02. Cristo: A nossa Festa (por: Adauto Martins)

CRISTO: A NOSSA FESTA

Três vezes no ano todos os teus homens aparecerão perante o Senhor teu Deus, no lugar que ele escolher: na festa dos pães ázimos (PÁSCOA), na festa das semanas (PENTECOSTES), e na festa das cabanas TABERNÁCULOS.
Não aparecerão vazios perante o Senhor
”. Dt 16:16.

Sete dias celebrarás a festa ao Senhor teu Deus, no lugar que o senhor escolher; porque o Senhor teu Deus te há de abençoar em toda a tua colheita, e em todo trabalho das tuas mãos pelo que estarás de todo alegre”. Dt 16:15.

Todos os anos o povo judeu comemorava a Páscoa, que relembra a época em que, na terra do Egito, era um povo escravo, e o anjo veio, desencadeando julgamento sobre o Egito, pela sua crueldade para com os israelitas; e aquele anjo passou sobre a terra, e em todos os lares o filho primogênito foi morto, exceto onde o sangue de um cordeiro sem mácula, nem defeito fora aspergido na porta.  

No dia seguinte era o dia de PRIMÍCIAS.

Sete semanas depois comemoravam a Festa de Pentecostes. Nesta Festa os sacerdotes apresentavam diante de Deus os primeiros frutos da colheita, além dos sacrifícios comuns às festas.  

A última festa anual é a Festa das Cabanas ou dos Tabernáculos, como é mais conhecida hoje. A princípio foi observada nos dias da travessia de Israel no deserto. Começou com os judeus vivendo em cabanas ao redor do acampamento; as cabanas eram construídas de maneira a poderem ver de noite a coluna do fogo de Deus que os protegia e aquecia no frio noturno do deserto. De dia era uma nuvem que os guiava. Eles foram instruídos para relembrar aqueles dias e comemorá-los todos os anos, vivendo outra vez sete dias em cabanas, significando a época em que Deushabitava no meio deles. Essa Festa era comemorada a partir do décimo quinto dia do sétimo mês judaico, correspondendo em nosso calendário a um período mais ou menos entre os dias 15 de setembro e 15 de outubro.

O mais importante de tudo, entretanto, é percebermos que, não por coincidência, mas por absoluta vontade de Deus, os grandes eventos do cristianismo aconteceram nos dias das Festas judaicas. Na Festa da Páscoa, Jesus Cristo foi crucificado, e a Páscoa passou a simbolizar Cristo, porque Ele era o Cordeiro perfeito de Deus, o Cordeiro Pascal. João Batista disse: "Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo".  O apóstolo Paulo disse: Cristo, era nossa Cordeiro Pascal, que foi imolado, já foi sacrificado (1 Coríntios 5:7 leia também 1 Pedro 1:19). O Seu sangue foi derramado para que possa ser colocado na porta de nosso coração como proteção e libertação do pecado, pois o Cordeiro de Deus é a nossa purificação. No primeiro dia depois da Páscoa, Cristo ressuscitou e se tornou nossa primícia (1 Coríntios 15:23).

Atos 2:1 em diante motra que foi a partir do dia de Pentecostes, cinqüenta dias após a morte de Cristo, que a Era da Igreja começou como as primícias do grande plano de Deus, de ter um povo que O adore em espírito e em verdade e que possa estabelecer, com Ele, o Seu Reino de paz e justiça sobre toda terra.  O que é o Espírito Santo, senão a certeza da presença de Cristo em nós e entre nós? O próprio Cristo disse que estaria conosco até a consumação dos séculos. O ESPÍRITO SANTO garante essa presença de Cristo em nós. Sabemos que, em Jesus Cristo, habitou corporalmente toda a plenitude da divindade; e em nós habita a plenitude de Cristo, NOSSO PENTECOSTES!

Também, Jesus Cristo nasceu na época de uma Festa, a de Tabernáculos, ao contrário do que a religião estabelecida ensinou através dos séculos, ensinando ser em 25 de dezembro. Os dias de comemoração de Tabernáculos era a época em que os pastores guardavam os seus rebanhos durante a noite, por causa do frio que fazia na Judéia, e foi numa daquelas noites que o anjo anunciou o nascimento de Jesus, o “Emanuel” (Deus conosco).     

Era no dia do perdão (expiação) na Festa dos tabernáculos que Deus descia e tinha comunhão com o sumo sacerdote no santo dos santos e trazia o perdão e a direção anual para todo Seu povo. O nascimento de Jesus Cristo, numa Festa de Tabernáculos, foi na realidade "Deus descendo e tabernaculando entre os homens", sendo Ele agora o nosso Sumo Sacerdote, através de quem temos acesso ao Pai. Ele assumiu forma humana e habitou entre nós: “E o Verbo se fez carne, e TABERNACULOU entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai”; Jo 1:14.

Quando Ele viveu entre nós, estava habitando ou "tabernaculando” em carne conosco. Por isto que, da mesma maneira que as outras Festas, a Festa dos Tabernáculos também tem um significado real - do nascimento de Jesus, nosso Salvador, Senhor e Rei.

Na realidade das profecias, a Festa dos Tabernáculos fala de coisas ainda maiores. Está registrado no Antigo Testamento que, nos dias futuros, a única Festa requerida será a dos Tabernáculos. O livro de Esdras, Neeminas, Ageu e outros mostram que a Festa mais importante a ser restaurada plenamente é a dos Tabernáculos. Mas não será somente uma comemoração do ponto de vista natural; será a apropriação do seu verdadeiro valor e significado espiritual.

A Festa dos Tabernáculos comemorava originalmente o fato de Israel ter vivido no deserto, e de Deus ter habitado no meio dele com uma glória visível dia e noite. Isto é profético e simboliza o fato de que Deus outra vez habitará no meio do Seu povo com uma glória que será visível: “... quando vier para ser glorificado NOS seus santos, e ser admirado em todos os que creram, naquele dia (porquanto foi crido entre vós o nosso testemunho”.2 Ts 1:10). Isto também significa que Cristo habitará em Sua plenitude no Seu povo, de forma que jamais foi experimentada antes - A DIVINDADE HABITANDO DENTRO DO TABERNÁCULO HUMANO. A profecia, em Ag 2:9, diz que a glória da última casa será maior do que a da primeira e diz, também, que Ele não habitaria em casas feitas por mãos humanas. Podemos ser os tabernáculos em que a Plenitude de Deus habitará para todo sempre, em glória.

Tabernáculos é tempo de alegria e de esperança. A alegria culmina a libertação que Cristo, nossa Páscoa, nos dá; a esperança nos leva pelas primícias de Cristo, nosso Pentecostes, até o lugar santíssimo da Sua presença (nosso Tabernáculo). A esperança sustenta a alegria. As emoções podem se desvanecer com o tempo, mas o amor, a esperança, a fé, a alegria, a paz e os outros atributos do fruto do espírito têm uma finalidade de sustentação que é muito permanente até que a plenitude do Pai se manifeste em nós.

ESTE É O TEMPO DE SUBSTIUIRMOS O ENGANO DO "NATAL" PELA VERDADEIRA ALEGRIA DE TABERNÁCULOS, CRISTO SE FAZENDO CARNE E TRAZENDO A PLENITUDE DE DEUS ATÉ NÓS.

Adauto Martins 

adauto@reinonet.com.br

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