02. A Amargura Lembra o Que Deus Esqueceu

SUMÁRIO

Com frequência, a amargura nada mais é que uma memória distorcida de fatos, nossa reação subjetiva ao passado. Mas Deus observa a fé e a imputa como justiça; Ele elimina a memória até mesmo de nossas transgressões contra Ele. Será que não deveríamos nós também orar para perdoar e esquecer e imputar a fé de nosso irmão como justiça? Mq 7.19; Sl 103.12; Jr 31.34; Is 43.25 [Hb 11; Mt 6.14-15; Gl 3.6-9; Gn 15.6; 2Co 5.21; Mt 18.21-22]

Deus muda o passado, o presente e o futuro. Em Sua mente, a única história verdadeira não é um registro de fatos — é a realidade que veio à existência por intermédio da fé.

Quando você lê todas aquelas histórias de fé em Hebreus 11, quando você lê os registros dos homens nas Escrituras e vê a fé deles — fé como a de Abraão, que Deus lhe imputou como justiça (Gálatas 3:6; Gênesis 15:6) — você percebe que, quando Deus escreveu a história deles, ela foi um tanto quanto diferente de alguns dos fatos que pareciam existir. Quando Deus justifica, Ele apaga a memória e a realidade da transgressão, e nós nos tornamos a justiça de Deus por intermédio da fé (II Coríntios 5:21). Nós podemos ser capazes de nos lembrar de nosso pecado e onde falhamos para com Deus, mas Ele o enterra no mar do Seu esquecimento (Miquéias 7:19). Ele afasta de nós as nossas transgressões — tão longe quanto o Oriente dista do Ocidente — e nunca mais Se lembra delas (Salmos 103:12; Jeremias 31:34). Isto é o que Deus é capaz de fazer, e isto também é o que Ele nos capacitará a fazer.

“Tornará a ter compaixão de nós; pisará aos pés as nossas iniqüidades e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar” (Miquéias 7:19).

“Quanto dista o Oriente do Ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões” (Salmos 103:12).

“Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao SENHOR, porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o SENHOR. Pois perdoarei as suas iniqüidades e dos seus pecados jamais me lembrarei” (Jeremias 31:34).

O que você procura no passado? Do que você diz: “Este é o fato”? Permita-me mostrar-lhe que você pode tê-lo visto pelos olhos da incredulidade; ou pode ter havido uma distorção das circunstâncias de modo que você não tenha realmente conhecido qual era a verdade. Mas em sua própria mente há um condicionamento de uma memória que sustenta: “Foi isto o que aconteceu”. Isto pode tornar os homens amargos. Eu tenho conversado com muitos que têm estado amargurados por causa do que aconteceu em suas vidas. Mas, ao investigar a situação, eu percebi que a coisa não aconteceu exatamente do modo como eles disseram. Não obstante, para eles, a coisa é um fato, uma história exata. A interpretação deles parece tão inalterável quanto a lei dos medos e dos persas (Daniel 6:8) — mas ela tem de mudar.

A fé diz: “Ó Deus, eu tropecei diante de Você, mas Você me perdoou. Eu não olharei para trás, para aqueles dias, eu não me lembrarei deles para trazê-los para dentro do meu futuro e nublá-lo com o que Você já apagou para sempre. E também esquecerei o que Você esqueceu. Eu me lembrarei da Palavra que Você tem falado ao meu coração. Se Você pode mudar o meu passado, pode também mudar o meu presente, bem como o meu futuro. Os meus dias estão em Suas mãos, ó Senhor (Salmos 31:15). Eu não serei direcionado ao fracasso porque já fracassei antes. Eu não serei direcionado a uma limitação porque esta parece ser a circunstância atual de minha vida. Eu crerei na Sua Palavra. A Sua Palavra não só mudará a circunstância em Seu coração, mas também a mudará no meu. Se o meu irmão pecou contra mim, e ele me pediu para perdoá-lo, eu não apenas o perdoarei setenta vezes sete, como também me recusarei a lembrar-me da sua ofensa contra mim (Mateus 18:21,22). Ele, para mim, será como alguém que nunca pecou contra mim.”

Se Deus pôde tomar Saulo de Tarso e perdoá-lo quando ele era um inimigo de Deus, então Ele pode também tomar qualquer um de nós e torná-lo um discípulo amado do Senhor.

Não é o que você tem feito, ou o que alguém mais fez contra você que deveria ser um condicionamento de sua mente válido para sempre. Se Deus é fiel para perdoar, você também deve ter fé para crer que essa fidelidade seja manifestada em seu próprio coração. Você também pode perdoar.

A incredulidade sempre é evidenciada pela amargura. A fé sempre é evidenciada por aquela qualidade divina de esquecimento que enterra para sempre a transgressão do outro.

Vamos orar: “Ó Senhor, eu não serei limitado — em meu pensamento ou em meu espírito — pelo que tem acontecido. Em meu coração e em meu espírito eu estarei preparado para caminhar Contigo num novo gênese, numa nova criação: uma vida que Tu tens refeito. Senhor, em Teu coração, quando os anais do Reino forem escritos, eles não registrarão acerca de homens que falharam; eles serão um testemunho da Tua fidelidade.”

“Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim e dos teus pecados não me lembro” (Isaías 43:25).

Amargura freqüentemente é a memória de fatos distorcidos e nossa reação subjetiva a esses fatos que aconteceram no passado.

Mas Deus vê a fé, e Ele a considera como justiça; e em Seu próprio coração Ele apaga a lembrança de nossas transgressões contra Ele mesmo (Gálatas 3:6-9). Você realmente não acredita que nós, também, deveríamos orar para perdoar e esquecer cada transgressão que nosso irmão ou nossa irmã possam ter feito contra nós e considerar a fé deles como justiça? Este é o grande teste. Nós podemos acreditar nisto para nós mesmos: “Senhor, Você tem me perdoado, e tem apagado a minha transgressão para nunca mais Se lembrar dela.” Mas você não acha que podemos fazer o mesmo por nosso irmão ou nossa irmã?

Um rancor, uma aversão, uma amargura ou um espírito que não perdoa impede a bênção do Senhor sobre nossa própria vida porque se não perdoarmos as transgressões dos homens, nosso Pai Celestial também não perdoará as nossas transgressões (Mateus 6:15). Este é o dia no qual Deus está dizendo: “Perdoe e esqueça — ou você não será perdoado, seus pecados não serão esquecidos.”

O fato de estarmos aprisionados no passado é algo produzido por nós mesmos. Mas nós nos liberamos quando nos achegamos a Ele e rogamos por Sua graça — graça não só para perdoar os nossos próprios pecados, mas graça para esquecer e considerar como apagados para sempre os pecados de nossos irmãos ou irmãs que tenham transgredido contra nós. Isto se torna a coisa essencial, pois a amargura e a falta de perdão fecham as portas da graça para o nosso próprio coração. Ao abrirmos nosso coração para perdoar nosso irmão nós descobrimos que nossos próprios corações também permanecem abertos para receber o perdão do Pai Celestial.

Que Deus abençoe esta Palavra em seu coração.

Leituras bíblicas:

Mateus 6:9-15; 18;21-35; Marcos 11:22-26; Salmo 103

Provérbios do Reino

  • Deus registra a realidade daquilo que surgiu por intermédio da fé.
  • Deus esquece o que Ele perdoou.
  • O que você não perdoou permanecerá como uma força destruidora ativa em seu coração.
  • É preciso fé para perdoar; é preciso graça para esquecer.
  • O coração incrédulo esquece “todos os Seus benefícios” (Salmos 103:2) — mas se lembra bem das injustiças feitas contra ele.
  • A amargura é um veneno da alma.
  • Ao perdoarmos, nós abrimos as janelas de céu sobre nós mesmos.

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