11. Estudo da Bíblia (Esboço: Evangelho Segundo Lucas)

AUTOR: Não há dúvida de que o autor desse Evangelho seja mesmo Lucas. Ele não menciona seu próprio nome, mas é mencionado por três vezes no Novo Testamento: “Saúda-vos Lucas, o médico amado” (Cl. 4:14); “Só Lucas está comigo” (II Tm. 4:11); “Marcos, Aristarco, Demas e Lucas, meus companheiros” (Fm. 24).

Lucas teve muitos contatos pessoais com os apóstolos e outras testemunhas do relato evangélico. Foi companheiro de Paulo em algumas viagens. O uso do pronome “nós” em Atos 16:10 mostra que ele se juntou a Paulo daí por diante, possivelmente por causa da enfermidade do apóstolo (II Co. 12:7). Parece que ele não era judeu, pois Cl. 4:14 menciona-o com outros cristãos gentios. Se é verdade isso, ele é o único escritor do Novo Testamento que não é judeu. Juntamente com seu treinamento helenístico, sua capacidade intelectual e seu contato com homens como Marcos, capacitou-o a escrever um completo, belo e digno Evangelho.

Lucas era um escritor consumado, como o prova seu Evangelho, e um observador atento. Mais do que isto, porém, ele era obreiro ardoroso e um amigo fiel.

Este Evangelho é dos quatro o mais extenso e mais compreensível. O escritor apresenta muitas cousas não reveladas por Mateus ou Marcos. É meticuloso a respeito de detalhes, especialmente os cronológicos. Muitas vezes, podemos ver o conhecimento médico de Lucas nas entrelinhas. Ele nota que a sogra de Pedro tinha “febre muita alta” (4:38); e que a mão ressequida do homem era a “direita” (6:6); e que a filha de Jairo tinha “doze anos” de idade.

A narrativa do Evangelho é dedicada a um importante nobre grego chamado Teófilo. A época em que foi escrito é cerca de 60 d.C.; talvez enquanto o apóstolo Paulo estava preso em Cesaréia. O conteúdo do livro apresenta a Cristo como filho do Homem; o livro é particularmente endereçado aos gregos.

PROPÓSITO: O propósito do Evangelho era produzir “certeza”. Temos nele a narrativa de fatos atestados por testemunhas oculares. O grande tema do Evangelho é: “Jesus Cristo é o Salvador Divino”. Até mesmo antes de Seu nascimento, o anjo, como mensageiro de Deus ordenou a Maria a chamá-lo de Jesus (que significa “o Senhor salva” - 1:31). Quanto a história da concepção virginal, Lucas a obteve diretamente de Maria. Jesus nasceu de uma virgem conforme declaração dos próprios evangelistas. Se cremos na divindade de Jesus e em Sua ressurreição, que é que se ganha em descrer de Sua concepção virginal ? Afirmar que Jesus era filho ilegítimo é nada mais que proferir a mais sórdida blasfêmia.

Lucas demonstra que Jesus veio como Salvador em sentido universal - para as pessoas de todas as idades e condições: para os judeus (1:13, 2:10), para os samaritanos (9:51-56), para os pagãos (2:32; 3:6,38), para os publicanos, pecadores e desprezados (7:35-50), bem como para as pessoas respeitáveis (7:36), para os pobres (1:53), e também para os ricos (19:2; 23:50). Mas ao mesmo tempo, nosso Senhor exortou urgentemente os Seus ouvintes esclarecendo que embora tivesse vindo para salvar e não para destruir, todos aqueles que se recusassem a serem salvos por Ele atrairiam um terrível sofrimento contra si mesmos (19:27,41-44).

O Evangelho de Lucas proclama as boas novas de que Jesus não apenas afirmou ser o Salvador divino, mas que Ele se revelou como o Redentor Todo-Poderoso que é o Filho Unigênito do Pai. Através da ressurreição e da ascenção (24:50-53), Ele finalmente comprovou a veracidade de Suas afirmações e o caráter genuíno de Sua auto-revelação como o Salvador do mundo, enviado, aprovado e equipado por Deus (4:17-21; 10:22).

Vemos também a humanidade de Cristo sendo manifesta especialmente ao chorar por Jerusalém (19:41-44); ao tocar a orelha do ferido Malco (22:50-51), e ao confortar ternamente o ladrão moribundo (23:43).

ESBOÇO PARA ESTUDO

*PREFÁCIO DO EVANGELHO - 1:1-4 - O evangelista tem sua fonte de consultas em muitas  testemunhas oculares, e emitiu sua exposição veraz dos acontecimentos.

*PREPARAÇÃO PARA A MISSÃO DO SALVADOR - 1:5 - 4:13

(   ) Nascimento do precursor do Salvador, 1:5-80 -  O nascimento de João Batista ocorreu de forma miraculosa, seus pais foram agraciados por Deus, pois ele tinha uma missão a cumprir dentro dos planos de Deus.

(   ) Nascimento e infância do Salvador do mundo, 2:1-52 -  Anjos, pastores, fiéis cristãos se manifestaram e se alegraram com o nascimento de Jesus; em Sua infância teve momentos de rara sabedoria entre os doutores, os quais muitos se admiraram do Seu conhecimento acerca das coisas de Deus, apesar de Sua pouca idade.

(   ) O caminho do Salvador preparado pelo precursor, 3:1-20 - Em sua apresentação, João Batista, diz logo quem ele era e qual era a sua missão na terra; dá testemunho de Jesus e apresenta quais os propósitos da vinda do Salvador na terra.

            (   ) Batismo, genealogia e tentação do Salvador,3:2 - 4:13 - Ao ser batizado, Jesus cumpriu a ordenança; sua genealogia descreve seu lado humano; Sua tentação  O apresenta aprovado pelo Pai para cumprir-Lhe a vontade.

*O MINISTÉRIO GALILEU DE JESUS - 4:14 - 9:50

(   ) Declaração de Jesus de que Ele é o Salvador enviado por Deus, 4:14-32 -  Jesus não era um desconhecido; no templo Ele leu a profecia de Isaías que falava a Seu respeito, isto provocou a ira de Seus adversários que procuravam matá-Lo, o que não conseguiram, pois Sua hora não era chegada.

(   ) Revelação de Sua autoridade divina, 4:33 - 5:26 - Seus milagres se sucedem na forma de libertação doendemoniado, na cura da sogra de Pedro, na pesca milagrosa, na cura de um leproso e na cura de um paralítico. Era a profecia de Isaías 61:1-2 se cumprindo em Sua vida.

(   ) Papel de Jesus como Salvador dos pecadores, 5:27-32 -  Levi não pode recusar-Lhe o convite para segui-Lo, e ainda Lhe ofereceu um banquete, o que causou  murmuração entre os fariseus; Jesus os repreendeu de forma severa.

(   ) Inauguração de uma nova ordem pelo Salvador, 5:33 - 6:49 -  Prosseguindo em Seu ministério, Jesus apresenta os ensinos do Velho Testamento de forma mais objetiva e prática. O ensino teórico está definitivamente afastado; Seus seguidores devem viver uma vida sincera a cada dia.

(   ) Revelação de Seu poder ilimitado, 7:1 - 8:56 -  Seu poder é manifesto de forma inconfundível, e isto causa espanto até mesmo em João Batista, Seu precursor. Em todas as oportunidades que Lhe apresentam Ele se manifesta com poder e autoridade sobre os poderes da natureza, do inimigo dos homens, pois é o Senhor de todas as coisas.

(   ) Revelação de Sua autoridade divina,  9:1-27 -  Cristo compartilha de Sua autoridade e poder com os doze,  envia-os a pregar o Reino, e a não se apegarem aos bens materiais. Faz também menção de Sua morte, e adverte aos Seus seguidores a levarem sua cruz enquanto O seguem.

(   ) Revelação da glória divina do Salvador, 9:28-50 -  Sua transfiguração foi vista apenas pelos discípulos mais achegados.  Os momentos de extâse não O impedem de continuar Seu ministério de cura e o Seu ensino sobre o Reino, a tolerância e caridade.

VIAGEM DA GALILÉIA PARA JERUSALÉM - 9:51 - 19:44

(   ) Missão de Redenção de Salvador, 9:51 - 10:37 - A rejeição de homens e cidades à pessoa de Jesus não interferem em Seu plano de salvação para com os homens. Seus discípulos são instruídos em como anunciá-Lo, por onde passassem. Seu ensino sobre o amor diz que este deve ser acompanhado por atos que o comprovem e não apenas  por  palavras vazias.

(   ) Amigos sinceros  e a persistência na oração, 10:38-11:13  - O que agrada ao Senhor é ouvir-Lhe os ensinamentos e praticá-los, e não agrados naturais. A oração deve ser perseverante e insistente até que se obtenha  a resposta.

(   ) Avisos de Cristo a inimigos e seguidores, 11:14 - 14:35 -  Com sinais, curas, censuras, advertências, conselhos, parábolas e admoestações, Jesus chama atenção, tanto de adversários quanto de seguidores, para o procedimento individual perante a sociedade, os homens e principalmente perante Deus.

(   ) O Salvador dos perdidos, 15:1-32 -  Com ensino das parábolas Jesus mostra que o plano de salvação é oferecido ao pecador, que é altamente precioso para Deus.

(   ) Mandamentos do Salvador a Seus seguidores, 16:1 - 17:10 -  A desonestidade é severamente criticada por Jesus, e isto atingiu em cheio aos fariseus. Da mesma forma Ele censurou aos ricos deste mundo, pois a verdadeira riqueza está nos bens espirituais. O serviço ao Senhor não deve nunca ser por interesse,  mas por amor e dedicação desinteressada.

(   ) A ingratidão de nove leprosos curados pelo Salvador, 17:11-19 -  A gratidão alegra ao Senhor, e a tal é destacada por Jesus que garante ao grato leproso também a cura do espírito.

            (   ) Predição de Seu súbito retorno, 17:20 - 18:14 -  O surgimento repentino do Reino será surpreendente apenas para aqueles que não o vivem em seu dia-a-dia. Ele aproveita para incentivar a oração persistente e sincera, mas reprova a hipocrisia.

(   ) O Salvador, as criancinhas e o jovem rico, 18:15-30 -  As criancinhas têm livre acesso ao Senhor, por causa de sua pureza e amor; por outro lado, aquele que se apega às riquezas dificilmente O seguirá, pois seu coração está dividido .

(   ) Quase no fim da jornada, 18:31 - 19:44 -  A predição de Sua morte ainda não é de todo assimilada pelos discípulos.  Seu amor é demonstrado ao cego que implora por cura. Ao pecador Ele oferece salvação, e aos fiéis administradores de Seus bens Ele os galardoa. Ao retornar à Jerusalém é aclamado como Rei, mas esta cidade não O recebeu de coração.

OS ÚLTIMOS DIAS DO SALVADOR EM JERUSALÉM,

 SUA CRUCIFICAÇÃO E SEPULTAMENTO - 19:45 - 23:56

 

(   ) Segunda purificação do templo: silenciando Seus inimigos, 19:45 - 21:4 

A purificação do templo derrubava a hipocrisia religiosa e provocava a ira dos oponentes que nada poderiam fazer contra Ele, pois Sua hora ainda não era chegada, mas Jesus continuava por meio de parábolas e ensinamentos, denunciando a fragilidade do legalismo formal sem vida nem poder de mudança aos que o seguiam.

(   ) Anúncio da vindoura destruição de Jerusalém, 21:5-24 - A destruição da cidade era uma questão de tempo. Jesus advertiu aos Seus ouvintes para que não fossem enganados, pois alguns acontecimentos antecederiam à grande destruição.

(   ) Sua volta será em glória e majestade, 21:25-36 -  Esta será Sua aparição final, pois Sua parusia já é real. Através de uma parábola Ele passou esse ensinamento e reafirmou que Sua Palavra não há de passar.

(   ) Judas compactua a traição de Jesus, 21:37 - 22:6 -  A iniciativa da traição teve o aval de Satanás, que colocou no coração de Judas as condições naturais para assim cumprir seu ardil.

(   ) A instituição da santa comunhão, 22:7-38 -  O desejo de comungar com Seus amigos O levou a desejar uma festa memorável. Naquela oportunidade Ele institui a Ceia; momento marcante de Sua missão na terra.

(   ) A expiação do pecado do mundo pelo Salvador,22:39 - 23:56 -  A agonia no jardim não O fez recuar, nem mesmo o abandono dos Seus amigos. Os tribunais O condenam à morte, mas nela estava a Sua vitória e o resgate da raça humana. Com Sua morte Ele nos deu a vida.

A RESSURREIÇÃO, AS  APARIÇÕES  DO  SENHOR 
RESSURRETO, 
E A SUA ASCENÇÃO - 24:1-53

(   ) O triunfo do Salvador sobre a morte, 24:1-35 - A morte não O pôde deter, pois Ele é imortal. Suas aparições tinham como único propósito fazer cumprir a  Sua promessa de ressurgir dentre os mortos, como havia prometido aos Seus seguidores.

(   ) Dúvidas desfeitas de Seus seguidores, 24:36-49 -  Seu aparecimento de forma não convencional no meio de Seus discípulos comprovam que Ele não havia mudado, mas permanecia o mesmo.

(   ) A volta do Salvador ao Pai, em triunfo, 24:50-53 -  Seu triunfo estava estabelecido; a missão que Lhe fora confiada pelo Pai estava concluída; dessa forma Ele volta donde saíra para junto daquele que O enviara.

ENRIQUECENDO OS CONHECIMENTOS

A DISPERSÃO - É o nome pelo qual se denominam os judeus que viviam fora da Palestina e mantinham seus costumes religiosos no meio dos gentios. Muitos preferiram ficar nas terras do cativeiro. No período inter-testamentário, os judeus de fora da Palestina vieram a ser muito mais numerosos do que os de fora da terra natal. Formaram-se importantes colônias de judeus em todos os países e em todas as cidades principais do mundo civilizado: Babilônia, Assíria, Síria, Fenícia, Ásia Menor, Grécia, Egito, Norte da África e Roma. A dispersão estava principalmente sediada na Babilônia, Síria e Egito. No tempo de Cristo estimava-se em um milhão o número de judeus no Egito. E havia densa população deles em Damasco e Antioquia. Em cada lugar tinham suas sinagogas e suas Escrituras. Assim, na providência de Deus enquanto eles eram levados cativos para terras estranhas, em conseqüência dos seus pecados, esse cativeiro convertia-se em bênção para as nações entre as quais se espalhavam. Influíram sobre o pensamento delas, e também por elas foram influenciadas.

 

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