder que se opunha a ele (2:6). Foi Tito quem levou essa carta, pois Paulo lhe assegurara que os crentes de Corinto seriam novamente conquistados à amizade de Paulo, e vice-versa. Em vista das notícias favoráveis trazidas por Tito, que Paulo escreveu a chamada “epístola de agradecimento”, a porção essencial do trecho de 2 Co 1 a 9.

Portanto, esta carta contém pelo menos duas porções, a “epístola de agradecimento” (capítulos 1 a 9), e a “epístola severa” (capítulos 10 a 13).

MOTIVOS DE PAULO: O propósito de Paulo era reconciliar-se com a igreja cristã de Corinto, o que envolvia o reestabelecimento de sua autoridade apostólica ali; a correção das falhas e o fim das facções. Portanto, ele enviou Timóteo como seu representante (1 Co 16:10, 11 e 17). Mas Timóteo obteve resultados inadequados ou negativos, como também nos mostra o trecho de 2 Co 7:5 e ss. Por conseguinte, Paulo enviou Tito em missão similar; e dessa vez com positivos resultados (2 Co 7:6, 7, 14 e 15). Tito parece ter permanecido em Corinto mais do que o tempo esperado, evidentemente para ajudar Paulo em sua intenção de recolher uma oferta entre as igrejas gentílicas, para o benefício dos crentes pobres de Jerusalém.

APRESENTAÇÃO E RESUMO: Após as orientações de Paulo na sua primeira carta (epístola), e nas demais que ele enviou dirigida à igreja em Corinto (inclusive a “epístola severa”, conforme explicamos anteriormente – 2 Co 10 a 13), percebe-se que alguns (ou todos) problemas foram resolvidos por causa do arrependimento (cf. 7:9, 10). Os problemas enfrentados pela comunidade de Corinto foram grandes. A situação é resumida a seguir:

1º) O engano espiritual começou a penetrar na comunidade (11:1-6). O engano abriu a porta para que os falsos apóstolos, como lobos devoradores, tivessem acesso à vida dos irmãos. Os capítulos 10 a 12contêm uma das mais completas orientações bíblicas com referência ao engano espiritual.

2º) O engano veio porque os irmãos começaram a duvidar da autenticidade do ministério apostólico de Paulo. Por isso o apóstolo, desde o início e durante toda esta epístola, procura mostrar as credenciais do seu apostolado (12:12), através de suas atitudes justas, não com palavras bonitas como faziam os “tais apóstolos” (11:28). A dúvida levou os crentes a fecharem seus corações para o apóstolo (7:2), rebelando-se contra a ordem divina. Sem cobertura espiritual, o câncer do engano foi se alastrando no ceio da igreja em Corinto.

3º) O apóstolo Paulo não ficou passivo diante da situação em que se encontrava a igreja em Corinto. Ele se move com grande zelo (11:1, 2) e ceveridade, porém coberto de amor, ministração da GRAÇA (1:1; 3:17) e compaixão (7:2-4). Paulo, como um pastor, manifestou o espírito do ministério apostólico de reconciliação (5:18-21), esforçando-se sobremaneira para trazer os irmãos à sensatez e reconciliação com Deus.

4º) A passagem de 10:1-5 revela a ousadia, autoridade, firmeza e percepção espiritual do apóstolo, que se moveu em espírito para destruir as fortalezas espirituais que se formaram na mente dos irmãos de Corinto, a fim de anular sofismas (pensamentos fundamentados por ensinamentos dos falsos apóstolos, mestres e profetas) e toda a “altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus”.

5º ) Os versículos seguintes, 10:6-9, mostram que a autoridade apostólica para julgar as fortalezas e anular os sofismas, só será eficaz caso os irmãos manifestassem uma submissão completa e coração aberto ao apóstolo, que é a condição básica para que os princípios da ordem divina posam atuar.

6º) Qual foi a reação da igreja em Corinto? Tito traz boas notícias para o apóstolo Paulo, que se tranquiliza e alegra com o arrependimento e concerto da igreja: “Porque Deus que conforta os abatidos, nos consolou com a chegada de Tito...” (7:6).

ESBOÇO PARA ESTUDO

INTRODUÇÃO, saudações e ação de graças – (1:1-11):

(  ) 1: 1-11: Paulo começa declarando que ele era apóstolo pela vontade de Deus, ao escrever novamente aos crentes de Corinto, porque esse fato fora posto em dúvida naquela comunidade cristã. Alguns membros daquela comunidade negavam inteiramente que ele fosse um apóstolo de Jesus Cristo. Por isso é que, tanto na primeira com nesta segunda epístola aos Coríntios, Paulo defende inflexivelmente suas reivindicações apostólicas.

(  ) Ação de graças or seu livramento do perigo da morte (1:3-11).

Paulo em relação à igreja de Corinto (1:12 a 2:13):

(  ) Mudança de seus planos de visita, não por falta de sinceridade ou por volubilidade, mas para evitar outra visita dolorosa (1:12 a 2:4).

(  ) Paulo perdoa o ofensor, contra quem escreve em 1 Co 5, e exorta aos crentes de Corinto (2:5-11).

(  ) Ansiedade de Paulo por ver a Tito, para saber qual o seu conceito entre os irmãos da igreja em Corinto (2:12, 13).

O ministério apostólico de Paulo (2:14 a 3:3):

(  ) Paulo agradece a Deus por seu ministério (2:14-17).

(  ) Os próprios irmãos de Corinto autenticavam o seu ministério apostólico (3:1-3).

A superioridade da nova aliança (3:4 a 4:6):

(  ) Conta com ministérios qualificados por Deus (3:4-6).

(  ) Ultrapassa o esplendor do antigo pacto da Lei (3:7-11).

(  ) Seus ministros podem ser mais ousados (3:12-18).

(  ) Consiste da Luz contra as trevas (4:1-6).

Poder sustentador de Deus em favor de seus ministros (4:7-18):

(  ) A vida de Cristo se manifesta em seus corpos (4:7-15).

(  ) A fé na ressurreição e na glória final os sustenta (4:16-18).

A imortalidade é o alvo de toda a existência (5:1-10):

(  ) Mesmo se morrermos, temos a certeza da ressurreição (5:1-3).

(  ) Porém, nosso gemido é o revestimento da imortalidade (5:4-8).

(  ) Seja qual for a vontade do Pai, sempre precisamos Lhe agradar, fazendo sua vontade (5:9, 10).

O ministério apostólico da reconciliação (5:11 a 6:10):

(  ) Paulo desejava agradar a Deus em seu serviço concernente à reconciliação (5:11-13).

(  ) Os homens são reconciliados por meio de Cristo (5:14-19).

(  ) O ministério da reconciliação é urgente (5:20 a 6:2).

(  ) Paulo era dedicado nesse ministério (6:3-10).

O amor de Paulo para com a igreja de Corinto (6:11 a 7:16):

Aqui temos uma carta que Paulo enviou aos irmãos de Corinto, procurando reestabelecer a comunhão com eles.

(  ) Apelo de Paulo pelo amor cristão mútuo. Os irmãos de Corinto estavam com barreiras para com o apóstolo Paulo  (6:11-13).

(  ) Deve-se evitar a comunhão com os incrédulos de modo comprometedor (6:14 a 7:1).

(  ) Paulo convida os irmãos à reconciliação (7:2-4).

(  ) A certeza da reconciliação produz alegria (7:5-16). A chegada de Tito -  emissário de Paulo a levar a carta à igreja em Corintos - com bons notícias trouxe alívio ao apóstolo Paulo; sinal que os irmãos de Corinto foram contristados com o arrependimento, reestabelecendo a comunhão com o apóstolo.

As doações cristãs – coleta para os santos necessitados de Jerusalém (8:1 a 6:15):

 (  ) Que seguissem o exemplo dos macedônios (8:1-6).

(  ) Que seguissem o exemplo da generosidade de Cristo (8:7-15).

(  ) Tito os encorajaria quanto a isso (8:16-24).

(  ) Que contribuíssem bem, e Deus os recompensaria liberalmente (9:1-11).

(  ) Dar é uma obra espiritual como forma de adoração a Deus (9:12-15).

A “Epístola Severa” (10:1 a 13:10):

Os capítulos 11, 12 e 13 falam dos problemas e do engano, que entram em uma comunidade cristã e afrontam um apóstolo.

(  ) Defesa contra a calúnia e os falsos líderes (10:1 a 11:15).

1. Estes capítulos mostram como o engano entra em uma comunidade cristã. Uma das táticas de Satanás, através dos falsos profetas, é cortar a fonte de suprimento espiritual da igreja, anulando a comunhão com a Equipe Apostólica (11:1-6).

2. Os falsos profetas vêm para continuamente beliscar os santos, tanto financeira como espiritualmente. “Num tempo em que os falsos apóstolos estavam atrás do dinheiro dos coríntios, Paulo provou que estava preocupado somente com as pessoas, não tomando nenhum dineiro deles. Paulo não queria lhes dar nenhuma ocasião para crítica” (JRS) (11:7-12).

3. “Um verdadeiro apóstolo sofre dificuldades e fica muitas vezes debaixo de reprovação e perseguição. A perseguição contra o ministério apostólico hoje é sutil e num nível psíquico altamente refinado. Devemos rodear e cobrir uns aos outros com a bênção do Senhor para que o engano não penetre” (JRS) (11:13-34).

(  ) Paulo mostra a grandiosidade de seus labores, demonstrando seu autêntico apostolado (11:16-34).

(  ) Seus labores, revelações e visões mereciam a apreciação e a confiança por parte dos irmãos de Corinto (12:1-10).

(  ) Paulo desejava a mudança de sentimentos para com sua pessoa, antes que fosse forçado a fazer uma visita pessoal para cuidar das questões (12:11 a 13:10).

Conclusão (13:11-14):

(  ) Exortações, saudações e bênção final (13:11-14).

 

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