10. Estudo da Bíblia (Esboço: Evangelho Segundo Marcos)

AUTOR: Atribui-se a autoria a João Marcos, filho de certa Maria, cuja casa em Jerusalém era lugar de reunião dos discípulos, At. 12:12. Sendo ele primo de Barnabé, Cl. 4:10, pode ter sido levita,  At. 4:36. A história de Marcos se encontra nas seguintes passagens: At. 12:25; 13:5-13; 15:37-39.

Provavelmente, a mãe de Marcos tinha posição de considerável influência na Igreja de Jerusalém. Foi a casa dela que Pedro procurou logo ao ser libertado da prisão pelo anjo, At. 12:12. Não há dúvida de que este Evangelho representa o ensino e a influência de Pedro. Uma tradição antiga associa o Evangelho de Marcos com Pedro e vários detalhes confirmam esta tradição. Tem-se com freqüência, observado também que o plano do Evangelho corresponde ao esboço do discurso de Pedro em casa de Cornélio - At. 10:37-43, e que o livro está em harmonia com o caráter de Pedro - impulsivo, impressionável, emotivo e ativo, mais do que argumentativo, lógico e doutrinário.

Esteve João Marcos com Pedro em Babilônia, quando este apóstolo escreveu sua primeira epístola, I Pe. 5:13. Afirma-se que ele foi companheiro de Pedro na maior parte do tempo, e escreveu a história de Jesus como a ouviu de Pedro em suas pregações.

É provável que este Evangelho tenha sido escrito e divulgado em Roma, entre os anos 60 e 70 d.C.

PROPÓSITO: Tem-se sugerido que em Marcos 10:45 está indicado o objetivo e a idéia geral de seu Evangelho. Devido ao fato que Marcos escrevia para os romanos, omitiu toda referência à genealogia e infância de Jesus. Os romanos interessavam-se mais em poder do que em descendência. Por isso é que, em Marcos, Jesus é apresentado como o grande Conquistador - da tempestade, dos demônios, das enfermidades e da morte. Marcos trata um pouco do problema de possessão demoníaca (1:24; 32-34; 3:11,12). O ensino bem claro da Escritura é que os possessos de demônios não eram apenas lunáticos, mas consistiam casos de “invasão de personalidade”. Portanto, a expulsão de demônios realizada por Jesus era definida e real, e consistia a marca do Seu poder sobre as forças concentradas do mal. Ele é o servo do Senhor: primeiramente o Servo Conquistador, e em seguida o Servo Sofredor, e, finalmente o Servo Triunfante, por ocasião de Sua ressurreição.

O Evangelho de Marcos é essencialmente o Evangelho da ação.  A  palavra característica é “logo” e “imediatamente” (usadas 19 e 17 vezes respectivamente em todo o livro). Inclui somente um dos discursos de Jesus (no Monte das Oliveiras), demora-se sobre os Seus feitos. Fornece-nos mais as obras do que as palavras de Cristo. Marcos registra dezoito dos milagres de Jesus, mas apenas quatro de  Suas parábolas.

A vivacidade de detalhes é também característica neste Evangelho. Embora este seja o mais breve dos quatro evangelhos, freqüentemente inclui detalhes vívidos que não podem ser encontrados nos relatos de Mateus e de Lucas sobre os mesmos acontecimentos. Considerável atenção é dada à aparência e aos gestos de Jesus.

Notamos também neste Evangelho a riqueza na descrição dos fatos. No seu relato sobre a distribuição de pão para os cinco mil, ele nos diz que o povo se assentou em “grupos” na relva verde. O vocábulo grego significa “canteiros de flores”, e reflete a bela paisagem de grupos de pessoas com suas roupas coloridas assentadas no tapete verdejante da colina.

Marcos emprega um número de referências ao Antigo Testamento menor do que os outros escritores. Ele explica os costumes dos judeus para seus leitores romanos. Nem ao menos usa a palavra “Lei” que ocorre oito vezes em Mateus, por nove vezes em Lucas, e por quinze vezes em João. Há também certas expressões que vêem da língua latina como Legião, Centurião e outras, sugerindo uma vez mais o fato de o Evangelho se destinar a romanos.

ESBOÇO PARA ESTUDO

O PERÍODO DE PREPARAÇÃO - 1:1-13

(   ) O ministério de João, 1:1-8 - como precursor de Jesus, João veio para cumprir a profecia (Ml 3:1; Is. 40:3), e atraiu muitos ouvintes; conseguiu no decorrer do tempo formar muitos discípulos . Sua maneira de se vestir e de se alimentar foram peculiares.

(   ) O batismo de Jesus, 1:9-11 -  Deus se manifestou publicamente de forma audível, declarando Sua paternidade divina, tendo prazer em Seu Filho.

(   ) A tentação de Jesus, 1:12,13 - O número 40 tipifica provas. Jesus foi provado nesse período, a fim de dar início ao Seu ministério público de forma aprovada. Teve constantemente a presença dos anjos para servi-Lo.

O MINISTÉRIO GALILEU - 1:14 - 9:50

Primeiro Período - 1:14 - 3:12

(   ) Os quatro primeiros discípulos, 1:14-20 - com a saída de João Batista do cenário surge Jesus, buscando inicialmente seguidores dentre a população humilde, os quais pudessem auxiliá-Lo em sua jornada evangelística.

(   ) Um dia atarefado em Cafarnaum, 1:21-45 - O ensino com autoridade maravilhou a muitos, até mesmo um endemoninhado se manifestou; Seu segundo sinal foi a cura da sogra de Pedro. Mais tarde se retira a fim de orar.

(   ) Curando o paralítico, 2:1-12 - Sua fama correu rapidamente, e onde Ele estava levaram um paralítico, que chegou pelo teto o qual não apenas foi curado, mas teve também os pecados perdoados. Tal fato incomodou a alguns e maravilhou a outros.

(   ) A chamada de Levi, 2:13-22 - O chamamento de Levi foi irresistível, e em um almoço em sua casa Jesus provoca a ira dos escribas.

(   )Uma controvérsia sobre o sábado, 2:23 - 3:12 -  Jesus mostra que a tradição da religião não deveria impedir certas atitudes do homem e comprova isto comendo espigas e em seguida curando a um aleijado; pois Ele era Senhor do sábado.

Segundo Período- 3:13 - 7:23

(   ) Amigos e adversários, 3:13-35 - aqui Ele completa a Sua equipe. Seus adversários tentam atribuir-Lhe o poder a Belzebu; Ele os adverte que tal blasfêmia era imperdoável.

(   ) Ensinando por parábolas, 4:1-34 - essa metodologia de ensino visava instruir apenas aos que estivessem dispostos a segui-Lo; os demais seriam apenas ouvintes.

Primeira Retirada:

(   )O endemoniado geraseno, 4:35 - 5:20 -  a cura do possesso possuído por uma legião de demônios, e o envio desses  para uma manada de porcos assustou aos habitantes daquele lugar, que rejeitaram a presença de Jesus entre eles.

(   ) A ressurreição da filha de Jairo, 5:21-43 - enquanto se encaminhava para a casa de Jairo, uma mulher ousada O toca e é curada imediatamente de sua enfermidade. Na casa de Jairo, Ele levanta a criança que jazia morta sobre a cama.

(   ) A rejeição em Nazaré, 6:1-6 - a falta de uma revelação da pessoa de Jesus faz os Seus compatriotas impedi-Lo de realizar muitos milagres entre eles.

(   ) A missão dos Doze, 6:7-13 - a missão de Seus discípulos era espiritual, por isso não deveriam se envolver com nada desse mundo. Ele os concedeu autoridade para assim procederem.

(   ) A morte de João Batista, 6:14-29 - por condenar os pecados do rei, João Batista teve uma morte trágica. A verdade no entanto prevaleceu.

Segunda Retirada:

(   )Alimentando os cinco mil, 6:30-56 -  a compaixão de Jesus é manifesta pelos que O seguiam. A alimentação da multidão é feita de forma miraculosa.

(  ) A controvérsia sobre a purificação, 7:1-23 - a crítica dos fariseus baseada na tradição é rebatida por Jesus com base nas  Escrituras. A hipocrisia estava sendo desmascarada.

TERCEIRO PERÍODO,7:24-9:50

 

Terceira Retirada:

(  )Tiro e Sidom, 7:24-30 -  o fato de não ser judia, não impediu aquela mulher de reivindicar de Jesus a cura de sua filha. Ele se admirou de sua insistência e atendeu curando sua filha.

(   ) Curando o surdo-mudo, 7:31-37 - o método utilizado para efetuar a cura foi inédito; isso nos leva a não nos prendermos a apenas uma forma d’Ele se manifestar.

Quarta Retirada: 

(   ) Alimentando os quatro mil, 8:1-10 - o amor de Jesus pelas multidões O levou a saciar a forma natural das pessoas. Ele conhece todas as necessidades do homem desde as mais simples.

(  ) Ensinando e curando, 8:11-26 - o Seu ensino não era apenas teórico; Suas advertências eram consistentes; e a comprovação da Palavra se confirmava pela prática.

Quinta Retirada:

(   )Cesaréia de Filipe, 8:27 - 9:1 - a revelação de Sua pessoa era algo que os discípulos deveriam guardar em segredo. A disposição em segui-Lo traz consigo cruz e renúncia de si mesmo.

(   ) A transfiguração, 9:2-29 -  Sua glória é demonstrada a alguns e também a comprovação de que Ele é Deus de vivos e não de mortos,  pelo fato de surgirem ao Seu lado Elias e Moisés.

(   ) A cura de um jovem possesso, 9:14-29 -  ao curar o jovem, Jesus confirmou que a incredulidade é uma barreira para a realização de milagres.

(   ) Ensino sobre humildade, 9:30-50 -  Sua morte é inevitável; é parte integrante do soberano plano do Pai. A criança é elemento sempre presente nas instruções de Jesus aos Seus seguidores.

O MINISTÉRIO PEREU - 10:1-52

(   ) Ensino sobre o divórcio, 10:1-12 - a união conjugal para Deus é indissolúvel, no entanto a falta de amor e a dureza do coração do homem facultam à dissolução do vínculo matrimonial.

(   ) A bênção para os pequeninos, 10:13-16 -  a pureza das crianças lhes abre a porta para o Reino, devemos ser como elas o são.

(   ) As riquezas e a ambição, 10:17-45 -  a prática da religião sem amor é infrutífera. O amor pelas riquezas é impecilho para segui-Lo de coração.

(   ) O cego Bartimeu,10:46-52 -  o clamor do cego comoveu o coração do Senhor, que o atendeu libertando-o de sua dor.

A SEMANA DA PAIXÃO - 11:1 - 15:47

Domingo à(   )A entrada triunfal, 11:1-11 :   a presença de Jesus revelava que o Reino já  estava na terra.

Segunda-feira à (   )A maldição da figueira, 11:12-14 : a ausência de frutos na vida de alguém  pode receber a reprovação de Jesus e um duro julgamento.

(   )A purificação do Templo, 11:15-19 : a falta de zelo pela casa de Deus merece de Jesus severa atitude de desaprovação.

Terça-feira à (   ) Fé e temor,11:20-33 :  não há limites para a fé; seus resultados  podem ser imediatos e concretos. As respostas dadas por Jesus aos adversários causavam-lhes mais confusão, pois na verdade não estavam dispostos a obedecê-Lo,  apenas questioná-Lo.

Quarta-feira à (   ) Parábola e controvérsias,12:1-44 :  o ensino por parábolas apresentava  a pessoa  de Jesus de maneira indireta; somente os       espirituais conseguiam compreendê-Lo. A obediência às leis  humanas tem o apoio de Jesus e Ele mesmo deu exemplo de obediência à elas.

Por outro lado, o cumprimento das leis divinas se resume em amá-Lo de todo o coração, e também ao próximo. Jesus também adverte aos Seus seguidores a fugirem da religião formal, pois esta só tem aparência de santidade e pureza, sendo contudo vazia e inoperante. A oferta do homem a Deus não se avalia pelo seu valor, mas pela sua intenção e desprendimento.

(   ) O discurso do Monte das Oliveiras, 13:1-37 - o prelúdio de Sua volta será seguido de acontecimentos que terão influência no mundo natural e também espiritual. Mais uma vez Ele se utiliza do ensino por parábolas para transmitir Seus preceitos e verdades.

(   ) A unção em Betânia, 14:1-11 -  se por um lado a trama para matá-Lo se consumava, por outro lado, uma demonstração de amor é manifesta de forma  memorável, sendo aceita por Jesus com regozijo e recebendo d’Ele até mesmo um elogio.

Quinta-feira  à (   )  A última Ceia, 14:12-25 : o desejo de comungar com Seus discípulos O levou a desejar uma páscoa especial; ali não apenas denunciou o  traidor,  mas instituiu uma nova aliança tipificada através de uma Ceia inesquecível.

Sexta-feira  à (   ) Jesus no Getsêmani,14:26-52 : nos momentos finais já estava escrito      que Ele ficaria sozinho(Zc. 13:7). Ele aproveita para advertir a Pedro e segue para o Getsêmani, a fim de cumprir a vontade do Pai. Finalmente, seus adversários O têm em suas mãos.

(   ) Os julgamentos judaicos, 14:53-72 - Os procedimentos de um julgamento judeu são cumpridos de forma plena e veloz. Seus algozes queriam dar ao episódio uma aparência de “completa justiça” . Pedro manifesta sua fraqueza negando-O como Ele havia predito.

(   ) O julgamento romano, 15:1-20 - ao governador romano Jesus não deu nenhuma resposta às suas perguntas, o que lhe causou estranheza. Em sua decisão final ele contou com o apoio da multidão, que escolheu a Barrabás ao invés de Jesus.

(   ) A crucificação e o sepultamento,15:21-47 - o castigo da crucificação foi cruel, o que O levou a ter uma morte abreviada. Seu sepultamento foi patrocinado por José Arimatéia, membro do Sinédrio, mas que cria em Suas palavras.

A RESSURREIÇÃO - 16:1-20  à Como havia predito, ao terceiro dia Ele ressuscitou, trazendo alegria aos Seus seguidores. Manifestou-se a vários discípulos, e lhes deu o comissionamento da Evangelização para todo o mundo.

 

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