01. Amargura Será o Seu Futuro?

Se vivermos em nossas amarguras do passado não teremos futuro algum em Deus. Se o modo pelo qual Deus tem nos guiado não aperfeiçoou seu espírito, você não terá um caminhar futuro com Ele. Se você não tem perdoado e esquecido, lembre-se de que Deus, da mesma forma, não esqueceu. Hb 12.1-6,11,15; Gl 3.6; Gn 15.6; Ef 2.4-9; 4.31-32; Mt 18.21-35; Rm 5.1-5; 8.5-8; Hb 8.12; 10.16-17,38; 11.6; Sl 119.67,71-72; 130.2-4; Fp 1.6; 1Cr 13.11-14; Jr 24.7; Mt 7.1-5; Tg 4.7-10; 2Co 1.8-10; Gn 50.20; Jo 13.34-35; 2Pe 3.17-18; Jd 22-23; 2Tm 2.23-26; 1Jo 5.16; Is 30.20-21 [Rm 4.3,20-22; 14.7-14; Mt 6.12,14-15; Jr 31.33-34; 2Sm 6; Jó 1.1-5; 23.10; 42.7-10; Sl 1].

As raízes que estão profundamente arraigadas dentro de nós podem ser muito, muito profundas. A raiz de amargura é conseqüência da incredulidade (Hebreus 12:15). Ela cresce porque nós passamos pelas nossas circunstâncias e as avaliamos sem fé. Mesmo quando experimentamos a disciplina de Deus, nós não a interpretamos corretamente. Somos açoitados por Deus e não compreendemos o porquê. E assim, os fatos que aconteceram tornam-se distorcidos em nossas mentes.

“…e estais esquecidos da exortação que, como a filhos, discorre convosco: Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele és reprovado; porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe” (Hebreus 12.5,6).

Se alguém fosse aconselhá-lo em relação à sua vida e o Espírito Santo indicasse a essa pessoa: “Isto não é verdade; isto é falso”, você poderia até dizer: “Mas eu juro, diante de Deus, que esses são os fatos!” No entanto, ou você interpreta os fatos com fé ou você olha para eles com a incredulidade que na ocasião havia em seu coração e diz: “Não, não foi assim que aconteceu.” Durante anos eu tenho observado pessoas que têm tido queixas e mágoas e tentam descobrir o que lhes causou tais mágoas.

E eu descobri que você pode construir uma amargura que não se justifica, que não passa de uma incredulidade. Se você, na ocasião, tivesse tido fé, duas coisas poderiam ter acontecido: primeiro, os tratamentos de Deus para com a sua vida teriam sido aperfeiçoados mais cedo; e, segundo, você teria tido uma atitude muito diferente para com aqueles que aparentemente pecaram contra você. Sua atitude acerca das mágoas que vieram por causa de outras pessoas teria sido completamente diferente.

Veja as coisas do modo como Deus as vê. Eu bem que gostaria que todos os livros de história tivessem sido escritos por Deus, não por seres humanos. Nas Escrituras, eu vejo que Abraão cometeu erros.

No entanto, quando Deus olha para um homem como Abraão, o que vale é que Deus olha para a fé desse homem; Ele a registra em Seu “livro contábil” e a considera como justiça (Gênesis 15:6; Romanos 4:3,20-22; Gálatas 3:6).

Deus olha para um homem que caminha com fé e então escreve a história desse homem um pouco diferente do que você faria. Você poderia ser bem realista e dizer: “Bem, fatos são fatos.” Mas Deus olha e diz: “Não. Os fatos são o que Eu faço deles.” Aí você fica pensando: “Mas isso não é justo!” É sim. Ele é Deus. Ele pode fazer o que quiser. Ele é Deus. Você não, você não é Deus; você não se assenta julgando sobre tudo o que aconteceu desde o alvorecer da história até agora (Romanos 14:7-14). Não é prerrogativa sua voltar e julgar Adão e ficar perguntando: “Quem o fez pecar? Foi Deus? Foi o diabo? Ou será que foi Eva quem o fez pecar? Quem será que foi?” Você nunca será capaz de entender isto. Você não tem a sabedoria necessária. Além do mais, você não estava lá.

Você não é suficientemente inteligente para avaliar todas essas coisas, mas Deus é! Deus vê meu coração (I Samuel 16:7), e eu sei que Ele tem escrito a minha história de um modo diferente do que eu escreveria. Que Deus permita que eu nunca escreva uma autobiografia, e que Ele perdoe aqueles homens e mulheres de Deus que têm escrito uma. Em cada caso eles buscaram ou justificar-se ou explicar circunstâncias de suas vidas. Eu jamais gostaria de fazer isso, mas fico feliz por Deus estar mantendo um registro. Ele tem registrado todos os acontecimentos (Malaquias 3:16; Apocalipse 20:12-15). Ao observar uma vida, uma que Ele tem perdoado, Ele pode até coçar Sua cabeça por um momento e dizer: “Espere aí. Quais são os fatos acerca desse homem? O que foi que ele fez? O que foi? Ah, sim! Eu os enterrei no mar do Meu esquecimento! (Jeremias 31:34; Miquéias 7:19). A única coisa de que Me lembro é que ele abriu seu coração para Mim, que ele acreditou na Minha Palavra, que ele caminhou Comigo. Por esta razão Eu lhe imputo isso para justiça!”

“Ele creu no SENHOR, e isso lhe foi imputado para justiça. É o caso de Abraão, que creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça (Gênesis 15:6; Gálatas 3:6).

Mas a questão final é: O que você fará a esse respeito?

“Ah, eu vou crer que Deus simplesmente me perdoou de tudo e que eu tenho uma ficha limpa. Eu não tenho que ter nenhuma lembrança de minhas falhas. O sangue de Jesus Cristo lavou-me de todo o pecado (I João 1:7-9). Aleluia!”

“Bem, e o que você me diz acerca de seu irmão?”

“Ah, mas você tinha que ver o que ele fez comigo!”

O mais próximo que você pode chegar em relação a brincar de Deus é quando você faz a oração do Senhor: “Perdoa as minhas ofensas, ó Deus, assim como eu perdôo aqueles que me têm ofendido” (Mateus 6:12).

Talvez eles, na verdade, não tenham pecado contra você, mas, na sua mente, esses são os fatos: “Eles não cuidaram de mim; eles não conversaram comigo. Eles não gostam de mim; eles não me querem por perto. Eles acham que eu falhei. Eles têm uma opinião ruim a meu respeito.”

“Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, — pela graça sois salvos, e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:4-9).

“Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia. Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou” (Efésios 4:31,32).

A graça de Deus não veio eliminar tudo do passado, como se a coisa nunca tivesse existido, só para você. Talvez Deus tenha feito isso por seu irmão também. Se algo é bom para você, então também será bom que você o dê para outra pessoa. Talvez você devesse olhar para seu irmão através dos olhos de Deus e dizer: “Meu irmão pode ter pecado contra mim, mas, neste ponto em particular, eu não vou julgar. O que eu vejo é que ele está tentando caminhar com Deus, então eu vou esquecer todo o passado.”

“Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete” (Mateus 18:21,22).

“Então, o seu senhor, chamando-o, lhe disse: Servo malvado, perdoei-te aquela dívida toda porque me suplicaste; não devias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como também eu me compadeci de ti? E, indignando-se, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que lhe pagasse toda a dívida. Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão” (Mateus 18:32-35).

Como é fácil construir preconceitos, decisões, observações, conclusões e esquecer tudo o que Deus realmente está fazendo; esquecer que Ele está operando todas as coisas, conforme a Sua soberana vontade (Efésios 1:11; Filipenses 2:13).

A não ser que você tenha um espírito reto, às vezes é difícil perdoar Deus pelo que Ele tem lhe feito. Se você não está perdoando a seu irmão, provavelmente não está perdoando a Deus tampouco. Se você tem julgado seu irmão pelos fatos das circunstâncias e acontecimentos, você provavelmente também está julgando a Deus pelo fato d’Ele o estar açoitando e disciplinando, em vez de, por fé, dizer: “Ele açoita a todo filho a quem recebe” (Hebreus 1:6). O que realmente importa não são os fatos que uma mente humana e carnal teima em interpretar (Romanos 8:6,7); o que importa é um coração que esteja constrangido a acreditar na Sua Palavra e a confiar no que Ele está fazendo em sua vida (II Timóteo 1:12).

Não se desculpe dizendo: “Eu falhei porque isso e aquilo aconteceu comigo. Eles me fizeram uma grande injustiça, eles me perseguiram, eles me molestaram. Foi uma conspiração; não foi justo.” Esqueça. O único que guia a sua vida é o Senhor (Romanos 8:28-31). A coisa mais importante do mundo é a sua fé para caminhar com Ele. Não existe nada maior que isso.

“…todavia, o meu justo viverá pela fé; e: Se retroceder, nele não se compraz a minha alma. De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam” (Hebreus 10:38; 11:6).

“Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus. E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Romanos 5:1-5).

Esqueça-se das ofensas de seu irmão. Simplesmente esqueça-se delas e diga: “Deus me perdoou, e eu perdôo meu irmão. Ele é meu irmão.” E então, se o seu irmão vier até você e disser: “Vamos conversar acerca daquele problema que tivemos”, você pode responder: “Que problema?” Deus não só lhe dará graça para perdoar, mas para esquecer do mesmo modo como Ele perdoa e esquece o seu pecado, para nunca mais Se lembrar dele contra você (Jeremias 31:33,34). Deus permita que tenhamos uma oportunidade para nos levantarmos na praia do mar do esquecimento de Deus e lançarmos ali todas as coisas das quais precisamos nos livrar.

“Pois, para com as suas iniqüidades, usarei de misericórdia e dos seus pecados jamais me lembrarei” (Hebreus 8:12).

“Esta é a aliança que farei com eles, depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei no seu coração as minhas leis e sobre a sua mente as inscreverei, acrescenta: Também de nenhum modo me lembrarei dos seus pecados e das suas iniqüidades, para sempre” (Hebreus 10:16,17).

Você poderia pensar: “Eu não sei nada acerca disso. Eu simplesmente não gosto do modo como Deus faz as coisas.” Isso é natural. Davi era um homem segundo o próprio coração de Deus; ele foi um dos maiores salmistas em toda a história da música sacra. Eu me pergunto quantos salmos da Bíblia ele escreveu. Ele verdadeiramente foi um homem segundo o coração de Deus (I Samuel 13:14), um homem cujo coração estava fixo em Deus (Salmos 57:7). Mas o que dizer a respeito de Davi? Bem, ele amava a Deus. Ele tinha muitas boas intenções; ele se entregou a elas com uma verdadeira dedicação. Ele pode ter pensado: “Eu passei todos esses anos crendo nas promessas de me tornar rei. Agora eu me tornei rei e como isso é maravilhoso! Como eu tenho sido fiel todos esses anos! Não há nada de errado comigo. Eu sou um homem segundo o próprio coração de Deus. Quantos anos tive de me esconder numa caverna enquanto Saul tentava me matar? (I Samuel 22:1). Desde os dias da minha mocidade eu tenho passado por certas coisas. Quantas vezes evitei a lança de Saul a tempo? (I Samuel 18:10,11; 19:9,10.) Eu passei por tudo isso e agora sou rei. Pois agora eu vou fazer algo especial para Deus. Eu vou trazer a Arca da Aliança de volta para Jerusalém.A presença de Deus estará ali e será maravilhoso.”

Mas, no retorno para Jerusalém, eles não carregaram a Arca do modo como Deus havia instruído Moisés a fazer, com varas (Êxodo 25:13-15). Em vez disso, eles levaram a Arca num carro novo puxado por bois. Quando Uzá, um dos condutores, tocou na Arca para firmá-la ao passarem por um terreno esburacado, caiu morto (II Samuel 6:1-7; ICrônicas 13:1-10). O que Davi sentiu a respeito? I Crônicas 13:11 nos fala de como ele ficou descontente com Deus. Davi estava descontente com Deus. Deus havia abençoado tanto a Davi e ele era o rei. Ele havia superado os momentos difíceis; ele estava pronto para a bênção. E assim, de repente, Davi se retraiu; ele estava um tanto descontente com Deus. Ele não gostou do modo como Deus estava fazendo as coisas.

Você também pode não gostar do modo como Deus faz as coisas. Você pode não gostar do modo como Deus tem feito as coisas em sua igreja. Tudo o que Deus está tentando fazer para tirá-lo do velho nível pode desagradá-lo um pouco. Deus tem muitas pessoas em Seu Reino, ou nos limites dele, que não estão muito contentes com o que Ele faz.

“Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça” (Hebreus 12:11).

Uma coisa a respeito da qual você pode estar certo é que Ele açoita a todo filho a quem recebe (Hebreus 12:5,6). Mas o modo como você recebe esse açoite determina o seu futuro. Se você se revolta contra os Seus tratamentos, ou, se você se torna descontente e amargo em seu espírito acerca do que Ele ordena para a sua vida, você se fecha numa prisão. E você permanecerá ali até que supere essa amargura em seu espírito, pois a disciplina do Senhor foi por um propósito: para o seu espírito se tornar participante da Sua justiça (Hebreus 12:10,11). Se você não se tornar participante da Sua justiça, mas persistir numa perversa reação humana à Sua disciplina, Ele lidará com você até que você reaja aceitando Sua justiça na situação. Não existe nenhuma outra resposta. Você passará por isto. Isto tem um propósito.

Ao passar pelos tratamentos do Senhor, diga como Jó: “Quando Ele me provar, sairei tão puro quanto o ouro” (Jó 23:10). Que haja uma determinação em seu coração de que Deus fará o trabalho em seu espírito, através daquilo a que Ele o sujeita.

“Antes de ser afligido, andava errado, mas agora guardo a tua palavra. Foi-me bom ter eu passado pela aflição, para que aprendesse os teus decretos. Para mim vale mais a lei que procede de tua boca do que milhares de ouro ou de prata” (Salmos 119:67,71,72).

Davi estava descontente com Deus; ele tinha uma mágoa. Parece que nenhum homem sai de seu caminhar com Deus sem ter queixas legítimas. Contudo, se você fosse fazer uma lista de mágoas, poderia descobrir que eu posso ter mais mágoas que você. Mas eu pretendo continuar me submetendo ao Senhor. Aqui está uma promessa que Ele me deu muitos anos atrás: “Eu aperfeiçoarei aquilo que lhe diz respeito” (Salmos 138:8).

Eu sei que Ele vai fazer isso. Ele aperfeiçoará o que diz respeito a mim. Essa promessa é muito real em meu coração.

“Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Filipenses 1:6).

Você poderia pensar: “Certo, para você está tudo bem, mas eu ainda estou descontente…”

Uma coisa acerca de jogar pedras em Deus é que elas sempre voltam para baixo — e ninguém além de você será ferido. Você pode jogar uma bem para cima, mas ela sempre cairá de volta.

O que Davi fez quando Uzá morreu? Ele ficou tão descontente com Deus, que disse: “Vamos esquecer essa coisa toda. Eu quero cair fora. Eu não vou mais continuar com isto. Esta é uma queixa justificável e eu estou fora. Vamos simplesmente deixar a Arca aqui na casa de Obede-Edom e voltar para casa. Nós podemos nos dar bem sem a Arca. Eu vou voltar e ser rei. Afinal, Deus me ungiu para ser um rei; portanto, eu posso ser um rei.”

Mas, depois de algum tempo, as notícias começaram a chegar até Davi: “Você sabe o que Deus está fazendo? Ele abençoou o velho Obede-Edom.” Obede-Edom havia recebido a presença do Senhor, e foi abençoado por isto.

“Desgostou-se Davi, porque o SENHOR irrompera contra Uzá; pelo que chamou àquele lugar Perez-Uzá, até ao dia de hoje. Temeu Davi a Deus, naquele dia, e disse: Como trarei a mim a arca de Deus? Pelo que Davi não trouxe a arca para si, para a Cidade de Davi; mas a fez levar à casa de Obede-Edom, o geteu. Assim, ficou a arca de Deus com a família de Obede-Edom, três meses em sua casa; e o SENHOR abençoou a casa de Obede-Edom e tudo o que ele tinha” (I Crônicas 13:11-14).

Você se lembra da história do velhinho que abrigou um bebê abandonado que ele achou na porta de sua casa? Anos depois, quando a pessoa que havia abandonado a menininha voltou para reivindicá-la, o homem lhe disse: “Quando alguém joga uma bênção fora de sua porta, ela recai sobre aquele que a leva para dentro.” Este é um ditado verdadeiro. Jogue a bênção à porta de Obede-Edom e você irá embora sem ela — mas Deus abençoará a Obede-Edom.

Algo que Deus quer nas igrejas é pastores segundo Seu próprio coração. Ele quer pastores; Ele quer ovelhas. Ele quer a compaixão do Senhor fluindo entre eles (Jeremias 3:5; João 21:5-17).

Uma das melhores coisas que você pode fazer a respeito disto é sondar seu coração e procurar por qualquer amargura que possa estar ali. Livre-se dela, ou, mais cedo ou mais tarde, ela lhe passará uma rasteira. Você perceberá que ficou preso em sua amargura porque, em algum lugar no passado, você deixou de focalizar no Senhor e na Palavra que Ele havia lhe dado e começou a interpretar tudo pelas circunstâncias e pelos fatos aparentes da situação. É possível que pessoas tenham ouvido uma Palavra do Senhor e a abandonado — não porque a Palavra não fosse verdadeira, mas porque elas não tiveram um foco fixo naquela Palavra. Elas estavam olhando para alguma outra coisa.

“Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus. Considerai, pois, atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vossa alma” (Hebreus 12;1-3).

A verdadeira batalha é a batalha contra a Palavra.

Em seu coração você pode estar dizendo: “Eu ouvi a Palavra e creio nela! Eu creio totalmente nela.”

Sim, mas você tem sido fiel a essa Palavra?

“Não. Algumas coisas aconteceram e eu me retraí.”

O que você era?

“Bem, eu era professor numa Escola Dominical. Eu era um presbítero. Eu estava muito ocupado fazendo isso e aquilo.”

E o que você é agora?

“Ah, eu não sou nada. Eu me retraí. Eu tive minhas mágoas.”

Mas quando Deus olhar para você, Ele lhe perguntará: “O que você fez com a Palavra que Eu tornei real para o seu coração?”

“Bem, algumas coisas ruins me aconteceram.”

Que diferença faz o que aconteceu? Uma Palavra de Deus, um comissionamento d’Ele, é a única coisa que você tem de lembrar. Seja onde for que você tenha se desviado disto, você deve se arrepender. Livre-se de qualquer amargura em seu coração e retorne para a Palavra (Salmos 119:57-59; Apocalipse 2;4,5).

“Bem, eu costumava profetizar, e tinha muita revelação. Eu era um verdadeiro profeta do Senhor.”

O que fez isto parar? Deus não secou a fonte. Foi você quem fez isto, e o fez por causa de sua amargura, por avaliar suas circunstâncias com incredulidade. Essa raiz de amargura pode ser tão profunda que se torna a única coisa em sua vida que o destrói, bem como a muitos à sua volta.

“…atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados…” (Hebreus 12;15).

Quantos dos que estão lendo isto não estariam pensando: “Eu me apropriarei desta Palavra a partir daqui. Eu atenderei a ela; eu acreditarei no que você está dizendo. Eu voltarei à Palavra; eu voltarei à unção.”

“Dar-lhes-ei coração para que me conheçam que eu sou o SENHOR; eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus; porque se voltarão para mim de todo o seu coração” (Jeremias 24:7).

Esta coisa de perdoar seu irmão é muito importante (Mateus 6:14,15). Há pessoas que têm mágoas contra mim que podem muito bem ser justificadas. Eu também poderia ter mágoas, talvez contra essas mesmas pessoas, que também poderiam ser justificadas. Mas eu não me preocupo com o que um homem fez ou com o que ele está fazendo. Eu só quero olhar para além dessas coisas e perguntar: “O que Deus disse acerca desse homem?” É aí que estará a minha fé.

“Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também. Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão” (Mateus 7:1-5).

Não julgue. Se você tentasse me julgar enquanto estou tropeçando por estar sob os tratamentos do Senhor, você cometeria um grande erro, pois não poderia absolutamente ver nada do que realmente estaria acontecendo ou mesmo avaliar corretamente a situação. Houve vezes nas quais eu pareci decepcionar as pessoas miseravelmente. Mas ninguém soube que eu estava à beira da morte, lutando pela sobrevivência. Em suas mentes eu fora ungido para ser alguma coisa que eu não estava sendo para elas. Como Davi, eu estava escondido numa caverna, para sobreviver (I Samuel 22:1). Eu estava no meio de muitas coisas. Você pode ter me julgado por isto, mas você precisa — agora — ver o que Deus fez em mim. Você terá de rejeitar totalmente aquela avaliação, a amargura e o julgamento que você construiu ao longo dos anos.

Eu não quero vê-lo ou conhecê-lo pelos fatos do passado. Eu quero conhecer a cada um — agora — pela fé que tem diante de Deus. Esse é o único modo pelo qual Deus o conhecerá também. Você tem algumas mudanças a realizar. Você ainda pode ter a mesma natureza que tinha quando Deus começou a tratar com você, portanto, agora, você terá de se tornar um participante da natureza divina (II Pedro 1:4; Efésios 4:22-24).

Pode não ser fácil. Quando você voltar para o Senhor, Ele dirá: “Oh, meu filho está de volta!” Aí Ele apanhará o chicote e começará bem dentro de você — e tome “estalo”! Mas desta vez você irá se submeter, pois esta é a evidência de que você é um filho: Ele açoita a todo filho a quem recebe (Hebreus 12:6).

“Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós outros. Purificai as mãos, pecadores; e vós que sois de ânimo dobre, limpai o coração. Afligi-vos, lamentai e chorai. Converta-se o vosso riso em pranto, e a vossa alegria, em tristeza. Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará” (Tiago 4:7-10).

Por outro lado, se você não for acreditar em Sua Palavra, com certeza terá uma oportunidade para afastar-se dela (Hebreus 11:15). Precisa haver essa ocasião, pois os filhos serão aqueles que são guiados pelo Espírito (Rm 8.14). E você não será guiado pelo Espírito a menos que haja um desejo de fazer a Sua vontade e uma renúncia da sua própria vontade (João 6:38; 7:17; Marcos 14:36; Hebreus 10:7). Sem isso você nunca alcançará a filiação madura — ela não lhe estará disponível.

Você percebe o que esta mensagem realmente está dizendo? Pode parecer que ela foi um pouco dura. Mas este é um momento para abrirmos nossos corações e dizermos: “Senhor, não só me perdoe, mas ajude-me a perdoar meu irmão. Ajude-me a enterrar isto tudo no mar do esquecimento (Miquéias 7:19), e a estar pronto a prosseguir e edificar sobre a Palavra de Deus do modo como Você falou no princípio.” Não há nada de errado com esta visão, e Deus não mudou. Seus conselhos são para sempre (Salmos 33:11). Ele diz: “Eu sou o Senhor, Eu não mudo” (Malaquias 3:6).

Meu foco agora é: “Senhor, trate comigo para que eu tenha um espírito reto diante de Você” (Salmos 51:10). É bem aí que eu estou — e penso que você deveria estar também. Nos dias vindouros nós seremos testados sem medida se não tivermos nossos olhos fixos em Jesus, “o Autor e Consumador de nossa fé” (Hebreus 12:2).

“Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a natureza da tribulação que nos sobreveio na Ásia, porquanto foi acima das nossas forças, a ponto de desesperarmos até da própria vida. Contudo, já em nós mesmos, tivemos a sentença de morte, para que não confiemos em nós, e sim no Deus que ressuscita os mortos; o qual nos livrou e livrará de tão grande morte; em quem temos esperado que ainda continuará a livrar-nos…” (II Coríntios 1:8-10).

Esta Palavra tem que se tornar uma coisa pessoal para nós. Você está pensando: “Diga-me o que fazer. Existe alguma coisa que eu possa fazer? Eu tenho de voltar e consertar todas as palavras que eu tenho dito e a rebeldia que tenho tido contra Deus?”

Você se lembra daquela história da mulher que foi até seu pastor e disse: “Perdoe-me por meus mexericos”? Ele rasgou um travesseiro e deixou que o vento espalhasse todas as penas. Então ele perguntou: “Você consegue apanhar todas essas penas? Pois bem, agora você já sabe o que é perdão.” Nenhum de nós pode fazer isto; nenhum de nós pode pegar de volta todas as palavras ditas em rebeldia e amargura. Mas podemos alcançar um momento de fé no qual dizemos: “Ó Deus, me perdoe. Meu grande pecado foi que eu pequei contra a Sua Palavra. Ajude-me, de uma vez por todas, a tirar meu foco das coisas que me fizeram assim. E permita-me então fixar meu foco em Você e em Sua Palavra para que eu nunca mais seja culpado disto novamente. Deste momento em diante eu terei um espírito reto.”

Um espírito reto está sempre baseado numa fé na Palavra de Deus que recusa analisar negativamente as coisas que são contrárias e que se opõem a você, bem como os adversários que vêm contra você. A Palavra d’Ele é a coisa importante.

Essa Palavra é o que mantém o espírito de um homem reto mesmo enquanto ele está dentro de um calabouço egípcio como José esteve (Gênesis 39:20-23; Salmos 105:17-19). Seus irmãos quiseram matá-lo, mas, em vez disto, eles o venderam a uma caravana de mercadores por algumas moedas de prata (Gênesis 37:18-28). Anos mais tarde, por ele não haver permitido que a amargura se desenvolvesse, José pôde dizer para seus irmãos: “Vocês podem ter intentado o mal contra mim, mas Deus intentou o bem.”

“Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida”(Gênesis 50:20).

Aqui está o que você pode fazer. Diga: “Eu não vou avaliar o que está me acontecendo de um modo amargo. Eu sei que Deus tem Sua mão sobre a minha vida. Por isso, de agora em diante, eu não vou afastar meu coração do que Deus disse sobre mim, sobre meu irmão ou sobre minha igreja.” Você pessoalmente decide, de uma vez por todas: “É avaliar as coisas com minha mente carnal que me conduz à amargura de espírito. Eu vou ver as coisas como Deus as vê.”

Enquanto lê esta Palavra, abra seu coração e declare: “Este será o ponto de virada do meu coração. Este será o fim da minha amargura! Eu vou alcançar o profundo disto! De agora em diante meu foco será: ‘O que o Senhor disse?’ ”

Alguns de vocês deveriam se arrepender dessa sensibilidade que tem interpretado erroneamente as coisas que aconteceram ao seu redor, uma sensibilidade da carne. Não foi um discernimento ou uma sensibilidade proveniente de Deus, ou você não teria sido provocado por ela, você não teria ficado perturbado e amargurado por causa dela (Tiago 3:14,15). Alguns de vocês deveriam dizer: “Deus, perdoe-me por ser tão sensível, e ajude-me a me tornar uma pessoa focalizada no Senhor. Perdoe-me por minha reação errada a estas coisas.”

Você não sabe o que está no coração de seu irmão! Você não consegue saber; você não é capaz de interpretá-lo corretamente. Você terá de perdoá-lo tanto quanto quer que Deus o perdoe (Mateus 6:14,15).

Você descobrirá que se você se determinar a não só perdoar, mas também a esquecer, você terá a mente e o pensamento de Cristo. A mente de Cristo não é lembrar-se das ofensas de seu irmão e esquecer-se das suas! A mente de Cristo é esquecer todas elas.

“Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Por isso, o reino dos céus é semelhante a um rei que resolveu ajustar contas com os seus servos. E, passando a fazê-lo, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. Não tendo ele, porém, com que pagar, ordenou o senhor que fosse vendido ele, a mulher, os filhos e tudo quanto possuía e que a dívida fosse paga. Então, o servo, prostrando-se reverente, rogou: Sê paciente comigo, e tudo te pagarei. E o senhor daquele servo, compadecendo-se, mandou-o embora e perdoou-lhe a dívida. Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem denários; e, agarrando-o, o sufocava, dizendo: Paga-me o que me deves. Então, o seu conservo, caindo-lhe aos pés, lhe implorava: Sê paciente comigo, e te pagarei. Ele, entretanto, não quis; antes, indo-se, o lançou na prisão, até que saldasse a dívida. Vendo os seus companheiros o que se havia passado, entristeceram-se muito e foram relatar ao seu senhor tudo que acontecera. Então, o seu senhor, chamando-o, lhe disse: Servo malvado, perdoei-te aquela dívida toda porque me suplicaste; não devias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como também eu me compadeci de ti? E, indignando-se, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que lhe pagasse toda a dívida. Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão” (Mateus 18:21-35).

Se quiser a mente de Cristo, você determinará: “Eu não vou mais pensar com as lembranças de amargura, com as lembranças que haviam avaliado as coisas num plano carnal, humano. Eu vou fixar meu coração em Deus que escreverá o passado de acordo com as regras da fé, não de acordo com qualquer outra coisa.”

“Porque os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito, das coisas do Espírito. Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz. Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus”(Romanos 8:5-8).

A marca das pessoas religiosas nos dias de Cristo foi que elas eram facilmente ofendidas, e então retaliavam. Mas a marca dos cristãos na Igreja Primitiva foi que eles tinham amor.

“Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros” (João 13:34,35).

Em I Coríntios 13 nós lemos que o amor não leva em conta qualquer injustiça feita contra ele, o amor jamais registra ofensas.

“Quem ama não é grosseiro nem egoísta; não fica irritado, nem guarda mágoas…” (I Coríntios 13:5, BLH).

Que Deus nos ajude. Nós precisamos dessa maneira toda nova de pensar. Nós nos libertamos daqueles pontos onde nosso pensamento errado nos trancou e crescemos na graça e no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo.

“Vós, pois, amados, prevenidos como estais de antemão, acautelai-vos; não suceda que, arrastados pelo erro desses insubordinados, descaiais da vossa própria firmeza…” (II Pedro 3:17,18).

Nós voltamos nossos corações para a Palavra, para um novo dia nas Escrituras, para um dia de refrigério nas profecias que vêm sobre nós (I Timóteo 1:18; 4:13-15). Nós voltamos nossos corações para os dias de refrigério do comissionamento e da compaixão de Cristo em nossos corações através dos quais não abandonamos o Seu comissionamento: “Apascenta as Minhas ovelhas” (João 21:15-17).

O que Deus realmente esteve procurando durante todo esse tempo foi a sua fé na Sua Palavra. Ele queria que você avaliasse as coisas pela Sua Palavra em vez de pelas circunstâncias. Seus fracassos vieram porque você não teve fé. Assim, a coisa a fazer é fixar seu coração na Sua Palavra. Arrependa-se de sua incredulidade na Palavra d’Ele. Isso cobre tudo. Abrace essa Palavra. A mudança vem por você crer na Sua Palavra. Você determina em sua mente que, de agora em diante e para sempre, não haverá nenhuma regra de avaliação, exceto: “Assim diz o Senhor…”

Leia o Salmo 1. O primeiro versículo fala acerca do homem mau que se assenta no conselho dos ímpios, detendo-se no caminho dos pecadores. Ele caminha no conselho do descrente, do ímpio. Por quê? Tudo isso é pensamento carnal e humano. Mas qual é o homem que Deus abençoa de forma a que ele produza seu fruto no devido tempo, e, em tudo que faça, prospere? (v. 3). É o homem que medita na Palavra! (v. 2). Ele vive na Palavra; ele vive pela Palavra e então Deus o abençoa. Esse homem é como uma árvore plantada às margens do rio de águas vivas; tudo o que ele fizer vai prosperar. Mas os descrentes não são assim! Eles serão soprados para longe, como a palha, pois o descrente não se levantará na presença do justo (vs. 4-6).

O que Jó estava fazendo quando era um homem perfeito em todos os seus caminhos diante do Senhor? Ele estava construindo um altar, fazendo sacrifícios pelo pecado (Jó 1:1-5). Mas ele conhecia seu próprio coração; ele sabia que seus caminhos eram perfeitos diante do Senhor. Por quem ele estava se arrependendo? Por quem ele estava fazendo sacrifícios? Por seus filhos (Jó 1:5). Ele disse: “Talvez eles tenham amaldiçoado a Deus em seus corações. Talvez haja algo que eles não entendam, e em seus corações eles estejam avaliando isto.”

Ao longo de todo o livro de Jó vemos que o teste de Jó foi: Avalie o que está lhe acontecendo através do pensamento deste ou daquele homem. Ele ouviu muitas opiniões, mas Jó disse: “Quando Ele me provar, eu virei à luz como ouro puro” (Jó 23:10). Você percebe a diferença? Você também percebe que você não só perdoa aqueles que transgrediram contra você, mas também, como Jó, vem diante dos altares do Senhor e intercede por eles? (Jó 42:7-10.) Você crê: “Deus, eu sei que Você tem me perdoado. Meu caminho pode estar perfeito, mas eu estou intercedendo com arrependimento por meu irmão, por minha irmã, por aqueles que têm pecado contra mim. Eu não só os perdôo como também oro ativamente por eles.”

Você descobrirá que todo aquele que havia se tornado amargo e depois foi resgatado para fora da armadilha do diabo foi porque houve aqueles que intercederam por eles.

“E compadecei-vos de alguns que estão na dúvida; salvai-os, arrebatando-os do fogo; quanto a outros, sede também compassivos em temor, detestando até a roupa contaminada pela carne” (Judas 22,23).

“E repele as questões insensatas e absurdas, pois sabes que só engendram contendas. Ora, é necessário que o servo do Senhor não viva a contender, e sim deve ser brando para com todos, apto para instruir, paciente, disciplinando com mansidão os que se opõem, na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade, mas também o retorno à sensatez, livrando-se eles dos laços do diabo, tendo sido feitos cativos por ele para cumprirem a sua vontade (II Timóteo 2;23-26).

“Se alguém vir a seu irmão cometer pecado não para morte, pedirá, e Deus lhe dará vida, aos que não pecam para morte. Há pecado para morte, e por esse não digo que rogue” (I João 5:16).

Em Shiloh (acampamento) nós tivemos uma lista de “vítimas de guerra” — não para culpar ou censurar essas pessoas, mas para orar por elas. Nós nos recusamos a aceitar qualquer vítima como sendo uma coisa definitiva. Nós oramos e temos visto várias voltarem. O salmista disse: “Se observares, SENHOR, iniqüidades, quem, Senhor, subsistirá? Contigo, porém, está o perdão, para que te temam” (Salmos 130:3,4). Nós não só tomamos isto para nós mesmos, como também oramos uns pelos outros até que este seja o espírito que preencha todo o Corpo.

“Escuta, Senhor, a minha voz; estejam alertas os teus ouvidos às minhas súplicas. Se observares, SENHOR, iniqüidades, quem, Senhor, subsistirá? Contigo, porém, está o perdão, para que te temam” (Salmos 130:2-4).

Esta é uma Palavra de forte impacto, uma Palavra que põe sua mão no arado e faz com que você não olhe para trás (Lucas 9:62). Lembre-se da mulher de Ló e se recuse a se permitir olhar para trás (Gênesis 19:26; Lucas 17:28-33). Pelo contrário, fixe seu coração no Reino e no Senhor e siga em frente. Não permita que nada o distraia — à direita ou à esquerda —, mas determine-se a seguir adiante. Esta é a meta e o objetivo que Deus tem para você: que o dia da frutificação venha.

“Embora o Senhor vos dê pão de angústia e água de aflição, contudo, não se esconderão mais os teus mestres; os teus olhos verão os teus mestres. Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele” (Isaías 30:20,21).

Leituras bíblicas:

Hebreus 12:1-17

Efésios 1:18-23 com 4:30-32

Provérbios do Reino

  • A leitura do incrédulo computador humano é a amargura. A leitura de fé do computador de Deus é a justiça.
  • As interpretações da mente carnal são morte; as interpretações de fé na Palavra são vida.
  • Uma coisa boa sobre ser disciplinado por Deus é que você sabe que Ele não o deserdou.
  • Um espírito reto recusa uma análise negativa das circunstâncias.
  • A fé na Palavra é a chave de um espírito reto e o antídoto para a amargura.

voltar para Cura e Libertação

left show tsN fwR normalcase|left tsN fwR uppercase bsd b01s|left show fwR uppercase bsd b01s|bnull||image-wrap|news login uppercase b01 bsd|fsN fwR uppercase b01 bsd|fwR uppercase b01 bsd|login news fwR uppercase c05|tsN fwR uppercase b01 bsd|fwR uppercase bsd b01|content-inner||