ESCOLA

CONFERÊNCIA  DA ESCOLA DO REINO

 

Canalizando o Milagre

 

O Senhor está nos dando um vislumbre novo da visão que Ele tem estabelecido diante de nós para as Escolas do Reino. Estamos esperando-O nos dirigir porque nós não podemos ter nenhuma motivação humana nas diretrizes do Senhor para as Escolas; estamos nos movendo na Sua Palavra, com a visão que Ele plantou nos nossos corações. Queremos que elas sejam tudo que Ele quer que elas sejam. Nós nos libertamos de qualquer amarra, qualquer condicionamento, qualquer relutância, qualquer passividade no que concerne à visão das Escolas doReino.

O que o Espírito Santo está fazendo? Eu tenho um pranto e um quebrantamento  em meu coração, e sinto que nós estamos chegando a um propósito: quebrantarmo-nos diante do Senhor e dizer: “Senhor, sonda os nossos corações”. Não devemos ter nenhuma auto condenação porque, honestamente, todos temos tentado ser o melhor que podemos. Contudo, também não vamos sentir que terminamos com sucesso o trabalho, porque olhando as linhas mestras e revelações que têm vindo sobre as Escolas do Reino, chegamos à conclusão: “Não temos feito ainda tudo o que foi colocado diante de nós”. Estas Escolas do Reino são projetos além de qualquer coisa que nós jamais tenhamos tentado fazer vir à luz. Vamos abrir os nossos corações e dizer: “Perdoa-nos, Senhor, pelo que não somos. Nosso foco não está naquilo que temos feito ou naquilo que não temos feito. Perdoa-nos pelo que ainda não temos nos tornado.” Um mestre não pode ser nem mais nem menos do que é , mas ele pode se arrepender pelo que não é. Ele pode dizer: “Senhor, faze-me o que eu estou para ser. Cria em mim a capacidade para ensinar, ser um mestre criativo e trazer à luz esses alunos doReino”.

Este ministério de ensinar, é um dos ministérios restaurados que Deus está trazendo à luz na terra. Estamos vendo a restauração de apóstolos, profetas, evangelistas e pastores. O décimo-primeiro versículo de Efésios quatro também menciona mestre, mas eu não creio que ele está se referindo somente ao mestre, tanto quanto à combinação de mestre e escriba. Você não pode separar os dois. Um mestre precisa ser diligente e responsável para transmitir às crianças uma vasta soma de conhecimentos espiritual tanto quanto natural. Através dos séculos, acumulação de conhecimentos tem se acelerado numa rápida velocidade; o que sabemos tem sido codificado, classificado, colocado à disposição e ensinado ao povo. Ano a ano, os livros têm que mudar. Livros de eletrônica e livros de medicina especialmente, tornam-se obsoletos ou devem ser revisados de ano em ano. Os livros que os farmacêuticos usam certamente estarão fora de uso poucos meses depois que são impressos. É quase impossível reunir toda a informação que tem sido colocada à nossa disposição em todas estasáreas.

A mesma coisa é verdade no que diz respeito às coisas do Reino de Deus. Assim como o conhecimento do mundo está acelerado, as diretrizes e princípios básicos do Reino nos estão sendo dados. Sabemos que recebemos um pouquinho disso no princípio deste caminhar com Deus, mas o entendimento tem se expandido. A antiga fitoteca é a sementeira de todo este ensinamento do Reino. Ela não pode explicar os princípios básicos tão plenamente como nós vemos agora, mas eles foram firmados há mais de vinte e cinco anos. Precisamos nos apressar em caminhar naquilo que Deus tem colocado diante de nós. Ele está fazendo algo criativo nas Escolas do Reino e frequentemente, nós somos um pouco lerdos e relutantes para entrar no fluxo disso.

Estamos esperando que o Senhor abençoe estas escolas, e que Ele nos abençõe. Poucos têm reconhecido que o ministério de mestre e escriba é definitivamente mais do que uma restauração; é também um novo ministério vindo à luz no Reino. O mundo jamais teve mestres neste nível. O mundo jamais teve mestres e instrutores tais como aqueles que previmos ter. O mundo jamais teve um processo de educação, ligado com a impartição, como o conhecimento, além do processo de aprendizado por memorização. A memória de uma pessoa somente retém dez por cento do que lhe é ensinado; então por que ser  limitado ao processo do mundo, de repetidamente martelar conhecimento na criança até que ela finalmente tenha isso em sua mente? Deus fará deste novo nível de ensinamento um modo de vida a que todos possamrecorrer.

O começo para nós é um nível completamente novo de ensinamento e aprendizado. Por nós ainda não estarmos plenamente nisto, teremos que cuidar muito para que esta Palavra se torne uma experiência de Páscoa para nós. Deixaremos a escravidão do Egito e restrição de qualquer método educacional limitado. Você pode responder: “Mas o Egito é maravilhoso. Ele é realmente organizado. Nós não somos organizados”. Contudo, eu prefiro caminhar como um peregrino com meus lombos cingidos e o cajado na minha mão, sem nenhuma organização, do que ficar em toda organização que o Egito tem. Você crê que a Babilônia tem excelentes estudos no currículo?

Talvez, mas eles estão produzindo conformistas, nulos espirituais. Cremos que através de nós e através da educação que nossas crianças estão para receber, Deus pode trazer à luz uma terceira geração que se moverá como profetas e profetisas do Senhor. Que eles possam ser aqueles que serão livres de toda a futilidade existente no domínio humano de conhecimento e relacionamento.

Como tudo isto será feito? Honestamente não sabemos, mas sabemos que Ele disse para fazermos isto. Não temos mais confiança em nós mesmos do que Moisés, quando Deus lhe falou para tirar os filhos de Israel do Egito. Ele disse: “Não posso fazer isto. Quem eu direi que me enviou?” Deus falou-lhe: “Bem, diga somente: “EU SOU”. Então, quando o povo perguntou: “Quem é Deus?” Moisés replicou: “Bem, Ele disse que Ele é” (Êxodo 3:10- 14). Isto é o que nós também faremos. Nós diremos: “Ele é”. Aquele que é - aquele que é tão real para nós - tem nos enviado para libertar o povo, especialmente esta nova geração, das restrições que estão sobre eles, e da escravidão em que eles estão. Nós ainda não reconhecemos quão condicionada a sociedade desta geração tem se tornado. Nós somos tão condicionados que não podemos ver o nosso próprio condicionamento, devemos estar um tanto condicionados por tudo que nos é imposto pela propaganda, meios de comunicação, televisão, jornal, governo e muitas outras forças; mas não reconhecemos quanto. Se nós podemos pensar que o lar é no mínimo uma influência estável e positiva nas crianças, devemos lembrar que mesmo o lar não fornece tanta contribuição positiva à nova geração. O lar tem cessado de ser uma força eficaz na moldagem, formação e desenvolvimento de nossascrianças.

Então o que estamos crendo para ver acontecer? Precisamos ver algo vir à luz que possa recriar o lar, recriar a criança, destruir a escravidão de currículos mortos e estudo de coisas que não são produtivas - e trazer à luz crianças que serão sábias para pensar, sábias para receber uma revelação espiritual e rápidas para discernir o engano. Muito precisa ser produzido além de uma consciência condicionada ou um intelecto condicionado a certas reações. Precisamos ver uma liberdade que tira as nossas crianças desta era condicionada; mas ao mesmo tempo elas não devem ser tão desenfreadas que a sua carne não seja canalizada e direcionada para a obra da cruz em suas vidas. As crianças precisam morrer para a carne, assim como todos nós precisamos morrer para a carne; isso nunca é uma coisa fácil. Vocês, que são professores, estão tornando as crianças criativas, e estão dando- lhes sinais. Com todo o coração elas podem caminhar na obra da cruz e no nascimento de toda uma nova geração do Reino de Deus na terra.

Você sente um senso de responsabilidade toda vez que está diante de uma criança? Você sabe, as coisas que pode fazer por elas, tem aprendido como controlar a atmosfera da classe, até certo ponto. Mas você sempre sente esta falta: “Eu não sei como criar. Minhas mãos e meus lábios não sabem com criar nestas crianças o que deve ser o milagre de uma Escola do Reino”. Nós precisamos ter milagres rotineiros - esperamos que eles aconteçam todos os dias e temos fé para que eles aconteçam; milagres se tornarão a ordem do  dia. Você precisa chegar ao ponto de não perguntar às crianças: “Quantos de vocês estão atrasados? Quantos não fizeram o dever de casa?” Pelo contrário você dirá: “Quantos de vocês romperam num novo nível de milagre hoje?” Isto não será fácil de acontecer,será?

Francamente eu não o invejo. Você quer produzir um clima de fé no qual as crianças se tornam pequenos milagres indo e vindo todo dia, e você as observará desenvolvendo-se e crescendo para se tornarem cidadãos do Reino, a gloriosa família que Deus está trazendo à luz. Outra geração está vindo à luz. Oh! Que tenhamos a visão para eles!

Toda vez que eu vejo uma criancinha, lembro quanto o Senhor as amava. Ele parava tudo o que estava fazendo, para abençoar as crianças, e repreender seus discípulos se eles tentassem impedi-las. (Lucas 18:15-17). Ele sempre estava pronto para abençoar as crianças, ainda que elas fossem pequenos monstros em potencial. Por algumas coisas de que elas sorriem, você gostaria de discipliná-las? Não obstante, quando elas se retraem ou retrocedem e são passivas, você quer chorar com elas, porque sabe que esta é também uma reação condicionada. Elas têm muitos problemas, e os seus problemas nesta complexa sociedade ficarão sem solução se alguém não os enfrentar. Eu creio que o milagre de canalizar um estudante é o maior desafio para o professor. Como você pode pegar essa criança que está indo em um caminho e ajudá-la a ir em outra direção? Este é o milagre de canalizar a criança na lacuna que ela deve preencher. Ainda em sua infância as crianças se deixam levar na direção mais fácil. Elas se adaptam ao seu meio. Elas reagem a ele. Elas se fecham como dentro de uma concha ou se tornam agressivas por causa do seu meio. Os pais podem estar experimentando alguma coisa, que impõe sobre aquelas criancinhas uma situação quase insuportável, que futuramente condicionará o seu pensamento. Vamos penetrar neste milagre de tomar a criança e recanalizá-la no caminho que ela deveseguir.

Esta Palavra está com uma unção do Senhor que recomenda: “Vamos pegar a visão, vamos estar quebrados diante do Senhor”. Não vamos dizer: “Nós temos feito um trabalho ruim”. Eu rejeito isto. Eu não vou dizer que tenho feito um trabalho ruim. Eu não tenho achado todas as respostas para as Escolas do Reino, mas tem nos sido apresentado cem vezes mais do que éramos capazes de resolver. Agora é o tempo de trazer a Companhia Apostólica à cena. É tempo de recrutar pessoas das igrejas: pais, mestres e futuros mestres. É tempo de trabalhar até que tenhamos o trabalho feito. No presente, muitos poucos sentem a responsabilidade e menos ainda, os que têm a visão de uma Escola do Reino. Nós precisamos ver isto expandir-se. Não se condene porque você não fez tudo o que você pensou que deveria fazer, ou que foi posto diante de você, ou que outras pessoas esperavam de você. Vamos somente dizer que temos chegado até este ponto. Podemos estar mancando, podemos estar sangrando, podemos estar um pouco frustrados ou amargurados. Mas, se nós humilharmos diante do Senhor com uma nova unção pela visão, nós choraremos: “Senhor, talvez eu fracassei ou talvez tenha sido posto diante de mim mais do que eu poderia fazer. Mas se eu tenho me tornado amargurado ou crítico ou tenho me retraído, então não aprendi ainda o que Tu estavas tentando me ensinar”. Não é verdade?

Toda escola, neste ponto, poderia ser julgada por seus méritos ou deméritos. Eu não penso que nós devemos avaliar as escolas criticamente agora, mas ao invés disto devemos olhar quantas escolas surgiram tão rapidamente. Simplesmente porque eles abriram suas portas e disseram: “Nós somos uma Escola do Reino”, não significa necessariamente que a qualidade e a visão estão lá. É a mesma coisa que alguém começar uma firma e dizer: “Nós somos uma empresa do Reino”. Há uma grande diferença entre começar alguma coisa e estar à altura da pureza da visão que Cristo tem colocado diante de nós. Simplesmente porque você começou uma igreja, não significa necessariamente que você tem uma igreja neotestamentária. Você terá uma igreja neotestamentária quando obtiver a visão, os princípios, a dedicação, a obra da cruz e a unidade que Deus quer numa igreja néo-testamentária em Ordem Divina. Ordem Divina não é atingida facilmente. Ordem Divina é atingida por um processo combinado de aprender os princípios que Deus ensina para ela e também testemunhar uma certa morte e destruição das nossas maneiras de  fazer as coisas, até nos tornarmos totalmente dedicados à maneira de Deusfazê-las.

Este é o processo que tem lugar nas Escolas do Reino. Os professores têm dito: “Nós queremos as Escolas do Reino estabelecidas na Ordem Divina”. Isto é maravilhoso, mas o que é Ordem Divina? “Bem, eu aprendi muito nos meus primeiros anos de ensino e achei esses maravilhosos métodos de trabalho”. Contudo, às vezes, nós temos que desaprender os caminhos de sucesso, para aprender os da criatividade. O ensino bem sucedido pode dar lugar à criatividade bem sucedida. Você pode ser um excelente professor. Você pode exercer uma boa disciplina e ser capaz de inspirar e motivar as crianças. Mas você cria nelas o que Deus quer?

Isto não é para desanimá-lo, mas simplesmente para dizer que não há nenhuma forma de qualquer um de nós dizer que somos bem sucedidos, mas porque temos tentado seguir o Senhor, também não há nenhuma forma de qualquer um de nós dizer que somos fracassos. Vamos estar em Sua Presença, prontos para uma nova unção, um novo comissionamento, em novo rompimento naquilo que Deus quer para as Escolas do Reino.

Você se sente como se fosse um fracasso? Se não, você pode no mínimo sentir como se a Escola em que você trabalha não está à altura ou os líderes das Escolas não estão fazendo o seu trabalho. É fácil apontar o dedo acusador. Ao invés de criticar, vamos nos levantar com um coração aberto diante do Senhor e perguntar: “O que podemos fazer? Que degraus práticos podemos subir? Que apropriação de fé podemos fazer que mudará esta situação e a fará melhor e mais agradável a ti, Senhor?” Afinal, isto é tudo porque estamos clamando. Teu Reino venha e Tua vontade seja feita na Terra assim como no céu (Mateus 6:10). É isto que as Escolas do Reino são! Vocês estão preparando cidadãos do Reino. Esta é uma classe “cidadania” - classe “cidadania doReino”.

Nós temos alcançado o ponto em que não apenas sabemos como romper nas coisas que Deus quer para as Escolas do Reino. Uma das melhores coisas que nós podemos fazer é ter mais Encontros regionais das Escolas do Reino. Na verdade, eles seriam mais como uma reunião familiar. Nós nos reuniremos por um dia ou mais e oraremos uns pelos outros. A companhia apostólica pode impor as mãos sobre vocês. Não se preocupe sobre o que vocês não têm. Obtenham isso! Imponham as mãos uns sobre os outros. Se alguma coisa está indo errado, ou se você tem feito alguma coisa errada, mude isso!

Os professores têm a tendência de intimidar as crianças, ao invés de criar fé agressiva nelas. É difícil manter disciplina sem intimidação. Nós precisamos exercer um tipo de disciplina na qual elas são dedicadas a serem disciplinadas e abertas em seus espíritos para aprender. Está você pensando: “Isto soa como se você estivesse falando sobre o milênio”? Sim, é o que estamos visualizando, e estamos tentando criar a primeira geração que caminha no novo nível do Reino de Deus.

Como podemos criar isto? Venha e receba oração. Tenha mãos impostas sobre você. Encare a grandiosidade da tarefa que está diante de você. Encare quanto as Escolas precisam ser um trabalho criativo de Deus. Trabalhe uns com os outros. Ninguém precisa se sentir ameaçado - somentedesafiado.

O Senhor está estabelecendo diante de nós uma tremenda visão e uma estupenda Palavra. Neste ponto, nenhum de nós realmente entende plenamente como entrar no fluxo de criar estas tremendas crianças do Reino que farão tais proezas. É nos confiada a mais monumental tarefa que já foi colocada diante de professores. Estamos exigindo que Deus ministre através de nós, até as crianças serem um rio que é superior a sua nascente, aqueles que virão à luz podem nos exceder naquilo em que caminharem. E isto não vai ser fácil. O Senhor falou que eu produziria mil profetas que poderiam me exceder; vocês também terão que produzir mil crianças que caminharão em coisas que vocês não conseguem ainda. Talvez, eles no fim se tornarão os seus professores. Se você ensiná-los bem, poderá aprender deles como ser profetas e profetizas do Senhor em um novo nível. Você tem esta visão? Creia em seu coração: “ Sim, nós podemos fazer isto. Nós podemos romper.”

O Senhor tem ordenado e revelado um meio – “impartição” - pelo qual nós podemos romper num novo nível nas Escolas. Muito breve, Deus envolverá os pastores, profetas, mestres e presbíteros; apóstolos logo se moverão num fluxo criativo. Eles surgirão através das Escolas e da ministração. Você poderia querer saber: “Qual é o nosso currículo? Onde está o nosso programa? Nós precisamos realizar o nosso trabalho!” Contudo, reconheça que você pode impor as mãos numa criança e criar uma prontidão nela que diminuirá dez vezes o tempo necessário para ela aprender, absorver, tornar-se. Tempo demais é gasto porque a criança não tem uma unção para concentração. Elas não têm o foco ainda. Não têm sede de aprender; não têm motivação. Se você dá motivação a uma criança, você cria nela uma direção para saber; ela não quererá parar de aprender. Embora os livros nos digam que a extensão de concentração é em alguns níveis, no máximo, de vinte minutos, nós chegaremos em nossas Escolas ao ponto em que as crianças não pararão. Elas não abandonarão os livros. Elas se recusarão a aceitar o final da aula porque estão muito famintas. É essa fome por aprender que leva você a regozijar-se, especialmente quando isso está de acordo com a canalização criativa que Deus quer.

Nossas crianças já estão, aos poucos, entrando nesta criatividade com algumas das ideias imaginosas que estão tendo. Elas estão sendo treinadas para pensar criativamente e assim estão se expressando. Este é o começo. Devemos começar a manter registros das coisas criativas que as nossas crianças escrevem e têm, porque algumas delas serão sensacionais. Receberemos nossa recompensa ao observarmos a surpreendente percepção vindo à luz nelas. Veremos que algumas vezes da boca de bebês aprenderemos coisas que nunca tínhamos conhecido antes.

O que é que precisamos fazer agora? É importante que entendamos que esta Páscoa tem criado uma destruição das posições. Ela está enfatizando novamente a unção, as profecias, o comissionamento que tem vindo sobre cada um de nós. Contudo, com as Escolas do Reino, há um terrível reconhecimento de quão poucos dos professores, foram realmente selecionados e ministrados, e tiveram comissionamentos ministrados a eles pela Companhia Apostólica. Nós fomos diligentes para fazer essas coisas no princípio; mas à medida que as igrejas e as Escolas se multiplicam, nós não temos ministrado assim a muitos professores, e eles precisam receber imposição de mãos. Deixe-me sugerir que antes dos próximos semestres se iniciarem, tenhamos tempos nos quais nos encontraremos com alguns professores, junto com alguns membros da Companhia Apostólica, para ministrar àqueles. Vamos ver o fim da pregação teórica para o povo sem ter uma aplicação prática. Deve haver tanto tempo ou duas vezes mais tempo na aplicação quanto há na pregação teórica. Podemos pregar sobre as escolas do Reino, mas precisamos duas vezes mais tempo para impor as mãos sobre os professores, impor as mãos sobre os alunos e começar com um arquivo da revelação sobre cada um deles.

Toda Escola deve ter um arquivo de cada aluno que abranja o que Deus revelou sobre aquela criança. Se aquela pasta de papéis estiver vazia será uma tragédia, porque os mestres não saberão como se relacionar em fé com a criança até que haja uma revelação sobre ela. Se resolvermos conhecer uns aos outros, não segundo a carne, mas segundo o espírito, então vejamos o que o Espírito diz sobre cada criança, o que Deus quer para ela. É para isto que estamos trabalhando. Talvez isto dê a ideia de que não há nada no aluno para você trabalhar; talvez a criança seja problema de disciplina. Contudo, ela pode estar apenas enfrentando uma batalha espiritual. O que esta criança está experimentando? Qual é a sua formação? O que Deus diz sobre ela?

Os professores estão na mesma posição. Alguns deles necessitam receber imposição de mãos e ministração espiritual. Um professor pode precisar de dom de discernimento de espíritos, ou de receber o dom da palavra de sabedoria, ou um ministério de revelação.  Ele pode ter necessidade de uma palavra de conhecimento; ou se ele tem todos os fatos, pode não saber como aplicá-los na sabedoria e entendimento do Senhor. Não há nada faltando, em nenhum de nós, que Deus não possa suprir. O procedimento não é fazer uma triagem dos professores para descobrir quais são as suas qualificações naturais. Nós devemos selecioná-los para descobrir se os seus corações estão abertos; e se Deus os está chamando para ensinar. Se Ele está, nós começamos a ministrar a eles e a abençoá-los. Não há nada errado com nenhum de nós, ou faltando em nenhum de nós, que Deus não possa suprir. Ele pode suprir o que nós necessitamos, e as Escolas podem vir à luz gloriosamente no nome do Senhor.

Isso deveria ser o curso de ação para as Escolas do Reino nos dias que estão vindo. Definitivamente esta Festa da Páscoa é um ponto de definição. Depois disto nada será o mesmo em qualquer igreja. Ninguém será capaz de voltar jamais ao nível anterior. Nós não pensamos que seremos sempre os mesmos; estamos prevendo que não seremos mais os mesmos. Isto poderá ser uma dose um pouco amarga dos tratamentos de Deus que tomaremos, mas nós estamos determinados a vir á luz. “Se Ele me provasse, sairia eu como o ouro” (Jó 23:10). Se Jó pôde dizer isto, então nós podemos. Nós vamos ser bem sucedidos porque Deus é fiel e diligente para nunca nos abandonar. Ele é fiel para nos disciplinar, ou nos devastar, e portanto, a Sua vontade será feita em nós. Mantenha isto em sua mente e em seu coração.

O que faremos nesse ponto? Essa palavra deverá resultar em certas diretrizes simples. Vamos tomar providências para que todas as linhas mestras para as Escolas do Reino sejam impressas em livretos tão rapidamente quanto possível. Nós precisamos rever estas coisas frequentemente.

Ensinar o mesmo povo dia após dia, ou pregar para a mesma congregação, reunião após reunião, pode se tornar tedioso. Você pode fazer disto uma rotina para qual você se condiciona, ao invés de um novo desafio para ministrar a criatividade de Deus. A sua eficácia depende do que você está esperando. Expectação leva à eficácia no ministério. Espere nada, e nada acontecerá. Espere tudo e tudo começará a acontecer.

Um pastor pode ir diante da congregação e levantar uma oferta quase como que pedindo desculpas, como: “Agora, gente, nós precisamos de dinheiro. Você não gostaria de dar, gostaria?” E eles não darão! Mas se ele vai com fé, não precisa dizer muita coisa, a sua fé liberta o povo. É sempre tão surpreendente que você obtém o que espera.

Um povo escolhido tende a reagir do modo que você espera que eles reajam. Sua expectativa, dependendo do seu grau, é uma expressão de fé, ou incredulidade, não importa se é num plano natural ou num plano espiritual. Se você espera coisas de suas crianças, ficará surpreendido em ver que este sempre é o modo de Deus expressar a sua fé de maneira tangível. É também surpreendente como um aluno reage à fé. Ele reage à fé quando você o encoraja, dizendo: “Creio que você pode fazer isto”. Quando você realmente crê nisso, ele tentará se erguer àquele nível. Uma das chaves que o Senhor tem me ensinado ao ministrar ao povo é que eu nunca repreenda o povo sobre o que está faltando nele; mas eu sempre digo: “Oh! Veja, nós estamos sendo levantados para este nível, não estamos? “Então eles vão em frente, procurando ser o que Deus estabeleceu para eles.

A visão e a revelação nos levam a crescer à medida da estatura da plenitude de Cristo. Nós crescemos nEle em todas as coisas (Efésios 4:11-16). Uma qualidade maravilhosa que nós temos no Senhor é a de criar a nossa fé no coração daquele a quem ministramos. Deus nos faz isto, e Ele nos capacita a fazer isto a outras pessoas. Nós temos fé porque Ele nos impartiu uma medida de fé (Romanos 12:3). Ele nos viu; nos amou. Nós podemos sentir algumas vezes: “Deus, eu não posso crer que Você traria tal profecia sobre mim. Eu não sou nada”. Mas Deus sempre diz: “É isto que Eu lhe disse. Eu confirmei a Minha Palavra por todos os Meus profetas. É melhor você crer nisto! “Então nós reagimos: “Eu creio nisto, Senhor”. Daí em diante somos transformados, porque a fé que estava no coração de Deus, expressa e confirmada ao nosso redor, se torna a nossa fé, em nosso coração. Então essa fé em nosso coração é a mesma fé que nós instilaremos nos corações daqueles alunos. Podemos trazê-los para a coisa que cremos para eles. Isto não é maravilhoso?

Quando os seus olhos veem uma palavra realizada diante de você não há maior recompensa do que isto. A fé com expectativa é finalmente recompensada pela pura alegria de ver a coisa criada diante de você. O que não existia agora existe, e nós não esperaremos mais por isso - existe. Agora cremos no seu desenvolvimento e crescimento. Alguma coisa nasceu na forma de uma visão, e isto é o que tem acontecido nestas escolas. Agora nós começamos a trabalhar juntos por isto; nós cremos juntos por isso, e vemos isso vir a acontecer.

Você pode dizer: “Mas nós estamos paralisados”. É sobre isto que toda esta mensagem fala. Todos estão mais ou menos paralisados. Estamos esperando pelo próximo passo. Que devemos fazer? Sobre tudo, através de todo o sistema da escola deve haver um fardo duplo: primeiro para a companhia apostólica se mover em ajudar as escolas; e segundo, para os mestres e administradores se dirigirem à companhia apostólica para ajudá-los. Não podemos ver diferença básica entre a igreja do Reino e a Escola do Reino. Elas precisam ser identificadas em nossas mentes como uma só coisa.

A igreja deve ser considerada como família do Senhor, assim como a escola deve ser considerada Sua família. Os pais devem ser motivados a ser uma parte das escolas. Os pastores, os que pastoreiam as ovelhas, presbíteros, apóstolos, profetas, não somente localmente, mas numa escala maior devem ser motivados. Mesmo se você tem apenas poucas séries na escola, não pense: “Nós não temos bem uma escola”. Um punhado de crianças, na visão de Deus, é de grande preço. Eles são o potencial e o material do qual Deus formará milagres. Nós precisamos ter esta visão de valores.

Enquanto está criando milagres, você se tornará mais milagre do que percebe. Entende isto? O povo dizia que Eliseu era maior que Elias, porque Eliseu tinha uma porção dobrada. Mas onde ele obteve isso? Ele obteve de Elias. Ele disse: “Eu quero uma porção dobrada. Elias replicou: “Você pediu uma coisa difícil, mas se estiver comigo quando eu for transladado, você a receberá. (2 Reis 2:9, 10). Por que pôde Elias fazer isto? Porque sabia que na hora da sua transladação ele perderia algumas das suas limitações e poderia dar a Eliseu duas vezes mais do que ele tinha experimentado. Eu penso que a verdadeira restrição estava em Eliseu. Ele deveria ter dito: “Eu quero o quádruplo (ou mesmo o décuplo) do que você tem”; porque naquele momento Elias poderia ter dado isso. Assim, a pergunta permanece: Quem era o maior? Elias ou Eliseu? Isto é tão irrespondível quanto a pergunta: Quem veio primeiro, a galinha ou o ovo? O Senhor está nos guiando para constantemente penetrarmos em um novo nível em Deus para impartirmos para alguém mais do que nós temos tido num nível mais baixo; e nós também estaremos constantemente nos esforçando para recebermos duas vezes mais do que temos visto alguém experimentar. Não pode haver fim neste processo duplo. As Escolas do Reino farão isto acontecer.

Você tem sido injuriado, rebaixado, desmoralizado? Se tem, bem. Agora você está desimpedido de qualquer coisa do passado. Agora você pode alcançar algo novo. A maior coisa que já aconteceu a mim foi a devastação que o Senhor operou em minha vida, porque agora estou caminhando em mais de Deus do que já caminhei antes. Eu fui posto numa posição na qual abandonei grande parte dos meus deveres administrativos. Eu abdiquei muitas coisas e experimentei muitas restrições. Porém, disto está emergido uma palavra tal como eu nunca tive antes. Um novo nível na Palavra. O fato é que essas escolas também estão passando dificuldades, não porque têm fracassado, mas porque Deus está criando em nós a capacidade para a consecução da Sua vontade.

Recuse-se a ser pessimista! Tudo contribui para o bem. Deus faz todas as coisas concorrerem para o bem (Romanos 8:28). Ele está trabalhando em todas as nossas vidas e vocês, professores, não são exceção. Ele tem provavelmente focalizado em vocês mais do que quaisquer outras pessoas. Em suas vidas, em seus corações, em suas Escolas, o grande milagre de Deus será liberado. Você tem estado pronto para desistir? Talvez, mas ainda está aí. Você está desencorajado? Você pode estar olhando somente um lado do problema. A sua vida está caótica, nula, vazia, parece estar totalmente desordenada? Isto é somente o Espírito pairando sobre a face do abismo. Tudo que Deus tem a dizer é: “Haja luz”, e o milagre de um novo mundo começa. “No princípio, Deus criou os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia e as trevas estavam sobre a face do abismo”. Então o Espírito se moveu sobre a face das águas, e isto começou quando Deus falou (Gênesis 1:1-3). No clima de certo tipo de caos pode vir à luz uma nova criação de Deus.

Você está experimentando isto? Você pode dizer: “Temos problemas em nossa escola. Não sabemos o que faremos se não obtivermos algumas respostas”. A necessidade não é tanto de respostas; a necessidade é da criatividade de Deus.

Vamos ter fé para ver uma nova coisa acontecendo nas Escolas do Reino. O que devemos fazer? Não é muito complicado. Precisamos trazer a Companhia Apostólica para ajudar todos os que estão sobrecarregados no seu trabalho. Eles sentirão a  responsabilidade disto. Este é o passo mais prático que podemos dar. Vamos achar homens e mulheres de Deus que estão realmente interessados nas Escolas - aqueles que o ajudarão e o socorrerão e lhe ministrarão - de modo que você não somente ensina, mas você mesmo se apropria e tem algum apoio. Faça isto em todos os níveis. Precisamos envolver mais pessoas que possam cuidar de alguns dos detalhes comerciais da administração, a manutenção dos prédios e retirar a responsabilidade destes detalhes daqueles poucos que realmente têm a visão para fazer as escolas avançarem. Que todos se envolvam. Alguns dos professores têm estado sobrecarregados e estão vivendo sacrificialmente. Alguns dos administradores têm muitas tarefas tediosas. Com a ajuda da companhia apostólica eles podem rapidamente achar algumas pessoas às quais estes deveres podem ser delegados. Indiferença e não-envolvimento não podem existir no Reino de Deus.

Todo o processo que tem acontecido em outros aspectos da igreja, também precisa verificar-se nas escolas. Todos que têm um trabalho, devem estar treinando duas ou três pessoas para fazê-lo. Uma vez que você crie neles a capacidade para fazê-lo, Deus verá a sua fidelidade e que você não está querendo uma “posição”, mas está realmente ministrando e criando ministérios. Então Ele será capaz de usar você em um ministério mais alto que você jamais conheceu.

Eu não acho que estou sendo rebaixado, simplesmente porque não sou mais um administrador. Creio que a escrita dos livros e muitas fitas que têm vindo à luz ultimamente mostram, que estou fazendo a coisa que Deus quer que eu faça. Isto é um nível muito mais alto, e eu estou feliz com isto. Eu não fui queimado ou rebaixado, mas fui promovido a uma expressão mais alta da vontade de Deus do que já conhecia antes. Não que eu não estivesse fazendo a vontade de Deus, mas creio que a estou fazendo mais perfeitamente agora.

Isto é o que deveríamos fazer no que concerne às escolas. Todo professor que está sobrecarregado deveria começar a procurar alguma pessoa espiritual para ajudá-lo, quer ou não ela tenha diplomas ou títulos. Deve ser alguém que possa ministrar pelo Espírito. Algumas das pessoas espirituais podem não ter um treinamento muito formal, mas seremos surpreendidos por quantos tolos que Deus levantará para confundir os sábios (1 Coríntios 1:27). Embora estejamos interessados em qualificação e diplomas, não vamos passar por cima do fato que Deus usa os tolos para confundir os sábios. Alguma sabedoria que fluirá destas crianças - e através de toda a estrutura da igreja - não virá necessariamente de pessoas que têm uma cultura escolar.

No que concerne às escolas, todos nós nos humilhamos com um quebrantamento diante do Senhor. Não mais temos posições proeminentes, mas colocamo-nos em prontidão para o Senhor nos recomissionar. Temos a mesma prontidão para dizer: “Senhor, quando comissionares o meu irmão, estarei pronto para crer com ele. Eu crerei por ele talvez mais do que ele crê por si mesmo”. Esta fé de uns pelos outros será a chave das Escolas do Reino.

Você está impressionado com o que o Senhor está fazendo para renovar a sua visão para as Escolas do Reino? Este ensinamento está penetrando através de mil barreiras que vocês têm erguido. Nós tendemos a erguer barreiras; isto é natural. Uma coisa que definitivamente ocorre nas classes é o erguimento de barreiras. Provavelmente uma criança somente leva uma semana para aprender como erguer uma barreira contra sua professora em uma área ou outra. E as professoras geralmente sentem: “Eu tolerarei essa criança,  mas a observarei cuidadosamente. Eu levantarei uma barreira contra ela”. Não seria maravilhoso aprendermos as razões por que barreiras são levantadas, e ministrar aos problemas de modo que elas não se tornemnecessárias?

Nos tempos antigos o povo construía muralhas ao redor de suas cidades para sua proteção. A reconstrução das muralhas de Jerusalém foi maravilhosa; mas ao mesmo  tempo que elas estavam sendo reconstruídas veio à luz uma profecia na qual eu tenho sempre me regozijado: “Jerusalém será uma cidade sem muros”. (Zacarias 2:4). Isto significa que eles transbordariam e estariam crescendo tão rapidamente e se movendo  tanto em Deus que já não seria possível pôr muros ao redor dela. Eles nunca precisariam protegê-la, por que o Senhor seria um muro de fogo ao redor dela e a glória no meio dela (Zacarias 2:5). Esta profecia que veio no Velho Testamento não estava somente falando da cidade física, embora em Jerusalém, ela seja verdade agora. As muralhas foram reconstruídas sucessivas vezes em sua história e agora há toda uma nova e próspera adição a Jerusalém; eles têm construído toda uma cidade, além dos limites antigos das muralhas.

Esta profecia tem se cumprido literalmente, mas ela também será verdade para nós espiritualmente, nas Escolas do Reino, um tempo virá quando os mestres não construirão muralhas; eles não precisarão construí-las para sobreviver. Os alunos também não terão que construir muralhas, mas haverá um fluir conjunto. O único caminho para realizar isto é envolver toda a Companhia Apostólica. Todo ministro do Reino deve se engajar para ser um participante dessas Escolas de uma forma ou de outra. 

Lembra-se do programa da comunidade “Irmão Grande?” Ele funcionava de acordo com o princípio de que se uma criança não tinha pai, um homem na comunidade a “adotava” e se tornava seu irmão grande. Talvez esta seria uma boa ideia para jogar fora a ênfasequeosadultostêmsobresuasprópriaspessoas,designandoumacriançaparacada um deles que não tem um filho natural. Que os adultos sejam atraídos a uma posição de responsabilidade como irmãos grandes. Nenhum relatório de progresso e nenhum problema irá somente para os pais, mas também para o irmão grande. Nós podemos começar isto quando eles estão nos últimos anos da escola, eles então estariam aptos a se tornarem um irmão grande. Não deve haver nenhuma pessoa solteira que não tenha um pequeno irmão ou irmã, nem nenhum casal sem filhos que não tenha uma criança pela qual seja responsável. Senhor, abençoa-nos para continuarmos até o fim com este fardo. Alguma coisa precisa acontecer, que envolva todos num fluxo espiritual.

Eu gostaria de ver ministérios que pudessem funcionar como os evangelistas e pastores viajantes costumam funcionar. Eles poderiam passar poucos dias em uma escola e mudar todo o espírito dela. Eles poderiam conversar com os professores, passar algum tempo com eles, e ministrar a eles. Depois de poucos dias a escola seria transformada. Tudo seria transformado.

Isto nos guia a outro fardo. Nós estamos cometendo um erro em deixar estudantes se graduando sem manter um arquivo permanente e atualizado a respeito deles. Simplesmente porque eles não estão mais em nossas classes, não significa que  não estamos mais interessados neles. Providenciemos para que eles progridam no que aprenderam e que sejam usados em algumas fases da impressão da Palavra Viva ou da edição da Palavra, e que eles estejam constantemente envolvidos nela. Temos visto alguns dos estudantes voltarem a Shiloh e perambularem nos corredores. Entre as aulas conversam com alguns de seus velhos amigos e você pode ver que eles se  sentem perdidos; não estão prontos para ir para a universidade. Precisam de alguma coisa a mais de nós. Nós podemos inventar um quarto e um quinto ano colegiais, se necessário. Deve haver um caminho pelo qual possamos ainda manter, através de uma Companhia Apostólica, a supervisão que surge na intimidade entre mestres e alunos, de modo que eles sejam checados de tempos em tempos. Da mesma forma como publicamos os boletins das crianças, agora deveríamos receber boletins do progresso de cada diplomado. Constantemente o estudante deveria relatar o que o Senhor tem estado fazendo em sua vida e as profecias que têm se cumprido. Por exemplo, se lhe foi ensinado algo sobre impressão, agora está trabalhando numa empresa do Reino? Esses diplomados devem ser guiados em estudos supervisionados que continuem ano após ano.

Quando uma pessoa pára de aprender? Quando ela deve parar deaprender? Nunca. A tragédia é que algumas vezes ela pára de aprender porque ninguém sente a responsabilidade de lhe ensinar. Têm vocês, professores, parado de aprender? Todos são mais ou menos ovelhas, e isto fará todos mais ou menos pastores.

O que estamos fazendo? Estamos saindo completamente de uma posição, e retornando para os nossos comissionamentos básicos. A autoridade que está neles nos fará mais audaciosos do que já fomos antes. Você pode dizer: “Mas eu estudei; eu tenho diplomas. Eu quero ser o diretor”. Isto é bom e você pode se tornar diretor; mas esqueça isso. A melhor coisa é obter o ensinamento prático que puder. Então comece a aprender tudo de novo. Esta mensagem está corrigindo coisas. Não é o Senhor desafiando você? Ele não está estabelecendo diante de você uma nova visão?

Eu creio que seria bom ministrarmos àqueles que foram comissionados anteriormente, e recomissioná-los. Há duas razões para isto: primeiro, eles precisam ouvir isto de novo; segundo, todos nós precisamos participar em fé, com eles do cumprimento de seus comissionamentos. Davi foi ungido quando era somente um pequeno pastor. Anos mais tarde, ele foi ungido novamente, e ainda mais tarde ele foi ungido pela terceira vez. Nós podemos ficar imaginando quantas vezes um homem tem que ser ungido. Bem, é sempre bom ouvir isto do Senhor novamente.

É bom sermos renovados em nossos comissionamentos. Deus chama Abraão de Seu amigo (Tiago 2:23). Nós quase podemos imaginar Deus vindo a Abraão de noite e lhe perguntando: “Você ainda está caminhando comigo? Você ainda está contando as estrelas? Você ainda está olhando a areia do mar? Ó pai de muitas nações, durma bem!” Deus veio a Abraão muitas vezes. Repetidamente a Palavra diz. “E o Senhor apareceu a Abraão”.

Por quê? Era uma renovação, um aprofundamento da sua fé que não se enfraqueceria nem diminuiria com o passar do tempo. Pelo contrário, a vereda e a expectação continuariam brilhando mais de dia em dia.

Eu creio que a nossa visão hoje para as Escolas do Reino deveria ser maior do que antes. Isto não é uma renovação: eu não gosto de renovação. Eu quero algo melhor do que antes. Atos 3:21, fala da restituição de todas as coisas ou da restauração de todas as coisas ou estabelecimento de todas as coisas, porque a mesma palavra grega tem esses três significados. Nós podemos usar esta palavra grega para descrever as nossas convocações de professores, pois ela abrange o que toda convocação deve fazer: nós devemos restaurar, reviver e renovar a nossa visão. Mais do que isto, ela deve estabelecer diante de nós a  visão não cumprida e fortalecer as nossas mãos para que possamos caminhar nisto.

Todos nós estamos recebendo uma visão renovada; estamos sendo fortalecidos nela; como Davi fortaleceu as suas mãos no Senhor (1 Samuel 23:16; 30:6). Tal cansaço pode nos dominar, mas uma nova visão está sendo estabelecida diante de nós. Isto é o que nós dizemos: “Nós tínhamos a visão do Reino, mas o Senhor está estabelecendo diante de nós algumas coisas que nunca sonhamos antes. Nossos corações estão esperando-as e antegozando-as!”

No Antigo Testamento, as Escolas de Profetas também eram chamadas “os filhos dos profetas”. Era porque entrou em cena outra geração que consistia dos filhos dos profetas que haviam sido antes deles. Podemos crer? De certo modo um professor tem a prerrogativa (privilégio, vantagem) de se tornar mais um pai de uma criança do que os seus pais naturais. Muitas vezes o mestre pode deixar uma marca maior e uma hereditariedade maior na criança, e exercer maior controle sobre o seu ambiente, do que os seus próprios pais.

Oh, quanto vocês, mestres, têm em suas mãos para fazer!

 

John Robert Stevens

 

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