Lição 10 - Nós Amolecemos a Pedra

Um estudo bíblico acerca dos julgamentos dos nefilins e dos deuses do Egito nos ajudará a entender o julgamento sobre os deuses desta era. Os julgamentos ocorridos no Egito têm um profundo significado hoje. O que Deus fez na primeira Páscoa, contra todos os deuses do Egito, foi uma das coisas mais notáveis já feitas. Aquilo não foi apenas uma Páscoa; Deus estava determinado a destruir cada um dos deuses do Egito, bem como a cada uma de suas opressões. Trazer só um livramento teria sido muito mais fácil.

Nós podemos começar a nos perguntar por que não conseguimos irromper no livramento quando isto parece ser algo tão simples. Mas Deus está usando nossa escravidão à futilidade como uma oportunidade para julgar Satanás e todos os outros deuses desta presente era. Encoraje-se no que ainda está por vir. O retrato do que ainda vai acontecer não é o que estamos vendo agora. O culto que temos agora não é o tipo de culto que teremos no Reino. Ele não será algo realizado sob esforço. A era do Reino é a verdadeira era de se adentrar no descanso de Deus.

O que enfrentamos agora, no que diz respeito ao quadro geral, é enganoso. As coisas agora não estão como serão mais tarde. Uma vez profundamente mergulhados no Reino, não teremos cultos como os de agora, da mesma forma como o trabalho de parto não é um estado permanente na vida de uma mulher. O Reino será um tempo de libertação para nós, assim como a gravidez termina com o nascimento de outro ser humano. A dor do nascimento e o trabalho de parto, pelos quais a mãe precisa passar, não são um meio de vida permanente. São uma transição enquanto ela vai se tornando uma mãe, uma pessoa cujos relacionamentos mudarão daquele momento em diante. Depois dela dar à luz o bebê, seus seios se enchem de leite. Ela começa a sustentar uma outra vida, não mais em seu próprio ventre — essa vida será independente dela no que diz respeito à sua existência pessoal.

Isto ilustra o que um remanescente do povo de Deus está experimentando no momento atual. O ministério do tempo do fim não será um estado permanente de trabalho de parto e pesada responsabilidade. Isso vai mudar.

Está vindo uma libertação pela qual o trabalho de parto de hoje precisa dar lugar a outro estado espiritual. Nunca foi a intenção de Deus o Reino ser um estado permanente de trabalho de parto. Mas precisamos suar muito para entrar nele.

A época da primeira Páscoa era semelhante à nossa. Quando o Senhor disse a Moisés: "Eu vou enviá-lo para libertar os filhos de Israel do Egito", ele foi; e tudo se tornou muito mais complicado do que ele havia imaginado. Depois de nove pragas terem destruído quase que totalmente os egípcios, eles foram até ele e perguntaram: "Você não sabe que o Egito está arruinado?" (Êxodo 10.7) O Egito foi destruído e nunca mais recuperou seu antigo poder. Foi significativo o Senhor ter de executar o julgamento contra os deuses do Egito antes que pudesse libertar totalmente Seu povo.

Da mesma forma, antes que venha a completa libertação para o povo de Deus, nós temos de ver o julgamento vir sobre os principados, as potestades e os espíritos de nefilim desta era. Uma companhia apostólica precisa vir à luz, bem como a destruição das hostes satânicas que retêm a ministração de Deus neste tempo do fim. Precisa haver esta libertação para que a vontade plena de Deus possa ser manifestada. Esta é a razão pela qual precisamos orar intensamente, precisamos ter dores de parto e profetizar isto à existência. O ministério de um remanescente tem se transformado no ministério de uma parteira espiritual para trazer à luz, através dessas dores de parto, a companhia apostólica que abalará a terra. E, nesse mesmo processo de parto, eles estão gerando o ministério que vai gerar as nações. Eles estão gerando o ministério que inicialmente os gerou. À medida que os filhos vêm à luz, eles entram no trabalho de parto maduro para ajudarem seus pais espirituais virem à luz, os quais, por sua vez, se juntarão a eles para trazer à luz as nações.

É um empurrão mútuo, parecido com aquele do roller-derby, um jogo sobre patins onde uma dupla de patinadores puxa um outro patinador para lançá-lo adiante daqueles que tentariam bloqueá-lo. Esse jogo tem uma aplicação espiritual impressionante, especialmente pelo modo como eles ficam violentos e ferozes. Os patinadores são estimulados para uma violência total a qualquer instante. A imagem deles é de um quadro de simetria e beleza, mas, sob a superfície, está um vulcão pronto a explodir! Alguns patinadores se posicionam para bloquear o oponente, mas outros vêm e passam rapidamente pelo meio deles. Eles passam rasteiras — vale tudo.

E é exatamente desta forma que o diabo está nos combatendo. Satanás tenta nos bloquear e nos impedir de tomarmos a dianteira e marcarmos pontos espirituais. Mas a ação que conta é permanecermos juntos. Enquanto ficamos juntos, ajudamos um após outro a entrar; e quanto mais pressionarmos, melhor.

Nós precisamos incansavelmente avançar na adoração e na batalha espiritual. Isto, no entanto, não significa que sempre batalharemos espiritualmente como agora. Uma vez que tenhamos derrotado o adversário, a opressão não se levantará novamente. Existe toda uma hoste de demônios, mas nós estamos no processo de ver grandes principados e potestades destruídos. À medida que estes forem quebrados, se tornará mais fácil a destruição de poderes demoníacos menores e de espíritos malignos que podem facilmente ser dispersados. Será fácil — uma vez vencidos os principados e potestades.

Foi exatamente assim que Paulo identificou nossa batalha. Ele não disse que estamos combatendo um monte de pequenos demônios. Ele disse: “…porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso…” (Efésios 6.12) Nós não estamos atirando em pequenos espíritos demoníacos; estamos perseguindo principados! Muitas coisinhas vêm contra nós à medida que avançamos neste mover do Espírito do tempo do fim, mas esses pequenos demônios importunadores não são o problema. Nós estamos indo contra os grandões. Nós estamos escolhendo o campo de batalha e desafiando o inimigo. E, ao irmos de encontro ao inimigo, reforçamos a vitória de nosso Senhor Jesus Cristo. É exatamente nisto que devemos permanecer nesta presente hora. É por isso que precisamos interceder e orar, sem nunca lutar num nível humano.

A batalha espiritual do fim dos tempos não pode nunca ser reduzida ao nível humano. Os seres humanos que têm se tornado instrumentos dedicados nas mãos das grandes potestades espirituais que se opõem ao povo de Deus entrarão no julgamento do final dos tempos. Eles se tornarão canais de Satanás. Apesar disso, Satanás não pode destruir a obra de Jesus Cristo sem destruir o Corpo de Cristo. Enquanto estivermos vivos e permanecermos como os instrumentos através dos quais o Senhor escolheu Se manifestar, a obra de Cristo avançará.

Por isso, Satanás escolheu instrumentos humanos que virão contra nós, mas estes receberão o julgamento. Os julgamentos sobre a terra trarão a morte de milhões de pessoas, pois elas são tão dedicadas a serem instrumentos de Satanás quanto nós somos dedicados a ser instrumentos de Deus. Satanás tem o seu próprio corpo e organização, que ele está trazendo à luz, exatamente como Cristo tem o Seu. A organização de Satanás, para dar-lhe um nome, é Babilônia — o covil de toda espécie de espírito imundo (Apocalipse 18.2). Ela é a fortaleza profundamente entrincheirada pela impiedade espiritual nos altos lugares. E nós temos de ir contra ela com tudo o que há em nós. Os mortos do Senhor aos nossos pés serão muitos (Isaías 66.16).

O desafio agora é um embate entre dois corpos: entre a estrutura corporativa de Satanás e a estrutura corporativa de Cristo — não só entre Deus e Satanás. Mas isto alcançou seu ápice em Satanás querer controlar o mundo tentando fazer isto através de instrumentos humanos. Não importa quantos demônios ele coloque em ação, é através de canais humanos que ele realiza a sua obra. Deus também está fazendo a Sua obra através de canais humanos. O Corpo do Senhor está trazendo isto à luz. A batalha, portanto, não é mais num nível humano; é entre Deus e Satanás. Conseqüentemente, sua derrota é a derrota de Deus, mas sua vitória é a vitória do Senhor. É simples assim.

Uma passagem, em Isaías 65.17-20, nos fala acerca dos novos céus, da nova terra e do que o novo Reino, na verdade, representa: “ Pois eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, jamais haverá memória delas. Mas vós folgareis e exultareis perpetuamente no que eu crio; porque eis que crio para Jerusalém alegria e para o seu povo, regozijo. E exultarei por causa de Jerusalém e me alegrarei no meu povo, e nunca mais se ouvirá nela nem voz de choro nem de clamor. (Note que mudança completa acontece.) Não haverá mais nela criança para viver poucos dias, nem velho que não cumpra os seus; porque morrer aos cem anos é morrer ainda jovem, e quem pecar só aos cem anos será amaldiçoado”. (Isto está falando acerca de morte prematura.)

Apesar da ênfase que se deve dar aos alimentos naturais em contraste aos alimentos prejudiciais e sem valor nutritivo, o rompimento para a saúde divina não virá através da nutrição, pois o que está matando as pessoas é a presença do pecado. O poder do pecado é a morte. Paulo escreveu aos coríntios, dizendo: “O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Coríntios 15.56-57). Você precisa encarar o fato de que os processos da morte são múltiplos.

Tiago 1.15 diz: “Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte”. A morte é um processo. Ela começa com um pensamento desobediente, com um pensamento rebelde dentro de você. A morte vem a partir de atitudes erradas. Uma atitude errada é como uma semente que começa a crescer, ou como um vírus que começa a se multiplicar. Ela produz um certo modo de vida, e este modo de vida o leva à rebeldia e a dificuldades que, por outro lado, o conduzem para um caminho de morte.

Paulo escreveu: "…porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor (Romanos 6.23). Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção (e a corrupção conduz à morte);mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna"(Gálatas 6.8). Este é um processo que também afeta o corpo físico.

O nosso rompimento na saúde divina não será tanto pela nutrição nem por qualquer coisa que a medicina possa nos trazer. A saúde divina virá através de Deus, através de um estado espiritual que nos afeta.

O resto de Isaías 65 promete as grandes bênçãos do Reino: "“Eles edificarão casas e nelas habitarão; plantarão vinhas e comerão o seu fruto. Não edificarão para que outros habitem; não plantarão para que outros comam; porque a longevidade do meu povo será como a da árvore, e os meus eleitos desfrutarão de todo as obras das suas próprias mãos. Não trabalharão debalde, nem terão filhos para a calamidade" (É bom saber disto, pois os melhores jovens de várias gerações têm sido o alimento da máquina de guerra.), porque são a posteridade bendita do SENHOR, e os seus filhos estarão com eles. E será que, antes que clamem, eu responderei; estando eles ainda falando, eu os ouvirei. O lobo e o cordeiro pastarão juntos, e o leão comerá palha como o boi; pó será a comida da serpente. Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o SENHOR" (Isaías 65.21-25).

Isto está falando acerca das mudanças do que é chamado de "milênio", no qual estamos nos esforçando para entrar. Nós precisamos romper na esfera espiritual para podermos ver a natureza das coisas mudarem.

Com a derrota de Satanás, ele não vai mais ser o leão rugidor rodeando à procura de uma ovelhinha que possa devorar; nós primeiro veremos, em tudo, uma mudança nanatureza espiritual. A mudança não virá pela conversão de Satanás - mas a forma pela qual o presente mundo espiritual satânico ataca o mundo daqueles que crêem será revertida. Nós temos de interceder e ter dores de parto por um propósito: adentrar na autoridade de Cristo, adentrar na manifestação da vitória de Cristo através de nós.

Você precisa entender que Cristo já venceu Satanás. A verdadeira batalha se baseia em entendermos a provisão da vitória estabelecida por Jesus Cristo no passado e que já é nossa - e apropriarmos esta vitória hoje.

Todo problema agora se baseia em nos apropriarmos do que realmente é nosso, em levantarmos nosso véu de ignorância para curar as áreas que ainda não compreendemos. Nós temos mais do que percebemos. Já nos foi dado mais do que percebemos. Somos mais do que percebemos - somos a criação especial de Deus. Somos Seus filhos maduros. Temos mais fé do que sabemos, mas estamos cegos para nossos potenciais. Nós ainda não temos consciência de onde estamos realmente pisando. Nós já estamos mais dentro da parousia (a presença do Senhor) do que realmente sabemos. É mais tarde do que imaginamos, mas também mais cedo do que pensamos. Estamos encarando um dia todo novo, uma era toda nova, mas somos lentos para agarrar isto. A ilusão de que somos limitados ainda nos limita. Precisamos romper com a futilidade, com a frustração e com a inconsciência sob as quais estamos, perseverando até que as ilusões desapareçam.

Isto me lembra a história de dois sentenciados numa penitenciária, trabalhando num monte de pedras. Os dois ficaram marretando uma pedra até que, finalmente, o supervisor veio todo descontente, dizendo: "Vocês estão demorando muito com essa pedra. Deixem-me mostrar como se faz." Aí ele levantou a marreta e bateu na pedra que se quebrou em centenas de pedaços. Ele disse: "Aí está!" Mas eles olharam para ele, e disseram: "É, mas nós amolecemos a pedra para você!"

Parece que o mesmo está acontecendo no Corpo de Cristo neste momento. Nós marretamos alguma coisa, em oração e pela fé, sem percebermos que a pedra está sendo amolecida. É freqüente até mesmo existir a ilusão de que o trabalho não está sendo realizado. Nós não vemos realmente o que estamos fazendo; não estamos conscientes da coisa. Não estamos conscientes da nossa eficácia na adoração e na intercessão a cada vez que entramos nelas violentamente. Nós mudamos todo o clima espiritual. Nós estamos saindo do inverno e entrando na primavera. As chuvas estão vindo e estamos prontos para ver a criação irromper e começar a crescer à vista do Senhor. Mas primeiro precisamos entender que temos e somos mais do que percebemos.

A passagem de Isaías 65 nos dá o quadro do que a coisa vai ser. "E será que, antes que clamem, eu responderei; estando eles ainda falando, eu os ouvirei"(v. 24). Como gostaríamos de ver esse dia nascer! Antes que pudéssemos abrir nossa boca para pedir, a resposta já estaria entrando porta adentro! Mas não estamos experimentando isso. Parece exatamente o oposto: quanto mais clamamos e oramos, mais o inimigo fortalece a ilusão de que somos ineficazes. No entanto, não somos ineficazes. Nós estamos mais dentro da vitória de Cristo do que sabemos; estamos no processo de apropriação da Sua perfeita provisão, e logo a teremos apropriado inteiramente. Quando isto acontecer, não haverá resistência contra nós — e, antes que clamemos, a resposta virá.

Que ligação, que relacionamento com o Senhor ainda está por vir! Nós não veremos mais poderes demoníacos se posicionando entre nós e a perfeita provisão e a perfeita vitória que Deus proveu para nós. Nós os dispersaremos. Portanto, precisamos enfrentar a batalha espiritual e orar constantemente e insistentemente, enquanto cremos que o presente é apenas um estado temporário. O rompimento na apropriação virá à medida que ficarmos marretando a pedra. A pedra está mais fraca do que antes. Talvez só mais uma outra boa marretada e tenhamos um monte de areia em vez de rocha.

As Escrituras nos encorajam a uma persistência e ao constante exercício da piedade. Mesmo no mundo, nós vemos alguns feitos fantásticos que as pessoas têm alcançado. Por exemplo, temos visto notícias que exaltam algumas mulheres que têm aberto caminhos e vencido, inflexivelmente, obstáculos quase insuperáveis. Elas não desistiram; elas permaneceram insistindo. Uma mulher ganhou a medalha olímpica de ouro na patinação. Foi fácil entender como ela conseguiu ganhá-la. Tudo parecia muito fácil enquanto ela simplesmente deslizava no gelo com tanta graciosidade. Aquilo não parecia exigir o menor trabalho. Qualquer um poderia pensar que aquilo era por causa de uma grande habilidade natural dela. Mas, depois, foi dito quantos anos ela havia se exercitado e praticado durante várias horas por dia. Uma outra mulher havia praticado durante anos para poder descer montanha abaixo de esquis. Num determinado campeonato, ela deixou de ganhar por uma curva, só por causa de um pequeno escorregão. No entanto, ela continuou a praticar por mais alguns anos e, finalmente, conquistou o primeiro lugar.

A paciência e a perseverança destes competidores olímpicos nos fornecem exemplos que podemos aplicar em nossos esforços espirituais. A vitória será obtida não por aquele que ora violentamente por uma noite ou duas, mas por aquele que permanece nisto. Isaías 62.6 fala acerca daquele que vigia e clama dia e noite ao Senhor — é daí que vem a força espiritual. Cada vez que você adentra na oração, você se fortalece mais. O que faz com que uma retidão de espírito predomine? Prática constante!

Um dia desses, antes que falemos, a resposta virá. Será como ver um patinador olímpico deslizando no gelo ao som da música, saltando e girando, tudo parecendo lindo e fácil — mas, por trás, todos os anos de prática, várias horas por dia. É isto o que Deus está nos dizendo.

Ele está dizendo que temos de orar sempre e não desfalecer (Lucas 18.1). A persistência que é requerida é difícil de ser entendida por algumas pessoas. Fé fraca não é o problema. Persistência é o problema. Na verdade, persistência violenta é o problema.

"Pois o exercício físico para pouco é proveitoso, mas a piedade para tudo é proveitosa…" (1 Timóteo 4.8) Aqui, nesta passagem, "piedade" significa "disciplina piedosa". Os atletas podem disciplinar o corpo e atingir um certo alvo, mas isto é de pouco proveito. Do mesmo modo, muitas pessoas são boas, mas a bondade não é um fim em si mesma. No entanto, a disciplina piedosa retém a promessa para a vida presente e também para a vida por vir. Para irromper numa existência divina, você não pode se apoiar só numa disciplina física. Apesar de ser bom tentar cuidar de nós mesmos, nos mantendo em boas condições físicas e comendo os alimentos certos, você verá que muitas pessoas que fazem isso certamente não são santas. Na verdade, algumas pessoas que fazem questão absoluta de evitar comer qualquer alimento processado podem ser classificadas como aquelas que coam mosquitos e engolem camelos (Mateus 23.24).

Onde, então, deveria estar a ênfase? Coma o melhor que puder. Viva o melhor que puder. Cuide de si mesmo. Tente dormir o suficiente. Aí, então, vá contra tudo isso e quebre todas as regras. Esqueça-se de comer e faça um jejum. Esqueça-se de dormir e passe a noite inteira acordado, orando. Chega uma hora em que a disciplina piedosa faz mais por você, e você sai dela bem forte, com saúde percorrendo todo seu corpo. Você sai dessa como uma criatura novinha — não por causa do que fez fisicamente, mas porque se exercitou na piedade.

Paulo continua: "Fiel é esta palavra e digna de inteira aceitação” (1 Timóteo 4.9). Qual é esta "palavra fiel"? A de que o exercício físico é de pouco proveito, mas a piedade (o seu se exercitar em Deus em oração, persistentemente buscando a Deus) ser proveitosa para a presente vida e para a vida por vir. Isto realmente vale a pena. "Ora, é para esse fim que labutamos e nos esforçamos sobremodo (Não é isto o que estamos fazendo? labutando? nos esforçando?), porquanto temos posto a nossa esperança no Deus vivo…" (v. 10)

A disciplina, o exercício em Deus, o jejum, a oração persistente, o esforço, a intercessão e as dores de parto - todas estas coisas não têm sentido a não ser que você fixe sua esperança em Deus. Deus vem para nós ou nós que irrompemos em Deus? Nós precisamos romper com os principados e potestades, declarando-os inimigos derrotados, para adentrarmos no que está colocado para nós.

Paulo disse para Timóteo: "Ordena e ensina estas coisas. Ninguém despreze a tua mocidade; pelo contrário, torna-te padrão dos fiéis, na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza. Até à minha chegada, aplica-te à leitura (a leitura pública das Escrituras), à exortação, ao ensino. Não te faças negligente para com o dom que há em ti, o qual te foi concedido mediante profecia, com a imposição das mãos do presbitério. Medita estas coisas e nelas sê diligente, para que o teu progresso a todos seja manifesto. Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes(1 Timóteo 4.11-16).

Seja lá o que você estiver fazendo de certo, no devido tempo você colherá os benefícios. Você não pode deixar de irromper, pois já tem mais do pensa. Deus fez para você uma provisão maior do que você jamais imaginou. Uma falta de consciência ainda cobre o Corpo de Cristo. As pessoas não apreciam quem são e o que Deus as criou para serem. Elas não percebem o seu destino. Elas não percebem quanta fé e amor Ele colocou em seus corações. Elas não percebem até onde já avançaram na parousia, nem a que profundidade já penetraram nos dias do Reino. Elas não percebem que são o remanescente santo de Deus e que repousa um destino sobre suas cabeças.

Uma coisa que precisamos orar é: "Senhor, abre nossos olhos para que vejamos. Que sejamos perseverantes. Que sejamos diligentes."

É na perseverança de um remanescente que os julgamentos de Deus encherão a terra. É na perseverança de um remanescente que as promessas empilhadas pelos séculos serão cumpridas nesta geração.

Esta é a verdade na qual precisamos caminhar hoje. Vamos caminhar fielmente no que Deus estabeleceu à nossa frente. Vamos crer que Ele renovará o nosso espírito, tornando-o ainda mais forte para perseverarmos nas coisas que Ele colocou diante de nós. Vamos ser "firmes, inabaláveis, sempre abundantes na obra do Senhor" (1 Coríntios 15.58).

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