Lição 04 - A Iniciativa é Nossa

SUMÁRIO:

Esta mensagem é um desafio para aqueles que têm sido comissionados através de direção profética e promessas. Esses que têm sido comissionados precisam exercitar a iniciativa da fé. Quão intenso deve ser nosso desejo de cumprir Sua vontade na terra? Nossa intensidade precisa nos levar para além da mornidão de Laodicéia [Hb 11.3; Ap 3.19; 2Tm 1.10; Dt 6.5; Ap 3.17].

Cada vez que os santos de Deus se reúnem neste tempo do fim, torna-se mais e mais importante que adentrem no que Deus quer. Nós não podemos ficar perdendo tempo tendo apenas mais um culto, mais uma reunião; nós precisamos, com todo o nosso coração, tocar em Deus e alcançarmos algo para nós e para os outros.

O Senhor está exigindo tanto uma intensidade quanto uma pureza em nossa adoração e na forma como O servimos. Nós estamos no limiar de toda uma colheita de pessoas para o Reino. Mas, para conseguirmos isto, é preciso que primeiro o Senhor levante um sacerdócio puro. Quando Deus limpa e purifica Seus santos, Ele faz uma obra profunda. Nenhum fermento pode restar sob a superfície; tudo é exposto para que o sangue purificador de Jesus Cristo possa operar e remir. Essa pureza nos lançará em direção ao dia de poder que está por vir.

Deus nos purifica por remover muita das velhas rotinas religiosas e nos liberta da mornidão mortal de Laodicéia. Um cristão apanhado no espírito religioso desta era pode se considerar um avivado "pegando fogo" sem perceber que, em seu coração, na verdade, está morto. A mornidão é muito enganosa e muito mais sutil do que se pensa. Ela é mortal! A igreja de Laodicéia não sabe que é infeliz, miserável, pobre, cega e que está nua (Apocalipse 3.17). Laodicéia está mergulhada no engano religioso — e quando você está nele, você não consegue perceber o que está acontecendo. Por isso Deus tem precisado nos sacudir com a música de jubileu, com a intercessão violenta e com as proclamações proféticas intensas. Tudo isto tem sido necessário para que sejamos disparados para fora de Laodicéia.

Depois de liberto de sua escravidão às velhas idéias e formas da religião, você se torna intenso em tudo o que faz. Uma vez liberto da mornidão você percebe que não tem amado o suficiente, não tem crido o suficiente, nem tem adorado a Deus o suficiente. Você percebe que seja lá o que estivesse fazendo, isto estava sendo apenas uma pequena porção do que o Senhor realmente queria.

Deuteronômio 6.5 ordena: "Amarás, pois, a Yahweh, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força." Estenda-se para amá-Lo com tudo o que há em você. Com tudo! Isto nos conduzirá ao maior nível de adoração que jamais existiu — em qualquer era (inclusive no tempo da Igreja primitiva). Neste período de transição para o Reino uma adoração muito, mas muito profunda surgirá. As pessoas aprenderão a verdadeiramente adorar a Deus.

Portanto, nós precisamos reconhecer o perigo de se ter um padrão eclesiástico sem a presença de Deus.

É muito fácil para igrejas e denominações entrarem em rotinas. Durante um certo tempo elas bem que podem ter sido cheias com o poder de Deus, mas, agora, só têm a forma e o ritual. O mesmo poderia acontecer com a intercessão intensa que Deus está trazendo para o remanescente do tempo do fim. Ela poderia ser muito intensa e violenta e, mesmo assim, nem sequer tocar em Deus!

Nós não ousamos permitir que qualquer coisa venha, por mais bíblica que seja — mesmo um padrão divinamente restaurado — sem que também estejamos continuamente contendendo para que a presença de Deus seja manifestada bem no meio dela. Seja lá o que possamos fazer de modo a criar uma forma de culto, qualquer outra igreja pode fazer melhor. A nossa ênfase não está nas estatísticas ou no número de convertidos. É inútil fazer proselitismo só para converter pessoas para um grau um pouquinho mais elevado dentro da mornidão de Laodicéia. Em vez disso, vamos crer para vermos a presença de nosso bendito Senhor Jesus Cristo em cada culto. Aí, a parousia, a presença do Senhor, trará as pessoas. Nós não queremos que ninguém alcance uma religião; nós queremos que as pessoas encontrem o Senhor! Na medida que formos dedicados a este propósito, nesta mesma medida acontecerá.

Por isso é preciso que esta adoração mais profunda venha. Quando adorar, insista até o rompimento vir, até que a Sua glória venha e encha a casa do Senhor. Então os novos não tropeçarão na intensidade com que intercedemos, nas formas estranhas como adoramos, ou nos cânticos incomuns que cantamos — cânticos que nós mesmos escrevemos. Por que não cantamos os antigos e majestosos hinos da Igreja? Pode ser que chegue o dia no qual os cantemos, bem como alguns dos antigos cantos gregorianos e dos salmos — mas então será com um significado maior do que eles jamais tiveram. Assim como escribas sábios, tiraremos do tesouro quer coisas novas quer coisas velhas, pois destes será o Reino (Mateus 13.52).

Nós precisamos encarar, com muito realismo, o fato de que o dia da visão chegou — e agradecemos ao Senhor por ele. Entretanto, também precisamos compreender que o melhor ainda não chegou. A plenitude que Deus quer que tenhamos ainda não está aqui. O mover de Deus do tempo do fim na terra hoje encontrará novas respostas para novas coisas. Mas, acima de tudo, chegaremos ao verdadeiro significado da Palavra de Deus — não apenas na teoria, mas em termos de realidade para o nosso coração. Nós vamos adentrar em Sua presença. Nós aguardamos o tempo quando Ele há de vir e encher Seu templo. Malaquias 3.1 diz que o Senhor virá ao Seu templo de repente. É por isso que Ele tem refinado os filhos de Levi. Ele quer que esse sacerdócio puro surja, esse sacerdócio que oferecerá puras ofertas de adoração como nos dias da antigüidade. Ele tem de surgir! Vamos adentrar numa dedicação para buscar intensamente a presença do Senhor.

Há sempre um perigo envolvendo o sucesso, pois o sucesso o testa de uma forma muito intensa. Deve-se temer mais o sucesso que os testes do Senhor. Sob os Seus testes você — sem demora — se apóia completamente no Senhor; mas quando você é bem sucedido e tudo vai bem, a tendência é já não mais existir aquela intensa busca pela direção do Senhor.

Eu anseio pelo dia quando serviremos a Deus bem mais intensamente quando Ele estiver nos abençoando do que quando estiver nos disciplinando.

Que não se ouça dizer do povo de Deus: "Ah, vocês não servem ao Senhor a não ser que Ele os golpeie. Quando Ele os castiga, aí vocês se arrependem. Quando Ele os abate e faz com que orem para que toda a necessidade seja satisfeita, aí então vocês O servem e O amam; aí vocês O adoram e se quebrantam no espírito."

Um Provérbio do Reino diz: Será que temos de pecar e ver Deus nos abater até ao chão para que tenhamos um espírito quebrantado? Não! Pelo contrário, vamos determinar que, a cada bênção, nós nos prostraremos ainda mais diante do Senhor; que buscaremos ainda mais a Sua face! Tudo o que Ele nos der nós receberemos não como um fim em si mesmo, mas como o início de alguma coisa que Ele quer criar. Vamos nos arrepender de qualquer negligência de nossa parte em relação a vermos a plenitude e a glória do Senhor reveladas na terra novamente.

Quando Deus está nos abençoando e tudo vai bem, tendemos a esquecer os dias menores do passado. Na Páscoa, as ervas amargas eram trazidas e as crianças provavelmente relutavam em comê-las. Qual era o significado daquelas ervas amargas? Deus não queria que os israelitas se esquecessem dos dias passados. E é assim também com cada um de nós. À medida que adentramos na terra para possuí-la, vamos também sempre nos lembrar de como o Senhor nos libertou. Vamos manter vivo esse relacionamento com Ele e deixá-lo crescer, mesmo que dias prósperos cheguem.

O sucesso de qualquer negócio do Reino e dos vários projetos que Deus coloca diante de nós dependerá de continuamente buscarmos a Sua face com uma humildade em nossos corações. O propósito principal de cada empreendimento de sucesso é o de trazer glória apenas para o Senhor. Nós romperemos com uma unção sobre nós para sermos bem sucedidos — mas tudo o que Ele nos der nós colocaremos de volta em Suas mãos. Nós não consideraremos nada como nosso, mas glorificaremos a Deus por sermos canais para trazer a plenitude e a bênção do Senhor para o Seu povo.

Muitos negócios do Reino estão à beira de uma prosperidade inacreditável. De uma forma surpreendente Deus começará a dar sabedoria e revelação aos Seus profetas mostrando-lhes os passos específicos que devem ser tomados. Projetos que têm sido improdutivos porque estavam sendo constantemente combatidos por poderes satânicos serão retomados e completados com sucesso.

Nós precisamos alcançar o ponto onde não somos humildes só porque Deus nos abateu, mas somos humildes e buscamos a Sua face porque somos dedicados a ser humildes! É escolha nossa sermos humildes! É escolha nossa sermos um povo que busca a Sua face.

Não espere que o Senhor o encurrale num canto para se humilhar diante Dele. Antes, determine-se a fazer guerra contra a arrogância da velha natureza adâmica. Declare guerra contra o sentimento de que você é auto-suficiente e de que não precisa confiar inteiramente no Senhor em cada circunstância. O apóstolo Paulo disse que sabia como ser degradado e como ter em abundância, como não ter nada e, mesmo assim, ter tudo. Ele tinha aprendido a estar contente em qualquer condição que se encontrasse. Seu contentamento não era uma atitude passiva do tipo "bem-eu-não-estou-nem-aí". Ele disse: "Eu posso todas as coisas em Cristo, Nele, que me fortalece" (Filipenses 4.11-13). Paulo na verdade estava dizendo: "Eu posso manifestar Cristo, eu posso manifestar Sua presença — quer esteja no vale, quer esteja no alto da montanha, quer tenha pouco, quer tenha muito." Por que com Paulo era assim? Porque ele haviapredeterminado sua humildade diante de Deus. Porque ele havia predeterminado a sua dedicação a Cristo. Ele não tinha dúvidas quanto a isso.

Nós também precisamos ter essa mesma predeterminação. À nossa frente estão dias difíceis na terra, mas também serão dias quando Deus abençoará os santos — não para que amontoem riquezas para si mesmos, mas para serem uma fonte de suprimento, um canal de bênção e um instrumento da graça de Deus que está por surgir na terra. Ele fará deles um ministério tipo José para suprirem às pessoas do mundo.

Neste exato momento isto pode parecer uma impossibilidade; contudo, precisamos estar dedicados a realizar isso. Nossa genuína dedicação a este objetivo trará a presença de Cristo à terra. A presença de Jesus Cristo, a parousia, provavelmente não acontecerá soberanamente. Por causa do ministério do Corpo, Cristo está vindo para ser glorificado nos Seus santos e para ser admirado em todos os que crêem (2 Tessalonicenses 1.10). Portanto, eles precisam ser os primeiros a puxarem a presença do Senhor para dentro de seu ser. Não haverá nenhuma manifestação da Sua presença até que eles tomem a iniciativa. Deus tem nos dado uma iniciativa para alcançarmos o mundo. E, por termos essa esperança dentro de nós, nós nos purificamos a nós mesmos (1 João 3.3).

Este é o momento de todos nós nos ajuntarmos como um. O momento de se esvaziar de qualquer fermento ou indiferença em seu espírito. Se existem quaisquer traços de Laodicéia em você, extirpe-os agora e entre com toda a intensidade para focalizar na adoração e no rompimento. A libertação pode acontecer a qualquer hora. Quando cada crente está focalizado e crendo, a igreja pode ser total e completamente transformada. Entre nisso. Não é preciso que alguém diga algo que acione a mudança em você. Você mudará quando chegar com uma intensidade em seu próprio coração para alcançar a Deus, para trazer o Senhor à Sua casa. Não deve fazer a menor diferença quem prega, ou mesmo se alguém prega para você. Tudo o que é preciso é uma Palavra de Deus que agite o seu coração e que traga o Senhor para o culto.

Nós estamos começando a penetrar nesta visitação de Deus na terra. Ela está acontecendo porque muitos irmãos têm o fardo de agarrar uma Palavra e levar todos a caminhar nela. Por causa da indiferença típica de Laodicéia nós, no passado, precisávamos de muitos sermões para surtir o efeito que apenas um poderia ter surtido. Muitos cultos só têm dado um pequeno ânimo ao povo quando, na verdade, esses mesmos cultos poderiam ter revolucionado toda uma cidade ou estado incendiando-os para o Senhor; eles poderiam ter transformado definitivamente uma nação.

Muitas vezes as pessoas vêm à igreja para serem encorajadas e tiradas da indiferença em vez de virem com uma determinação de se agarrarem a Deus. Nós ainda estamos para ver o que acontecerá quando o povo de Deus se reunir com fervor num só acordo, tendo tudo dentro de si determinado a fazer a vontade do Senhor — crendo intensamente, pronto a interceder, a adorar, a amarem uns aos outros, a fazerem, com todo o coração, tudo que o Senhor quer que seja feito.

Por este ser um dia de participação, aqueles que são relutantes não serão trazidos para tomar parte nisto. Como um grande órgão com todas as notas prontas a tirarem o acorde cheio e sonoro que pode abalar o templo assim também é com o Corpo de Cristo. Cada um permanece em prontidão para falar a Palavra do Senhor, para entrar no Espírito, para se alegrarem juntos nas coisas de Deus.

O dia de intensidade que trará a presença do Senhor realmente chegou. O remanescente de Deus do tempo do fim está se tornando, cada vez mais, um contraponto para a mornidão desta era. A igreja que mais agradará ao Senhor será a igreja que for zelosa e penitente. A nenhuma das outras sete igrejas foi dada esta ordem; só para a igreja de Laodicéia foi dito: “Sê pois, zeloso, e arrepende-te”(Apocalipse 3.19b). Até mesmo o arrependimento é impossível para um espírito morno. É preciso que o zelo do Senhor venha sobre ele. Então, no zelo, ele se arrepende da mornidão e diz a Deus: "Eu não vou mais ter um coração dividido. Eu me arrependo disto. Eu rejeito isto. Eu vou avançar até ser realmente o adorador que Você está procurando" (João 4.23-24).

A eleição de Deus sobre a sua vida, bem como o comissionamento que Ele dá, é mais importante do que você pensa. Todavia, na eleição de Deus e Seu comissionamento, freqüentemente existe uma falha em entender que Ele também lhe dá a iniciativa para cumpri-lo. Um ministério apostólico pode profetizar sobre você e comissioná-lo com uma verdadeira Palavra apostólica, confirmada pelos irmãos e recebida por você em seu coração. No entanto, se você for crítico e tiver um espírito errado, você perderá completamente a Palavra sem nunca vê-la acontecer. O comissionamento e a eleição de Deus têm lhe dado a iniciativa da fé. Você tem o privilégio de ser zeloso e se arrepender. Você tem o privilégio de ter inteireza de coração em relação ao Senhor. Você tem o privilégio! A iniciativa é sua! Você pode entrar com todo o seu coração. A coisa não vai acontecer soberanamente.

Diretrizes e profecias pessoais são muito eficazes — desde que não fiquem enfiadas numa gaveta, esquecidas. As coisas que Deus tem para você caminhar não vão acontecer a não ser que você as faça acontecer. Deus tem aberto a porta, mas vocêprecisa atravessá-la. O Senhor está trazendo o dia da parousia, mas ele não irá acontecer para você a não ser que você se determine a fazê-lo acontecer. É vocêquem entrará na Sua presença. É você quem trará a Sua presença para os cultos.Você é a pessoa! A iniciativa para isso é sua!

Mesmo a comunhão e a unidade em nossos relacionamentos não podem existir sem um esforço de nossa parte para vê-las acontecer. Isto está colocado diante de nós por revelação divina, comissionamento divino e provisão divina — então precisamos andar nisto e trabalhar nisto. Hebreus 2:3 diz: “…como escaparemos nós se negligenciarmos tão grande salvação?”  Esta advertência não foi dada para pecadores, pois o versículo continua dizendo que isso foi falado pelo Senhor e confirmado por sinais e maravilhas. Nós não escaparemos se negligenciarmos. Nós não vamos sobreviver com uma atitude do tipo "Ah-o-negócio-de-sempre". Não basta ter cultos apenas para conservar umas poucas pessoas no barco. Nós precisamos alcançar essa qualidade mais profunda de adoração. Precisamos nos estender para essa profunda qualidade de adoração. Precisamos nos estender para esse nível espiritual mais alto.

Hebreus 11 fala dos que andaram com Deus; daqueles que receberam uma Palavra do Senhor e que então se determinaram a caminhar nela. É dito de alguns que, pela fé, "obtiveram promessas" (versículo 33). Eles provavelmente disseram para Deus: "Você ainda não falou nada acerca desta promessa, mas eu quero que Você a dê para mim." Eles tinham uma fé tão surpreendentemente grande que obtiveram promessas que ainda nem existiam. E então começaram a caminhar nelas e a possui-las.

Por isso, vamos então, pelo menos, ter uma iniciativa de fé suficiente para vermos ocumprimento das promessas que Deus já deu.

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