15. Estudo da Bíblia (Esboço: Romanos)

AUTOR :  Esta epístola é a mais longa, e foi escrita por Paulo (1:1,5), quando se encontrava em Corinto (15:26; 16:1,2). Havia encerrado sua terceira viagem missionária, às vésperas de partir para Jerusalém, levando a oferta para os crentes necessitados (15:22-27). Uma senhora chamada Febe, de Cencréia, subúrbio de Corinto, estava de saída para Roma (16:1,2). Paulo aproveitou a oportunidade para enviar por ela esta carta. Não havia serviço postal no Império Romano, exceto para a correspondência oficial. O serviço de correios como conhecemos hoje, é de origem recente. Naquela época a correspondência particular tinha de ser conduzida por amigos ou outros viajantes que por acaso houvesse. Diferente de todas as outras cartas escritas por Paulo, a de Romanos foi escrita a uma igreja a qual ele nunca havia visitado (1:10,11,15). O apóstolo só chegou à capital do Império três anos depois de haver escrito a carta. O núcleo dessa igreja formara-se, provavelmente, dos romanos que estiveram em Jerusalém no dia de Pentecostes (At 2:10). Em 28 anos muitos cristãos, de várias partes do Oriente, por qualquer motivo se mudaram para a metrópole, alguns deles convertidos pela pregação de Paulo e por seus amigos. O martírio de Paulo, e provavelmente o de Pedro, ocorreu em Roma, uns oito anos depois de ser escrita esta epístola. A sua data é 57-58 d. C. no inverno.

PROPÓSITO:  O propósito era o de fazer saber aos irmãos de Roma que ele estava de partida para lá. Aliás, foi antes de Deus dizer a Paulo que o queria em Roma (At 23:11), de modo que ele ainda não estava certo se escaparia com vida de Jerusalém (Rm 15:31). Neste caso, parecia conveniente que ele, apóstolo dos gentios, tivesse arquivada na capital do mundo gentílico uma explicação de seu modo de compreender a natureza da obra de Cristo. Esta epístola é a explicação mais completa que Paulo dá do seu modo de compreender a natureza de todo o conjunto de verdade da redenção, chamado nas Escrituras "o Evangelho". É a mais completa história da necessidade, do remédio e dos resultados da morte de Cristo.

Romanos é a alma da coerência. Começa com condenação, e prossegue através da salvação, justificação, santificação (e depois uma seção a respeito da verdade dispensacional, conciliando as promessas de Deus à Igreja), terminando com a glorificação.

Por ser uma carta, Romanos, é escrita mui cuidadosamente. Parece apresentar uma cena de tribunal com a humanidade sendo julgada diante do Deus Todo-Poderoso. Repetidas vezes Paulo apresenta as tremendas interrogações da vida, e prossegue respondendo-as dentro da verdade de Deus.

Toda a verdade é traçada começando com o homem num estado de completa desesperança e desamparo, e terminando com ele na qualidade de filho do Deus Vivo, absolutamente justo e possuindo a vida eterna.

ESBOÇO PARA ESTUDO

INTRODUÇÃO E TEMA, 1:1-17

(   ) Saudação, 1:1-7 - aqui o apóstolo apresenta um resumo rápido de sua vida. Mostra também que Jesus foi predito nas profecias do Antigo Testamento, que ressuscitou dentre os mortos, e o comissionou para pregá-Lo a todas as nações.

(   ) Ação de graças, 1:8-15 - a gratidão e a intercessão se mostram presentes na vida de Paulo. Ele não deixa de mencionar sua súplica à Deus por uma chance de visitar a igreja de Roma, onde poderia ser abençoado pelos irmãos e também abençoá-los.

TEMA: Justificação pela fé, 1:16,17 - não se envergonhava do evangelho mesmo em Roma, o dourado e altivo berço de toda cousa ruím. Entretanto, o que tivesse fé no Senhor, seria considerado justo e justificado por ela.

A NECESSIDADE DO EVANGELHO, 1:18-3:20

(   ) A condenação dos gentios, 1:18-20 - a terrível depravação do homem, principalmente no tocante às práticas sexuais, é reprovada e passível de morte os que tais coisas praticam; e os gentios são considerados culpados, apesar de toda a manifestação do poder de Deus até mesmo através da natureza.

(   ) A condenação dos judeus, 2:1-3:8 - o quadro aqui pintado da pecaminosidade do homem inclui os judeus, embora sejam povo de Deus, visto praticarem a maioria dos pecados comuns da raça humana. Este é o retrato da raça humana em sua generalidade. Lemos em 2:16 que nesse dia, não é a raça, seja judaica ou gentílica, mas a natureza íntima do coração e sua atitude para com as práticas da vida, que servirá de critério na prova.

(   ) A condenação de todos homens, 3:9-20 - aos judeus foram confiados os oráculos de Deus, apesar de em matéria de pecaminosidade ocuparem eles a mesma posição de outras nações. Sob a direção divina, ela foi fundada para servir a um propósito especial na execução do plano de Deus de redimir ao homem. Um dos propósitos da lei foi fazer o homem compreender que é pecador (3:20), necessitado de um Salvador.

BREVE DECLARAÇÃO DO PLANO DA SALVAÇÃO:

(   ) Justificação pela fé, 3:21-31 - pela natureza eterna das coisas, visto que pecado é pecado, retidão é retidão, e Deus é justo, não pode haver misericórdia separada da justiça. O pecado deve ser punido. O próprio Deus tomou sobre Si a punição do pecado do homem, na pessoa de Cristo. Por conseguinte, pode perdoar esse pecado e considerar que os que, em gratidão aceitam o sacrifício do Salvador, estão de posse da própria justiça dEle, justiça imputada.

(   ) ABRAÃO, UMA CONFIRMAÇÃO DA JUSTIFICAÇÃO, 4:1-25 - os defensores da circuncisão mencionaram Abraão, para requerer dos gentios que estes se circuncidassem e guardassem a lei, pois se alguém não fosse da descendência de Abraão, só através da circuncisão se tornaria. Paulo explica que a promessa foi feita na base da fé exercida por Abraão, quando ele ainda era incircunciso, e que seus herdeiros são os que têm a mesma fé, e não os que são circuncidados. O grande fato da vida de Abraão foi sua fé, não sua circuncisão.

(   ) OS RESULTADOS DA JUSTIFICAÇÃO, 5:1-21 - Paulo baseia o argumento da eficácia da morte de Cristo para resgate do pecado humano na unidade da raça em Adão. O homem não merece censura por ser pecador, todavia diz Paulo o fundador da raça humana, Adão não surgiu assim. Não teve uma natureza pecaminosa no princípio de sua existência. O apóstolo explica a doutrina da expiação do pecado, não contrapondo Cristo a cada um de nós em particular, mas contrapondo-O ao cabeça de nossa raça. Adão, cabeça natural da raça. Cristo, cabeça espiritual. O que um cabeça fez, o outro desfez. O pecado de um levou a raça humana a essa condição.

Portanto, a morte de um é suficiente para tornar possível aos membros da raça saírem desta mesma condição.

RESPOSTA À PRIMEIRA OBJEÇÃO À JUSTIFICAÇÃO

(   ) Promove o pecado, 6:1-8:39

A justificação produz a santificação, 6:1-23 - se Cristo perdoa os pecados podemos viver pecando? Paulo diz que isto é inconcebível. Cristo morreu para perdoar o nosso pecado e fazer-nos odiá-lo. Não podemos servir a Cristo e ao pecado. Não é possível agradar a Cristo e pecar ao mesmo tempo. Cristo nos dá o incentivo e provê para nós a força de lutar até alcançarmos aquela perfeita santidade, que mediante Sua graça, já é nossa.

(   ) Lei e graça, 7:1-25 - se não mais estamos debaixo da lei, porque pois ela foi dada? Não para ser um programa de salvação, mas como medida preparatória, para educar o homem a ver a necessidade que ele tem de um Salvador. Para fazer-nos ver a diferença que há entre retidão e a iniqüidade. Enquanto o ser humano se sente auto-suficiente ele não busca o Salvador.

(   ) Certeza de salvação, 8:1-39

a) O Espírito no íntimo, 1-11 - em Cristo não só temos os pecados perdoados, mas também uma nova vida. Nossa vida é impregnada pelo Espírito de Deus, e nasce uma natureza divina. Aceitamos pela fé que esta nova vida, nascida de Deus opera em nós almejando dominar todo o nosso ser.

b) Nosso dever para com o Espírito, 12-17 - andar no Espírito quer dizer que dependemos totalmente de Cristo para nossa salvação. Paulo é claro em afirmar que a graça de Cristo não nos exime de fazer tudo quanto está em nós para vivermos retamente. Andar na carne significa entregarmo-nos à satisfação de nossos desejos carnais que habitam em nossa natureza adâmica.

c) A criação que sofre, 18-25 - toda a criação natural, inclusive nós mesmos, geme por uma ordem melhor de existência a ser revelada no dia da completa redenção, por Deus operada, quando o "corpo desta morte", (7:24), receberá a liberdade da glória celeste. É esta uma grandiosa concepção da obra de Cristo.

d) A intercessão do Espírito, 26-30 - não somente o Espírito no íntimo é nosso penhor de ressurreição e glória, mas também, por Suas súplicas, em nosso favor. Somos assegurados de que Deus fará redundar em nosso  bem tudo quanto nos aconteça. Podemos nos esquecer de orar, Ele nunca se esquece. Olhará por nós. Nunca nos esqueçamos de confiar nEle.

e) O infalível amor de Cristo, 31-39 - Ele morreu por nós, para nos perdoar e nos dar vida. Se somos Seus, nenhum poder na terra, no céu ou no inferno pode impedir que Ele nos tome para Si. Somos propriedade exclusiva dEle.

RESPOSTA  À SEGUNDA OBJEÇÃO: Anula as promessas de Deus, 9:1-11-36

(   ) A soberana escolha de Deus, 9:1-33 - aqui, Paulo não discute a predestinação de indivíduos para a salvação ou a condenação, mas afirma a soberania absoluta de Deus, na escolha e governo das nações com vistas a funções mundiais, de modo a trazer, por fim, todos sujeitos a Si. Mostra também que a rejeição de Israel e a adoção dos povos gentílicos foram preditas nas Escrituras.

(   ) Zelo e desobediência dos judeus, 10:1-21 - Deus não levou os judeus a rejeitar a Cristo. Eles agiram por si mesmos. É simplesmente uma questão de ouvir (8-17).  Os judeus ouviram e voluntariamente desobedeceram (18-21).

(   ) O futuro de Israel, 11:1-36 - a rejeição deles é temporária, e resultou na salvação dos gentios. Mas um dia virá quando todo o Israel será salvo - verso 26. Um dos pontos mais obscuros no panorama da história humana é o sofrimento desse povo aflito e desobediente.. Um dia porém, isto terá fim. Israel voltará arrependido ao Senhor, a quem crucificou. Haverá perdão e alegria. E toda a criação dará graças a Deus pela sabedoria insondável e Sua providência.

EXORTAÇÕES PRÁTICAS, 12:1-16:27

(   ) O serviço na Igreja e outros deveres, 12:1-21 - Paulo encerra aqui qualquer discussão teológica com uma ardente exortação sobre a maneira cristã de vida. Em capítulos anteriores, ele insistiu em que nossa posição diante de Deus depende inteiramente da misericórdia, que perdoa graciosamente, é que nos estimula para as boas obras, e transforma toda a nossa maneira de encarar a vida.

a) A humildade de Espírito, 3-8 - todos devem ser humildes no Corpo de Cristo. Não raro, um lugar de liderança, que nos deve tornar humildes, nos faz inchados de vanglória. E muitas vezes sucede que uma pessoa dotada de certo talento se inclua a depreciar o valor dos talentos dos outros.

b) Qualidades celestiais, 9-21 - amor fraternal, aversão ao mal, especialmente o que está em nosso íntimo, diligência, alegria, paciência, oração, hospitalidade, compaixão, interesse pelo que é honroso, espírito pacífico, falta de ressentimentos.

(   ) Deveres políticos, 13:1-14 - o governo civil é ordenado por Deus; os cristãos devem ser cidadãos cumpridores das leis do governo sob o qual vivem, em todas as relações da vida diária.

a) Tudo se resume no amor, 8-10 - uma devida consideração aos direitos do próximo, como se fossem nossos, serve-nos de disciplina.

b) O dia já vem, 11-14 - refere-se a era cristã que se dirige para a consumação.

(   ) A responsabilidade pessoal, 14:1-23 - esse capítulo se dedica à questão dos cristãos se condenarem a propósito de comidas e guarda de dias. As comidas eram  as que eram sacrificadas aos ídolos. Quanto aos dias parecem ser o sábado que os judeus insistiam em guardar, além dos dias de festas. Se alguém quisesse guardar o sábado, era um direito, entretanto não devia insistir que os outros o fizessem também.

(   ) Ambições missionárias de Paulo, 15:1-33 - aqui há uma continuação das exortações do capítulo anterior. A intenção maior do apóstolo é de ir até Roma, pois o evangelho já havia sido pregado na Ásia Menor e na Grécia, e agora ele está pronto para avançar até a Espanha, parando em Roma no caminho - v. 24.

(   ) Saudações pessoais, 16:1-27 - é um capítulo de saudações. Vinte e seis nomes de líderes de igreja, amigos particulares de Paulo são mencionados aqui. Dentre os nomes cita o apóstolo alguns parentes seus que já são velhos, pois se tornaram cristãos muito antes dele, e que com ele estiveram presos.

 

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