Lição 05 - Venha a Tua Igreja do Reino, Seja Feita a Tua Vontad

SUMÁRIO: 

Pouco mais de um ano antes da impressão desta mensagem, a igreja em Edmonton foi o ponto de explosão! Os ministérios, a igreja e as empresas experimentaram uma transição fantástica de igreja local neotestamentária para igreja do Reino — com sua visão expandida e potenciais ilimitados. Que esta explosão desencadeie mil outras no mundo inteiro onde este evangelho do Reino precisa ser ouvido. Lc 12.21-32; Is 40.11; Jo 10.11; Hb 13.20; 1Pe 2.25; Ef 4.11; Jo 13.13-14; Lc 22.26; At 19.10; Mt 28.18-19; Mc 16.15; Ef 3.10; At 2.36; Sl 23.1-6; Tg 4.6-7; 2Sm 18.22; Fp 3.5; Hb 12.28; Is 26.13; Fl 3.20-21; 2Co 10.4.

Através das Escrituras nós percebemos a influência dos principados, potestades e hostes satânicas (Efésios 6.10-12). Nós poderíamos gastar tempo e energia consideráveis identificando esses espíritos, mas o Senhor está nos conduzindo para uma outra direção. Você quer ver a sabedoria disto? Discernir o que opera contra você ou discernir o que você precisa vencer são formas verdadeiras de se tratar com o inimigo, mas são só o lado negativo. O que o Senhor está trazendo hoje é o lado positivo, o que é bem diferente. Durante muitos anos Ele vem nos preparando para o próximo nível de intercessão através do qual assumimos o domínio sobre toda a esfera satânica (Efésios 1.19-23). Nós estamos interessados em mais do que apenas discernir o inimigo; nós queremos agir positiva e agressivamente; nós queremos aquilo que derrota o inimigo! Ter revelação sem uma manifestação de autoridade pode ser algo muito frustrante, mas quando a revelação do Senhor chega até você — e com ela você sente a autoridade para assumir o domínio sobre determinado inimigo — aí a coisa é bem diferente.

Algo explosivo acontece à medida que o Senhor desvenda um nível mais profundo de revelação. E muita coisa já aconteceu, mas a principal, aquela que agora é essencial para você, é que estamos no limiar de coisas novas. Eu já não me preocupo muito emministrar aos presbíteros, aos pastores e a outros ministérios; eu agora estou mais interessado em projetá-los numa ação explosiva que os coloque em movimento! Se todos nós pudéssemos andar no que já recebemos do Senhor, viraríamos o mundo de cabeça para baixo! O que precisamos agora é do aspecto prático dos princípios do Reino. Enquanto estes próximos passos se desvendam, você verá que é preciso voltar ao ensinamento básico, o alicerce de grande parte desta revelação.

Um exemplo importante de um ensino fundamental é o livreto intitulado: Manual "A Igreja do Novo Testamento". Nós sabemos que, entre os dons ministeriais da Igreja, pastores e mestres são mencionados (Efésios 4.11). A lição 5 desse manual nos explica que "pastor" é uma palavra latina para "apascentador". Rash, a palavra grega para apascentador, significa "alguém que alimenta as ovelhas". Você sabe quantas vezes o ministério de pastor é mencionado no Novo Testamento? Só muito raramente. Há várias referências a apóstolos, profetas e evangelistas, mas ensinamentos acerca de pastores são raros. Embora haja muitas referências ao Senhor Jesus Cristo como nosso Pastor (Isaías 40.11; João 10.1-18; Hebreus 13.20; 1 Pedro 2.25), a referência neotestamentária ao ministério de pastor é encontrada apenas em Efésios 4.11: “E ele mesmo deu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres”. (Note que o pastor também se encontra entre os ministérios itinerantes, ou universais, do Corpo de Cristo.)

Como esse ensinamento é revolucionário! Infelizmente, desde a época em que ele foi inicialmente ministrado até hoje, ocorreu um desvanecer progressivo da visão original. Nós nos tornamos mais conscientes das posições — o que é muito fácil de acontecer — do que do ministério (ou comissionamento), e seus verdadeiros propósitos. Todo mundo tem a tendência a fazer isso. O que gradualmente evoluiu daí não foi, de forma alguma, o padrão bíblico para um ministério de pastor. Muitos não reconhecem que precisa haver correções para aquilo que se tornou um desvio da ordem divina. É preciso que ela se torne o que Deus tinha em mente originalmente; o que Deus queria quando trouxe esta ordem originalmente à luz. Este movimento estava se encaminhando pouco a pouco rumo a uma ênfase denominacional — apesar de estarmos avançando no sentido de nos tornarmos, provavelmente, a denominação mais desorganizada que já existiu! Nós nem contamos quantas igrejas temos porque não queremos nos achar culpados, como Davi, por recensear o povo e, dessa forma, recebermos o julgamento do Senhor (2 Samuel 24). Quantos estão conosco? Só Deus sabe!

Várias igrejas quase que se transformaram em sistemas feudais — e tudo em nome de uma "igreja neotestamentária local". Como foi que isso aconteceu? Seus pastores simplesmente não seguiram o ensino original acerca da igreja neotestamentária que enfatiza o ministério de presbíteros e bispos. Durante os primeiros 10 ou 15 anos daquilo que mais tarde veio a ser conhecido como "O Caminhar" (e que agora está explodindo para a ênfase do Reino), eu recusei qualquer título. Recusei-me a ser chamado de "pastor". Em vez disso ensinava, o tempo todo, que eu era um "presbítero supervisor". Quando me perguntavam: "O que você é?" Eu respondia: "Simplesmente um presbítero supervisor em meio a outros presbíteros." Isso estabeleceu algo muito necessário: me impediu de tornar-me um ministério profissional. Um movimento espiritual se desvia de seus alvos originais no exato momento em que seus ministérios se tornam profissionais ou mercenários. Quer sejam treinados para serem profissionais ou não, eles se tornam profissionais quando começam a se perceber como alguém que alcançou uma posição com privilégios em vez de um comissionamento vindo da parte do Senhor Jesus Cristo para ministrar e funcionar. É aí que querem receber o título de "Reverendo", ou que se refiram a eles como "Pastor". Eu me lembro de um rapaz que nem sequer atendia as pessoas de sua congregação se elas não se dirigissem a ele primeiro como "Pastor". Ele queria um título respeitoso. O que foi que lhe aconteceu? Deus o fez atravessar um processo de humilhação. Hoje ninguém mais o chama de "Pastor", mas ele tem um bom fluxo da Palavra e está começando a realizar aquilo que Deus, a princípio, lhe mostrara.

É importante vermos tudo isso porque estamos sendo corrigidos. Agora estamos prontos para a mudança. Certas igrejas se concentravam em intimidar e restringir seu povo, amarrando-o. A visão de uma igreja local neotestamentária começa com muita pureza, mas, depois, pode se transformar numa denominação dentro de suas quatro paredes. E o que é uma denominação? É o que prende as pessoas num cativeiro que o senhorio de Jesus Cristo nunca pretendeu que tivessem. Isso não significa que não deva existir disciplina, autoridade e submissão a nível local; significa é que, no Reino de Deus, não haverá classes ou fileiras distintas.

O que elimina a estrutura de classes numa igreja local? As próprias palavras do Senhor: "O maior dentre vocês será aquele que serve a todos" (Mateus 23.11). Quando o Senhor Jesus soube que toda a autoridade nos céus e na terra Lhe fora concedida, e que o Pai colocara todas as coisas em Suas mãos, e que Ele ia para o Pai, Ele tirou Seu manto e lavou os pés dos discípulos, dizendo: "Vocês Me chamam de Senhor e Mestre, e dizem bem, pois Eu o sou. Mas, agora, vocês é que vão lavar os pés uns dos outros" (João 13.1-17). A palavra "bispo", que mais tarde tornou-se um título, uma posição na igreja, a princípio referia-se a um supervisor, alguém que trabalhava com o Senhor na qualidade de servo. O ministério de servo, de lavador de pés, está vindo à luz outra vez hoje. Aquele que quiser ser o maior precisa se tornar o servo de todos (Marcos 9.35).

Como será o futuro? O mundo eclesiástico que conhecemos passará por grandes abalos, mas a igreja do Reino — isto é, uma igreja orientada para o Reino de Cristo na terra — prevalecerá. E como essa transição acontecerá? Observe o Reino surgindo em certos aspectos através dos canais que estão mais abertos para produzir o milagre de um ministério do que as próprias igrejas. Por exemplo: nas escolas e empresas do Reino, onde as pessoas se reúnem todos os dias, um grande progresso tem sido alcançado, e em pouco tempo. Algumas dessas instalações do Reino passam parte da manhã na Palavra, na adoração e na intercessão. Por que é que, num ambiente como esse, as escolas e empresas, em certos casos, se acham à frente das igrejas? Porque você não será capaz de adentrar nesse nível indo à igreja duas vezes por semana. Não é fácil passar por esse nivelamento, por esse processo de conexão, para se alcançar a unidade que é essencial ao Reino.

Se você acha que isto é fácil, tente organizar uma casa comunitária em que não haja atritos! É nesse convívio diário que conseguimos um estilo de vida onde existe uma fé inabalável, uma unidade constante, e os ministérios podem falar uma Palavra viva vinda do Senhor. Você está ficando preocupado e pensando: "Mas eu estou acostumado a ir à igreja; agora você vem me dizer que eu tenho de ir para uma fábrica e participar de reuniões toda manhã?" Não, mas só porque ainda não se sabe quais as mudanças que irão acontecer.

Na época da Igreja primitiva, como relatado em Atos, a Palavra crescia, se multiplicava e prevalecia sobre tudo mais porque as pessoas se reuniam constantemente nas casas. Todos os dias havia um período de oração. Eles sabiam que eram uma só família. Embora não houvesse muito dinheiro, eles cuidavam uns do outros. Conseqüentemente, depois de dois ou três anos, todos na Ásia já haviam ouvido a Palavra do Senhor (Atos 2.42-46; 12.24; 19.20-26).

Você gostaria de ver toda a terra abalada pelo evangelho do Reino? Pois é isso que a Palavra viva é na verdade: o evangelho do Reino. Uma revelação direta das Escrituras, dos princípios básicos através dos quais o Reino de Deus será estabelecido nesta terra. Precisamos distinguir bem os dois comissionamentos que Jesus nos entregou. Preste atenção! Um comissionamento diz: “Ide e pregai o evangelho a toda criatura (isto é, à criação toda).Quem crer e for batizado será salvo” (Marcos 16.15-16). Este comissionamento é mais citado porque as pessoas o confundem com o outro comissionamento, o de Mateus 28.18-19: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra”. Ora, este comissionamento é bem diferente: “Ide, portanto, e fazei discípulos de todas as nações” — para que as nações se tornem o Reino do Senhor e do Seu Cristo (Apocalipse 11.15). Ou seja, é preciso que haja a mesma fidelidade, tanto para crermos que os principados e potestades que dominam esta terra serão abalados e destronados, quanto para ganhar uma alma para o Senhor.

Sem dúvida existe, atualmente, uma grande atividade no mundo do espírito. E ela continuará, pois o Reino se caracteriza pela pressão exercida pelo assalto demoníaco e pela difamação — a mesma pressão que todos os outros movimentos de Deus sofreram (Salmo 69.9; Lucas 6.22; Hebreus 11.26; 1 Pedro 4.14). Se você vivesse nos primeiros dias da Reforma, poderia ser queimado só por possuir uma Bíblia. Houve um tempo durante o qual se você cresse na experiência do novo nascimento (em vez de crer nas obras de penitência) isto já seria o suficiente para o matarem como herege. Houve também outras épocas, como há poucas gerações atrás, quando John Alexander Dowie foi preso pela polícia de Chicago mais de 120 vezes em um só ano. A polícia invadia as reuniões onde ele orava pelos doentes. A cidade era predominantemente católica e, por isso, o colocavam na prisão quase toda vez que ele tentava dirigir uma reunião de oração. Aí, quando comparecia ao tribunal, ele lia para o juiz a Primeira Emenda, afirmando não haver lei contra a consciência de culto em questões religiosas, nem proibição ao livre exercício religioso. Conseqüentemente, ele era solto. Embora não houvesse lei que o impedisse, a perseguição continuou. Foi por isso que a cidadezinha de Sion, em Illinois, foi fundada. Sempre que entrarmos num estágio mais avançado da verdade que estiver sendo restaurada, alguém irá sofrer por isto.

Eu fui criado num movimento que não tinha qualquer reconhecimento ou dignidade; ele era chamado de "Holy Roller". Naquela época, logo que o dom de línguas foi restaurado, ele foi difamado. Mais tarde, chegou-se ao ponto dele se tornar assunto de pesquisas científicas; vários livros foram escritos a esse respeito. Hoje em dia, no entanto, quem recebe o Espírito Santo é chamado de "carismático" — e está bem na moda. Aliás, eu inclusive ouvi dizer que padres e freiras católicos carismáticos realizaram uma conferência na Basílica de São Pedro, em Roma, onde foram abençoados pelo Papa.

Depois que uma verdade é estabelecida, não se requer mais aquele ímpeto e dedicação para se suportar a perseguição. Por que isso acontece? Porque, no momento que ela já está estabelecida, o inimigo entra em ação para tentar impedir o próximo passo da restauração. Agora que falar em línguas tornou-se aceitável, as pessoas já podem dizer: "Tudo bem, nós concordamos com isto."

Mas, então, qual é o opróbrio atual? O ensino acerca do senhorio de Jesus Cristo e do Seu direito de reger todas as nações (Apocalipse 11.15). Este — hoje — é o grande ponto de discussão.

Você precisa reconhecer que nós estamos encarando o auge desta grande batalha dos séculos, a batalha na qual o Senhor Jesus Cristo — a quem pertence o direito de reger as nações — está começando a manifestar Sua multiforme sabedoria aos principados e potestades, como profetizado em Efésios 3.9-10. Para que isto aconteça, no entanto, é preciso que um povo se levante para proclamar a Sua Palavra. Não importa como você chama estas pessoas — de intercessores, de profetas, etc. —, mas elas serão o bastante, pois estarão determinando o fim do usurpador. E aí o senhorio de Jesus Cristo será manifesto (Filipenses 3.9-11; 1 Timóteo 6.15).

O senhorio de Jesus Cristo é a ênfase principal que nos foi ensinada por mais de 30 anos. Você pode dizer: "Bem, as igrejas ali na outra rua estão pregando Jesus como Salvador." Tudo bem, em algumas igrejas prega-se a mesma mensagem no domingo pela manhã, no domingo à noite e durante toda a semana: "Atendam ao apelo. Nasçam de novo. Tornem-se cristãos. Entreguem seus corações para Jesus. Venham até o púlpito." E você observa todos ali; todos salvos. O foco destas igrejas não está direcionado em conduzir as pessoas à perfeição sob o senhorio de Jesus Cristo, de modo a que tragam outras (Efésios 4.11-16; Hebreus 6.1). Ao contrário, elas pregam a mesma mensagem repetidamente. Mas a primeira mensagem da Igreja se inicia com Pedro, no Dia de Pentecostes, proclamando: “A este Jesus, Deus o fez Senhor e Cristo” (Atos 2.34-36).

O senhorio de Cristo e Seu direito de reger as nações tem sido nosso principal ensinamento durante todos estes anos. É por isso que estas igrejas existem. O grande ponto de discussão atual é Jesus Cristo como Senhor — e você como Seu servo. Geralmente saímos um pouco desta ênfase quando os ministérios da igreja local começam a assumir uma posição em vez de servirem humildemente como servos de Jesus Cristo e sob um comissionamento Dele. É neste momento que Deus começa a abalar a coisa com o propósito de corrigi-la. Nós passamos por esse abalo, e eu fico grato por isso. Fico muito grato porque, através dele, um nível de adoração mais alto está surgindo. Através dele, há um espírito permeando as igrejas que está transformando a ênfase da igreja local numa biblicamente orientada igreja do Reino. (Numa igreja local, biblicamente falando, isto é, segundo o padrão neotestamentário, a ênfase deve estar mais nos bispos, supervisores e presbíteros do que no pastor.)

Mas é importante que você perceba que este não é um ensinamento novo, uma doutrina nova. Estes são simplesmente os princípios elementares para os quais você não atentou de início! Ou talvez até tenha, mas não sabia como aplicar. De certo modo, estamos condicionados pelas coisas que aconteceram, pelas experiências do passado e ficamos tentando carregá-las para dentro do Reino. Parece que ainda não rompemos com elas por estarmos muito condicionados às coisas do passado. O chamado "Caminhar" tornou-se, de fato, algo condicionado a muitas coisas supérfluas da estrutura da igreja. Assim sendo, Deus precisou nos tirar dele — da mesma forma como tirou Abrão de Ur, sua terra natal, para conduzi-lo até Canaã. Deus guiou Abrão o mais longe que pode e, depois, antes de entrar em Canaã, Abraão ainda morou durante um tempo em Harã (Gênesis 11.31–12.5). Para nós, também, parece que Deus nos conduziu o mais longe possível de Babilônia e deixou-nos ficar ali parados, durante um tempo, antes de adentrarmos no Reino. Mas o importante é que estejamos avançando adequadamente e rumo à ênfase do Reino.

Como podemos discernir, na verdade, o que é o Reino? Antes de mais nada, precisamos sempre examinar certas palavras que aparecem no contexto das Escrituras quando elas se referem ao Reino. Por exemplo, uma passagem sempre muito interessante é a de Lucas 12.31-32: “Buscai antes o seu reino, e estas coisas vos serão acrescentadas. Não temas, ó pequeno rebanho! porque a vosso Pai agradou dar-vos o reino”. Outra passagem relacionada a esta encontra-se no Salmo 23, que retrata o Senhor como o Pastor que nos guia e que nos diz que habitaremos para sempre em Sua casa. O pequenino rebanho, as ovelhas, são os que entram no Reino. Precisamos ser humildes e mansos o suficiente para fazermos parte deste pequeno rebanho. Se você já leu com atenção a mensagem intitulada Curvamo-nos E Derrubamos (29/07/1979), você percebeu que ela se refere à nossa humildade diante do Senhor.

“Deus resiste aos soberbos; dá, porém, graça aos humildes. Sujeitai-vos, pois, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará” (Tiago 4.6-7,10). Esta passagem enfatiza o fato, mais uma vez, de que são as pessoas sem a arrogância da posição, isto é, as que se tornaram o pequeno rebanho, aqueles que são os humildes, as mesmas que são suficientemente agressivas para tomar posse do Reino (Mateus 11.12). Estas verdades criarão a explosão necessária e, através delas, nós verdadeiramente avançaremos!

Enquanto Davi aguardava notícias da batalha, durante a rebelião de Absalão, um rapaz chamado Aimaás, que se encontrava no campo de batalha, quis correr para levar as novas para Davi — mesmo sem ter visto o que acontecera. O comandante Joabe enviou outro homem para contar ao rei o que houve, um que havia testemunhado o que havia acontecido. Mesmo assim Aimaás insistiu; Joabe então lhe perguntou: "Para que agora correrias tu, meu filho, pois não receberias recompensa pelas novas?" Aimaás, no entanto respondeu: "Seja o que for, eu correrei." Joabe então lhe disse: "Corre." E como ele correu! Aimaás correu o mais rápido que pôde, ultrapassou o outro mensageiro, e chegou primeiro até onde Davi estava. Mas quando Davi lhe perguntou sobre Absalão ele não soube o que dizer (2 Samuel 18.19-29). Aimaás correu muito bem, mas não recebeu a recompensa pelas boas novas. Nós não somos como ele; nós temos a recompensa das boas novas, nós temos a abundância da Palavra viva em nossos corações. Agora é o tempo de corrermos com a mensagem; é a hora da Palavra explodir no mundo!

Para que isso aconteça, precisamos primeiro compreender o que a igreja local deve ser. A visão para uma igreja local, hoje, encontra-se no Novo Testamento. É nele que temos as referências às igrejas em Éfeso, Antioquia, Jerusalém, etc. Todas eram igrejas locais. Não há referências indicando que aquelas igrejas estivessem ligadas por uma hierarquia, nem que houvesse uma estrutura de organização ou denominação — era impossível vê-las tendo algo parecido com uma convenção batista ou metodista; era impossível vê-las se baseando num processo pretensamente democrático ou num governo de bispos e arcebispos regendo as igrejas. Os pastores não eram escolhidos para servir aqui ou ali, nem as congregações discutiam e votavam em quem seria o seu pastor.

Segundo Atos 15, quando as igrejas primitivas quiseram encontrar uma solução para um problema mais sério, o apóstolo Paulo e os presbíteros locais foram até Jerusalém se encontrar com os outros apóstolos e presbíteros. Por este padrão, tanto os supervisores das igrejas quanto os apóstolos foram incluídos. Se fosse convocado apenas um grupo (por exemplo, de apóstolos e presbíteros), isto demonstraria que as igrejas tinham um corpo legislativo. Mas, reunindo todos eles, o que se tinha era um grupo de ministérios que buscavam a revelação da mente do Senhor. De certo modo, como um corpo legislativo, eles se deram mal, mas, como corpo espiritual, uniram-se para determinar a vontade de Deus.

Em sua estrutura legal, a igreja local é uma associação religiosa sem fins lucrativos, que, de modo algum, deve constituir uma estrutura legal que predomine sobre a realidade espiritual que Deus está criando. Não deve haver uma organização legal que domine ou restrinja o corpo espiritual da igreja. É por isso que realizamos um estudo longo e extensivo para estabelecermos o modelo de uma associação que não criasse uma estrutura legal para amarrar e restringir o crescimento espiritual que Deus está produzindo na igreja local. Esta visão de igreja local não é muito fácil de ser cumprida porque ela é simples demais para se organizar (mas, por outro lado, a estrutura babilônica é muito, muito complicada, e, conseqüentemente, mais fácil de se operar).

Qual a diferença entre uma igreja local e uma igreja do Reino? O Reino representa mais que a igreja em si. O Reino representa o senhorio de Jesus Cristo sobre toda a terra (Mateus 28.18). Ele representa o Seu senhorio sobre as nações e sobre todas as esferas que você possa imaginar — econômico-financeira, artística, etc. Na verdade, o lugar de todas essas coisas é sob a autoridade do Senhor Jesus Cristo (Apocalipse 11.15).

Nós somos o Reino? Sim, somos parte dele. Ainda somos membros de uma igreja local? Sim. Mas, por outro lado, você pode lutar pelo Reino a vida toda e não alcançá-lo por não fazer parte de uma igreja local. Mas, por outro lado, você também pode fazer parte de uma igreja local e nunca ter a visão do Reino. Você entende como a coisa funciona? Ainda, por outro lado, você pode estar preso à idéia de igreja local e, por outro lado também, você pode dizer: "Eu não quero fazer parte de uma igreja local. Não quero me submeter a ela. Não quero me estabelecer num corpo local que Deus levantar; prefiro ficar aqui de fora fazendo, para o Senhor, o que bem entender." Nenhuma dessas duas é a verdadeira visão do Reino.

Será quase impossível vermos a vontade de Deus surgir na terra sem vermos a igreja do Reino surgir também. Estas igrejas locais não se tornam um reino local independente; pelo contrário, geralmente se tornam centrais do Reino. Embora as igrejas locais não venham a ter uma organização que as ligue, elas terão uma função distinta e definida em Deus, assim como as pessoas individualmente.

Eu me vejo cada vez mais buscando a vontade de Deus para uma igreja do Reino do que para um indivíduo apenas, ou para os ministérios daquela igreja. Por quê? No momento em que você exalta uma posição ou um chamado em especial, você faz com que a pessoa se torne um alvo, não só para Satanás, como também para as pessoas a empurrarem para uma posição que Deus nunca pretendeu que ela ocupasse.

Algumas pessoas tentaram fazer de mim o líder de um império religioso ou coisa parecida. Mas eu recuso isso terminantemente. Eu jamais aceitarei o título de pastor; jamais aceitarei o título de apóstolo. Eu recuso todos esses títulos. Algumas diziam: "Para estar neste Caminhar você precisa ter uma revelação deste homem como apóstolo!" Tenha toda a revelação acerca do meu comissionamento que quiser, mas, quando falar, fale sobre o senhorio de Jesus Cristo. Caso contrário, você criará um foco errado e atrairá a atenção para algo que Deus nunca pretendeu que fosse exaltado. A idéia nunca foi essa. Mesmo que você tenha uma revelação acerca de determinado homem que foi chamado para ser um apóstolo, esta não deve ser a questão, ou uma razão de contenda. Contanto que você aceite a Palavra viva que exalta o Senhor Jesus Cristo, a mesma obra será operada em sua vida — independentemente de você aceitar ou não esses títulos.

Em vez de usarmos a palavra "pastores", talvez possamos retornar a uma terminologia mais bíblica — e que à princípio usávamos — e dizermos "supervisores", "presbíteros", "apóstolos", "profetas". Aliás, sugiro algo até melhor: que não usemos termo algum. Vamos nos referir uns aos outros como "irmãos". É claro que alguns têm grandes profecias sobre suas vidas. E o atual cumprimento delas me enche de admiração e encanto. Umas das maravilhas é como a Palavra de Deus que flui através de um vaso humano possa ser tão viva e vivificante! Mas isto o torna alguém importante? Não. Nunca, mas nunca mesmo, deve acontecer do vaso ser exaltado. O Senhor nunca pretendeu que o vaso fosse exaltado. Mesmo assim, as pessoas tentam colocar um ministério em tal situação. E, aí, o Senhor pode fazer cair sobre você uma difamação, torná-lo um espetáculo para os homens e os anjos, você será chamado de escória do mundo — apenas para que o mundo veja que este tesouro está num vaso de barro, e que a excelência do poder vem de Deus e não de nós mesmos (1 Coríntios 4.9-13; 2 Coríntios 4.7). Deus nunca teve a intenção de que alguém, além de Seu próprio Filho, fosse exaltado. Ele é o Único que deve ser exaltado e glorificado em nós (2 Tessalonicenses 1.10). Se alguém mais for exaltado, o Senhor encontrará um meio de nivelá-lo de modo a que todos vejam apenas o Senhor.

Profetizar para uma igreja pode ser mais importante que profetizar para um indivíduo que nela esteja porque cada igreja do Reino está assumindo uma identidade e uma função peculiar. A mobilidade agora está se processando em todo o Reino de Deus. Você já reparou em quantas pessoas que, de uma igreja, são enviadas para Shiloh, ou para colonizar outra igreja, ou são trazidas, de outra, para aquela igreja? Nunca em sua vida você viu um movimento que tem, ou terá, uma mobilidade tão grande!

Aliás, as maiores mudanças ainda estão por vir. Recentemente, enquanto eu orava e buscava a face do Senhor, Ele me revelou que muitas mudanças iriam acontecer. E uma delas seria a transferência de pastores. A posição dos pastores em suas igrejas locais será alterada. Eu os encorajo a darem passos práticos rumo ao fato de que, talvez, sua igreja local veja Deus enviar outros apascentadores ou supervisores até ela.

Qual é o propósito nisto? O Senhor requer das pessoas nas igrejas a mesma dedicação a essas mudanças que Ele requer de seus líderes. O Senhor já deu uma revelação direta de que mandará o pastor para onde Ele quiser — para que ele possa entrar na Palavra e buscar ao Senhor de modo mais intenso. E por quê isso? Porque ele precisa se tornar humilde aos seus próprios olhos. Só então Deus mudará suas circunstâncias novamente (1 Samuel 15.17). Qualquer um, até mesmo seu pastor, pode começar a pensar como um pregador profissional, como um administrador — até que, em vez de ser guiado pelo Senhor, ele começa a pegar as pessoas e organizá-las naquilo que acha ser a vontade de Deus para elas. Isto é tornar-se um profissional.

Você já se perguntou a razão do Senhor não ter escolhido fariseus e governadores dos judeus para serem Seus discípulos? Ele viajou por toda parte pregando para as multidões, mas, quando chegou a hora de selecionar alguém de grande importância e que estivesse desejoso e fosse suficientemente humilde para ser um discípulo Seu — ninguém! Entre os judeus, a profissão mais odiada era a de publicano, pois ele recolhia os impostos para Roma. E a dos pescadores, é claro, não ocupava o nível mais alto da sociedade. Mas eles estavam ali pescando, emendando suas redes ou sentados por detrás do balcão da alfândega recolhendo os impostos, quando Jesus Cristo lhes disse: "Siga-Me" (Mateus 4.18-19; 9.9). Depois de Jesus ter sido crucificado, quando o mundo começou a ser abalado por aqueles discípulos, os líderes religiosos perguntaram: "Quem são esses?" E perceberam que eram todos homens incultos e iletrados (Atos 4.13). É muito difícil para uma pessoa que alcança uma certa camada social, um certo padrão de vida, fazer a vontade de Deus.

“Ora, vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres que são chamados. Pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para confundir os sábios; e Deus escolheu as coisas fracas do mundo para confundir as fortes; e Deus escolheu as coisas ignóbeis do mundo, e as desprezadas, e as que não são, para reduzir a nada as que são…” (1 Coríntios 1.26-28) Mas havia um homem com uma reputação muito boa, fariseu, hebreu de hebreus, e instruído aos pés de um grande rabino, Gamaliel (Filipenses 3.5; Atos 22.3). Só que este mesmo homem disse: "Considero tudo isso como esterco. Considero todas estas coisas como sem valor algum em relação ao conhecimento de Cristo" (Filipenses 3.8). Portanto, mesmo que você comece a sentir a possibilidade de se tornar alguém, torne-se um "ninguém" — a fim de poder ser exaltado Nele (Tiago 4.6-10).

Este é o processo que o Senhor iniciou dentro dos pastores. Acho que a revelação está vindo para eles da mesma forma que me veio quando o Senhor começou a falar comigo. Ele me tirou de minha biblioteca, de meus livros; e, durante muito tempo, trabalhei na reforma da igreja. Construí paredes, instalei fios elétricos e fiz o serviço de encanamento — coisas sobre as quais não entendia absolutamente nada. Eu simplesmente as aprendi e fiz. Durante aquela época, perdi meu status de pregador profissional. Cheguei ao ponto de nem saber mais como pregar. Aliás, nem sei se quis aprender de novo. A razão disto deve-se ao fato do Senhor, de vez em quando, me falar: "Levante-se. Fale com o povo e lhes dê a Minha Palavra."

O Senhor Jesus disse o mesmo para Seus discípulos: "Vão; apresentem-se no Templo; digam ao povo as Palavras desta Vida. Vocês é que vão falar a eles" (Atos 5.20-25). E é exatamente o mesmo que vai acontecer, agora, com os presbíteros e com todos os ministérios. Haverá uma impartição e uma identificação que, neste momento, são mais importantes que mais revelação. Você já tem revelação suficiente. O que você precisa agora é da impartição da fé explosiva e ativada para criar a unidade e fazer com que a igreja local cumpra com a vontade de Deus — tanto na igreja quanto em toda a terra. A sua igreja não pode funcionar apenas no nível local; ela precisa ser uma igreja orientada para o Reino, uma igreja que tenha a visão do Reino inteiro. Você deve estar tão pronto a abençoar outra igreja quanto a ver seu próprio rebanho abençoado. Não pode existir, terminantemente, uma visão limitada ao ponto de você se trancar naquele nível local e naquela região. Sempre que isso acontece, parte da verdadeira visão do Reino se perde.

Alguma coisa já explodiu. E nós agora estamos prontos para correr. Esta mensagem simplesmente lhe mostra como correr. Anos atrás, quando minhas filhas ainda eram pequenas, a família foi viajar. Como estávamos um pouco atrasados quando chegamos ao aeroporto, eu disse: "Meninas, assim que eu estacionar na plataforma de embarque, saiam do carro e corram!" Elas responderam: "Certo." Ao parar o carro elas saíram correndo mas, de repente, a menor se voltou para mim e perguntou: "Mas, papai, correr para onde?" Elas estavam prontas para correr, mas não sabiam para onde! Quantos de vocês sentem o mesmo? "Estamos prontos para correr, prontos para partir. Agora queremos saber o que temos de fazer!" É exatamente a isto que esta Palavra se refere.

Nós ainda não nos conscientizamos do quanto a revelação sobre nós é completa, nem de quanto da Palavra que nos é ensinada já foi escrita em nossos corações como uma Palavra viva! Agora, como resultado da intercessão e da direção do Espírito do Senhor, haverá uma impartição renovada da visão e da direção para os profetas e para os presbíteros. Vocês serão guiados, de uma situação para outra, logo a seguir (Romanos 8.14). Este é, provavelmente, o passo mais prático que já demos. Esta visão pode chegar a ser tão grande que, por exemplo, os livros da Palavra Viva traduzidos por uma igreja para outra língua serão capazes de mudar uma nação inteira. É a unção que o Senhor incute nela.

É claro que haverá perseguição! Mas como resultado, é dela que obteremos os maiores benefícios. Temos as fitas, os livros; temos a companhia apostólica que está começando a funcionar, e os ministérios se relacionando com o espírito de Shiloh. O que aconteceu em Shiloh? Um prédio humilde, mal-acabado, que de fora mais parecia um barracão, era o lugar no qual as pessoas iam dia e noite para orar. Às vezes, no primeiro e longo inverno, por direção do Espírito Santo, nós nos reuníamos cinco ou seis vezes durante a noite. O cerco aconteceu durante a época da colheita, enquanto colhíamos e fazíamos conservas de tomate e milho. O livro que resultou deste cerco, intitulado E eles fugirão de diante de Ti por sete caminhos, documenta tudo o que eu estou lhes dizendo nesta mensagem. A porta de toda uma era se fechou ali — o Caminhar deixou de existir e a ênfase no Reino se iniciou.

Durante o ano passado experimentamos a entrada numa era inteiramente nova, e o problema é que não a compreendemos ainda. Será que nós seremos como aqueles que começaram a fabricar carros colocando um motorzinho numa charrete feita para ser puxada por cavalos? Você sabia que os primeiros automóveis se pareciam com charretes ou carruagens? A única diferença era o motor. Alguns modelos ainda tinham até mesmo o suporte para o chicote (que eles usavam para colocar um vaso de flores). Foi preciso anos para que surgisse o conceito de automóvel, de modo a que o estilo e o modelo pudessem se desenvolver adequadamente. As pessoas, por causa de seus condicionamentos, estavam presas à era do "cavalo-e-carruagem". E, por isso, quando algo novo surgiu, elas não souberam se adaptar. Eu sinto que nós, da mesma forma, não saberemos, no futuro, nos adaptar a algumas de nossas reuniões.

É interessante ver o que uma igreja local fez para conseguir um prédio para as reuniões. O pastor me telefonou um dia e disse: "Eu gostaria de comprar o prédio de uma igreja batista aqui perto, mas não temos dinheiro suficiente." Eles tentaram conseguir um empréstimo hipotecando a casa onde se reuniam, mas não se faziam empréstimos para igrejas. Eu busquei ao Senhor e, depois, disse ao pastor: "Você pode comprar aquele prédio se vender o apartamento que está querendo vender. Depois, compre a casa onde a igreja se reúne e torne-se seu proprietário. Aí você conseguirá o financiamento como pessoa física; e veja se consegue o máximo possível. Pegue o dinheiro que conseguir nesse empréstimo e compre o prédio da igreja batista com ele." Várias semanas se passaram nas quais eles tentaram de tudo e nada conseguiram. Aí, então, eu disse: "Bem, nós liberamos isso." Todas as três transações saíram num só dia.

Mais tarde eu vi a igreja. Eles a acarpetaram e ela ficou linda — pois as pessoas não queriam uma "igreja". A primeira coisa que fizeram foi retirar todos os bancos que eram de madeira-de-lei. O pastor os colocou no jardim, pendurou uma placa de "Vende-se" e sentou-se ali. Ora, uma boa madeira é difícil de se encontrar; logo os marceneiros da cidade vieram e quiseram comprar os bancos. Ele estabeleceu um preço para o metro quadrado ali mesmo (fazendo um precinho bem alto) e, banco após banco, vendeu todos. Eles colocaram o carpete e algumas cadeiras de armar. Podendo arrumá-las do jeito que quiserem, eles se sentirão à vontade e seus cultos serão bastante flexíveis.

Uma coisa que aprendemos nestes últimos anos foi a de que não precisamos de auditórios na igreja — não somos mais um auditório; agora somos participantes. O tempo que passarmos juntos será para as reuniões de negócios do Reino. Quando vocês se reúnem, o fazem em Seu nome, ou seja, se reúnem para mudar as coisas, para criá-las. Você não mais virá para a igreja porque, espiritualmente, está tentando subir até o nível zero de novo, porque está esperando que um ministério encorajador venha para lhe dar uma mãozinha. Não, em vez disso, você vai dar esse novo passo e adentrar na maturidade que Deus quer que cada cidadão do Reino, cada membro da família bendita do Pai possua (Efésios 4.13-16,25).

Comecem os cultos a partir do nível em que estavam quando terminaram o anterior. É daí que vocês devem partir. Reúnam-se para receber algo além do que esperam receber. Venham "por cima" espiritualmente falando.

Nós já vimos um pouquinho do que seremos como igreja do Reino. Agora vamos dar uma olhada mais adiante. Você sabia que Deus começou a sacudir o Caminhar para que nada permaneça exceto o Reino? Leia Hebreus 12; esse capítulo lhe dará uma boa idéia acerca do que o Senhor está falando e de como Sua Palavra está abalando todas as coisas. Como resultado, receberemos um Reino inabalável (Hebreus 12.26-27). Deus permita que, em breve, sejamos um dos povos mais sólidos e unidos que o mundo já conheceu.

Mas, nesse meio tempo, o que é que está acontecendo? Alguns ministérios se afastaram porque quiseram preservar seus "reinos" (e, em alguns casos, também seus privilégios e interesses financeiros). A Palavra os está abalando. Se alguém estiver construindo um reino, este será abalado. E qual a diferença entre o verdadeiro Reino de Deus e uma igreja que virou seu próprio reino? A seguinte: se alguém constrói um reino ao seu redor, Deus o destruirá. Não haverá outros senhores exceto o Senhor Jesus Cristo. A profecia de Isaías para o Reino foi: “Ó Senhor Deus nosso, outros senhores além de ti têm tido o domínio sobre nós; mas, por ti só, nos lembramos do teu nome”(Isaías 26.13). Somente o Senhor terá o domínio. O dia no qual as coisas podiam ficar encobertas já passou. No Reino, nada há de encoberto que não venha a ser revelado (Lucas 12.2). Nestes dias não haverá nada — nada mesmo! — que possa ser varrido para debaixo do tapete. Quantos, hoje, têm orado assim: "Eu prefiro estes dias de honestidade; prefiro ser sondado por Deus. Eu prefiro estes dias de honestidade para que, quando uma Palavra for proclamada, não seja preciso que ocorram dois tratamentos, como nos dias de Ananias e Safira"? (Atos 5.1-10).

À medida que o domínio do Senhor for sendo estabelecido nas igrejas locais, veremos surgir a mobilidade dos ministérios do Reino. Paulo explica este princípio: “Mas a nossa pátria (outra tradução diz: "nossa cidadania") está nos céus, donde também aguardamos um Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o corpo da nossa humilhação, para ser conforme ao corpo da sua glória, segundo o seu eficaz poder de até sujeitar a si todas as coisas” (Filipenses 3.20-21). A tradução de Moffat torna o significado bem diferente. Ela diz: "Somos colônia dos céus". Esta expressão provém da época da dominação romana, na qual as estradas faziam a conexão entre as várias regiões do império. Quando Roma expandia seus territórios, a primeira coisa que fazia era construir uma estrada para o transporte rápido de soldados. O único modo que Roma tinha de manter suas rédeas sobre aquele vasto império era através da construção de estradas pelas quais as tropas pudessem avançar rapidamente. Só depois das estradas serem construídas é que eles edificavam os banhos e outros prédios. Era assim que eles colonizavam seus territórios. Tarso foi um dos lugares mais intensamente colonizados e, por esta razão, ganhou grande aprovação de Roma, tanto que Paulo (embora judeu de nascimento) nasceu livre, o que o tornou um cidadão romano. Você percebe isto ao ler o livro de Atos, pois, ao depor diante dos tribunais, ele podia apelar para sua cidadania romana (Atos 22.25-28). Portanto, Paulo sabia o que era fazer parte de uma colônia.

Hoje em dia falamos acerca da colonização das igrejas. Algumas igrejas precisam de ajuda, precisam ser colonizadas. Por quê? Porque talvez tenham cedido tantos ministérios que precisem de outros para substitui-los e ajudá-las a se reedificar. Isto já aconteceu em vários lugares. Muitas igrejas enviaram pessoas para toda parte; a colonização é algo corriqueiro. As igrejas buscam ao Senhor para uma testificação do que deve acontecer e as pessoas são enviadas segundo Sua orientação. Você talvez se surpreenda, por exemplo, com a capacidade que seu pastor tem de ministrar porque pode ser que existam igrejas que precisem exatamente do ministério que ele tem no momento, da visão e revelação que ele possui. Estamos a caminho, no Reino de Deus, de nos tornarmos o povo mais móvel que já existiu. Quando o Senhor disser: "Vamos embora!", nós iremos! Nós seguiremos a coluna de fogo!

Você se sente empolgado por estarmos ligados a uma expansão mais ampla do Reino de Deus em vez de a apenas um nível local? Nós avançamos para as coisas que irão acontecer, para as mudanças que ocorrerão, primeiro dentro da própria igreja local e que, depois, se expandirão por toda a terra. Você crê que isto está surgindo, não crê? Portanto, estejamos preparados. Esta época de mudanças é o que há de mais prático e perfeito no mundo inteiro.

E, neste nível, qual é o tipo de ministração pessoal que precisamos ter? O Senhor pode nos dar profecia e revelação de orientação, mas isto não é o mais importante. Precisamos, em todas as igrejas, impor as mãos sobre os irmãos. Precisamos ministrar a eles tendo em vista esta impartição. Ela é explosiva e muda todo o equilíbrio do mundo espiritual. E você pode sempre se certificar disso, pois sempre haverá uma reação no espírito. Nesta impartição estamos adentrando diretamente na vontade do Senhor.

Isto produz um clamor de intercessão tão profundo em nossos corações! Estamos nos vendo irromper num nível de intercessão que não conhecíamos. Este país vai mudar. Mas como? Através da nossa proclamação da Palavra do Senhor. Nossa intercessão não é nascida do desespero e sim do fato de que o espírito do Reino que prevalece será capaz de derrubar principados e potestades (Efésios 6.12). Nossas armas nunca serão carnais, mas poderosas em Deus para destruir fortalezas (2 Coríntios 10.4). Vai acontecer — já está acontecendo! Estas igrejas nunca mais serão as mesmas. Este ministério de impartição precisa explodir lançando-nos na ação que Deus tem para nós.

E qual é a ênfase para um ministério da igreja local: a do Reino ou a da igreja? A do Reino. Isto pode parecer um enigma ou uma contradição. Mas os presbíteros não podem estar limitados ao nível da igreja local porque isto parece criar duas entidades separadas. Portanto, vamos primeiro criar a unidade do Reino entre eles e, depois, deixar que o ministério da igreja local surja. Isto conecta, dentro da unidade do Reino, tanto a função universal da igreja quanto a local. Igrejas locais poderão existir, mas não estarão limitadas às organizações locais. Há um só Reino, um só Senhor (Efésios 4.4-6).

Ora, qual é a diferença entre uma central do Reino e uma manifestação local? Quando uma igreja local se torna uma central do Reino, isto não significa que ela se transforma num quartel general. Hoje isto significa o mesmo que significava na época neotestamentária, ou seja, que há um centro levantado por Deus de onde a Palavra começa a ser disseminada. Estabelecer uma central do Reino é diferente de tentar edificar uma denominação — seja Jerusalém, Antioquia ou Roma — que se torne um quartel general. Em vez disso, ela se torna um ponto de enfoque central onde a unidade do Reino é manifestada e depois espalhada. Em sua manifestação final, nenhuma denominação acaba sendo criada. Não há hierarquia, nem amarras sobre o povo. As igrejas locais existirão sempre, mas o Reino nunca será dividido.

(1) Este movimento foi chamado assim, de "santo rolador", porque as pessoas caíam e rolavam pelo chão quando recebiam o Espírito Santo; era utilizado como um termo pejorativo.

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