04. Tabernaculou entre nós!

JESUS (EMANUEL): TABERNACULOU ENTRE NÓS!

A nossa pesquisa para determinar a data do nascimento de Jesus nos levará a fazer uma pequena incursão no Novo Testamento na língua original em que foi escrito, isto é, o grego. No primeiro capítulo do Evangelho de João, no versículo 14, lemos:

E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós.

A palavra grega traduzida como "habitou" neste versículo é um verdadeiro neologismo criado por João, pois não se relaciona com "casa", "habitação" ou "morada", mas com "tabernáculo". Trata-se da palavra ESKENOSEN, pretérito de um verbo criado a partir do substantivo SKENÉ, que significa "tenda, tabernáculo". Portanto, esse versículo ficaria melhor traduzido se fosse escrito assim:

E o Verbo se fez carne, e "tabernaculou" entre nós.

Desta forma, estaríamos traduzindo exatamente, ao pé da letra, a expressão usada por João. O evangelista não usou esta palavra por acaso. Além de demonstrar com ela que Jesus tão somente peregrinou em um corpo humano durante trinta e três anos, e não habitou nele permanentemente, mas simplesmente "tabernaculou", João dá a entender com esta palavra que existe uma ligação umbilical entre o nascimento de Jesus e a Festa dos Tabernáculos.

O nosso Deus é um Deus sapientíssimo, criador da matemática celeste, um Deus minucioso, que se deleita na exatidão. Além disso, lemos em Hebreus 8.5 que as cerimônias, festas e instituições do Antigo Testamento eram figura e sombra das cousas celestes. "... os quais ministram em figura e sombra das coisas celestes, assim como foi Moisés divinamente instruído, quando estava para construir o tabernáculo; pois diz dele: Vê que façais todas as coisas de acordo com o MODELO que te foi mostrado no monte".

Tendo em mente estas verdades, não é difícil concluir que não foi por acaso que Cristo Jesus, "nosso Cordeiro pascal" (I Coríntios 5.7) foi sacrificado por nós exatamente durante a Festa da Páscoa. No decorrer de todos os séculos, todos os milhares de cordeiros que foram mortos cada ano durante a Páscoa, apontavam para o Grande Cordeiro Pascal - JESUS, o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1.29).

Não foi por acaso, também, que ao cumprir-se (ao completar-se, ao chegar à plenitude) o dia de Pentecostes (Atos 2.1) cento e vinte discípulos receberam o Espírito Santo. Na verdade, a Festa de Pentecostes era de pequeno significado no Antigo Testamento. Mas ela cumpriu-se cabalmente quando o Espírito Santo desceu sobre os discípulos.

Da mesma forma que a Páscoa cumpriu-se quando o "Cordeiro de Deus" foi entregue no Calvário, e a Festa de Pentecostes cumpriu-se quando o Espírito Santo foi derramado sobre os primeiros discípulos, a Festa dos Tabernáculos também teve seu cumprimento cabal quando Jesus veio "tabernacular" entre os homens, nascendo em Belém da Judéia.

Ele é o nosso Emanuel - Deus conosco, isto é, Deus tabernaculando conosco.

O TESTEMUNHO DA GRANDE PIRÂMIDE

Não queremos nos basear em testemunhos extra-bíblicos para determinar a data do nascimento de Jesus, mas é interessante a esta altura mencionar de passagem o testemunho da Grande Pirâmide de Quéops, no Egito, a respeito do nascimento de Jesus.

Isto pode surpreender o leitor, mas existem evidências e até mesmo alusões bíblicas de que a Grande Pirâmide seria "a Bíblia em Pedra", ou seja, outro Veículo da revelação de Deus que confirma a Bíblia. Os estudiosos desse assunto citam Isaías 19.19,20 como menção bíblica à Grande Pirâmide. Aliás, a esse respeito, o valor numérico desses dois versículos, que chega à soma de 5.449 (coincidência ou não) é exatamente igual à altura da Grande Pirâmide, se medida em côvados. (Esse valor numérico de um texto das Escrituras é determinado por um estudo chamado Gematria Bíblica, que dá a cada letra da Palavra de Deus um valor numérico, quando considerada no original hebraico ou grego. Assim, em grego, alfa = 1, beta = 2, gama = 3, delta = 4, e assim por diante até ômega, que seria igual a 800).

Segundo as pessoas que estudam a Grande Pirâmide, cristãos e não cristãos, ela contém uma história ilustrada do percurso que a humanidade tem seguido até agora, e continuará seguindo até chegar à "Câmara do Rei", salão existente (sempre no interior) no ápice da Pirâmide. Apenas como exemplo, a vinda de Jesus ao mundo é ilustrada na Grande Pirâmide mediante a existência no início da "Grande Galeria" de uma pedra em forma de cubo, com 33,5 côvados de lado, chamada de "Pedra de Tropeço”.

Infelizmente não temos tempo nem espaço aqui para um estudo mais detalhado acerca da Grande Pirâmide, mesmo porque o nosso assunto é outro. Basta-nos a esta altura citar o testemunho de um não-cristão acerca do. que ela tem a dizer (de maneira figurada, através dos indícios em pedra) a respeito do nascimento de Jesus

Seria necessário um livro volumoso para dar-se a lista completa de todas as profecias contidas na Grande Pirâmide e que já se cumpriram, inclusive as de anos recentes (...) Deixando-se de lado um sem número de outros acontecimentos históricos intermediários, vai-se encontrar o dia do nascimento de Jesus, o Cristo, como a data seguinte mais importante, que, de acordo com a profecia (da Grande Pirâmide) teria lugar a 4 de outubro (calendário gregoriano) do Ano 4 A.C. Deve-se registrar que a data real do nascimento de Jesus foi posta em dúvida e contestada durante muitos séculos e nada existe nas crônicas antigas que garanta tenha Ele nascido em dezembro.
(De "A Profecia Simbólica da Grande Pirâmide", por H. Spencer Lewis).

O dia 4 de outubro de 4 A.C. marcaria exatamente a Festa das Trombetas, festividade que faz parte do ciclo festivo da Festa dos Tabernáculos, como veremos adiante. Também deixaremos para a segunda parte deste livro a explicação do significado espiritual de Jesus ter nascido exatamente na Festa das Trombetas, se for exata a data fornecida pela Grande Pirâmide.

Com esta incursão a um testemunho extra-bíblico que vem confirmar a pesquisa bíblica que realizamos a fim de determinar com exatidão a data do nascimento de Jesus, creio que podemos dar por encerrada a primeira parte deste livro, podendo considerar demonstrado cabalmente, para quantos têm a Bíblia como verdadeira Palavra de Deus, e desejam ater-se a ela como sua única regra de fé e prática, deixando de lado todas as tradições babilônicas e pagãs que se apegaram à verdade cristã no decorrer dos séculos, como verdadeiras parasitas, a verdade inarredável de que Jesus não nasceu a 25 de dezembro, mas sim durante a Festa dos Tabernáculos, no sétimo mês do calendário judaico - até mesmo, se for exato o testemunho da Grande Pirâmide, a 4 de outubro do ano 4 A.C.

A respeito do ano citado acima, devemos ao leitor uma explicação. Quando os estudiosos romanos, por ordem do papa Gregório XIII, em 1582, se lançaram à tarefa de estabelecer um calendário mais exato do que os anteriores, que recebeu o nome de "gregoriano" em honra ao papa, infelizmente cometeram alguns erros. O intuito deles era contar a era cristã a partir do Advento de nosso Senhor Jesus Cristo; contudo, devido a erros de cálculo que mais tarde se verificaram, houve uma diferença de quatro anos nesses cálculos, e o resultado é que os cálculos feitos mais modernamente dão o ano 4 A.C. como o verdadeiro ano do nascimento de Jesus, segundo o calendário gregoriano, que usamos.

Seja como for, não há motivos para continuarmos a nos submeter às tradições babilônicas, e continuarmos a comemorar o nascimento de Jesus a 25 de dezembro. Está na hora de explicarmos às nossas crianças que Jesus não nasceu durante essa época de extremo comercialismo, mas outra época.

A exemplo dos puritanos que emigraram da Europa para a América do Norte, façamos do Natal um dia de jejum e arrependimento vicário em lugar dos nossos irmãos que ainda estão presos pelas tradições babilônicas, festejando uma data pagã, e oremos por eles para que o Senhor abra os olhos dos que são Seus.

Sem dúvida, Deus abrirá os olhos dos que são Seus.

Extraído do Livro: Quando Jesus Nasceu?
Por: Adiel Almeida de Oliveira.
Autorizado por: Profa. Egenir Cacilda Pereira de Oliveira
Pedido de Exemplares (Gratuito):  duda@microlink.com.br

 

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