Lição 02 - Quem Entra Primeiro no Reino

Se você conferir as referências acerca do Reino numa concordância bíblica, irá notar que existe uma grande diferença nos quatro evangelhos quanto à ênfase dada ao reino dos céus e ao Reino de Deus.

Você encontrará um mínimo de referências no evangelho de João, o que parece estranho, uma vez que o livro de Apocalipse (também escrito por João) é completamente devotado ao Reino vindouro do Senhor Jesus e à submissão dos outros reinos ao Reino de Deus. Embora o evangelho de João provavelmente tenha sido escrito depois do livro de Apocalipse, ele não fala muito acerca do o Reino. Mas a revelação do Reino está presente.

Já o evangelho de Marcos nos fornece apenas umas poucas referências acerca do Reino. Marcos estava mais interessado na aplicação prática e imediata das verdades do que em todo um conceito do Reino que está por vir.

O evangelho de Lucas contém muitas referências ao Reino. Ele teve uma perfeita visão do Reino, pois havia se desiludido com muito do que viu no sistema mundial existente à sua época. Embora fosse um médico, Lucas se estendeu a uma revelação de Deus acerca de coisas melhores, acerca de um estado ideal que viria quando Deus estabelecesse tudo de um modo perfeito. Assim sendo, ele colocou bastante ênfase no Reino.

Mas, dentre os quatro evangelhos, o de Mateus é o que coloca maior ênfase no Reino de Deus. Mateus tinha raízes judaicas profundas (embora fosse um tipo de renegado, pois traiu seu povo ao tornar-se um coletor de impostos para os opressores romanos). Foi nesse meio que Jesus o escolheu para ser um de Seus discípulo. De acordo com o julgamento humano, os judeus o consideravam como sendo o menor, mas seu evangelho é o primeiro livro do Novo Testamento. Parece simbólico o fato do Senhor ter escolhido um judeu considerado como um dos mais baixos aos olhos de seu próprio povo para tornar-se o primeiro a proclamar o Seu Reino. E, vez após vez, o evangelho de Mateus enfatiza este maravilhoso aspecto do Reino: os últimos serão os primeiros.

Que revelação fantástica do Reino nós encontramos no evangelho de Mateus! A começar pela genealogia de Cristo, estabelecendo o fato de Ele ser o Rei e Senhor sobre quem todas as alianças do Antigo Testamento residem. Mateus apresentou as verdades de Deus como princípios do Reino. Conseqüentemente, o assim chamado "Sermão da Montanha" é considerado impraticável pela maioria dos cristãos; e até mesmo difícil de ser pregado às pessoas. A maioria das exposições tradicionais baseadas no Sermão da Montanha não passa de uma deturpação da verdade. Muitos pregadores enfatizam o ensinamento: "Faça aos outros o que você gostaria que lhe fizessem" — mas é só até aí que eles vão. Mesmo assim, o evangelho todo de Mateus traz uma profunda revelação de verdades que são muito importantes para todos os cristãos. Tanto que, ao encerrar o Sermão da Montanha, Jesus disse: "Todo aquele que pratica estas coisas, Eu o assemelho ao homem que edificou sua casa sobre a rocha, pois, quando veio a chuva e correram os rios, ela não caiu; nada conseguiu destrui-la" (Mateus 7.24-25).

É difícil comparar a Era da Igreja, na qual temos estado vivendo, com a Era do Reino na qual estamos entrando. Durante a Era da Igreja, um homem podia edificar sua igreja como bem entendesse. Mas as igrejas que irão permanecer para a Era do Reino não serão necessariamente nenhuma dessas denominações que têm atravessado os séculos, mas aquelas igrejas que forem cuidadosamente edificadas de acordo com os padrões que Deus tem hoje estabelecido para uma igreja.

A ordem na igreja neotestamentária é de grande importância numa igreja porque os abalos associados à passagem de uma era para a outra serão devastadores. As instituições humanas serão partidas ao meio. Deus está exigindo que nós a edifiquemos muito cuidadosamente, do mesmo modo como Noé teve de construir a arca: exatamente de acordo com as especificações que Deus ordenara. O Senhor teve de transportá-lo, bem com a toda sua família, de uma era para outra. E o mesmo está acontecendo agora. A igreja neotestamentária tornou-se a nossa "arca de Noé" para nos transportar de uma era para outra. Portanto, ele precisa estar na ordem divina do começo ao fim. Nós não ousamos recuar disto, mesmo que não vejamos esta necessidade agora. Mas com o tempo nós a veremos. Portanto, vamos ser fiéis e obedientes em fazer o que Deus nos diz para fazer.

As exigências do Reino serão muito mais severas do que aquelas da Era da Igreja. Uma grande dedicação nos é exigida agora. O discipulado, nestes dias do surgimento do Reino, é bem mais amplo: se você sequer olhar para trás ao colocar suas mãos no arado, não estará apto para o Reino (Lucas 9.62).

Seja grato por existir um período de transição, pois senão todos nós seríamos levados de roldão. Nos dias que estão surgindo, haverá uma justiça, uma frutificação, uma dedicação e uma submissão total a Deus como nunca se viu antes. No remanescente do povo de Deus haverá visitações de glória e poder tais como o mundo nunca viu. A Igreja nunca conheceu a glória e o poder que revestirão os filhos do Reino. E o evangelho de Mateus é dedicado a proclamar isto. Durante os últimos anos tem sido pregado o padrão da igreja neotestamentária, mas agora nós estamos entrando num período de eras sobrepostas. Assim sendo, temos de pregar o Reino. A coisa precisa ser nesta ordem. O padrão da Igreja precisa ser completado para que tenhamos a revelação completa e perfeita dos princípios do Reino. Uma igreja precisa ser edificada de acordo com a ordem divina para que esteja apta a entrar nessa nova era.

Um período sobreposto é um tempo difícil, pois as pessoas têm a tendência a se restringirem em seu pensamento pelo que tem acontecido em vez de se projetar para o que acontecerá. Mas Deus está levantando um povo, nestes últimos tempos, que estará numa transição contínua. No final, quando Deus trouxer isto à existência em perfeição, o caminho do discipulado não terá comparação com o que foi nestes estágios iniciais.

Aqueles que fazem parte do presente mover de Deus na terra devem se considerarmuito afortunados. Não se entra nele muito facilmente; é necessário ter uma revelação. Existem vários cristãos que amam muito a Deus mas que não têm a revelação do que Ele está fazendo nesta hora. Agradeça se Ele tem aberto a porta da revelação para você.

Um caminhar com Deus hoje não acontece segundo a razão; ele só acontece por causa de uma revelação.

Ninguém começaria a se dedicar a caminhar com Deus se conhecesse antecipadamente o nível de discipulado requerido. Por que alguém desejaria envolver-se com algo que é uma obra da cruz em sua vida, que é o fim de todos os interesses que o movem e faz parte de sua vida? A soma total de tudo o que ele é precisa mudar e diminuir para sempre. Deus toma o impulso do ego e a autoconfiança em que ele tem se apoiado e esmaga isto até à morte para criar a nova motivação que precisa arder em seu coração para fazer a vontade de Deus.

Filipe ganhou toda a cidade de Samaria para o Senhor, mas também foi ao deserto para ganhar apenas um homem, um etíope, quando o Senhor lhe disse para fazer isto. Ele não se importava em estar ministrando para multidões ou para uma pessoa porque ele não estava edificando seu próprio reino. Ele não tinha uma motivação humana. Ele havia sido inteiramente tomado pelo Espírito do Senhor (Atos 8).

O Senhor está trazendo esta mesma dedicação na vida de muitos pastores. Depois de verem tanto o melhor quanto o pior do cristianismo convencional eles agora estão vendo o padrão de Deus. Os pastores das igrejas neotestamentárias que Deus está levantando não são perfeitos; eles ainda retêm características únicas e peculiares de suas próprias personalidades. Deus está usando como pastores homens que não são profissionalmente treinados para o ministério. Na melhor das hipóteses são diamantes brutos, mas Deus está fazendo uma obra fantástica e falando a Sua perfeita Palavra através deles. Se fossem ministros perfeitos, então entenderíamos como uma palavra perfeita poderia vir através deles. Mas, aos olhos humanos, esses pastores são totalmente desqualificados para o trabalho que Deus tem colocado diante deles.

Ver a obra perfeita que Deus está fazendo na terra através de tais canais imperfeitos é motivo de maior regozijo que ver vasos perfeitos trazendo uma Palavra perfeita. Esta maneira de ministrar não tem sido seguida desde a época da Igreja primitiva. Durante muitos séculos, ministérios têm sido treinados profissionalmente, mas Deus não está mais fazendo isto agora. Ele está escolhendo os tolos e os desprezados, e está envergonhando aqueles que são fortes (1 Coríntios 1.27). Ele está tirando homens dos mais improváveis ambientes e fazendo deles Seus ministros de justiça.

Novamente vemos este princípio do Reino em funcionamento: “…muitos primeiros serão últimos; e os últimos, primeiros”(Mateus 19.30). Não recue nem critique quando vir o tipo de pessoa que é atraída para um profundo caminhar com Deus. Ele está soberanamente motivando e trazendo aqueles que são indesejáveis e sem qualquer atrativo e transformando-os em filhos maduros de Deus. Este é um motivo para grande alegria. Da próxima vez que se sentir tentado a encarar um irmão como indigno de caminhar com o Senhor, lembre-se de que você não pode se atrever a ser orgulhoso.

Ninguém terá nada exceto aquilo que tiver recebido de Deus. Ninguém se tornará nada senão aquilo que Deus criou pela Sua mão. Nesta hora Ele está dando uma Palavra viva que está criando Seu povo. Ele está trazendo a adoração viva que faz com que eles se abram para mudanças fantásticas. Vamos captar esta visão em nossos corações e reconhecer que o Reino está vindo. Ele o está dando a nós. Ele está escolhendo aqueles que são pobres para torná-los ricos em fé e herdeiros do Seu Reino (Tiago 2.5).

"…muitos primeiros serão últimos; e os últimos, primeiros." Os ministérios mais fortes do Senhor poderiam facilmente provir de tribos que nunca foram expostas a nenhum dos refinamentos da cultura. Deus poderia facilmente levantar profetas poderosos no meio deles. Não menospreze ninguém, pois Deus toma o humilde e o exalta. Em vez de se desencorajar por se sentir desqualificado, alegre-se porque Deus está usando os desqualificados e insuficientes para realizar obras tremendas. Tiago nos adverte: “O irmão, porém, de condição humilde glorie-se na sua dignidade, e o rico, na sua insignificância, porque ele passará como a flor da erva” (Tiago 1.9-10). Ambos, o rico e o pobre devem ser felizes.

O homem rico deve alegrar-se em que o Senhor lhe tenha "puxado o tapete"; assim ele pode ter uma chance no Reino. O Senhor tentou ajudar o jovem rico a ser perfeito e a herdar a vida eterna quando disse: "Se quiser ser perfeito, venda tudo o que você tem, dê o dinheiro aos pobres, e assim você terá um tesouro no céu; depois venha e Me siga" (Mateus 19.16-22). O Senhor não estava interessado no dinheiro. Ele simplesmente queria que o jovem se livrasse dele. Dá-lo aos pobres pareceu o modo mais sábio (embora isto talvez não solucionasse o problema dos pobres, pois alguns são "viciados" na pobreza). Jesus tinha algo maior em mente. Ele amava aquele jovem e estava tentando dar-lhe a maior oportunidade de sua vida. Em suma, Ele estava dizendo: "Filho, Eu sei que você tem muitas posses; mas se você desistir de tudo, de forma a não possuir mais nada, então Eu lhe darei tudo." Este é o "princípio da inversão".

Você tem se queixado dos assaltos do inimigo? Talvez Deus só o esteja trazendo para o lugar onde você pode se tornar rico em fé e herdeiro do Seu Reino. Isto é freqüentemente visto no modo do Senhor ensinar as pessoas do Seu povo a se tornarem filhos do Reino e genitores de uma era completamente nova.

O sétimo capítulo de Mateus nos dá o retrato do fruto do Reino: “Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons. Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade"(Mateus 7.15-23).

A Era da Igreja parece estar particularmente viciada à idéia de alguém com uma grande conta bancária tornar-se membro do conselho diretivo da igreja, mas no Reino o quadro é bem diferente. Nem todos os que dizem: "Senhor, Senhor!" e professam certas doutrinas, entrarão no Reino de Deus. Mesmo para aqueles que proclamam que têm profetizado e feito muitas obras poderosas em Seu nome será dito: “Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade”.

As pessoas que se movem nos dons do Espírito, mesmo fazendo sinais e prodígios, estarão em perigo se não se voltarem para a vontade de Deus em seus corações. Se não tiverem submissão à ordem divina, elas estarão em dificuldade com relação a esta questão de entrar no Reino.

Haverá muito engano sobre as pessoas nos dias futuros; sempre que virem um homem profetizando e fazendo milagres, elas ficarão impressionadas. No entanto, apesar disto, se esse homem não tiver submissão, elas irão vê-lo ser varrido para fora.

Muitos pastores profissionalmente treinados têm a reputação de serem ótimos ministros de boas igrejas. Eles aparentam ter fome Deus e fazer o máximo para pregar a Palavra. Mas, se forem confrontados com a exigência do Reino, certamente tomarão outro caminho. Um número demasiado grande deles está mais preocupado com a perda de seus benefícios de aposentadoria na denominação. Nestes dias, Deus não parece estar preocupado em perpetuar a linha daqueles que são motivados por tal temor. Um homem não está apto a pregar a Palavra em verdade se estiver com medo do futuro. Nicodemos foi motivado por medo. Quando às escondidas, envolto pela noite, procurou Jesus, Este lhe disse: "Você tem de nascer de novo" — pois se alguém precisa se esquivar pela noite nunca poderá entrar no Reino. Só na última hora Nicodemos finalmente veio em aberto e tornou-se um discípulo verdadeiro. Veja o que ele perdeu por causa do medo em seu coração! Todos aqueles anos do ministério precioso do Senhor! Ele, no fundo, temia o que os judeus poderiam pensar a seu respeito.

Mas você não pode ter medo do que as pessoas pensam a seu respeito. Você não pode recuar por causa do preço que terá de pagar. Você tem de entrar no discipulado com todo o seu coração. É como um nascimento inteiramente novo. Você nasce num outro nível — o nível do Reino. As pessoas não podem meramente associar-se ao Reino; elas nascem nele através do fogo, através da revelação pura que vem de Deus e que arde em seus corações.

Para entrar no Reino você precisa mais do que o zelo dos missionários denominacionais. Você precisa do fogo que nasce nos espíritos daqueles que são dedicados a um caminhar de discipulado. Você precisa viver com uma motivação e um interesse mais profundos do que os cristãos jamais tiveram. Enquanto se prepara para dar sua vida e viver para Deus de todo o seu coração, sua dedicação tem de se tornar cada vez mais profunda. Não se sinta satisfeito só por resmungar: “Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu…” (Mateus 6.9-10) Não! Você precisa gritar: "VENHA A NÓS O TEU REINO!" Com um clamor de motivação pura, exija: "SEJA FEITA A TUA VONTADE!" O Reino de Deus vai vir e Sua vontade será feita nos governos e sistemas do mundo como é feita nos céus! Onde igrejas têm sido corrompidas por um sistema de prostituição babilônico, levante-se audaciosamente perante o Senhor e exija que haja outra visão e outro caminho que seja certo. Este é o dia dos filhos do Reino, o dia do surgimento dos frutos!

Mas note, esta não é uma questão de simplesmente ficar ocupado, de se envolver com umas poucas atividades; é uma questão de produzir frutos, de ser um filho maduro do Reino. Não é a quantidade de trabalho, mas a qualidade dos obreiros que é o mais importante. O que tem uma ênfase maior não é o que você está fazendo, mas o que você está se tornando.

É bom profetizar, mas certifique-se que você verdadeiramente sabe o que é submissão, o que verdadeiramente significa pertencer ao Senhor. Certifique-se que a sua profecia flui de um coração submisso à Ordem Divina. A chave para o Reino é o que você está se tornando, não o que está fazendo.

O mundo está repleto de sistemas corruptos cujos empenhos são predominantes porque esses sistemas têm mais pessoas, mais organizações poderosas e mais dinheiro por trás deles que o povo do Senhor. Eles podem usar o dinheiro mais eficientemente em termos de trabalho realizado do que o povo de Deus jamais poderia. Eles podem financiar poderosos advogados e promotores. Quando saem à batalha, parecem gigantes com grandes lanças (1 Samuel 17.7). Portanto, junte algumas pedrinhas e lembre-se de como a vitória é manifestada: “Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos” (Zacarias 4.6b).

Deus não o escolheu por causa da excelência do seu trabalho. Com a fraqueza de uns poucos Ele pretende por abaixo todos os esforços dos poderosos. Isto O agrada. Ele está interessado no que você está se tornando — um instrumento nas Suas mãos, totalmente dedicado, e trazendo à existência o fruto para o Reino. O fruto do Reino é o que realmente importa. A agressividade da fé é necessária para por abaixo as fortalezas de Satanás e para penetrar no Reino.

Jesus falou acerca da importância de se agir em fé: “Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha…” (Mateus 7.24). Note que o homem prudente agia.

Os dias da fé passiva estão terminando muito rapidamente. Não é mais suficiente apenas ouvir uma verdade e crer nela — você precisa fazer alguma coisa a respeito. O Reino é uma atividade de pessoas dedicadas. Não é um estilo de vida, mas um modo de ser. É uma motivação para caminhar com Deus com todo o seu coração.

O versículo 25 ilustra o que acontece ao homem que ouve os princípios do Reino e começa a agir sobre eles: “…e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha”. Seja lá o que você receber, comece a agir em cima disto, coloque a coisa em ação. Esta é a maior segurança que você pode ter.

As pessoas que aceitam e concordam com uma verdade, mas não fazem nada com ela, serão arrastadas pela correnteza. Não importa o quanto seu empenho seja humilde, aja sobre o que Deus está falando. Faça algo a respeito. Se não puder fazer mais nada além de orar, pelo menos peça ao Senhor: "Mostre-me o que fazer; mostre-me como reagir a isto."

Jesus também falou acerca do que acontece àqueles que não agem sobre o que Ele diz: “E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína” (Mateus 7.26-27).

Ou você anda com Deus, ou você sofre as conseqüências de não andar com Ele. Um caminhar com Deus não é uma intrigante aventura filosófica inserida em verdades teológicas negligenciadas; caminhar com Deus é fazer a vontade de Deus.

Jesus deu uma ilustração acerca daqueles que fazem a vontade de Deus: “Um homem tinha dois filhos. Chegando-se ao primeiro, disse: Filho, vai hoje trabalhar na vinha. Ele respondeu: Sim, senhor; porém não foi. Dirigindo-se ao segundo, disse-lhe a mesma coisa. Mas este respondeu: Não quero; depois, arrependido, foi. Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram: O segundo. Declarou-lhes Jesus: Em verdade vos digo que publicanos e meretrizes vos precedem no reino de Deus. Porque João veio a vós outros no caminho da justiça, e não acreditastes nele; ao passo que publicanos e meretrizes creram. Vós, porém, mesmo vendo isto, não vos arrependestes, afinal, para acreditardes nele” (Mateus 21.28-32). As pessoas religiosas estavam sempre falando, falando, falando e travando uma grande batalha com suas bocas — mas não andavam naquilo que declaravam.

Aparentemente os publicanos e as prostitutas haviam dito que não fariam a vontade de Deus, mas, ao ouvirem a Palavra, agiram sobre ela. Portanto, estavam entrando no Reino à frente dos líderes religiosos.

Jesus advertiu os sacerdotes e os fariseus dizendo: “Portanto, vos digo que o reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que lhe produza os respectivos frutos” (Mateus 21.43).

E exatamente a mesma coisa está acontecendo com a mensagem do Reino hoje. Não é o que você professa ou o catecismo a que você se submete que é o importante, mas sim se você está ou não caminhando no que Deus está lhe mostrando.

Não se preocupe se você tem problemas em entender alguns dos aspectos de um caminhar com Deus. Você provavelmente terá problemas, não com as verdades que já foram ensinadas e reveladas previamente, mas com as verdades que Deus está revelando ao Seu povo agora. Sua dedicação nunca será tão completa para que Deus não o desafie mais e mais. Ele vai sempre lidar com o seu coração.

Em meio a tudo isto, onde quer que você ainda falhe, lembre-se de que a verdadeira chave para caminhar com Deus é mover-se naquilo que você já sabe.

Se você sabe adorar, então adore. Faça o que puder para o propósito do Reino, para que você seja incluído nele. Venha a todos os cultos possíveis. Comece a orar por todo ministério que se levantar para falar. Caminhar com Deus nestes últimos tempos não consiste em ovelhas cegas seguindo uns poucos líderes dando uma Palavra. As ovelhas podem ser tão criativas quanto os pastores. As ovelhas também podem trazer a Palavra. Algumas das palavras mais puras a serem ouvidas poderão vir da congregação em vez dos líderes. As pessoas na congregação podem falar uma Palavra além do seu conhecimento quando Deus Se mover sobre elas.

Em vez de se desprezar ou autodepreciar porque não é qualificado, reconheça que Deus pode usá-lo. O Reino será tirado daqueles que não dão fruto e será dado àqueles que produzirão frutos. Tenha a audácia para se levantar e profetizar crendo que o mundo todo pode mudar se apenas um punhado de pessoas se reunir e falar a Palavra do Senhor. Na verdade, não há nada de extraordinário nisto. Durante séculos Deus tem usado homens para falar Sua Palavra e mudar as nações. Simplesmente entre nisto e fale a Palavra do Reino. Fale e transforme-se nela. Não profetize a partir de um coração que não é dedicado, para que Deus não lhe diga; "Aparte-se de Mim, você que pratica a iniqüidade." Creia na ordem divina que Deus está restaurando no Corpo hoje e comece a falar a Palavra do Senhor.

Lembre-se que você precisa tornar-se a vontade de Deus antes de poder fazer a vontade Dele. Ela tem de ser operada primeiro em você.

Em Mateus 24.7 Jesus fala acerca de reino lutando contra reino. Enquanto reinos estão mutuamente se enfrentando num plano natural, o quadro real, se as pessoas pudessem vê-lo, é que o Reino de Deus está batalhando contra os reinos de Satanás.

A autoridade de Cristo Jesus precisa prevalecer. Portanto, devemos nos alinhar inteiramente com o Reino de Deus que está surgindo, bem como com a batalha espiritual que isto envolve. Vamos deixar de lado nossos próprios interesses e deixar a vontade de Deus ser nosso único desejo.

Vamos nos dedicar a proclamar: "Venha o Teu Reino! Seja feita a Tua vontade em toda a terra — especialmente em nossos corações —, assim como é feita no céu. Pois Teu é o Reino, e o poder, e a glória para sempre."

Palavra Vivente
Reino Net

 

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