MÚSICOS - GN

A VISÃO PARA NOSSA ADORAÇÃO 

Quando nos reunimos para nossa adoração, chegamos para encontrar o Senhor. E ao escolher os cânticos que cantamos, eu sempre sinto que devemos buscar a direção do Espírito Santo. Para isto, é recomendável de antemão saber a Palavra básica que será dada no culto. Isto certamente traz uma responsabilidade dupla sobre aquele que vai escolher os cânticos e conduzir a adoração.

Por muitos anos, eu escolhi os cânticos a serem cantados numa reunião, porque podia escolher aqueles relacionados com a Palavra que Deus havia me dado para ministrar. Depois, nos movemos num nível mais alto, no qual muito da Palavra era ministrada por revelação, de forma que, quando o líder da adoração perguntava, “Sobre o que você irá ministrar?” eu freqüentemente dizia: “Ainda não sei”. Porém, se o dirigente do louvor sabe qual vai ser a Palavra, ele pode escolher aqueles cânticos que prepararão as pessoas e abrirão seus espíritos para o Senhor, a fim de melhor receberem a Palavra.

Estamos para nos tornar adoradores num nível que jamais alcançamos antes. Nós ainda cantamos os cânticos de intensa fé e intercessão que vieram à luz no início de Shiloh, e eles são úteis – especialmente quando tudo parece difícil. Mas Deus já nos deu uma Palavra de que um nível mais alto de adoração está chegando. Os dirigentes não devem conduzir a adoração como líderes de torcida, bombeando-a; em vez disso, eles devem ajudar o povo a entrar numa adoração mais profunda, a qual tem sido profetizada há algum tempo. Temos uma nova liberdade na adoração. Precisamos desta adoração. Precisamos abrir nossos espíritos diante do Senhor.

Podemos gostar dos cânticos que cantamos hoje, mas também podemos fazer de alguns deles uma rotina. Um cântico vem pela necessidade do momento e é algo que usamos. Porém, nos dias que estão por vir, examinaremos cuidadosamente nossos hinários e removeremos muitos cânticos, porque eles não mais serão aplicados ao nível espiritual que teremos alcançado. Vamos continuar a cantar nossos cânticos atuais, mas vamos entrar, cada vez mais, no nível mais profundo de adoração ao qual Deus está nos atraindo. Busque confirmação para o seu próprio coração a respeito desta adoração que estamos buscando em Deus.

Comentário: A fé não pode florescer num hábito, portanto, quando começamos a criar hábitos, a fé deixa de se mover livremente. Cada dia deve ser novo; temos que dizer: “Neste dia, não podemos seguir o caminho que conhecemos, pois a fé é demonstrada em pessoas que não sabem para onde estão indo”. Precisamos ser como Abraão. Pela fé ele saiu sem saber aonde ia (Hebreus 11:8,9); mas ele achou favor aos olhos de Deus porque respondeu a uma Palavra. O mesmo acontece conosco quando temos um fardo pelo profundo nível de adoração que está vindo.

Você tem falado acerca de não usar os instrumentos musicais de modo algum. Algumas das reuniões de adoração mais profundas, que tivemos em Shiloh, foram durante períodos quando não usamos nenhum instrumento. As pessoas, então, eram capazes de sintonizar no Espírito do Senhor e também na consciência do Senhor em seus próprios corações. Esta mudança já está acontecendo. Há sempre uma propulsão e uma liberdade em nosso espírito; mas a qualquer momento que fazemos de alguma coisa um hábito, esse é o dia que cometemos um engano. Seguiremos a direção do Espírito com uma consciência das coisas que Deus tem colocado diante de nós.

Comentário: Uma Palavra veio em agosto de 1970, intitulada: “Expressando Nossa Fé na Sua Palavra pela Adoração”. Num período de trinta dias de adoração, você trouxe esta verdade de expressar nossa fé no que Deus já fez. Então, a Festa dos Tabernáculos chegou, e nos movemos num nível totalmente novo - crendo pela adoração que está em um plano puramente espiritual, um nível de profunda consciência do Senhor. A última Palavra daquela Festa foi sobre a revelação do Senhor. Como a revelação do Senhor vem? A consciência vem na adoração, quando nós O engrandecemos. É para esta presença impressionante do Senhor que Ele está nos conduzindo. Vai além de qualquer coisa que possa ser estimulada por um surto emocional. E tem como origem o plano puramente espiritual, onde ficamos boquiabertos pela glória do Senhor em nosso meio.

Atravessamos um período de transição que alguns não gostaram, pois não tinham uma revelação do que estava acontecendo. Porém, outros a receberam de braços abertos e se apoderaram da expressão intensa de fé nos cânticos novos e na intercessão, pois eles reconheceram o que estava sendo realizado. Nós tínhamos que sair do chão; tínhamos que sair daquela área, onde a gravidade espiritual estava sempre nos puxando para baixo. É como sair da atmosfera da terra; quando damos um impulso forte o suficiente, alcançamos uma área onde podemos ser impelidos pelos nossos foguetes propulsores. Temos que dar um impulso forte e sincero para ficarmos acima da força que nos puxa para baixo, e então a derrubamos. As pessoas que não usaram o período de forte intercessão e cânticos, aquelas que criticaram, permanecerão num nível mais baixo. Elas irão regredir e, provavelmente, voltarão a cantar velhos cânticos como aqueles usados para os funerais antigamente. Porém, este impulso para o Reino não é um funeral; será vida ressurreta.

Durante o período de transição, usamos um dispositivo para intensificar a força que nos move; cantamos cânticos que nos impulsionam para o próximo nível. Entretanto, os próprios meios que usamos para nos dar o impulso, a fim de rompermos com este nível de apatia e indiferença, esta escravidão de Laodicéia (Apocalipse 3:14-16), podem se tornar um obstáculo após termos irrompido. Usamos isto para rompermos com o velho nível; e no minuto que o rompimento acontece, deixamos a coisa antiga ir embora. Se não irrompemos, a coisa antiga nos puxa de volta para o antigo nível. O que estamos fazendo hoje é uma bênção, pois estamos usando isto para realizar os propósitos imediatos de Deus. Todavia, dentro de alguns meses, a partir de agora, será um obstáculo.

“Oh”! você diz: “Eu não quero deixar isto ir embora”. Você sempre descobrirá esta verdade; você se verá preso a algo que é útil para o momento, se não tiver cuidado. Você pode pensar: “Mas eu tirei muito proveito destes cânticos. Eles me ajudaram nos longos e solitários anos nos quais estive esperando pelo cumprimento da promessa”. Abraão deve ter pensado isto também, enquanto esperava Deus cumprir Sua promessa e trazer Isaque à luz. É possível que ele tenha dito: “É tão divertido brincar com o Ismaelzinho” (Gênesis 17:18). Mas o dia finalmente veio quando Deus disse: “Mande Ismael embora, expulse o filho da escrava” (Gênesis 21:10-12).

Não importa quão bom algo pareça ser, tem de haver aquele momento quando saímos do imperfeito para o melhor. Lembre-se de que Ismael era filho de Abraão também, mas era filho da escrava. Isaque, o filho da livre, devia ser aquele que receberia a herança (Gálatas 4:23-31). Alcançamos o lugar, em cada estágio de nosso desenvolvimento espiritual, onde temos que abandonar um pouco mais a escravidão do passado, embora ela esteja profundamente enraizada em tudo o que somos.

Devemos nos libertar de nossas maneiras limitadas. Devemos subir ao mais alto nível de adoração que Deus quer que tenhamos. Não haverá cumprimento da vontade de Deus na terra, em Seu Reino, sem que venha à luz um povo que use todos os meios que Deus deposita em suas mãos para impulsioná-los a um lugar alto. Apocalipse 12:1-5 fala do varão que regerá todas as nações. Quando nasce, ele é elevado aos céus para o trono de Deus. Ou isto acontece ou então ele enfrenta as presas das mandíbulas do grande dragão vermelho que está pronto para devorá-lo, a partir do instante que ele venha à luz. Como parte da Companhia do varão, nós nascemos com as presas de Satanás bem próximas a nós, prestes a nos destruir; mas o impulso espiritual que tomamos está nos elevando a um nível de governo, um reino de autoridade, um reino de obras maiores, e é isto que estamos buscando. Se não virmos tudo isto como um meio para se alcançar um objetivo, se fizermos disso um fim em si mesmo, então derrotaremos a nós mesmos.

O que Deus quis que fizéssemos está expresso em Joel 3:10: “Forjai espadas das vossas relhas de arado e lanças, das vossas podadeiras...” E isso é exatamente o que fizemos. Agora, chega um tempo quando Deus está falando acerca de frutificação, e não queremos ficar presos a espadas e lanças. Teremos que mudá-las em relhas de arado e podadeiras (Isaías 2:4). Estivemos e ainda estamos em trabalho de guerra para irrompermos, mas o objetivo é aquela multidão de pessoas lá fora que será trazida para um caminhar com Deus. Eu não acho que elas serão particularmente atraídas para o tipo de música que temos, isto não é o que as ganhará. Mas será difícil para elas resistirem ao alto nível de adoração no qual nós estaremos. Isto é o que as atrairá. Parece que não estamos sendo consistentes? Nós somos consistentemente inconsistentes. Não temos que ser consistentes a qualquer padrão ou forma. Só um tolo jamais mudará sua mente ou sua abordagem das coisas. Um homem é um completo idiota quando se estaciona em fases ou procedimentos tornando-se inflexível. Este é o modo mais rápido de se tornar um odre farisaico, o qual é tão obstinado que, quando Deus faz alguma coisa nova e fresca, ele não consegue render-se a ela.

“Também lhes disse uma parábola: Ninguém tira um pedaço de veste nova e o põe em veste velha; pois rasgará a nova e o remendo da nova não se ajustará à velha. E ninguém põe vinho novo em odres velhos, pois o vinho novo romperá os odres; entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão. Pelo contrário, vinho novo deve ser posto em odres novos [e ambos se conservam]. E ninguém, tendo bebido o vinho velho, prefere o novo; porque diz: O velho é excelente”. (Lucas 5:36-39).

Estamos sendo preparados para que Deus faça coisas maiores que jamais foram feitas sobre a terra. O cântico de Sião será ouvido nos confins da terra (Isaías 35:10; 42:9,10; 51:11). Eu não quero ficar preso a nada do passado, ou a qualquer coisa que me torne inflexível. Faremos qualquer coisa que Deus disser para fazermos. Porém, não faremos uma rotina religiosa de qualquer fase. Será tudo uma expressão do nosso impulso espiritual e da nossa aproximação da Sua presença – para viver em Sua presença, para adorá-lO, e servi-lO com todo nosso coração (Oséias 6:2; João 4:23; Deuteronômio 6:5).

“Eis que as primeiras predições já se cumpriram, e novas cousas eu vos anuncio; e, antes que sucedam, eu vo-las farei ouvir. Cantai ao SENHOR um cântico novo e o seu louvor até às extremidades da terra, vós, os que navegais pelo mar e tudo quanto há nele, vós, terras do mar e seus moradores”(Isaías 42:9,10).

“Assim voltarão os resgatados do Senhor e virão a Sião com júbilo, e perpétua alegria lhes coroará a cabeça; o regozijo e a alegria os alcançarão, e deles fugirão a dor e o gemido”(Isaías 51:11).

 

Passagens bíblicas:

Isaías 42:9,10; 51:11; Lucas  5:36–39.

 

Provérbios do Reino:

  •      As canções que foram uma bênção ontem podem ser um fardo pesado hoje.
  •      Nossa adoração ontem expressou o nosso nível espiritual de ontem. Nossa adoração hoje deve expressar nosso nível espiritual de hoje.

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