09. Estudo da Bíblia (Esboço: Evangelho Segundo Mateus)

AUTOR: O Evangelho não menciona seu autor, todavia desde os primitivos pais da Igreja, admitiu-se que seu autor foi o apóstolo Levi. Quase nada sabemos de Mateus, que também foi chamado de Levi. É mencionado nas quatro Listas dos Doze Apóstolos, Mt 10:3; Mc 3:18; Lc 6:15; At 1:13.

A única informação que Mateus dá de si é a de Ter sido publicano. Os publicanos eram cobradores de impostos de Roma, e esta profissão fê-lo acostumar-se a tomar notas. Foi companheiro pessoal de Jesus por uns dois anos ou mais, no decurso de todo o seu ministério público.

Presume-se que a data em que foi escrito seja 60 d.C. aproximadamente 30 (trinta) anos depois da morte de Jesus. Ele escreve a respeito de Cristo como Rei; seus leitores especiais; os judeus.

PROPÓSITO: O propósito desse Evangelho é o de testificar que Jesus é o Messias da promessa do Antigo Testamento, e que a Sua missão messiânica consistia em trazer o Reino de Deus até os homens. Esses dois temas – o caráter messiânico de Jesus e a presença do Reino de Deus – estão inseparavelmente ligados, e cada qual inclui um ministério – um novo desvendamento do divino propósito remidor (Rm 16:25, 26).

O ministério messiânico é que o celestial Filho do Homem deve primeiramente sofrer e morrer em cumprimento de Sua missão redentora e messiânica na qualidade de Servo Sofredor, antes de vir em poder e grande glória. O ministério do Reino está intimamente associado com o ministério messiânico. O segundo capítulo de Daniel descreve a vinda do Reino de Deus em traços vívidos, em termos de destruição de todo poder que fizer resistência a Deus e se opuser à Sua vontade. O Reino vem com poder, varrendo à sua frente todo o mal e todo império hostil, transformando a terra e inaugurando uma nova ordem universal de perfeita paz e retidão.

Há um outro fato que revela o propósito deste Evangelho, a saber, a constante referência à oposição a Cristo, bem como à sua rejeição pelo povo. Este fato é salientado logo no começo, bem cedo na vida de Cristo (Mt 2:3, 7, 13). E essa hostilidade se vai acentuando cada vez mais, até que depois da revelação dela nos capítulos 11 e 12, há por causa dessa hostilidade, uma mudança definida do método de ensino de Cristo, como se vê no capítulo 13, depois do qual a oposição se torna mais profunda, mais forte e mais intensa até culminar na cruz. Essa rejeição de Cristo pelos judeus naturalmente sugere a transferência do Reino para os gentios, e embora este seja um Evangelho essencialmente judaico, contém desde o início, alusões a outras nações, o que pode ser considerado como uma preparação para a solene transferência dos privilégios do Reino para os gentios.

ESBOÇO PARA ESTUDO

NASCIMENTO E INFÂNCIA DO MESSIAS – 1:1 - 2:23.

(   ) Genealogia – Jesus tem descendência real, é da raiz de Davi – 1:1-17.

(   ) Narrativas sobre o nascimento do Rei – Sua gestação foi igual a de qualquer ser humano, aqui mostra seu lado humano – 1:18 – 2:18.

(   ) A mudança para Nazaré – Sua ida para Nazaré foi para se cumprir uma profecia do Antigo Testamento. (Is 11:1). Por isso foi chamado de Nazareno – 2:19-23.

PRELÚDIO DO MINISTÉRIO DO MESSIAS – 3:1-4:25

(   ) O ministério preparatório de João Batista – João veio como um abridor de portas. Na verdade sua pregação apontava para o Messias – 3:1-12.

(   ) O batismo de Jesus – Com esta atitude Ele nos deu o exemplo de humildade e obediência – 3:13-17.

(   ) A tentação de Jesus – Não é Dele a iniciativa de ir para o deserto, mas uma direção do Pai – 4:1-11

(   ) Sumário do ministério na Galiléia – Aqui ele traz o cumprimento de profecias do Antigo Testamento; além de escolher alguns apóstolos e de realizar curas e dar início à pregação do Evangelho do Reino – 4:12-25

DISCURSO I – JUSTIÇA E FUNDAMENTOS DO REINO – 5:1-7:29

(   ) As bem-aventuranças e o caráter do filho do Reino – 5:1-16.

(   ) A justiça exigida aos filhos do Reino – 5:17-48 (vers. chave 5:20).

(   ) A prática da justiça (atitudes corretas) – 6:1-18 (vers. chave 6:1).

(   ) Posicionamento do filho do Reino quanto às questões da vida: riquezas, doenças e sustento – 6:19-34.

(   ) Relacionamento do filho do Reino com outras pessoas – 7:1-12 (vers. chave 7:12)

(   ) A escolha do reino – A indecisão deve chegar ao fim; é hora da tomada de posição, a escolha é única e individual – 7:13-27.

(   ) O modo do ensino de Jesus – O ensino do Reino é com autoridade, não se compara ao ensino humano – 7:28,29.

NARRATIVA I – FEITOS PODEROSOS DO REINO – 8:1-9:38

(   ) Uma série de curas, milagres e libertações – 8:1-9:8 (vers. chave 9:6-8)

(  ) O reino e a ordem antiga – Jesus veio trazendo uma palavra prática, desfazendo conceitos e tradições humanas que não eram suficientes para conduzir o homem até Deus – 9:9-17.

(   ) Mais curas e milagres – 9:18-35 – Resume o ministério do Rei Jesus até o momento – (vers. chave dessa seção 9:35).

DISCURSO II – PROCLAMAÇÃO DO REINO – 9:36-10:42

(   ) Os discípulos do Reino e sua missão – 9:36-10:15 – Nos capítulos anteriores Jesus estabeleceu as bases do Reino. Agora, como Pastor, reparte Sua autoridade com os discípulos para que dêem continuidade à proclamação do Reino. Os discípulos estão na “escola de profetas”, e agora irão para sua primeira experiência prática como filhos do Reino. A pregação teve início na cidade dos discípulos – (11:1).

(   ) A resposta a ser esperada – 10:16-42 – A convocação feita por Jesus não traz apenas dificuldades e problemas, mas traz também estímulos e recompensas.

NARRATIVA II – A PRESENÇA DO REINO – 11:1-12:50

(   ) O Reino e João Batista – 11:1-15 – A mensagem do Reino era destinada a mostrar fatos, tais como curas, milagres e libertações; esta era a diferença da mensagem pregada por João Batista.

(   ) O desafio à presente geração – 11:16-30 – A sabedoria humana impede a revelação da mensagem do Reino, no entanto, é assimilada pelos humildes.

(   )A oposição ao Reino 12:1-45 – A rejeição não era apenas à pessoa de Jesus, mas à mensagem revolucionária que Ele trazia, que rompia com a religião tradicional e hipócrita da é poca.

(   ) A comunhão no Reino – 12:46-50 – A verdadeira família de Jesus são os que obedecem ao Pai.

DISCURSO III – MINISTÉRIO DO REINO – 13:1-58

(   ) A parábola do semeador – 13:1-9 – Jesus apanha fatos do quotidiano para mostrar Seus ensinos.

(   ) Explicação do método das parábolas – 13:10-23 – Observe como o coração das pessoas reage à pregação do Reino.

(   ) Outras parábolas – 13:24-52 – Trigo e joio: mostra a estratégia de Satanás para impedir o crescimento do Reino.

Grão de mostarda e fermento: como o Reino se expande.

A rede: fala-nos sobre quais devem ser nossos valores.

(   ) Reação aos ensinamentos de Jesus – 13 53-58 – a oposição de Seus “conterrâneos” chegou até mesmo a dificultar a operação de milagres.

NARRATIVA III – CRISE DO REINO – 14:1-17:27 – A rejeição a Jesus e a Seu reino aumentam.

(   ) Crise da oposição – 14:115:20 – Os milagres e as curas aumentam ainda mais a oposição contra Ele, que continua denunciando a religião inoperante que Seus opositores insistiam em praticar.

(   ) Retirada para a morte – 15:21-39 – Sua ida para outras regiões Lhe permitem operar milagres em favor dos necessitados que reconheciam Sua autoridade e poder.

(   ) Mais um conflito – 16:1-12 – Seus opositores O testam com questões inoportunas, mas Ele não responde, deixando-os ainda mais irados.

(   ) A rejeição e informações erradas sobre a pessoa de Jesus gera uma crise de fé –  16:13-20.

(   ) Jesus prepara Seus discípulos para Sua própria morte – 16:21-17:27 – Jesus mostra para Seus discípulos que passar pela morte é parte integrante de Sua missão terrena.

DISCURSO IV – PADRÃO DE RELACIONAMENTO DO REINO – 18:1-35 – As dificuldades enfrentadas por Jesus e Seus discípulos levam o Mestre a trazer estes ensinamentos que nos mostra como um filo deve proceder em relação às disputas, tropeços e resgastes dos que se afastam.

(   ) Humildade – 18:1-14 – Quem deseja ser grande no Reino tem de se tornar simples como as crianças (vers. chave 18:14).

(   )Perdão – 18:15-35 – Atitude correta diante de problemas de relacionamento. Não há limite para o perdão, este é um ensino básico do Reino.

NARRATIVA IV – CONFLITO CAUSADOPELO REINO – 19:1-23:39

(   ) Ensinos deixados no caminho de Jerusalém – 19:1-20:28 – A intervenção das leis terrenas entraram em ação quando o homem rejeita a direção de Deus. O homem que faz das riquezas sua segurança terá seu acesso ao Reino prejudicado (vers. chave 19:29,30).

(   ) Cura em Jericó – 20:29-34 – O zelo pela casa de Deus O faz expulsar os vendilhões dali, se levantando mais uma vez contra a religião formal e vazia.

(   ) Controvérsias com os judeus – 21:23-2246 – Através de parábolas Jesus mostra aos Seus ouvintes qual a sua missão, quem Ele era e o tratamento que Ele estava recebendo deles.

(   ) Denúncias contra os escribas e fariseus – 23:1-39 – Através de crítica Jesus condenava a religiosidade dos fariseus de forma contundente, ao mesmo tempo que lamentava o futuro desolador que aguardava a Cidade Santa (Jerusalém), por rejeitar o Seu ensino.

DISCURSO V – FUTURO DO REINO – 24:1-25:26

(   ) Profecia do Reino vindouro – 24:1-36 – Acontecimentos catastróficos abalarão a estrutura mundial, mas em meio a esse caos surgirá o Rei para implantar definitivamente Seu Reino. Tudo já está predito pelas Escrituras.

(   ) Advertências sobre vigilância – 24:37-25:30 – Os fatos marcantes da época de Noé servem de alerta ao mundo de hoje. O importante é estar atento a tudo que acontece, pois a vigilância é a chave para essa hora (vers. chave 25:13).

(   ) Julgamento das nações – 25:31-46 – O grande Juiz entra em ação. Ele comandará o julgamento. Aos que praticam a iniquidade Ele os expulsará da Sua presença; aos justos porém, Ele dará a posse do Seu Reino Eterno.

PAIXÃO DO REI – 26:1-27:66 – A oposição à Jesus se torna extrema. A única forma de detê-lo é eliminando-O. Seus opositores buscam entre seus amigos um traidor. Por outro lado Jesus recebe um gesto de profundo amor de alguém que O amava profundamente (vers. chave 26:13).

(   ) A última ceia – 26:17-30 – No último momento de comunhão é firmado um novo pacto, uma nova aliança, com a promessa de revivê-la no futuro quando do estabelecimento definitivo do Reino (vers. chve 26:28).

(   ) Acontecimentos no Getsêmani – 26:31-56 – A pressão espiritual leva o Mestre a intensificar Sua intercessão, e esta pressão se torna visível quando aparece o traidor liderando o grupo que viera para prendê-Lo. Tudo isso porém, faz parte dos propósitos divinos (vers. chave 26:56).

(   ) os julgamentos – 26:57-27:26 – Toda cúpula religiosa e política se une para eliminar a Jesus. Neste instante até mesmo os seus discípulos O abandonam.

(   ) Crucificação e Sepultamento – 27:27-56 – Encerrada a fase de julgamento vem a execução da sentença de morte a qual fora Ële condenado.

(   ) Sepultamento – 27:57-66 – Seus amigos se incumbem de sepultá-Lo, porém Seus inimigos mantêm a guarda do Seu sepulcro, pois a promessa de Sua ressureição os assustava e apavorava.

A RESSURREIÇÃO – 28:1-20

(   ) As mulheres e o anjo – 28:1-10 – A promessa da ressurreição se cumpre de forma literal e é testificada pelos amigos. A vitória da vida sobre a morte é real e verdadeira (vers. chaves 28:28:6,7).

(   ) O falso testemunho dos guardas – 28:11-15 – Na última tentativa de negar Sua ressurreição os guardas tentam diminuir o impacto de Sua vitória sobre a morte.

(   ) O comissionamento dos discípulos e a ascenção – 28:16-20 – A autoridade de Jesus é impartida aos discípulos. O objetivo agora é perpetuar Sua missão sobre a Terra (vers. chave 28:19,20).

 

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