05. Estudo da Bíblia (Parte V - Livros Poéticos)

POÉTICOS (5 LIVROS):

Jó é o primeiro do grupo de livros do  AT chamados poéticos. Muitos trechos dos 5 livros poéticos são escritos em forma poética. Este grupo de livros, na maior parte do seu conteúdo, pertencem à Idade de Ouro da história dos hebreus, a era de Davi e Salomão. Jó é geralmente atribuído a uma data mais remota; e alguns dos Salmos são mais recentes. Contudo, grande parte dos Salmos se atribui a Davi; e os três livros, Provérbios, Eclesiastes e Cantares, são de Salomão.

A poesia hebraica não tem métrica nem rima, como a nossa. Consiste antes de paralelismos, ou idéias rítmicas. O mesmo pensamento é repetido com palavras diferentes, o segundo contrastando-se com o primeiro, ou levando-o a uma culminância, formando uma parelha de versos, sinônimos ou antitéticos. Ou seja, os sentimentos de uma linha repercutem na seguinte. Às vezes as parelhas são duplas, triplas, ou quádruplas, formando dísticos, quadras, sextilhas ou oitavas.

Jó (Jó): O livro de Jó é um livro universal porque se dirige a uma necessidade universal – a agonia do coração humano, torturado pela angústia e pelas muitas aflições a que a carne é sujeita. Qual é, então, a mensagem do livro? O livro denuncia, de maneira notável, a insuficiência dos homens, sem Deus, em compreender realmente a razão ou origem dos sofrimentos. Tudo o que acontece no mundo físico, ou natural, tem sua origem no mundo sobrenatural ou espiritual. Todo o sofrimento que sobreveio a Jó teve sua origem em fatos sobrenaturais, conforme o texto de 1:5-12.

Todo o sofrimento e questionamento que ocorre durante todo o livro só cessa quando Jó reconhece o Senhor na sua vida. A conclusão é tirado pelo próprio Jó, em 42:1-6 – “Então, respondeu Jó ao SENHOR: Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado. Quem é aquele, como disseste, que sem conhecimento encobre o conselho? Na verdade, falei do que não entendia; coisas maravilhosas demais para mim, coisas que eu não conhecia. Escuta-me, pois, havias dito, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu me ensinarás. Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza. Tendo o SENHOR falado estas palavras a Jó, o SENHOR disse também a Elifaz, o temanita: A minha ira se acendeu contra ti e contra os teus dois amigos; porque não dissestes de mim o que era reto, como o meu servo Jó”.

O livro de Jó é uma advertência a todos os que reduzem a complexidade dos problemas humanos a fórmulas simples e acessíveis. Isaías 53:10 relata que Deus se agradou de moer a Jesus. Deus pode ter um propósito nos sofrimentos? Levar os homens a estarem mais pertos de Si, conhecê-Lo não só de ouvir falar, mas experienciar Deus?

Salmos (Sl): O constante encanto e atualidade dos Salmos são devidos, principalmente, à intensidade espiritual. Os salmistas são unânimes em adorar a Deus, seja qual for o modo, motivo ou variedade de circunstâncias. Portanto, o principal objetivo dos Salmos dever ser inspirar nossa adoração, oração e gratidão ao Senhor. Davi foi o primeiro a estabelecer levitas, com instrumentos musicais, a celebrar ao Senhor com hinos, no Tabernáculo; 2 Cr 16:1-36. Depois, ele mesmo, Davi, cantou um Salmo para ensinar a pureza da adoração que deveria estar na casa do Senhor. Os Salmos foram escritos para serem cantados (2 Cr 29:28-30; At 16:25; Ef 5:18, 19; Cl 3:16).

A classificação tradicional judaica, dos Salmos, transparece na divisão do Saltério em CINCO LIVROS, cada um dos quais termina com uma doxologia:

Salmos 1 a 41  /  42 a 72  /  73 a 89  /  90 a 106  /  107 a 150.

Provérbios (Pv): A maior parte dos Provérbios são atribuídos a Salomão. O Provérbio é um ditado curto, cuja vivacidade está na comparação. Destinaram-se, em primeiro lugar, aos jovens (1:4). Os provérbios contêm a sabedoria divina aplicada a questões práticas do nosso dia-a-dia.  Salomão amava ao Senhor; ele orou pedindo um coração entendido para discernir entre o bem e o mal (1 Rs 3:9, 12); foi testado em questões práticas, tais como administração justa e diplomacia. Sua sabedoria tornou-se famosa em todo o mundo conhecido daquela época (1 Rs 4:30). Ele compôs provérbios e cânticos, e respondeu enigmas (1 Rs 4:32 e 10:1). Muitas de sua coletânea foi tirada da natureza; 1 Rs 4:33.

Eclesiastes (Ec): Este livro, escrito por Salomão, tenta responder uma pergunta: Como viver do melhor modo possível num mundo onde tudo é vaidade ou Futilidade? A palavra chave deste livro é A Eternidade. Deus pôs a ETERNIDADE no coração do homem; cf. Rm 8:18-25.

Cantares de Salomão (Ct): O Cântico dos Cânticos de Salomão narra a mais bela história de amor entre um homem e uma mulher. Por isso esta história irá contagiar os casais que abrirem seus corações para este amor. O mais belo de tudo é compreendermos que este amor, apresentado no livro de Cantares, é uma sombra do Amor que Cristo tem por nós, Sua Noiva (a Igreja). Este Amor, sendo vivido no relacionamento de um casal do Reino, possibilitará a compreensão e apropriação do próprio Amor de Cristo “...que excede todo entendimento, para que sejamos tomados de toda a plenitude de Deus” (Ef 3:19). A vivência deste Amor é a base que possibilita a plenitude do Pai ser manifesta em nós.

O livro de Cantares contém cânticos sobre o amor entre um homem - o rei Salomão - e uma mulher - Abisague, chamada Sulamita (ou Sunamita). Salomão os escreveu para registrar, às gerações futuras, seu grande amor com a esposa favorita. Este amor é uma sombra de realidades espirituais, mas também serve de modelo para os casais de todas as gerações. O cenário da narrativa é a estação florida da primavera, cheia de inspiração, com fartura de metáforas que Salomão utilizou para descrever sua história de amor com a Sulamita.

Em 1:1 é chamado de “Cântico dos cânticos” porque Salomão o considerava o principal de suas composições. A razão, conforme veremos mais adiante, é óbvia: estes são cânticos que glorificam oamor entre um homem e uma mulher e, sobretudo, é símbolo do Amor de Deus para com Israel e doAmor de Cristo para com Sua Noiva (a Igreja).

Os judeus lêem os “cinco rolos” individualmente, anualmente, durante as Festas.

Cântico dos Cânticos: Era lido na Páscoa, como referência ao Êxodo.

Rute: Era lido no Pentecostes, como celebração da colheita.

Ester: Este livro era lido na Festa do Purim, comemorando o Livramento, “mudança da sorte” do povo de Israel da mão de Hamã.

Eclesiastes: Era lido na festa dos Tabernáculos, a festa mais alegre.

Lamentações: No dia 9 do mês de Abib, como lembrança da destruição de Jerusalém.

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