04. Estudo da Bíblia (Parte IV - Livros Históricos)

LIVROS HISTÓRICOS (12 LIVROS):

Josué (Js): Josué foi fiel seguidor de Moisés através dos 40 anos de peregrinação no deserto. Esteve com Moisés no monte Sinai e foi um dos doze espias. Por conseguinte, Deus o chama para continuar na liderança de Seu povo, conduzindo-o numa nova etapa: na conquista da Terra Prometida (Canaã). A forma hebraica de seu nome era “Jesus”. Pelo fato de conduzir o povo de Deus à Terra Prometida, podemos extrair muitas verdades espirituais, por ele ser um protótipo (ou figura) de Jesus, que nos conduz à posse do Reino de Deus. O livro é de fácil entendimento, mas é cheio de verdades e princípios espirituais.

Juízes (Jz): Agora que se achava em sua terra, a nação hebraica, após a morte de Josué, não tinha um líder nacional.Era uma confederação de doze tribos independentes, sem qualquer força unificadora. Foi, sem dúvida, um período de altos e baixo. O povo não levava o seu Deus muito a sério e estava constantemente a lhe voltar as costas, caindo na idolatria. Dominada, mais ou menos, pela anarquia e acossada às vezes pela guerra civil, cercada de inimigos que de tempos em tempos procuravam exterminá-la, a nação hebraica teve desenvolvimento muito lento, e não se tornou grande de fato até que foi organizada em reino, nos dias de Samuel e Davi.

O texto de Juízes 2:6 a 23 traça um quadro bem exato do que ocorreu durante este tempo dos Juízes. Os juízes foram personagens (homens e mulheres) que o Senhor destinou para libertar as tribos de Israel e a “julgar” o povo do Senhor, em tempo de crise.

Rute (Rt): A graciosa história de Rute segue-se às cenas de turbulência do livro dos Juízes. Neste livro temos a constituição da família, dentro dessa nação, que traria o Salvador (o Messias). Rute foi bisavó do rei Davi. Daqui por diante, através do resto do Antigo Testamento, o interesse circula principalmente em torno da família de Davi e seus descendentes, pois, Jesus era descendente de Davi. Os acontecimentos narrados no livro deram-se durante o tempo dos juízes. Em meio à toda turbulência e instabilidade espiritual do período dos Juízes, o Senhor, através de Rute, começa a agir para trazer uma linhagem de Reis (segundo o coração divino) para Israel. Estes reis, a começar de Davi, indo até Jesus, iriam trazer a libertação do Seu povo.

O livro de Rute era lido durante a festa de Pentecostes, como celebração da colheita.

1º e 2º Samuel (1Sm e 2Sm): Samuel foi o último dos juízes e o primeiro dos profetas. Ele foi levantado por Deus em um período de transição, foi o elo de ligações entre duas etapas do propósito de Deus no Antigo Testamento. At 3:24 confirma que Samuel foi o primeiro profeta, de uma linhagem que lhe sucedeu.

Samuel nasceu num período de declínio espiritual o qual passava a nação de Israel.  “Quando o Senhor lhes suscitava juízes, era com o juiz; porquanto o Senhor se compadecia deles ante os seus gemidos, por causa dos que os apertavam e oprimiam. Sucedia, porém, que, falecendo o juiz, reincidiam, e se tornavam piores do que seus pais, seguindo após outros deuses, servindo-os, e adorando-os eles; nada deixavam das suas obras, nem da obstinação dos seus caminhos...” (Jz 2:18-19)Durante o período dos Juízes, a nação de Israel vivia em instabilidade espiritual, períodos de altos e baixos, ora serviam ao Senhor, por causa do caráter justo de algum juiz, mas após a morte deste, voltavam para adoração a ídolos e apostasia. Quando não havia um líder justo: “... cada qual fazia o que achava mais reto”Jz 17:6; 21:25.

A situação foi se agravando até os dias de Eli, sumo-sacerdote do período em que nasceu Samuel. Os filhos de Eli, também sacerdotes, andaram em grande pecado diante de Deus e do povo: “Era pois mui grande o pecado destes moços perante o Senhor”, 1 Sm 2:17. Por causa disso, o Senhor decidiu exterminar aquela linhagem sacerdotal, 1 Sm 2:25-26... “Mas o jovem Samuel crescia em estatura e no favor do Senhor e dos homens.” Deus sempre tem um MAS...Ele sempre estará suscitando um povo, uma comunidade profética, que terá a unção e comissionamento de reverter toda a situação. “Então suscitarei para mim um sacerdote fiel, que procederá segundo o que tenho no coração e na mente; edificar-lhe-ei uma CASA ESTÁVEL, e andará ele diante do meu ungido para sempre”; (1 Sm 2:35).

Porém... Deus deu um sonho a Samuel falando sobre o extermínio daquela atual linhagem sacerdotal... “Crescia Samuel, e o Senhor era com ele, e nenhuma de todas as suas palavras deixou cair em terra. Todo o Israel, desde Dã até Berseba, conheceu que Samuel estava confirmado como PROFETA do Senhor. Continuou o Senhor a aparecer em Silo, enquanto por sua palavra se manifestava ali a Samuel (1 Sm 3:19-21).

·  Feitos de Samuel. A principal missão de Samuel foi levantar as bases do futuro Reino. Isso é muito importante que entendamos. Para estabelecer a “casa estável” que é o que estava no coração e mente do Senhor, Samuel, como profeta, juiz e sacerdote, seguiu uma estratégia:

a)      Estabeleceu as escolas de profetas em cidades estratégicas. Se você olhar um mapa da Bíblia, você notará que as cidades onde havia uma comunidade profética (BetelGilgalMispa - “Torre de vigia”, Gn 31:48, 49 - Rama - “Ser alto”) faziam um cerco, muro de proteção para a cidade de Jerusalém. Estas cidades (comunidades proféticas) eram, portanto, um muro de proteção e criadora de uma unção, ao redor de Jerusalém (Sião). Aqui está a base para o próximo passo.

b)      Samuel e Davi estabeleceram as normas do reino (1 Sm 10:25; 12:14, 15), estabeleceram as funções na casa do Senhor. Semelhante comissionamento há sobre os apóstolos e profetas no Corpo de Cristo atualmente (cf. Ef 2:19-22; 4:11-14).

c)      Estabelecimento do rei: Foi Samuel que ungiu Davi como sendo o rei segundo o coração de Deus (1 Sm 16:13). Da descendência de Davi nasceria o Messias, o Rei dos judeus, que inauguraria o Reino de Deus sobre a terra.

Samuel viveu quase até ao fim do reinado de Saul. Já os profetas Natã e Gade sobreviveram a Davi. Havia íntimas relações de Davi, não só com o profeta Samuel, como com a escola dos profetas em Rama. Este contexto de Profetas, Sacerdotes e Reis, é um modelo do que Deus está restaurando hoje, em Seu Reino de Sacerdotes.

1º e 2º Reis (1Rs e 2Rs): Os livros de Reis, no AT Hebraico, eram um livro só e são, claramente, a continuação dos livros de Samuel. Narram, resumidamente, o seguinte: 1. O reinado de Salomão; 2. A Divisão do reino e a história paralela dos dois reinos (Reino do Norte – Israel, e Reino do Sul – Judá), 1 Rs cap. 12. A história subseqüente de Judá até ao Cativeiro na Babilônia. 1 Reis começa com a nação judaica no seu apogeu. 2 Reis termina com a nação arruinada. Juntos, os dois cobrem um período de uns 400 anos, aproximadamente, 1000 a 600 a.C..

1º e 2º Crônicas (1Cr e 2Cr): Os doze livros precedentes da Bíblia findaram com a narrativa do cativeiro da nação hebraica. Estes dois livros de Crônicas contam de novo a mesma história (com alguns detalhes novos) e terminam no mesmo ponto. São uma recapitulação de tudo que ocorreu, dando especial atenção aos reinados de Davi, Salomão e aos reis subseqüentes de Judá.

1 Crônicas é, em parte, o mesmo que 2 Samuel. Trata apenas da história de Davi, prefaciando-a com nove capítulos de genealogias. Estas cobrem o período de Adão à volta dos judeus do cativeiro; é uma espécie de documento e de epítome de toda a história sagrada anterior. Freqüentes referências se fazem a outras histórias, anais e arquivos oficiais. “A História do rei Davi”; 1 Cr 27:24; “Crônicas de Samuel”, o vidente; Crônicas do profeta Natã e Crônicas de Gade, o vidente”; 1 Cr 29:29; “Livro da História de Natã, o profeta, profecia de Aías, o silonita, e as visões de Ido, o vidente”; 2 Cr 9:29, dentre outros.

Vê-se, assim, que o autor recorreu a diários e registros públicos que hoje não são conhecidos. Também teve acesso a todos os livros anteriores do AT. Guiado por Deus, transcreveu, omitiu ou acrescentou o que convinha ao propósito do seu próprio livro. Sendo assim, temos nesta parte do AT uma narrativa dupla. Como vimos no livro de Deuteronômio, a repetição aqui tem um propósito divino. Crônicas se tornou um registro importante para o período da Restauração de Jerusalém, depois do cativeiro babilônico, ocorrido sob a liderança de Esdras e Neemias. Após a restauração de Jerusalém, todo elemento misto foi separado da nação de Israel. Como isso poderia ocorrer, se não tivesse um registro muito bem preparado. Os que não puderam provar sua linhagem, eram banidos por imundos para o sacerdócio; Ed 2:59-62. Veja ainda: “Naquele dia, se leu para o povo no Livro de Moisés; achou-se escrito que os amonitas e os moabitas não entrassem jamais na congregação de Deus, porquanto não tinham saído ao encontro dos filhos de Israel com pão e água; antes, assalariaram contra eles Balaão para os amaldiçoar; mas o nosso Deus converteu a maldição em bênção. Ouvindo eles, o povo, esta lei, apartaram de Israel todo elemento misto”. Ne 13:1-3. Na Restauração, tudo foi restabelecido, segundo a Palavra do Senhor que outrora foi dita: As Festas Fixas Ed 3:4, 5; Ne 8:13, 14;  O Sacerdócio, Ed 6:18; O sustento dos levitas; Ne 13:10, 11. Veja, ainda, Ne cap 8.

Esdras (Ed) e Neemias (Ne): Estes dois livros constituíam, originalmente, um único. Estes são os livros que narram os acontecimentos referentes à volta do povo judeu do cativeiro babilônico e a reedificação do templo e dos muros de Jerusalém. Há um significado espiritual muito profundo com os dias em que estamos vivendo. A Igreja de Cristo teve seu apogeu no período da Igreja Apostólica Neotestamentaria. Depois, com a fusão da Igreja com o Estado, a Igreja de Cristo entrou em um período de 1.000 anos de apostasia, conhecido com Idade das Trevas (Idade Média). Mas, agora, o Senhor está restaurando a Sua Igreja, passo a passo, de tempo em tempo, de geração em geração, conforme fala Pedro:

“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados,  a fim de que, da presença do Senhor, venham tempos de refrigério, e que envie ele o Cristo, que já vos foi designado, Jesus, ao qual é necessário que o céu receba até aos tempos da restauração de todas as coisas, de que Deus falou por boca dos seus santos profetas desde a antiguidade”Atos 3:19 a 21.

 Ester (Et): A história de Ester dá-se no mesmo período da Restauração de Esdras e Neemias. O período de restauração é sempre um período de oposição, contra os propósitos de Deus, conforme vimos largamente nos livros de Esdras e Neemias, e agora no de Ester. Em Ester 3:7 a 15, vemos que Hamã, o inimigo do povo de Deus, lança sorte (PUR), dia a dia, mês a mês, para ver qual era um bom dia e mês para a morte de seus inimigos judeus. Hamã tinha uma cultura babilônica e demoníaca. Ele usou os princípios da cartomancia, astrologia e macumbaria para ver um dia de AZAR para seus inimigos. A sorte caiu no dia 13 do 12º mês, mês de Adar. O dia 13 sempre foi utilizado como dia de azar, de maldição, no mundo das trevas.

Porém, em Ester capítulo 8, vemos que o povo de Deus é autorizado a RESITIR contra os seus inimigos. A intercessão violenta de Ester moveu o coração do Rei para autorizar a MUDANÇA DA SORTE de seu povo. Foi então, que Mordecai foi autorizado a escrever um edito, em NOME do rei Assuero e usando o seu ANEL, para todos os judeus, onde o Rei concedia AUTORIDADE para que eles defendessem suas vidas, para “destruir, matar e aniquilar de vez toda e qualquer força armada do povo da província que viessem contra eles...” (versículos 9 a 11).

Ester 9:1-15 mostra que o povo de Deus matou os seus inimigos. A HORA DA VIRADA e DA MUDANÇA DA SORTE (no dia 13). FESTA DE PURIM - Ester capítulo 9:16-32. O livro de Ester encerra com a celebração desta FESTA da virada da sorte. Mordecai estabelece mais esta Festa de Purim, nos dias de Restauração, assim como o jejum e oração de Ester9: 26 a 32.

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